No Brasil, cerca de dois milhões de pessoas sofrem de gagueira crônica, de acordo com o IBF - Instituto Brasileiro de Fluência. A gagueira é involuntária. Cientificamente é considerada como distúrbio ou transtorno de fluência da fala. O problema central da gagueira consiste em uma dificuldade do cérebro para sinalizar o término de um som ou uma sílaba e passar para o próximo. Geralmente a gagueira surge por tendência genética, por imaturidade cerebral ou prematuridade.
A gagueira crônica não tem cura. Os tratamentos disponíveis promovem uma diminuição significativa do problema, mas podem permanecer alguns resquícios, mesmo que sutis. É imprescindível o tratamento com um profissional especializado, que domine as técnicas e o tema.
Caracterizada por uma interrupção na fluência verbal, a gagueira se manifesta através de quadros involuntários de bloqueios, prolongamentos e repetições de sons ou sílabas durante a fala.
Geralmente a gagueira se manifesta na infância, durante a fase do desenvolvimento da linguagem, envolvendo fatores psicológicos. Casos de traumas familiares como brigas dos pais, por exemplo, são algumas das causas que desencadeiam a doença. Para a maioria dos casos, o tratamento deve envolver todos os membros da família e quanto mais cedo diagnosticado o problema, mais rápido pode se chegar à cura.
Pessoas com casos de gagueira na família devem ficar atentas, pois se sabe que a tendência para gaguejar é transmitida geneticamente. Mas atenção: isso não implica que indivíduos com casos na família desenvolvam a doença. Para manifestar-se, a gagueira depende do ambiente em que a pessoa vive.
A gagueira
A gagueira é uma disfunção de comunicação. As pessoas que possuem essa disfunção muitas vezes têm dificuldades na produção de fala. Ou seja, têm dificuldades de pronunciar palavras longas, somente conseguindo se comunicar através de sílabas, sendo essa uma atividade muito trabalhosa. Assim, a palavra para uma pessoa que tem gagueira demora muito mais a ser pronunciada do que para uma pessoa com a fala normal.
A gagueira é uma doença que na maioria dos casos é causada por hereditariedade (transmitida de pai para filho), muitas vezes é notada entre 2 e 4 anos de idade. Outra causa também é a lesão cerebral. Para este tipo de causa existe uma terapia chamada: terapia da fala, em que a pessoa poderá ser tratada da doença e até mesmo, curada.
Algumas pessoas se confundem dizendo que uma série de funções acarreta à gagueira, mas vejamos um alista do que não causa a gagueira:
>> Estresse
>> Sustos
>> Insegurança
>> Nervosismo
>> Ansiedade
>> Pensar mais rápido do que falar
>> Timidez
>> Baixa autoestima
Tratamento
O tratamento da doença deve partir sempre da descoberta do fator desencadeante da gagueira para cada indivíduo. Saber a causa que permitiu a manifestação da gagueira é fundamental para o tratamento.
Com o adulto, o tratamento consiste em trabalhar a consciência fonológica do paciente, desenvolvendo a imagem de bom falante. Para isso, simulam-se situações onde o gago se depara com um desafio como falar em público, por exemplo, além de exercícios para a musculatura que envolve o processo da fala. No caso das crianças, é fundamental que a família se envolva com o tratamento e evite o ambiente de repreensão em casa, que pode ter desencadeado a doença.
Saiba mais
Existem tratamentos medicamentosos e não medicamentosos para a gagueira. Fonoaudiólogos podem trabalhar com sucesso nos casos de gagueira na infância. Os medicamentos possíveis de serem usados no tratamento da gagueira são remédios que atuam ou no sistema da dopamina (neurotransmissor), como os neurolépticos (Risperidona), ou remédios que atuam no neurotransmissor Gaba (como o Pagoclone). O Pagoclone foi estudado em 130 adultos que gaguejavam. Verificou-se que o Pagoclone melhorou os sintomas da gagueira em mais de 50% dos pacientes tratados - uma diferença estatisticamente significativa em relação àqueles que haviam recebido placebo. Também se verificou que o Pagoclone foi bem tolerado, apenas com efeitos colaterais menores, como dor de cabeça e fadiga, relatados por uma minoria dos pacientes tratados.
Fonte: JORNAL DO POVO - PR
Gagueira: um distúrbio do ritmo da fala
In Fonoaudiologia, In Gagueiraquinta-feira, 1 de julho de 2010
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