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Processamento Auditivo Central

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O que é Processamento Auditivo?
Processamento Auditivo (PA)é o conjunto de processos e mecanismos que ocorrem dentro do sistema auditivo em resposta a um estímulo acústico e que são responsáveis pelos seguintes fenômenos: localização e lateralização do som, discriminação e reconhecimento de padrões auditivos, aspectos temporais da audição, incluindo resolução, mascaramento, integração e ordenação, performance auditiva com sinais acústicos competitivos e com degradação do sinal acústico (ASHA, 1995).

Características dos indivíduos com Transtorno do PA

dificuldade em compreender a fala na presença de ruídos e/ou em grupos;

tempo de atenção curto;

ansiedade e estresse quando escuta;

facilmente distraído;

dificuldade em seguir direção;

dificuldade para lembrar informações auditivas;

pior habilidade de fala, linguagem escrita e/ou leitura;

comportamento impulsivo;

dificuldade de organização e seqüencialização de estímulos verbais e não-verbais;

utilização de pistas visuais para compreender a mensagem falada;

tempo de latência aumentado para emissão de respostas;

respostas inconsistentes aos estímulos auditivos recebidos.

Um transtorno no processamento auditivo só pode ser detectado por meio de testes específicos que avaliem a função auditiva central.
A queixa mais característica do transtorno do processamento auditivo, entretanto, é a dificuldade para ouvir em ambientes acústicos desfavoráveis (ruidosos, com vários interlocutores ou com distorção da mensagem falada), na presença de avaliação audiológica básica dentro da normalidade.

Bateria de Testes Comportamentais que Avaliam o PA

Monaurais de baixa redundância: avaliam a habilidade do ouvinte de realizar o fechamento auditivo, a figura-fundo e a discriminação quando uma parte do sinal auditivo está distorcida ou ausente (redundância extrínsica reduzida, isto é, a redundância do sinal de fala está diminuída em virtude da modificação das características do sinal de fala).. Exemplos: Teste de Fala no Ruído, PSI -Teste Pediátrico de Inteligibilidade de Fala com Mensagem Competitiva Ipsilateral, SSI – Teste de Identificação de Sentenças Sintéticas, Teste de Fala Filtrada.

Dicóticos: envolvem a apresentação de estímulos diferentes simultaneamente às duas orelhas. Avaliam a integração e a separação binaural, ou seja, a habilidade do ouvinte para repetir tudo o que ouviu ou para dirigir a atenção para uma só orelha. Exemplos: SSW – Teste de Dissílabos Alternados; Dígitos Dicóticos; CES - Sons Ambientais Competitivos.

Processamento Temporal: avaliam as habilidades auditivas de ordenação, discriminação, resolução e integração temporal.. Exemplos: PPST – Teste de Reconhecimento do Padrão de Freqüência; DPST – Teste de Reconhecimento do Padrão de Duração; RGDT – Teste de Detecção de Intervalo Aleatório.

Interação Binaural: avaliam a habilidade do sistema nervoso auditivo central para processar informação díspar, mas complementar, apresentada às duas orelhas. Diferente dos testes de escuta dicótica, as informações apresentadas à cada orelha constituem juntas a mensagem completa, necessitando a integração das duas para que o todo seja percebido.. Exemplos: MLD – Limiar Diferencial de Mascaramento; Teste de Fusão Binaural.

Avaliação eletrofisiológica
Pode ser utilizada como complemento da avaliação comportamental do PA e pode incluir os seguintes procedimentos:

Potenciais Auditivos Evocados do Tronco Encefálico (PAETE): medida objetiva da transmissão dos sinais acústicos no tronco cerebral. Ocorre aproximadamente até 10 milisegundos após a apresentação do estímulo.

Potenciais de Média Latência (MLR): medida objetiva da transmissão dos sinais acústicos na região talâmica. Ocorre aproximadamente de 10 a 90 milisegundos após a apresentação do estímulo.

Potenciais de Longa Latência (P300 e MMN): avaliam os centros auditivos corticais.

A Avaliação Muldisciplinar do PA
A avaliação do processamento auditivo é multidisciplinar. O médico pediatra pode auxiliar a detecção de possíveis doenças que possam causar os mesmos sintomas, bem como avaliar o crescimento e o desenvolvimento neuropsicomotor; o médico otorrinolaringologista pode determinar se o indivíduo tem um problema auditivo e indicar a avaliação audiológica quando necessário; o fonoaudiólogo especialista em audição investiga a função auditiva central por meio de testes; o fonoaudiólogo especialista em linguagem pode avaliar a compreensão e a linguagem expressiva; o psicólogo pode fornecer informações sobre problemas cognitivos ou comportamentais que possam contribuir com o quadro. As várias medidas usadas por estes e outros membros da equipe poderão sugerir processamento auditivo deficiente.

Finalidades da avaliação do PA

determinar ou não a presença de habilidades auditivas deficientes;

descrever os parâmetros e extensões destas alterações;

fornecer informações sobre o local da disfunção no sistema nervoso auditivo central, no indivíduo adulto;

ressaltar as habilidades preferenciais para a aprendizagem;

estabelecer diretrizes e critérios que possam auxiliar na elaboração de um programa de reabilitação.

Quem se beneficia da avaliação comportamental do PA

indivíduos com idade superior a 7 anos (Beck, 2002), sendo que os testes poderiam ser aplicados com cautela na interpretação em crianças com 5 ou 6 anos;

indivíduos com audição periférica suficiente, isto é, média tonal até 40dB NA com simetria de limiares entre orelhas e I.P.R.F. de no mínimo 70% e a diferença do índice entre as orelhas não exceda 20% (KATZ, 1994);

indivíduos com nível de atenção que permita a realização dos testes;

indivíduos com função cognitiva que permita a realização dos testes;

indivíduos com habilidades de linguagem receptiva e emissiva (desenvolvimento suficiente para compreender as tarefas verbais solicitadas e produção de fala inteligível);

indivíduos com integridade da orelha média.

(Re)habilitação
A (re)habilitação do indivíduo com transtorno do PA deve ser planejada e realizada por diferentes profissionais (fonoaudiólogo, neurologista, psicólogo) baseando-se nas necessidades individuais de cada paciente dependendo da natureza, das manifestações funcionais e do grau do problema. Envolve a modificação ambiental, para garantir o acesso à informação auditiva, a intervenção direta, que se trata do uso de técnicas que trabalhem as habilidades auditivas deficientes, e o uso de estratégias compensatórias, como uso de pistas visuais, contextuais e linguísticas.

Fonte: Clique Aqui

Processamento Auditivo Central

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O que é Processamento Auditivo?
Processamento Auditivo (PA)é o conjunto de processos e mecanismos que ocorrem dentro do sistema auditivo em resposta a um estímulo acústico e que são responsáveis pelos seguintes fenômenos: localização e lateralização do som, discriminação e reconhecimento de padrões auditivos, aspectos temporais da audição, incluindo resolução, mascaramento, integração e ordenação, performance auditiva com sinais acústicos competitivos e com degradação do sinal acústico (ASHA, 1995).

Características dos indivíduos com Transtorno do PA

dificuldade em compreender a fala na presença de ruídos e/ou em grupos;

tempo de atenção curto;

ansiedade e estresse quando escuta;

facilmente distraído;

dificuldade em seguir direção;

dificuldade para lembrar informações auditivas;

pior habilidade de fala, linguagem escrita e/ou leitura;

comportamento impulsivo;

dificuldade de organização e seqüencialização de estímulos verbais e não-verbais;

utilização de pistas visuais para compreender a mensagem falada;

tempo de latência aumentado para emissão de respostas;

respostas inconsistentes aos estímulos auditivos recebidos.

Um transtorno no processamento auditivo só pode ser detectado por meio de testes específicos que avaliem a função auditiva central.
A queixa mais característica do transtorno do processamento auditivo, entretanto, é a dificuldade para ouvir em ambientes acústicos desfavoráveis (ruidosos, com vários interlocutores ou com distorção da mensagem falada), na presença de avaliação audiológica básica dentro da normalidade.

Bateria de Testes Comportamentais que Avaliam o PA

Monaurais de baixa redundância: avaliam a habilidade do ouvinte de realizar o fechamento auditivo, a figura-fundo e a discriminação quando uma parte do sinal auditivo está distorcida ou ausente (redundância extrínsica reduzida, isto é, a redundância do sinal de fala está diminuída em virtude da modificação das características do sinal de fala).. Exemplos: Teste de Fala no Ruído, PSI -Teste Pediátrico de Inteligibilidade de Fala com Mensagem Competitiva Ipsilateral, SSI – Teste de Identificação de Sentenças Sintéticas, Teste de Fala Filtrada.

Dicóticos: envolvem a apresentação de estímulos diferentes simultaneamente às duas orelhas. Avaliam a integração e a separação binaural, ou seja, a habilidade do ouvinte para repetir tudo o que ouviu ou para dirigir a atenção para uma só orelha. Exemplos: SSW – Teste de Dissílabos Alternados; Dígitos Dicóticos; CES - Sons Ambientais Competitivos.

Processamento Temporal: avaliam as habilidades auditivas de ordenação, discriminação, resolução e integração temporal.. Exemplos: PPST – Teste de Reconhecimento do Padrão de Freqüência; DPST – Teste de Reconhecimento do Padrão de Duração; RGDT – Teste de Detecção de Intervalo Aleatório.

Interação Binaural: avaliam a habilidade do sistema nervoso auditivo central para processar informação díspar, mas complementar, apresentada às duas orelhas. Diferente dos testes de escuta dicótica, as informações apresentadas à cada orelha constituem juntas a mensagem completa, necessitando a integração das duas para que o todo seja percebido.. Exemplos: MLD – Limiar Diferencial de Mascaramento; Teste de Fusão Binaural.

Avaliação eletrofisiológica
Pode ser utilizada como complemento da avaliação comportamental do PA e pode incluir os seguintes procedimentos:

Potenciais Auditivos Evocados do Tronco Encefálico (PAETE): medida objetiva da transmissão dos sinais acústicos no tronco cerebral. Ocorre aproximadamente até 10 milisegundos após a apresentação do estímulo.

Potenciais de Média Latência (MLR): medida objetiva da transmissão dos sinais acústicos na região talâmica. Ocorre aproximadamente de 10 a 90 milisegundos após a apresentação do estímulo.

Potenciais de Longa Latência (P300 e MMN): avaliam os centros auditivos corticais.

A Avaliação Muldisciplinar do PA
A avaliação do processamento auditivo é multidisciplinar. O médico pediatra pode auxiliar a detecção de possíveis doenças que possam causar os mesmos sintomas, bem como avaliar o crescimento e o desenvolvimento neuropsicomotor; o médico otorrinolaringologista pode determinar se o indivíduo tem um problema auditivo e indicar a avaliação audiológica quando necessário; o fonoaudiólogo especialista em audição investiga a função auditiva central por meio de testes; o fonoaudiólogo especialista em linguagem pode avaliar a compreensão e a linguagem expressiva; o psicólogo pode fornecer informações sobre problemas cognitivos ou comportamentais que possam contribuir com o quadro. As várias medidas usadas por estes e outros membros da equipe poderão sugerir processamento auditivo deficiente.

Finalidades da avaliação do PA

determinar ou não a presença de habilidades auditivas deficientes;

descrever os parâmetros e extensões destas alterações;

fornecer informações sobre o local da disfunção no sistema nervoso auditivo central, no indivíduo adulto;

ressaltar as habilidades preferenciais para a aprendizagem;

estabelecer diretrizes e critérios que possam auxiliar na elaboração de um programa de reabilitação.

Quem se beneficia da avaliação comportamental do PA

indivíduos com idade superior a 7 anos (Beck, 2002), sendo que os testes poderiam ser aplicados com cautela na interpretação em crianças com 5 ou 6 anos;

indivíduos com audição periférica suficiente, isto é, média tonal até 40dB NA com simetria de limiares entre orelhas e I.P.R.F. de no mínimo 70% e a diferença do índice entre as orelhas não exceda 20% (KATZ, 1994);

indivíduos com nível de atenção que permita a realização dos testes;

indivíduos com função cognitiva que permita a realização dos testes;

indivíduos com habilidades de linguagem receptiva e emissiva (desenvolvimento suficiente para compreender as tarefas verbais solicitadas e produção de fala inteligível);

indivíduos com integridade da orelha média.

(Re)habilitação
A (re)habilitação do indivíduo com transtorno do PA deve ser planejada e realizada por diferentes profissionais (fonoaudiólogo, neurologista, psicólogo) baseando-se nas necessidades individuais de cada paciente dependendo da natureza, das manifestações funcionais e do grau do problema. Envolve a modificação ambiental, para garantir o acesso à informação auditiva, a intervenção direta, que se trata do uso de técnicas que trabalhem as habilidades auditivas deficientes, e o uso de estratégias compensatórias, como uso de pistas visuais, contextuais e linguísticas.

Fonte: Clique Aqui

Rafael Maurício tenta retomar audiologia

domingo, 15 de agosto de 2010

A entidade recorre ao STF para voltar a atender pessoas com problemas de audição, incluindo implantação de prótese
Tisa Moraes
Impedido de prestar serviços de audiologia a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) desde março, o Lar-Escola Rafael Maurício (LERM) ingressou com recurso extraordinário junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última tentativa de retomar o atendimento. Até cinco meses atrás, a instituição realizava todo o atendimento médico a pacientes – do diagnóstico à reabilitação, incluindo a distribuição de próteses auditivas - por meio de liminar, que foi cassada neste ano.

Com isso, o convênio firmado com o Ministério da Saúde através do Departamento Regional de Saúde de Bauru (DRS-6) foi suspenso e toda a demanda teve de ser redistribuída para duas unidades da região que prestam o mesmo tipo de serviço. A entidade argumenta que a medida resultou no aumento da fila de espera por tratamento em audiologia.

Segundo o advogado que representa o lar judicialmente, Ariovaldo de Paula Campos Neto, o imbróglio teve início em 2004, com a criação da portaria do Ministério da Saúde que instituiu a Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva. Dentre as regras estabelecidas, uma apontava que, no raio de 1,5 milhão de pessoas, deveria haver um serviço de audiologia disponível. E a prioridade no repasse de recursos do SUS seria dada a hospitais públicos e universitários.

“Houve uma interpretação da portaria pelo gestor estadual de que nesse raio um único serviço daria conta da demanda, mas foi apenas uma interpretação, porque os serviços da região não davam e continuam não dando conta da demanda de pacientes”, frisa. Além do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, da Universidade de São Paulo (USP), mais conhecido como Centrinho, a Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB/USP) e a Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu são credenciadas para prestar esta espécie de serviço na região.

Campos Neto explica que o LERM iniciou o atendimento em audiologia em 2002 e, até 2010, atendeu cerca de 10 mil pacientes. Com a criação da portaria, foi enviada ao DRS-6 toda a documentação necessária para ser recredenciado junto ao Ministério da Saúde. Ainda de acordo com o advogado, o órgão estadual não encaminhou o pedido de recredenciamento à Brasília por alegar que o Centrinho e Botucatu dariam conta de absorver os cerca de 120 pacientes atendidos por dia no lar, negando a existência de uma demanda reprimida de deficientes auditivos na região.


Tratamento completo

O Lar-Escola Rafael Maurício (LERM) iniciou o atendimento em audiologia em 2002, quando foi credenciado pelo Ministério da Saúde e passou a receber recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento realizado incluía diagnóstico, tratamento, reabilitação e distribuição de próteses auditivas. Exames mais sofisticados como tomografias e ressonâncias magnéticas eram encaminhados ao Hospital de Base ou ao Hospital Estadual Bauru.

Diferentemente dos implantes cocleares utilizados pelo Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, da Universidade de São Paulo (USP), o Centrinho, as próteses auditivas são instaladas na parte externa da cabeça, sem necessidade de cirurgia. Os aparelhos eram comprados de empresas fabricantes e fornecidos gratuitamente aos pacientes.


Equipe de 20 funcionários foi demitida

Através de liminares, os serviços de audiologia do Lar Rafael Maurício foram retomados e interrompidos por pelo menos duas vezes ao longo dos últimos anos, até a última suspensão em março de 2010, que culminou com a demissão de todos os 20 funcionários do setor, entre médicos, fonoaudiológos, psicólogos e assistentes sociais. “Se não houvesse demanda para todos os serviços, como se explica o aumento de 4 mil pacientes cadastrados no lar entre 2007 e 2009? Na época da cassação da última liminar, já havia pacientes agendados até 2011”, pondera o advogado Ariovaldo de Paula Campos Neto.

Ele acrescenta que, na última visita realizada em 2009 pela Comissão de Auditoria da própria DRS-6, os técnicos teriam sugerido o aumento no número de vagas para atendimento de casos novos, já que havia pacientes para tanto. “É algo um pouco incoerente”, resume, salientando que o lar aguarda decisão judicial favorável, já que possui pleno interesse na retomada dos serviços.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo informou que não existe demanda reprimida no atendimento a deficientes auditivos na região. Também acrescentou que solicitou duas vezes ao LERM a relação de pacientes da instituição para que o Estado pudesse efetuar o encaminhamento para outros serviços, mas a lista não foi enviada.

Ainda de acordo com a secretaria, os usuários que ainda permanecem sem atendimento devem procurar a ouvidoria do DRS-6 para que voltem a receber o tratamento adequado. Até o momento, de maneira espontânea, apenas 99 pacientes procuraram o órgão e conseguiram ser remanejados. Desde total, 27 estão sendo atendidos pela FOB-USP e o restante, pelo Centrinho.

Fonte: Clique Aqui

Audiologia Educacional

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Tratamento ajuda crianças e adultos que possuem deficiencias auditivas

Segundo pesquisas realizadas, 4,2% da população brasileira apresenta problemas relacionados à audição. Ademais, a cada 10 mil crianças no País, 30 tem deficiencias auditivas, que podem ser classificados em uma escala de leve, moderada, severa e profunda, podendo ser congênita ou provocada.

As várias causas que podem levar uma pessoa a desenvolver a um quadro de surdez ou dificuldade de audição. Entre estas estão à obstrução por acúmulo de cera no canal do ouvido, perfurações ou dano causado no tímpano, infecção ou lesão nos pequenos ossinhos dentro do ouvido médio, ruído excessivo ou intenso, infecções bacterianas e virais, causados por doenças como rubéola, caxumba e meningite, e o uso de alguns medicamentos, especialmente antibióticos que podem lesar as estruturas neurossensoriais.

Mesmo que os problemas auditivos atinjam o todo igualmente, as crianças que os desenvolvem requerem um pouco mais de atenção. Pois se não for dada a devida assistencia, terão dificuldades no desenvolvimento da linguagem e ao chegar à idade escolar não irão conseguir acompanhar os demais, seja porque ouvem mal, ou simplesmente porque não ouvem o que está sendo ensinado.

Um dos recursos utilizados para melhorar, ampliar ou reduzir o processo de escuta do paciente com debilidades auditivas é o uso dos aparelhos auditivos. Eles podem podem ser externos ou internos (intrauriculares).

No entanto, na maioria dos casos somente o uso do aparelho não funciona. Se faz necessário que haja um acompanhamento mais eficaz. Segundo a fonoaudióloga do Grupo Ana Rosa, Paula Érika, "os aparelhos mesmo os mais avançados tecnologicamente cumprem o papel de refinar ou aumentar o som, fazendo que o paciente passe a ouvir, porém eles não desempenham a função da compreensão, assim muitas vezes o que foi ouvido torna-se incompreensível para o paciente."

Um método que tem se mostrado eficaz no auxilio a pacientes que tem problemas auditivos, por isso apresentam dificuldades de compreender e identificar o significado das palavras, é a audiologia educacional. Conforme explica a fonoudióloga, o tratamento consite em fazer que o paciente desenvolva a oralidade, melhorando seus padrões de linguagem, vocabulário, e entendimento.

Na audiologia educacional, o profissional terapeuta utiliza-se de vários recursos para estimular o aprendizado do paciente. Desde de utensílios como jogos, brincadeiras, miniaturas, no caso das crianças; até o uso de jornais, revistas, livros, aparelho de som e outros objetos, no caso dos adultos.

Além estimular a desenvoltura da fala e dos sons, no tratamento de audiologia educacional, também conhecido como reabilitação, o profissional desenvolve um estudo de caso do paciente. Esse estudo permite que o terapeuta descubra quais foram os motivos que levaram o paciente a adquirir a deficiência auditiva. Através desse diagnóstico, é possível demilitar qual é o aparelho que mais se adequa ao uso do paciente.

Outro ponto importante no processo de reabilitação é o apoio a família. Geralmente as consultas são familiares, possibilitando que os membros desta passem a entender e compreender o caso do paciente, estimulando seu desenvolvimento.


Autor: Rodrigo Freitas
Fonte: Grupo Ana Rosa

Fonte: Clique Aqui

Proteção auditiva para músicos

quinta-feira, 25 de março de 2010

A exposição a níveis de pressão sonora elevados por longos períodos de tempo pode não apenas gerar perturbações funcionais no organismo, como também causar problemas que vão desde o incômodo até sérias lesões auditivas, as quais muitas vezes são irreversíveis.

O MÚSICO é um profissional que exerce sua atividade, na maioria das vezes, sob intensos níveis sonoros tanto em suas performances (shows) quanto em suas práticas de treinamento e estudo, ao longo de várias horas de dedicação e ensaios. A música em orquestras sinfônicas e/ou banda de estilos variados freqüentemente ultrapassa os padrões de intensidade toleráveis, atingindo níveis de pressão sonora elevados.

Sabe-se que o recurso mais importante na vida profissional de um músico é a sua AUDIÇÃO e, no entanto, essa muitas vezes se encontra sob risco. Desta forma, muitos trabalhos encontrados na literatura especializada têm seu principal foco nas medições de níveis sonoros e suas conseqüências.

Como forma de se reduzir o efeito do ruído nos músicos durante seus ensaios e performances, sugere-se a utilização de PROTETORES AUDITIVOS.

Os protetores auditivos convencionais do tipo plug atenuam mais nas altas freqüências do que nas médias e baixas, fazendo com que a voz e música não fiquem nítidas e se tornem artificiais. Tais protetores podem causar alguns inconvenientes segundo Niquette (2006), muita atenuação em geral, atenuação exagerada em freqüências altas e efeito de oclusão (os usuários percebem algumas diferenças na qualidade sonora, seja pela diferença na percepção da voz de outras pessoas, como na sua própria voz que se torna mais abafada, bem como dos sons produzidos ao mascar e respirar- Berger,1996).

A atenuação proporcionada pelos protetores comuns, se inseridos profundamente na orelha, pode chegar a valores de 30 -40 dB. Tal atenuação é muitas vezes excessiva e desnecessária, podendo resultar em má percepção auditiva.

A principal característica dos protetores auditivos específicos para músicos é ter atenuação uniforme, ou seja, não atenuar mais as freqüências altas em relação as médias e as baixas, como acontece com protetores comuns. São denominados de alta fidelidade (HiFi- Highest-fidelity) porque a música mantém a sua qualidade original, porém com menor nível sonoro. Os modelos personalizados podem oferecer redução de 9dB, 15 dB ou 25 dB, de acordo com o filtro utilizado. Já o modelo pré-moldado pode oferecer atenuação de 20DB.





Por fim, sugere-se a utilização de protetores auriculares para os músicos se protegerem do elevado nível de pressão sonora ao qual estão expostos. Porém, cabe ressaltar que tal proteção, pode, embora não tenha sido ainda cientificamente provado, reduzir a intensidade sonora do retorno dos músicos.

Contudo é melhor se ter certa dificuldade com o retorno do que correr o risco de sofrer perdas auditivas irreversíveis. Desta forma, acredita-se que a utilização de protetores auriculares (que devem possuir o Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho e Emprego) para estes profissionais é imprescindível, mesmo que a maioria ainda relute e questione tal importância.



Fonte:

- Revista Produção Online. AVALIAÇÃO DOS NÍVEIS DE PRESSÃO SONORA AOS QUAIS MÚSICOS DE UMA BANDA ESTÃO EXPOSTOS. ISSN 1676 - 1901 / Vol. IX/ Num.II / 2009
Márcio Henrique Mendes; Rodrigo Eduardo Catai; Mauro Edson Alberti

- Tese de mestrado em Fonoaudiologia- PUC-SP. Músicos de pop-rock: efeitos da música amplificada e avaliação da satisfação no uso de protetores auditivos. Cristiane Bolzachini Santoni, 2008.

Fonte: Clique Aqui

Estudo associa melhora da qualidade do ar à redução nas infecções de ouvido

quarta-feira, 24 de março de 2010

Uma correlação direta entre a qualidade do ar e as infecções de ouvido
A melhora observada na qualidade do ar na última década pode ser a responsável pela redução nos casos de infecção de ouvido em crianças nos Estados Unidos, segundo estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles. Uma revisão dos dados da Pesquisa Nacional de Saúde do país - incluindo mais de 120 mil crianças no período entre 1997 e 2006 - mostrou que, à medida que a qualidade do ar melhorou de forma constante, o número de casos de infecções frequentes de ouvido reduziu significativamente.

"Acreditamos que essas descobertas, que demonstram uma correlação direta entre a qualidade do ar e as infecções de ouvido, têm significância médica e política", destacou a pesquisadora Nina Shapiro, co-autora do estudo. "Os resultados validam os benefícios do Ato do Ar Puro de 1990 revisado, que dá à Agência de Proteção Ambiental mais autoridade para implementar e reforçar regulamentações reduzindo as emissões de poluentes no ar. Eles também mostram que o ambiente pode ter benefícios diretos nas medidas de qualidade da saúde", concluiu a especialista.

Fonte: Clique Aqui

Processamento Auditivo

sexta-feira, 19 de março de 2010



É o conjunto de processos e mecanismos que ocorrem dentro do sistema auditivo em resposta a um estímulo acústico e que são responsáveis pelos seguintes fenômenos: localização e lateralização do som, discriminação e reconhecimento de padrões auditivos, aspectos temporais da audição, incluindo resolução, mascaramento, integração e ordenação, performance auditiva com sinais acústicos competitivos e com degradação do sinal acústico (ASHA, 1995).

Basicamente, e o que fazemos com o que ouvimos.

Características dos indivíduos com Transtorno do PA

- dificuldade em compreender a fala na presença de ruídos e/ou em grupos;
- tempo de atenção curto;
- ansiedade e estresse quando escuta;
- facilmente distraído;
- dificuldade em seguir direção;
- dificuldade para lembrar informações auditivas;
- pior habilidade de fala, linguagem escrita e/ou leitura;
- comportamento impulsivo;
- dificuldade de organização e seqüencialização de estímulos verbais e não-verbais;
- utilização de pistas visuais para compreender a mensagem falada;
- tempo de latência aumentado para emissão de respostas;
- respostas inconsistentes aos estímulos auditivos recebidos




Os impulsos elétricos chegam ao cérebro, no cortéx auditivo, onde os sons da fala são discriminados dos ruídos e analisados.



A informação linguística se integra as areas cerebrais envolvidas no processamento de linguagem.



Programa
Equipamento adequado –cabine acustica
Atividades programadas a serem desenvolvidas

Fonte: Clique Aqui

Audiologia do envelhecimento (Presbiacusia)

quinta-feira, 18 de março de 2010

O Brasil é hoje um país com importante crescimento da população idosa. No ano de 2020, espera-se alcançar um total de 32 milhões de pessoas, com mais de 60 anos de idade. Este fato, sem dúvida, o integra no panorama mundial de aumento da longevidade humana, que se estende a limites antes impensados.
A perda auditiva associada ao envelhecimento é um fenômeno com alta prevalência na população idosa, podendo levar a uma série de dificuldades na comunicação oral, bem como, muito freqüentemente, na interação familiar e social. A Política Nacional de Saúde da Pessoa Portadora de Deficiência faz referência à literatura internacional, provavelmente pela falta de estudos de base populacional em âmbito nacional, definindo como presbiacusia a perda auditiva devido à idade, que vem sendo apontada como a principal causa de deficiência auditiva nos idosos, com uma prevalência de cerca de 30% na população com mais de 65 anos de idade. A segunda causa de deficiência auditiva nesta população, apontada no mesmo documento, é a perda auditiva induzida por ruído - PAIR.
Definida como um declínio auditivo relacionado à idade, a presbiacusia é considerada por alguns autores como resultante de um somatório de fatores negativos, extrínsecos e intrínsecos, que influenciam o sistema auditivo na população mais velha. Clinicamente, é abordada como um tipo comum de perda auditiva causada por uma degeneração coclear, que afeta principalmente a parte basal da cóclea, prejudicando a percepção auditiva das freqüências altas.
Para Portmann e Portmann, a presbiacusia é um fenômeno biológico a que ninguém escapa, iniciando-se normalmente a partir dos 20/30 anos de idade podendo tornar-se socialmente incômoda a partir dos 40/50 anos.

Avaliação Audiológica e Envelhecimento

A avaliação audiológica da deficiência auditiva na pessoa idosa deve envolver não só os exames objetivos e subjetivos que visam definir os limiares audiológicos do indivíduo, mas também ter um caráter global, avaliando a qualidade do processamento central da informação periférica auditiva, e ainda, considerar a percepção do paciente em relação a sua própria perda auditiva, no aspecto funcional, ou seja, nas suas atividades sociais, familiares e diárias.

Diagnóstico e Intervenção Precoce da Perda Auditiva no Envelhecimento

O diagnóstico e a intervenção precoce da perda auditiva associada à idade são fundamentais para uma boa qualidade de vida do indivíduo idoso. Os estudos e pesquisas nesta área apontam para a possibilidade de uma mudança funcional a partir da plasticidade cerebral, mesmo tratando-se de indivíduos adultos.
A indicação, adaptação e uso do aparelho de amplificação auditiva individual precocemente, ou seja, imediatamente após o diagnóstico de uma perda auditiva de grau leve e/ou moderado, poderá contribuir para a prevenção do aumento do grau de perda auditiva e de outras alterações relacionadas às questões psicossociais do indivíduo com perda auditiva.
ver mais: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-72992007000100021&lng=pt&nrm=iso
Fonte: Clique Aqui

A audição dos bebês

sexta-feira, 12 de março de 2010



A partir do quinto mês de gestação o bebê já pode ouvir os sons do corpo da mãe e até sua voz e é aí que se inicia o contato da criança com o mundo. Qualquer perda na capacidade auditiva,mesmo que seja mínima faz com que a criança perca a capacidade de receber adequadamente as informações essenciais para o seu desenvolvimento.
Atualmente contamos com o "Teste da Orelhinha", que é feito em hospitais do Brasil nos bebês desde os primeiros dias de vida até 6 meses de idade.É um teste simples, que detecta a presença ou não de deficiência auditiva no bebê.Apesar do nome ser semelhante os teste do pézinho, não é necessário o uso de agulhas durante a realização do exame.
O teste é feito com o bebê em sono natural e dura em torno de 3 a 5 minutos, não dói e nem tem contra indicações.

O teste da orelhinha é tão essencial quanto o teste do pézinho, afinal ele vai avaliar um aspecto que pode influenciar em todo o desenvolvimento geral da criança (cognitivo, de linguagem, emocional, social etc.). A perda auditiva, sendo detectada precocemente evita qualquer prejuízo para esse desenvolvimento, fazendo com que essa criança possa ser acompanhada e ter um desenvolvimento mais próximo do normal possível.
Existem alguns fatores que no histórico de saúde e familiar do bebê que podem ser agravantes para a perda auditiva, entre eles estão: Infecção intra-uterina;anomalias craniofaciais;peso menor que 1,5 kg;medicação ototóxica;meningite;ventilação mecânica na UTI com 5 dias ou mais; sindromes neurológicas, rubéola da mãe na gestação etc.

Fonte: Clique Aqui

Despesas com prótese auditiva poderão ser deduzidas do IR

segunda-feira, 8 de março de 2010



As despesas com prótese auditiva poderão ser deduzidas da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), caso projeto de lei do então senador Expedito Júnior seja transformado em lei. A matéria foi aprovada nesta quarta-feira (24) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, onde receberá decisão terminativa.
A proposta (PLS 364/08) recebeu emenda do relator, senador Mão Santa (PSC-PI), para permitir a dedução, no IR, também das despesas com aquisição de órteses auditivas – aparelhos ortopédicos de uso provisório. O benefício será concedido com a comprovação médica da deficiência, sendo ainda necessária a nota fiscal, em nome do contribuinte, registrando a compra do equipamento.
Pela proposição inicial de Expedito Júnior, a dedução só poderia ser feita se a redução auditiva for causada por doença profissional ou acidente em serviço. No entanto, outra emenda do relator estendeu o benefício a todos os portadores de deficiência auditiva, independentemente da forma de aquisição do problema.
O projeto altera a lei do IRPF (Lei 9.250/95) para incluir as órteses e próteses auditivas. A legislação já permite a dedução dos pagamentos efetuados a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como gastos com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos, próteses ortopédicas e dentárias.
Ao permitir a dedução de despesas com próteses ortopédicas e dentárias e não admitir as realizadas com equipamentos auditivos, argumentou o senador Expedito Júnior na justificação da proposta, a atual legislação mostra-se “injusta e iníqua”. A aquisição e uso de equipamentos auditivos, ressaltou o autor da proposta, melhora a qualidade de vida dessas pessoas.
No Brasil, informou Mão Santa, são quase três milhões de brasileiros com déficits auditivos, o que dificulta sua inserção social. O senador, que é médico, ressaltou que muitos dos problemas auditivos podem ser corrigidos ou aliviados por meio de aparelhos de amplificação sonora individual.
O relator explicou ainda que, independentemente da forma de aquisição da doença, o Sistema Único de Saúde (SUS) está obrigado a fornecer gratuitamente as órteses e próteses auditivas a quem deles precisar, conforme determina a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/90). No entanto, observou Mão Santa, muitos portadores de lesões auditivas adquirem os aparelhos no mercado devido à dificuldade de obtê-los no SUS.
Agência Senado

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Equipamento audiológico

sábado, 31 de janeiro de 2009

Equipamento audiológico inédito é desenvolvido pela Uncisal

A complexidade do sistema auditivo humano necessita atualmente de três diferentes tipos de equipamentos para a definição de diagnósticos elétricos do sistema nervoso central (SNC) referentes, por exemplo, à perda de audição, labirintite ou câncer nas vias auditivas, entre diversos outros problemas de nomes menos populares. Pedro de Lemos Menezes, professor da Faculdade de Fonoaudiologia da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) e pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, em sua tese de doutorado, defendida na Universidade de São Paulo (USP), reuniu os três aparelhos em apenas um, com uma redução de 90% no custo final do equipamento em comparação ao somatório dos três.

Ele explica que usou um computador pessoal (PC) e uma placa de som, criou um amplificador biológico, desenvolveu um software e obteve o resultado desejado ao reunir diferentes características dos dois equipamentos existentes que medem as respostas elétricas auditivas, no SNC , acrescentando as funções do aparelho que realiza exames de avaliação elétrica do equilíbrio por meio de contração muscular e estímulos sonoros. "O mais complexo foi o software, viabilizado com a participação fundamental do professor Renato Glauco de Souza Rodrigues, que trabalha no Laboratório de Instrumentação e Acústica (LIA), aqui na UNCISAL. A partir das nossas incansáveis discussões técnicas, o programa foi desenvolvido", agradece Pedro Menezes.

O complexo sistema de leitura desenvolvido, composto por componentes eletrônicos simples, é conectado ao indivíduo por meio de eletrodos fixados na superfície da pele. De acordo com o professor Pedro, não há em Alagoas nem um equipamento em funcionamento para tais finalidades. "O profissional de saúde, com o uso desse novo equipamento, vai gerar estímulos sonoros e registrar o caminho a partir da porção interna do ouvido até a parte do cérebro que registra os sons ou analisa o equilíbrio, a depender do exame escolhido. Dessa forma é possível identificar se há algum bloqueio de maneira bastante precisa, seja por um tumor ou por outros fatores", explica ele.

O pesquisador observa ainda que o SUS em Alagoas não disponibiliza essa especialidade de exame em sua plenitude aos seus usuários. "Esses tipos de exames são muito caros, e os equipamentos custam de R$ 20 mil a R$ 120 mil. A minha proposta é viabilizar a inclusão desses exames audiológicos para usuários do SUS em Alagoas", adianta Pedro.
por Uncisal

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Barulho em Congonhas

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Barulho em Congonhas pode prejudicar audição

Afirmativa foi divulgada através de relatório da Infraero

Segundo relatório de impacto ambiental (Rima), divulgado pela Infraero, o Aeroporto de Congonhas faz mais barulho do que o permitido pela justiça. Essa fator é uma problemática para as casas, escolas e hospitais, que estão localizados nas cercanias de Congonhas, tal como os usuários que permanecem na área de embarque e no espaço das autoridades.

Segundo o otorrinolaringologista e diretor de comunicação da ABORL-CCF, Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, Marcelo Ribeiro de Toledo Piza, o som emitido por um avião, durante a decolagem, pode atingir até 140 decibéis. Quando, na verdade, o máximo permitido pelos médicos e pela OMS é de 85 db, quase 70% a mais.. "As pessoas que trabalham regularmente próximo ao aeroporto, quando expostas a níveis de ruído superiores a 85 decibéis, podem apresentar diversas manifestações como irritação, zumbidos, e eventualmente diminuição da audição", confirma Marcelo.

Bruno Acioli

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Pesquisa sobre audição em Dallas

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Catarinense apresenta pesquisa sobre audição em Dallas

Itajaí/SC – Sheila Andreoli Balen, pesquisadora do curso de Fonoaudiologia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), participa, entre os dias 1º e 4 de abril, do American Academy of Audiology Annual Meeting, que acontece na cidade de Dallas, no Estado do Texas nos Estados Unidos. Na ocasião, ela apresentará três pesquisas desenvolvidas por meio da iniciação científica na Univali, sendo que duas delas estão vinculadas ao projeto Software Auxiliar na Reabilitação de Distúrbios Auditivos (Sarda), que conta com fomento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), do Governo Federal.

As pesquisas que serão apresentadas tratam da influência do nível sócio-econômico na resolução temporal em crianças, da aplicação em crianças brasileiras de um software americano voltado para pessoas com distúrbios auditivos e um estudo sobre o desenvolvimento de crianças com distúrbios do processamento temporal auditivo coma aplicação do Sarda.

O Sarda é um software ilustrado que auxilia na aprendizagem de crianças com distúrbio auditivo, será utilizado por fonoaudiólogos e professores para desenvolver habilidades de audição como localização da fonte sonora, discriminação e memória auditiva, atenção seletiva e atenção sustentada. Ele está disponível, em caráter de teste, no endereço www.univali.br/sarda.

O sistema permite o registro e gerenciamento do desempenho em um jogo terapêutico permitindo que os resultados individuais dos pacientes fiquem armazenados. Ele possibilita ao fonoaudiólogo o gerenciamento das informações e o planejamento da forma mais eficaz das intervenções. Ele foi criado para auxiliar fonoaudiólogos e professores a diminuir os problemas de linguagem e de aprendizagem em crianças. Para utilizá-lo são necessários apenas acesso a internet, leitor de flash instalado no computador e fones de ouvido de boa qualidade.

Logo nas primeiras aplicações do sistema, foram observadas melhoras na audição e também na consciência fonológica das crianças: “Essas são habilidades essenciais para o processo de aprendizagem. Nós constatamos que com o uso do software as crianças ficaram mais atentas. Isso acaba repercutindo em todos os outros momentos da escola”, aponta a pesquisadora Sheila Balen.

Wagner Mezoni

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MP3 ameaçam audição

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

MP3 torna audição de jovens igual à de pessoas de 60 anos

Saúde. Há cada vez mais adolescentes portugueses com graves problemas de surdez. Os médicos garantem que muitos dos casos se devem ao uso exagerado de aparelhos para ouvir música. Peritos alertam para a necessidade de limitar o volume e de lançar campanhas de sensibilização na escola
Há cada vez mais jovens a procurar ajuda médica por apresentarem um nível de audição muito fraco, igual ao de uma pessoa com 60 anos. A causa é conhecida: ouvir música no MP3 com um volume muito elevado, explicaram vários especialistas ao DN.

Para contrariar esta tendência, os médicos defendem que os fabricantes produzam aparelhos com limitadores de volume e a inclusão de um folheto com alertas para o risco de surdez em caso de uso prolongado. A surdez é irreversível e pode afectar entre 2,5 e 10 milhões pessoas em toda a Europa, segundo um relatório divulgado em Outubro.

Os perigos apontados no estudo levou a Comissão Europeia a organizar ontem em Bruxelas uma conferência com médicos, fabricantes e consumidores para avaliar os riscos e ponderar medidas de prevenção.

João Marta Pimentel, presidente da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia, explica que os aparelhos de MP3 têm um sistema que limita a fuga de som, por isso, a intensidade que atinge o ouvido interno é muito maior. "Dá-se uma fadiga das células auditivas, o que faz com que os jovens aumentem ainda mais o volume, levando assim à surdez", diz o médico.

João Paço, otorrinolaringologista, alerta: "O uso e abuso de MP3 faz com que jovens tenham um envelhecimento da audição igual a uma pessoa com 60 anos." Daí que o clínico defenda a inclusão de "um folheto informativo com os riscos e a explicar as complicações decorrentes da falta de audição".

A União Europeia já impõe limites de 100 decibéis para os aparelhos de música para uso pessoal, mas os fabricantes não estão limitados a esse valor. Ainda assim, os médicos garantem que a partir de 80 decibéis o ruído começa a ser traumático.

O relatório encomendado pela Comissão Europeia foi bastante claro: quem ouvir música acima dos 80 decibéis, durante uma hora, todos os dias, tem uma grande probabilidade de ficar surdo após cinco anos.

João Marta Pimentel ressalva que "depende muito da susceptibilidade de cada um ao ruído". No entanto, não esconde que "têm aparecido cada vez mais jovens nas consultas com problemas auditivos".

O facto de estes aparelhos serem utilizados na sua maioria por crianças e jovens aumenta os riscos, uma vez que são os menos informados e atentos aos perigos, segundo os médicos. Neste sentido, os médicos contactados pelo DN defendem a realização de uma campanha de sensibilização nas escolas. Também as associações de pais estão preocupadas com o uso generalizado de MP3. Ainda que seja proibido durante as aulas, é cada vez mais comum ver as crianças e jovens acompanhadas por este aparelho. A educação e o uso moderado devem ser as apostas. Albino Almeida, presidente da Confap (Confederação Nacional das Associações de Pais), considera que "tudo o que é em excesso faz mal".

Também Álvaro dos Santos, presidente do Conselho de Escolas, frisa que "o papel da família é fundamental". Uma coisa é certa, "a solução não passa pela proibição, têm de ser medidas mais inteligentes", avisa o professor.

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Residência em Audiologia

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Inscrições para residência em Audiologia

A Faculdade de Fonoaudiologia (Fafono) da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) abre inscrições para preenchimento de cinco vagas de Residência em Audiologia. Os candidatos poderão se inscrever até o próximo dia 23 de janeiro, entre 8h e 17h, na Fafono.

Identidade, CPF, comprovante de residência, comprovante de pagamento da taxa de inscrição, comprovante de inscrição no Conselho de Fonoaudiologia, diploma de conclusão do curso de Fonoaudiologia ou certificado de conclusão do mesmo, Currículo Lattes comprovado são os documentos exigidos em edital para a participação no concurso.

A prova de conhecimentos teóricos-práticos será realizada dia 29 deste mês e as atividades do programa terão início em 9 de fevereiro. A Faculdade de Fonoaudiologia da Uncisal fica no térreo do edifício-sede, situado à Rua Jorge de Lima, 113, Trapiche da Barra, em Maceió.

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (82) 3315 6796.

Confira o edital no site www.uncisal.edu.br.

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Concurso: Uncisal lança edital

terça-feira, 6 de janeiro de 2009


A Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas- Uncisal, lançou o edital para o concurso de residência em audiologia, que será realizado pela Pró-reitoria de Pesquisa e pós-graduação (Propep) e pela Faculdade de Fonoaudiologia de Alagoas.

O edital foi publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (5) e as inscrições para a prova de residência já tiveram início, seguindo até o dia 23 de janeiro. As inscrições acontecerão, exclusivamente, na coordenação de Fonoaudiologia da UNCISAL, sob o valor de R$ 120,00.

A residência terá uma duração de 12 meses, iniciando-se 9 de fevereiro de 2009 e sendo finalizada em fevereiro de 2010. O regime de contratação é de aluno bolsista, com uma bolsa de R$ 1.950,00, a qual será de inteira responsabilidade da Propep-Uncisal.

No total, serão destinadas seis vagas, sendo preenchidas por fonoaudiólogos inscritos no Conselho Regional de Fonoaudiologia, com certificado de conclusão do curso.

Segundo o edital, é importante que antes de efetuar a inscrição, o candidato conheça os termos do concurso e verifique se preenche todos os requisitos exigidos para a certificação. Para maiores informações, a Uncisal disponibiliza o site www.uncisal.edu.br ou o telefone (82) 33156796.

As provas para a residência acontecerão no dia 29 de janeiro e serão selecionados os candidatos que alcançarem as cinco maiores pontuações.

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