A dislexia é uma das mais comuns deficiências de aprendizado. Segundo pesquisas realizadas, 20% de todas as crianças sofrem de dislexia o que causa com que elas tenham grande dificuldade ao aprender a ler, escrever e soletrar. Pessoas disléxicas e que nunca se trataram que lêem com dificuldade, pois é difícil para elas assimilarem palavras. Disléxicos também geralmente soletram muito mal, isto não quer dizer que crianças disléxicas são menos inteligentes, aliás, muitas delas apresentam um grau de inteligência normal ou até superior ao da maioria da população. A dislexia persiste apesar da boa escolaridade é necessário que pais, professores e educadores estejam cientes de que um alto número de crianças sofre de dislexia. Caso contrário, eles confundirão dislexia com preguiça ou má disciplina, é normal que crianças disléxicas expressem sua frustração por meio de mal comportamento dentro e fora da sala de aula. Portanto, pais e educadores devem saber identificar os sinais que indicam que uma criança é disléxica e não preguiçosa pouco inteligente ou mal comportada. Entender como aprendemos e o porquê de muitas pessoas inteligentes e, até, geniais experimentarem dificuldades paralelas em seu caminho diferencial do aprendizado, é desafio que a Ciência vem desvendando, em 130 anos de pesquisas. E com o avanço tecnológico de nossos dias, com destaque ao apoio da técnica de ressonância magnética funcional, as conquistas dos últimos dez anos têm trazido respostas significativas sobre o que é Dislexia. A evolução progressiva de entendimento do que é dislexia, resultante do trabalho cooperativo de mentes brilhantes que têm se doado em persistentes estudos, tem marcadores claros do progresso que vem sendo conquistado. Durante esse longo período de pesquisas que transcende gerações, o desencontro de opiniões sobre o que é Dislexia redundou em mais de cem nomes para designar essas específicas dificuldades de aprendizado, e em cerca de 40 definições, sem que nenhuma delas tenha sido universalmente aceita. Recentemente, porém, no entrelaçamento de descobertas realizadas por diferentes áreas relacionadas aos campos da Educação e da Saúde, foram surgindo respostas importantes e conclusivas como que dislexia tem bases neurológicos.
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Dislexia no Fantástico
In Dislexia, In Fonoaudiologiaquarta-feira, 29 de setembro de 2010
Veja o que o fantástico falou sobre a dislexia
ARTIGO SOBRE DISLEXIA
In Dislexia, In Fonoaudiologiaterça-feira, 28 de setembro de 2010
Compreendendo a Dislexia
Autora:Sabrina Mazo D’Affonseca
O campo de estudos das dificuldades de aprendizagem é uma de pesquisa vasta, entretanto, dentre os transtornos de aprendizagem existentes (dislalia, discalculia, disgrafia, disfasias, memória, transtorno de défcit de atenção e hiperatividade entre outras) gostaríamos de destacar a dislexia, dada sua singularidade e importância de seu conhecimento para a aplicação de ações eficazes para auxiliar na avaliação e tratamento de pessoas disléxicas.
1.1. Definição
A palavra dislexia é derivada do grego "dis" (dificuldade) e "lexia" (linguagem), sendo definida como uma falta de habilidade na linguagem que se reflete na leitura (Associação Nacional de Dislexia, 2005; Ianhez, 2002). Entretanto, ela não é causada por uma baixa de inteligência. O que ocorre é uma lacuna inesperada entre a habilidade de aprendizagem e o sucesso escolar, sendo que o problema não é comportamental, psicológico, de motivação ou social (Associação Nacional de Dislexia, 2005).
Ou seja, a dislexia não é uma doença, é um funcionamento peculiar do cérebro para o processamento da linguagem. De fato, pesquisas atuais, obtidas através de exames por imagens do cérebro, sugerem que os disléxicos processam as informações de um modo diferente, tornando-as pessoas únicas; cada uma com suas características, habilidades e inabilidades próprias (Associação Nacional de Dislexia, 2005).
A dislexia torna-se evidente na época da alfabetização, embora alguns sintomas já estejam presentes em fases anteriores. Apesar de instrução convencional, adequada inteligência e oportunidade sóciocultural e sem distúrbios cognitivos fundamentais, a criança falha no processo da aquisição da linguagem. Isto é, ela independe de causas intelectuais, emocionais ou culturais. Ela é hereditária e a incidência é maior em meninos, numa proporção de 3/1, sendo que a ocorrência é de cerca de 10% da população Mundial (Nicco, 2005), embora freqüências altas de 20% a 30% tenham sido relatadas (Hallahan & Kauffman, 2000).
Apesar dessa alta incidência, considerada por alguns autores como uma das mais comuns deficiências de aprendizado (Gorman, 2003), o diagnóstico ainda não é facilmente realizado, o que faz com que os portadores de dislexia sejam erroneamente rotulados por pais e professores de preguiçosos, pouco inteligentes ou mal-comportados (Gorman, 2003), visto que essa criança com inteligência, geralmente, acima da média, enxerga e ouve bem, expressa-se com fluência oralmente, no entanto, seu desempenho escolar não combina com seu padrão geral de atuação, apresentando dificuldades na leitura e na escrita, letra ruim, troca de letras e lentidão (Gonçalves, 2005).
Embora os disléxicos tenham grandes dificuldades para aprender a ler, escrever e soletrar, suas dificuldades não implicam em falta de sucesso no futuro, haja vista o grande número de pessoas disléxicas que obtiveram sucesso, entre elas, Thomas Edison (inventor), Tom Cruise (ator), Walt Disney (fundador dos personagens e estúdios Disney) e Agatha Christie (autora) (Estill, 2005; Gorman, 2003). De fato, alguns pesquisadores acreditam que pessoas disléxicas têm até uma maior probabilidade de serem bem sucedidas; acredita-se que a batalha inicial de disléxicos para aprender de maneira convencional estimula sua criatividade e desenvolve uma habilidade para lidar melhor com problemas e com o stress (Gorman, 2003).
1.2. Etiologias
As causas da dislexia são neurobiológicas e genéticas (Gorman, 2003; Pennington, 1997), sendo também encontrados estudos que descrevem fatores ambientais como causa da dislexia (Pennington, 1997). As evidências atuais apóiam a perspectiva de que a dislexia é familial (cerca de 35% a 40% dos parentes de primeiro grau são afetados), herdada (com uma hereditariedade de cerca de 50%), heterogênea em seu modo de transmissão (como evidencia tanto a forma poligênica como a de gene predominante responsável pelo distúrbio) e ligada em algumas famílias a marcadores genéticos no cromossomo 15 e possivelmente para outras famílias a marcadores genéticos do cromossomo 6 (Pennington, 1997).
Os fatores ambientais são poucos conhecidos das causas da dislexia. As complicações perinatais apresentam uma associação fraca, não-específica, com problemas posteriores de leitura (Accordo, 1980 apud Pennington, 1997). Alguns autores postulam que insultos ambientais infecciosos ou tóxicos também poderão ter aqui um papel (Schulman & Leviton, 1978 apud Pennington, 1997). Além disso, considera-se o tamanho da família e o nível socioeconômico das mesmas. Algumas famílias com nível socioeconômico baixo lêem menos para seus filhos e fazem poucos jogos de linguagem com eles, a falta dessas experiências pré-escolares parece retardar o desenvolvimento de habilidades posteriores de leitura (Pennington, 1997).
1.3. Curso de desenvolvimento
A dislexia vai emergir, normalmente, nos momentos iniciais da aprendizagem da leitura e da escrita, usualmente não antes do final da primeira ou segunda série. Contudo, está se tornando progressivamente claro que precursores da dislexia estão presentes antes da idade escolar (Estill, 2005; Pennington, 1997). Clinicamente, as histórias pré-escolares de alguns disléxicos, mas não todos, contêm informações sobre retardo leve no falar, dificuldades de articulação, problemas para aprender os nomes das letras ou nomes das cores, problemas para encontrar palavras, seqüência errada das sílabas (“aminais” por “animais”, “donimós” por “domínós”) e problemas para lembrar endereços, números de telefones e outras seqüências verbais, incluindo ordens complexas (Pennington, 1997). No presente estudo de caso, não foi possível analisar vários dos aspectos apontados anteriormente à respeito da história pré-escolar de A.C. devido a dificuldade de contato e precisão das informações coletadas com a mãe da garota.
De fato, ao contrário de outras pessoas que não sofrem de dislexia, os disléxicos processam informações em uma área diferente de seu cérebro; embora os cérebros de disléxicos sejam perfeitamente normais. A dislexia parece resultar de falhas nas conexões cerebrais. Ou seja, uma criança aprende a ler ao reconhecer e processar fonemas, memorizando as letras e seus sons. Ela passa então a analisar as palavras, dividindo-as em sílabas e fonemas e relacionando as letras a seus respectivos sons. À medida que a criança adquire a habilidade de ler com mais facilidade, outra parte de seu cérebro passa a se desenvolver; sua função é a de construir uma memória permanente que imediatamente reconheça palavras que lhe são familiares. À medida que a criança progride no aprendizado da leitura, esta parte do cérebro passa a dominar o processo e, conseqüentemente, a leitura passa a exigir menos esforço. O disléxico, entretanto, no processo de leitura recorrem somente à área cerebral que processa fonemas. A conseqüência disso é que disléxicos têm dificuldade em diferenciar fonemas de sílabas, pois sua região cerebral responsável pela análise de palavras permanece inativa. Suas ligações cerebrais não incluem a área responsável pela identificação de palavras e, portanto, a criança disléxica não consegue reconhecer palavras que já tenha lido ou estudado. A leitura se torna um grande esforço para ela, pois toda palavra que ela lê aparenta ser nova e desconhecida (Gorman, 2003).
Felizmente, existem tratamentos que curam a dislexia. Estes tratamentos buscam estimular a capacidade do cérebro de relacionar letras aos sons que as representam e, posteriormente, ao significado das palavras que elas formam. Alguns pesquisadores acreditam que quanto mais cedo é tratada a dislexia, maior a chance de corrigir as falhas nas conexões cerebrais da criança (Gorman, 2003), contudo só podemos considerar que alguém é disléxico, após dois anos de vivências leitoras. Antes deste período podemos detectar "dificuldades ou transtornos de leitura", que já necessitam de cuidados especiais, numa postura preventiva (Estill, 2005). Dessa forma, fica evidente a necessidade de se empregar todos os esforços possíveis para detectar a veracidade da hipótese diagnóstica inicial de dislexia, no presente caso, visto que A.C. já apresentava uma história de fracasso escolar (reprovou a segunda série) e dificuldades na aprendizagem que poderiam minar sua auto-estima e autoconfiança, além de poder acarretar outros problemas de ordem emocional.
Segundo Estill (2005) existem diversos sinais visíveis nos comportamentos e nos cadernos das crianças, que podem auxiliar aos pais e educadores a identificar precocemente alguns aspectos preditivos de dislexia, entre eles:
• Demora nas aquisições e desenvolvimento da linguagem oral;
• Dificuldades de expressão e compreensão;
• Alterações persistentes na fala;
• Copiar e escrever números e letras inadequadamente;
• Dificuldade para organizar-se no tempo, reconhecer as horas, dias da semana e meses do ano;
• Dificuldades para organizar seqüências espaciais e temporais, ordenar as letras do alfabeto, sílabas em palavras longas, seqüências de fatos;
• Pouco tempo de atenção nas atividades, ainda que sejam muito interessantes;
• Dificuldade em memorizar fatos recentes - números de telefones e recados, por exemplo;
• Severas dificuldades para organizar a agenda escolar ou da rotina diária;
• Dificuldade em participar de brincadeiras coletivas;
• Pouco interesse em livros impressos e escutar histórias.
• Demora nas aquisições e desenvolvimento da linguagem oral
• Dificuldade para organizar-se no tempo, reconhecer as horas, dias da semana e meses do ano;
• Dificuldade em memorizar fatos recentes - números de telefones e recados, por exemplo;
• Severas dificuldades para organizar a agenda escolar ou da rotina diária;
• Pouco interesse em livros impressos e escutar histórias.
Estill (2005) salienta que é preciso ter uma especial atenção com as crianças que gostam de conversar, são curiosas, entendem e falam bem, mas aparentam desinteresse em ler e escrever. Segundo ela, seria interessante, no caso de crianças leitoras, oferecer um mesmo problema matemático, escrito e oral, e comparar as respostas, pois, freqüentemente encontramos respostas diferentes, corretas na questão oral e incorreta na mesma questão escrita. Isto é, a mesma criança que parece não saber resolver um problema matemático por escrito, poderá ter um desempenho surpreendente quando o mesmo problema lhe é apresentado oralmente. Esta situação exemplifica como podemos confundir os sinais - a dificuldade não é na aprendizagem da matemática, mas na leitura.
Outro ponto a ser considerado quando se fala em dislexia é de que existem crianças que apesar de todas estas dificuldades, conseguem aprender a ler, mas vão carregando a sua dislexia camuflada. Em geral, estas crianças, incompreendidas em suas dificuldades, muitas vezes são vistas como desinteressadas, e cobradas com quantias que não têm como pagar. É quando podem surgir as reações de apatia ou revolta. Portanto, Estill (2005) destaca alguns sinais que ajudam os profissionais a compreender o que pode estar ocorrendo com os aprendizes:
• Dificuldades nas aquisições lingüísticas: dificuldades em reconhecer rimas e aliterações; vocabulário reduzido; construções gramaticais inadequadas, severa dificuldade para entender as palavras pelo seu significado ;
• Dificuldade em fazer cópias, trabalhos e agendas incompletas;
• Dificuldade na leitura, lê mas não entende o que leu;
• Importantes dificuldades de organização seqüencial tempo-espacial; seqüências e rotinas diárias;
• Dificuldades em matemática, cálculos e desenhos geométricos;
• Grande dificuldade para organizar-se em suas tarefas de vida diária;
• Especial dificuldade para aprender uma segunda língua;
• Confusões de orientação, trabalhar com dicionários e mapas é mais um complicador.
• Alterações de comportamento - agressividade, desinteresse, baixa auto-estima e até mesmo condutas opositivas-desafiadoras.
1.4. Diagnóstico e tratamento da dislexia
É importante para o clínico ser sensível a respeito de como tal distúrbio se manifestam em termos de comportamento da criança, sintomatologia, história e resultados em testes (Pennington, 1997).
Nico (2005) recomenda que o diagnóstico seja feito por uma equipe multidisciplinar (psicólogo, um fonoaudiólogo, um psicopedagogo e um neurologista) não somente para se obter o diagnóstico de dislexia, mas para se determinarem, ou eliminarem, fatores coexistentes de importância para o tratamento. Além disso, o diagnóstico deve ser significativo para os pais e educadores, assim como para a criança. Ou seja, simplesmente encontrar um rótulo não deve ser o objetivo da avaliação, mas tentar estabelecer um prognóstico e encontrar elementos significativos para o programa de reeducação. É de grande importância que sejam obtidas informações sobre o potencial da criança, bem como sobre suas características psiconeurológicas, sua performance e o repertório já adquirido. Informações sobre métodos de ensino pelos quais a criança foi submetida também são de grande significação.
1.4.1. Apresentação dos sintomas
Os sintomas-chave na dislexia são dificuldades para ler e soletrar, freqüentemente com desempenho em matemática relativamente melhor. Como algumas crianças disléxicas gostam de ler ou têm boa compreensão de leitura, é importante verificar especificamente a leitura em voz alta e a aprendizagem fônica. Pais e professores poderão relatar ritmos lentos de leitura ou de escrita, inversão de letras e números, problemas na memorização dos fatos matemáticos básicos e erros incomuns em leitura e soletração (Ver Tabela 1).
O mais importante é que a indicação inicial pode ocorrer não pelos sintomas cognitivos, mas pelos físicos ou emocionais, tais como ansiedade ou depressão, relutância em ir à escola, dores de cabeça e problemas estomacais. É importante verificar se esses sintomas ocorrem sempre ou só nos dias escolares. Mesmo que ocorram sempre, a causa principal pode ser a dislexia devido a fracassos (ou medo do fracasso) decorrentes da experiência disléxica (Pennington, 1997).
1.4.2. História
A maioria dos disléxicos não apresenta eventos de alto risco em suas histórias pré-natal ou perinatal, nem apresenta atrasos nítidos nos aspectos fundamentais do desenvolvimento inicial, embora possam estar presentes, em algumas histórias, leves problemas articulatórios e de retardo na fala. Há três aspectos da história que são particularmente informativos – história da família (levantar a historia de leitura, soletração e problemas correlatos de linguagem entre parentes de primeiro e segundo graus do paciente), história acadêmica (problemas para aprender o alfabeto, nome das letras ou outras habilidades de pré-leitura) e história de leitura e linguagem (Pennington, 1997).
1.4.3. Observações do comportamento
As observações importantes de comportamentos ligam-se aos seguintes erros (Pennington, 1997):
• Erros de palavras funcionais: são substituições de palavras “pequenas”, tais como artigos e preposições. Freqüentemente, os disléxicos trocam “um” e “o” e lêem erradamente as preposições;
• Erros visuais: são substituições nas palavras de conteúdo baseadas numa similaridade visual superficial com a palavra-alvo (exemplo: “carro” por “cano”). A significância destes erros está em que a criança está usando a similaridade visual no lugar do código fonológico completo para nomear a palavra e, novamente, estes erros são reflexos de problemas fonológicos;
• Erros de lexicalização: se referem a trocas de uma não-palavra por uma palavra real, usualmente com uma forma visual similar (“bom” em lugar de “bim”). A significância destes erros é essencialmente a mesma dos erros visuais;
• Erros de soletração: são os erros de acréscimos, omissões ou substituições de consoantes (“exetivo” por “executivo”). Os disléxicos são mais fracos também na soletração de vogais. Como regra geral, uma taxa de precisão fonoaudiológica para seqüências consonantais inferior a 60% em crianças e a 70% em adolescentes e adultos são considerados disléxicos;
• Erros de inversão de leitura e na soletração: são substituições de uma letra por outra praticamente similar na leitura ou soletração (“bote” ou “dote”). Esses erros envolvem mais tipicamente as confusões entre b/d (Vellutino, 1979).
1.4.4. Tratamento Psicopedagógico
De acordo com Gonçalves (2005), grande parte da intervenção psicopedagógica estará em buscar os talentos do disléxico, afinal os fracassos, sem dúvida, ele já os conhece bem. Outra tarefa da clínica psicopedagógica é ajudar essa pessoa a descobrir modos compensatórios de aprender. Jogos, leituras compartilhadas, atividades específicas para desenvolver a escrita e habilidades de memória e atenção fazem parte do processo de intervenção. À medida que o disléxico se percebe capaz de produzir poderá avançar no seu processo de aprendizagem e iniciar o resgate de sua auto-estima.
Além disso, cabe destacar a importância dos professores compreenderem o problema da criança disléxica para que não seja taxada de “preguiçosa” ou “estúpidas”, e da participação dos pais como defensores, facilitadores de intervenções apropriadas e fonte de apoio emocional. É importante que os pais forneçam experiências de êxito a seus filhos e monitorem os problemas psicológicos secundários (Pennington, 1997)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Associação Nacional de Dislexia. Em: http://www.andislexia.org.br/hdl6_12.asp . Acesso realizado em 13/09/2005.
Correia, L. M. & Martins, A. P. Dificuldade de Aprendizagem: que são? Como entendê-las? Biblioteca Digital. Coleção Educação. Porto Editora. http://www.educare.pt/BibliotecaDigitalPE/Dificuldades_de_aprendizagem.pdf. Acesso realizado em 12/06/2003
Estill, C. A. DISLEXIA, as muitas faces de um problema de linguagem. Em: http://www.andislexia.org.br/hdl12_1.asp . Acesso realizado em 13/09/2005.
Gargiulo, R. M. Special Education in Contemporary Society – an introduction to exceptionality. Belmont, California: Wadsworth/Thommson Learning, 2003.
Gonçalves, A.M.S. A criança disléxica e a clínica psicopedagógica. Em: http://www.andislexia.org.br/hdl12_1.asp . Acesso realizado em 13/09/2005.
Gorman, C. The New Science of Dislexia. Time – July 20, 2003 In: http:/www.interdys.org/index.jsp. Traduzido e adaptado em http://www.10emtudo.com.br/artigos_1.asp Acesso realizado em: 13/09/2005
Hallahan, D. P. E Kauffman, J. M. Exceptional Learners: Introduction to Special Education Needham Heights, MA: Allyn e Bacon, 2000.
Sabrina Mazo D’Affonseca - Psicóloga; Mestranda em Educação Especial – UFSCar; Aluna de Especialização em Psicopedagogia - UNICEP
Fonte: Clique Aqui
Autora:Sabrina Mazo D’Affonseca
O campo de estudos das dificuldades de aprendizagem é uma de pesquisa vasta, entretanto, dentre os transtornos de aprendizagem existentes (dislalia, discalculia, disgrafia, disfasias, memória, transtorno de défcit de atenção e hiperatividade entre outras) gostaríamos de destacar a dislexia, dada sua singularidade e importância de seu conhecimento para a aplicação de ações eficazes para auxiliar na avaliação e tratamento de pessoas disléxicas.
1.1. Definição
A palavra dislexia é derivada do grego "dis" (dificuldade) e "lexia" (linguagem), sendo definida como uma falta de habilidade na linguagem que se reflete na leitura (Associação Nacional de Dislexia, 2005; Ianhez, 2002). Entretanto, ela não é causada por uma baixa de inteligência. O que ocorre é uma lacuna inesperada entre a habilidade de aprendizagem e o sucesso escolar, sendo que o problema não é comportamental, psicológico, de motivação ou social (Associação Nacional de Dislexia, 2005).
Ou seja, a dislexia não é uma doença, é um funcionamento peculiar do cérebro para o processamento da linguagem. De fato, pesquisas atuais, obtidas através de exames por imagens do cérebro, sugerem que os disléxicos processam as informações de um modo diferente, tornando-as pessoas únicas; cada uma com suas características, habilidades e inabilidades próprias (Associação Nacional de Dislexia, 2005).
A dislexia torna-se evidente na época da alfabetização, embora alguns sintomas já estejam presentes em fases anteriores. Apesar de instrução convencional, adequada inteligência e oportunidade sóciocultural e sem distúrbios cognitivos fundamentais, a criança falha no processo da aquisição da linguagem. Isto é, ela independe de causas intelectuais, emocionais ou culturais. Ela é hereditária e a incidência é maior em meninos, numa proporção de 3/1, sendo que a ocorrência é de cerca de 10% da população Mundial (Nicco, 2005), embora freqüências altas de 20% a 30% tenham sido relatadas (Hallahan & Kauffman, 2000).
Apesar dessa alta incidência, considerada por alguns autores como uma das mais comuns deficiências de aprendizado (Gorman, 2003), o diagnóstico ainda não é facilmente realizado, o que faz com que os portadores de dislexia sejam erroneamente rotulados por pais e professores de preguiçosos, pouco inteligentes ou mal-comportados (Gorman, 2003), visto que essa criança com inteligência, geralmente, acima da média, enxerga e ouve bem, expressa-se com fluência oralmente, no entanto, seu desempenho escolar não combina com seu padrão geral de atuação, apresentando dificuldades na leitura e na escrita, letra ruim, troca de letras e lentidão (Gonçalves, 2005).
Embora os disléxicos tenham grandes dificuldades para aprender a ler, escrever e soletrar, suas dificuldades não implicam em falta de sucesso no futuro, haja vista o grande número de pessoas disléxicas que obtiveram sucesso, entre elas, Thomas Edison (inventor), Tom Cruise (ator), Walt Disney (fundador dos personagens e estúdios Disney) e Agatha Christie (autora) (Estill, 2005; Gorman, 2003). De fato, alguns pesquisadores acreditam que pessoas disléxicas têm até uma maior probabilidade de serem bem sucedidas; acredita-se que a batalha inicial de disléxicos para aprender de maneira convencional estimula sua criatividade e desenvolve uma habilidade para lidar melhor com problemas e com o stress (Gorman, 2003).
1.2. Etiologias
As causas da dislexia são neurobiológicas e genéticas (Gorman, 2003; Pennington, 1997), sendo também encontrados estudos que descrevem fatores ambientais como causa da dislexia (Pennington, 1997). As evidências atuais apóiam a perspectiva de que a dislexia é familial (cerca de 35% a 40% dos parentes de primeiro grau são afetados), herdada (com uma hereditariedade de cerca de 50%), heterogênea em seu modo de transmissão (como evidencia tanto a forma poligênica como a de gene predominante responsável pelo distúrbio) e ligada em algumas famílias a marcadores genéticos no cromossomo 15 e possivelmente para outras famílias a marcadores genéticos do cromossomo 6 (Pennington, 1997).
Os fatores ambientais são poucos conhecidos das causas da dislexia. As complicações perinatais apresentam uma associação fraca, não-específica, com problemas posteriores de leitura (Accordo, 1980 apud Pennington, 1997). Alguns autores postulam que insultos ambientais infecciosos ou tóxicos também poderão ter aqui um papel (Schulman & Leviton, 1978 apud Pennington, 1997). Além disso, considera-se o tamanho da família e o nível socioeconômico das mesmas. Algumas famílias com nível socioeconômico baixo lêem menos para seus filhos e fazem poucos jogos de linguagem com eles, a falta dessas experiências pré-escolares parece retardar o desenvolvimento de habilidades posteriores de leitura (Pennington, 1997).
1.3. Curso de desenvolvimento
A dislexia vai emergir, normalmente, nos momentos iniciais da aprendizagem da leitura e da escrita, usualmente não antes do final da primeira ou segunda série. Contudo, está se tornando progressivamente claro que precursores da dislexia estão presentes antes da idade escolar (Estill, 2005; Pennington, 1997). Clinicamente, as histórias pré-escolares de alguns disléxicos, mas não todos, contêm informações sobre retardo leve no falar, dificuldades de articulação, problemas para aprender os nomes das letras ou nomes das cores, problemas para encontrar palavras, seqüência errada das sílabas (“aminais” por “animais”, “donimós” por “domínós”) e problemas para lembrar endereços, números de telefones e outras seqüências verbais, incluindo ordens complexas (Pennington, 1997). No presente estudo de caso, não foi possível analisar vários dos aspectos apontados anteriormente à respeito da história pré-escolar de A.C. devido a dificuldade de contato e precisão das informações coletadas com a mãe da garota.
De fato, ao contrário de outras pessoas que não sofrem de dislexia, os disléxicos processam informações em uma área diferente de seu cérebro; embora os cérebros de disléxicos sejam perfeitamente normais. A dislexia parece resultar de falhas nas conexões cerebrais. Ou seja, uma criança aprende a ler ao reconhecer e processar fonemas, memorizando as letras e seus sons. Ela passa então a analisar as palavras, dividindo-as em sílabas e fonemas e relacionando as letras a seus respectivos sons. À medida que a criança adquire a habilidade de ler com mais facilidade, outra parte de seu cérebro passa a se desenvolver; sua função é a de construir uma memória permanente que imediatamente reconheça palavras que lhe são familiares. À medida que a criança progride no aprendizado da leitura, esta parte do cérebro passa a dominar o processo e, conseqüentemente, a leitura passa a exigir menos esforço. O disléxico, entretanto, no processo de leitura recorrem somente à área cerebral que processa fonemas. A conseqüência disso é que disléxicos têm dificuldade em diferenciar fonemas de sílabas, pois sua região cerebral responsável pela análise de palavras permanece inativa. Suas ligações cerebrais não incluem a área responsável pela identificação de palavras e, portanto, a criança disléxica não consegue reconhecer palavras que já tenha lido ou estudado. A leitura se torna um grande esforço para ela, pois toda palavra que ela lê aparenta ser nova e desconhecida (Gorman, 2003).
Felizmente, existem tratamentos que curam a dislexia. Estes tratamentos buscam estimular a capacidade do cérebro de relacionar letras aos sons que as representam e, posteriormente, ao significado das palavras que elas formam. Alguns pesquisadores acreditam que quanto mais cedo é tratada a dislexia, maior a chance de corrigir as falhas nas conexões cerebrais da criança (Gorman, 2003), contudo só podemos considerar que alguém é disléxico, após dois anos de vivências leitoras. Antes deste período podemos detectar "dificuldades ou transtornos de leitura", que já necessitam de cuidados especiais, numa postura preventiva (Estill, 2005). Dessa forma, fica evidente a necessidade de se empregar todos os esforços possíveis para detectar a veracidade da hipótese diagnóstica inicial de dislexia, no presente caso, visto que A.C. já apresentava uma história de fracasso escolar (reprovou a segunda série) e dificuldades na aprendizagem que poderiam minar sua auto-estima e autoconfiança, além de poder acarretar outros problemas de ordem emocional.
Segundo Estill (2005) existem diversos sinais visíveis nos comportamentos e nos cadernos das crianças, que podem auxiliar aos pais e educadores a identificar precocemente alguns aspectos preditivos de dislexia, entre eles:
• Demora nas aquisições e desenvolvimento da linguagem oral;
• Dificuldades de expressão e compreensão;
• Alterações persistentes na fala;
• Copiar e escrever números e letras inadequadamente;
• Dificuldade para organizar-se no tempo, reconhecer as horas, dias da semana e meses do ano;
• Dificuldades para organizar seqüências espaciais e temporais, ordenar as letras do alfabeto, sílabas em palavras longas, seqüências de fatos;
• Pouco tempo de atenção nas atividades, ainda que sejam muito interessantes;
• Dificuldade em memorizar fatos recentes - números de telefones e recados, por exemplo;
• Severas dificuldades para organizar a agenda escolar ou da rotina diária;
• Dificuldade em participar de brincadeiras coletivas;
• Pouco interesse em livros impressos e escutar histórias.
• Demora nas aquisições e desenvolvimento da linguagem oral
• Dificuldade para organizar-se no tempo, reconhecer as horas, dias da semana e meses do ano;
• Dificuldade em memorizar fatos recentes - números de telefones e recados, por exemplo;
• Severas dificuldades para organizar a agenda escolar ou da rotina diária;
• Pouco interesse em livros impressos e escutar histórias.
Estill (2005) salienta que é preciso ter uma especial atenção com as crianças que gostam de conversar, são curiosas, entendem e falam bem, mas aparentam desinteresse em ler e escrever. Segundo ela, seria interessante, no caso de crianças leitoras, oferecer um mesmo problema matemático, escrito e oral, e comparar as respostas, pois, freqüentemente encontramos respostas diferentes, corretas na questão oral e incorreta na mesma questão escrita. Isto é, a mesma criança que parece não saber resolver um problema matemático por escrito, poderá ter um desempenho surpreendente quando o mesmo problema lhe é apresentado oralmente. Esta situação exemplifica como podemos confundir os sinais - a dificuldade não é na aprendizagem da matemática, mas na leitura.
Outro ponto a ser considerado quando se fala em dislexia é de que existem crianças que apesar de todas estas dificuldades, conseguem aprender a ler, mas vão carregando a sua dislexia camuflada. Em geral, estas crianças, incompreendidas em suas dificuldades, muitas vezes são vistas como desinteressadas, e cobradas com quantias que não têm como pagar. É quando podem surgir as reações de apatia ou revolta. Portanto, Estill (2005) destaca alguns sinais que ajudam os profissionais a compreender o que pode estar ocorrendo com os aprendizes:
• Dificuldades nas aquisições lingüísticas: dificuldades em reconhecer rimas e aliterações; vocabulário reduzido; construções gramaticais inadequadas, severa dificuldade para entender as palavras pelo seu significado ;
• Dificuldade em fazer cópias, trabalhos e agendas incompletas;
• Dificuldade na leitura, lê mas não entende o que leu;
• Importantes dificuldades de organização seqüencial tempo-espacial; seqüências e rotinas diárias;
• Dificuldades em matemática, cálculos e desenhos geométricos;
• Grande dificuldade para organizar-se em suas tarefas de vida diária;
• Especial dificuldade para aprender uma segunda língua;
• Confusões de orientação, trabalhar com dicionários e mapas é mais um complicador.
• Alterações de comportamento - agressividade, desinteresse, baixa auto-estima e até mesmo condutas opositivas-desafiadoras.
1.4. Diagnóstico e tratamento da dislexia
É importante para o clínico ser sensível a respeito de como tal distúrbio se manifestam em termos de comportamento da criança, sintomatologia, história e resultados em testes (Pennington, 1997).
Nico (2005) recomenda que o diagnóstico seja feito por uma equipe multidisciplinar (psicólogo, um fonoaudiólogo, um psicopedagogo e um neurologista) não somente para se obter o diagnóstico de dislexia, mas para se determinarem, ou eliminarem, fatores coexistentes de importância para o tratamento. Além disso, o diagnóstico deve ser significativo para os pais e educadores, assim como para a criança. Ou seja, simplesmente encontrar um rótulo não deve ser o objetivo da avaliação, mas tentar estabelecer um prognóstico e encontrar elementos significativos para o programa de reeducação. É de grande importância que sejam obtidas informações sobre o potencial da criança, bem como sobre suas características psiconeurológicas, sua performance e o repertório já adquirido. Informações sobre métodos de ensino pelos quais a criança foi submetida também são de grande significação.
1.4.1. Apresentação dos sintomas
Os sintomas-chave na dislexia são dificuldades para ler e soletrar, freqüentemente com desempenho em matemática relativamente melhor. Como algumas crianças disléxicas gostam de ler ou têm boa compreensão de leitura, é importante verificar especificamente a leitura em voz alta e a aprendizagem fônica. Pais e professores poderão relatar ritmos lentos de leitura ou de escrita, inversão de letras e números, problemas na memorização dos fatos matemáticos básicos e erros incomuns em leitura e soletração (Ver Tabela 1).
O mais importante é que a indicação inicial pode ocorrer não pelos sintomas cognitivos, mas pelos físicos ou emocionais, tais como ansiedade ou depressão, relutância em ir à escola, dores de cabeça e problemas estomacais. É importante verificar se esses sintomas ocorrem sempre ou só nos dias escolares. Mesmo que ocorram sempre, a causa principal pode ser a dislexia devido a fracassos (ou medo do fracasso) decorrentes da experiência disléxica (Pennington, 1997).
1.4.2. História
A maioria dos disléxicos não apresenta eventos de alto risco em suas histórias pré-natal ou perinatal, nem apresenta atrasos nítidos nos aspectos fundamentais do desenvolvimento inicial, embora possam estar presentes, em algumas histórias, leves problemas articulatórios e de retardo na fala. Há três aspectos da história que são particularmente informativos – história da família (levantar a historia de leitura, soletração e problemas correlatos de linguagem entre parentes de primeiro e segundo graus do paciente), história acadêmica (problemas para aprender o alfabeto, nome das letras ou outras habilidades de pré-leitura) e história de leitura e linguagem (Pennington, 1997).
1.4.3. Observações do comportamento
As observações importantes de comportamentos ligam-se aos seguintes erros (Pennington, 1997):
• Erros de palavras funcionais: são substituições de palavras “pequenas”, tais como artigos e preposições. Freqüentemente, os disléxicos trocam “um” e “o” e lêem erradamente as preposições;
• Erros visuais: são substituições nas palavras de conteúdo baseadas numa similaridade visual superficial com a palavra-alvo (exemplo: “carro” por “cano”). A significância destes erros está em que a criança está usando a similaridade visual no lugar do código fonológico completo para nomear a palavra e, novamente, estes erros são reflexos de problemas fonológicos;
• Erros de lexicalização: se referem a trocas de uma não-palavra por uma palavra real, usualmente com uma forma visual similar (“bom” em lugar de “bim”). A significância destes erros é essencialmente a mesma dos erros visuais;
• Erros de soletração: são os erros de acréscimos, omissões ou substituições de consoantes (“exetivo” por “executivo”). Os disléxicos são mais fracos também na soletração de vogais. Como regra geral, uma taxa de precisão fonoaudiológica para seqüências consonantais inferior a 60% em crianças e a 70% em adolescentes e adultos são considerados disléxicos;
• Erros de inversão de leitura e na soletração: são substituições de uma letra por outra praticamente similar na leitura ou soletração (“bote” ou “dote”). Esses erros envolvem mais tipicamente as confusões entre b/d (Vellutino, 1979).
1.4.4. Tratamento Psicopedagógico
De acordo com Gonçalves (2005), grande parte da intervenção psicopedagógica estará em buscar os talentos do disléxico, afinal os fracassos, sem dúvida, ele já os conhece bem. Outra tarefa da clínica psicopedagógica é ajudar essa pessoa a descobrir modos compensatórios de aprender. Jogos, leituras compartilhadas, atividades específicas para desenvolver a escrita e habilidades de memória e atenção fazem parte do processo de intervenção. À medida que o disléxico se percebe capaz de produzir poderá avançar no seu processo de aprendizagem e iniciar o resgate de sua auto-estima.
Além disso, cabe destacar a importância dos professores compreenderem o problema da criança disléxica para que não seja taxada de “preguiçosa” ou “estúpidas”, e da participação dos pais como defensores, facilitadores de intervenções apropriadas e fonte de apoio emocional. É importante que os pais forneçam experiências de êxito a seus filhos e monitorem os problemas psicológicos secundários (Pennington, 1997)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Associação Nacional de Dislexia. Em: http://www.andislexia.org.br/hdl6_12.asp . Acesso realizado em 13/09/2005.
Correia, L. M. & Martins, A. P. Dificuldade de Aprendizagem: que são? Como entendê-las? Biblioteca Digital. Coleção Educação. Porto Editora. http://www.educare.pt/BibliotecaDigitalPE/Dificuldades_de_aprendizagem.pdf. Acesso realizado em 12/06/2003
Estill, C. A. DISLEXIA, as muitas faces de um problema de linguagem. Em: http://www.andislexia.org.br/hdl12_1.asp . Acesso realizado em 13/09/2005.
Gargiulo, R. M. Special Education in Contemporary Society – an introduction to exceptionality. Belmont, California: Wadsworth/Thommson Learning, 2003.
Gonçalves, A.M.S. A criança disléxica e a clínica psicopedagógica. Em: http://www.andislexia.org.br/hdl12_1.asp . Acesso realizado em 13/09/2005.
Gorman, C. The New Science of Dislexia. Time – July 20, 2003 In: http:/www.interdys.org/index.jsp. Traduzido e adaptado em http://www.10emtudo.com.br/artigos_1.asp Acesso realizado em: 13/09/2005
Hallahan, D. P. E Kauffman, J. M. Exceptional Learners: Introduction to Special Education Needham Heights, MA: Allyn e Bacon, 2000.
Sabrina Mazo D’Affonseca - Psicóloga; Mestranda em Educação Especial – UFSCar; Aluna de Especialização em Psicopedagogia - UNICEP
Fonte: Clique Aqui
VOCÊ JA OUVIU FALAR DE DISLEXIA ?
In Dislexia, In Fonoaudiologiaquarta-feira, 22 de setembro de 2010
Muitos pais desconhecem a dislexia, mas saber como acontece – e como podem tratar – esta dificuldade na área da leitura, escrita e soletração poderia ajudar de forma decisiva seus filhos. Identificada nas salas de aula durante a alfabetização – e não raro sendo o motivo para uma defasagem inicial de aprendizado – a dislexia é uma descoberta relativamente nova e passou a ser mais conhecida a partir da década de 1970.
Tenho interesse especial no tema porque um familiar descobriu já adulto que tinha esta “característica”. Como acontecia com este “menino que aprendia mais ouvindo do que lendo“, muitas razões podem acarretar limitações no processo de aprendizagem e, se não são diagnosticadas, podem representar o completo fracasso escolar com todas as suas conseqüências danosas em termos sociais, afetivos e cognitivos.
E esta forma diferente de aprender não é tão rara assim, suspeita-se que no Brasil cerca de 760 mil jovens estejam nos bancos escolares com distúrbios específicos de leitura (dislexia). São dados que vi num artigo de Jaime Zorzi, coordenador da equipe de diagnóstico multiprofissional em distúrbios de aprendizagem (e também Mestre em distúrbios da comunicação pela PUC-SP e doutor em educação pela Unicamp) que me ensinou muito recentemente.
O especialista informa que, embora não tenhamos uma noção exata da prevalência de tal tipo de problema no Brasil, existem estimativas, em outros países, de que cerca de 5% da população escolar possa ter um problema desta natureza, prejudicando o aprendizado e o domínio de uma poderosa forma de alcançar e produzir conhecimentos, que é a linguagem escrita.
Imagine 5% de uma sala de aula desmotivada e sem conseguir aprender do jeito formal? Este panorama nos mostra a necessidade encarar a dificuldade de aprendizado, como a dislexia é, como mais do que um problema de saúde, uma questão educacional e social.
A dislexia significa um distúrbio no aprendizado da leitura. E aprender a ler e a escrever são habilidades que envolvem conhecimentos que a criança vai desenvolvendo desde muito cedo, pois antes de aprender a escrever as crianças, de modo geral, já apresentam um domínio significativo da linguagem falada. “Neste sentido, devemos sempre nos preocupar com aquelas crianças que, desde muito cedo, vêm apresentando alguma alteração na aquisição da linguagem falada, como é o caso dos atrasos de desenvolvimento da linguagem, as limitações de vocabulário, as dificuldades de compreensão, de manutenção de diálogos, de organização do discurso, de fala, e assim por diante”, afirma Jaime Zorzi.
Segundo ele, outros indicadores podem ser as limitações para lidar com rimas, com sílabas, com a discriminação de sons, habilidades estas de alta demanda para o ato futuro de leitura e escrita. Podemos considerar tais crianças na categoria de risco, isto é, elas podem vir a apresentar problemas diversos para aprender a ler e a escrever, dentre eles a dislexia.
E como reconhecer a dislexia? Especialistas indicam que se observe alterações de comportamento como a apatia, a desatenção, a ansiedade, a indolência, a depressão e a agressividade. E, uma vez observada a dificuldade de aprendizado, pais e professores devem evitar a cobrança excessiva sobre a criança, pois o comportamento tende a agravar os problemas de aprendizagem. Com as queixas forma-se um círculo vicioso, cujo resultado é um agravamento, mesmo quando a intenção é a de “ajudar”. “Crianças com problemas de aprendizagem precisam de ajuda, antes de qualquer cobrança”, afima Zorzi.
E não vale aceitar da escola uma postura extrapunitiva, de se “queixar” que a criança não está acompanhando o programa e de que possa ser “preguiçosa”, “irresponsável”, etc. Insista num processo diagnóstico que busque identificar o que, de fato, está ocorrendo com a criança que não aprende.
P.S. Vale atentar para as diferenças entre a dislexia de desenvolvimento e a dislexia adquirida. A primeira é um distúrbio de natureza congênita, o que significa que a criança já nasce com certas características de organização e funcionamento neurológico que poderão vir a complicar determinados tipos de aprendizagens, como a leitura e a escrita, caso ela tenha a oportunidade de vir a ser alfabetizada. Já a dislexia adquirida corresponde à perda, em graus variados, da capacidade de ler e escrever em pessoas que já haviam desenvolvido tal habilidade e que poderiam ser até mesmo altamente capazes para tanto.
Fonte: Clique Aqui
Tenho interesse especial no tema porque um familiar descobriu já adulto que tinha esta “característica”. Como acontecia com este “menino que aprendia mais ouvindo do que lendo“, muitas razões podem acarretar limitações no processo de aprendizagem e, se não são diagnosticadas, podem representar o completo fracasso escolar com todas as suas conseqüências danosas em termos sociais, afetivos e cognitivos.
E esta forma diferente de aprender não é tão rara assim, suspeita-se que no Brasil cerca de 760 mil jovens estejam nos bancos escolares com distúrbios específicos de leitura (dislexia). São dados que vi num artigo de Jaime Zorzi, coordenador da equipe de diagnóstico multiprofissional em distúrbios de aprendizagem (e também Mestre em distúrbios da comunicação pela PUC-SP e doutor em educação pela Unicamp) que me ensinou muito recentemente.
O especialista informa que, embora não tenhamos uma noção exata da prevalência de tal tipo de problema no Brasil, existem estimativas, em outros países, de que cerca de 5% da população escolar possa ter um problema desta natureza, prejudicando o aprendizado e o domínio de uma poderosa forma de alcançar e produzir conhecimentos, que é a linguagem escrita.
Imagine 5% de uma sala de aula desmotivada e sem conseguir aprender do jeito formal? Este panorama nos mostra a necessidade encarar a dificuldade de aprendizado, como a dislexia é, como mais do que um problema de saúde, uma questão educacional e social.
A dislexia significa um distúrbio no aprendizado da leitura. E aprender a ler e a escrever são habilidades que envolvem conhecimentos que a criança vai desenvolvendo desde muito cedo, pois antes de aprender a escrever as crianças, de modo geral, já apresentam um domínio significativo da linguagem falada. “Neste sentido, devemos sempre nos preocupar com aquelas crianças que, desde muito cedo, vêm apresentando alguma alteração na aquisição da linguagem falada, como é o caso dos atrasos de desenvolvimento da linguagem, as limitações de vocabulário, as dificuldades de compreensão, de manutenção de diálogos, de organização do discurso, de fala, e assim por diante”, afirma Jaime Zorzi.
Segundo ele, outros indicadores podem ser as limitações para lidar com rimas, com sílabas, com a discriminação de sons, habilidades estas de alta demanda para o ato futuro de leitura e escrita. Podemos considerar tais crianças na categoria de risco, isto é, elas podem vir a apresentar problemas diversos para aprender a ler e a escrever, dentre eles a dislexia.
E como reconhecer a dislexia? Especialistas indicam que se observe alterações de comportamento como a apatia, a desatenção, a ansiedade, a indolência, a depressão e a agressividade. E, uma vez observada a dificuldade de aprendizado, pais e professores devem evitar a cobrança excessiva sobre a criança, pois o comportamento tende a agravar os problemas de aprendizagem. Com as queixas forma-se um círculo vicioso, cujo resultado é um agravamento, mesmo quando a intenção é a de “ajudar”. “Crianças com problemas de aprendizagem precisam de ajuda, antes de qualquer cobrança”, afima Zorzi.
E não vale aceitar da escola uma postura extrapunitiva, de se “queixar” que a criança não está acompanhando o programa e de que possa ser “preguiçosa”, “irresponsável”, etc. Insista num processo diagnóstico que busque identificar o que, de fato, está ocorrendo com a criança que não aprende.
P.S. Vale atentar para as diferenças entre a dislexia de desenvolvimento e a dislexia adquirida. A primeira é um distúrbio de natureza congênita, o que significa que a criança já nasce com certas características de organização e funcionamento neurológico que poderão vir a complicar determinados tipos de aprendizagens, como a leitura e a escrita, caso ela tenha a oportunidade de vir a ser alfabetizada. Já a dislexia adquirida corresponde à perda, em graus variados, da capacidade de ler e escrever em pessoas que já haviam desenvolvido tal habilidade e que poderiam ser até mesmo altamente capazes para tanto.
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Dislexia: filme trata do tema com extrema delicadeza
In Dislexia, In Fonoaudiologiaquarta-feira, 8 de setembro de 2010
“Somos todos diferentes” (Taare Zameen Par, 2007), com direção de Aamir Khan é um filme indiano em que Ishaan, um garoto de oito anos, é cheio de imaginação e gosta muito de desenhar e brincar. Solitário, tem como amigos os cães e os peixes do aquário. Suas brincadeiras incluem poças d’água e pipas.
Ele não presta nenhuma atenção nas aulas e, antes de ser reprovado por preguiça e rebeldia, seus pais o transferem para um internato. Num primeiro momento, o garoto se sente abandonado e sofre com a separação. Mas o professor de arte Nikumbh percebe a existência de um problema e, na busca da solução, devolve a alegria e a autoconfiança de Ishaan.
Fonte: Clique Aqui
Ele não presta nenhuma atenção nas aulas e, antes de ser reprovado por preguiça e rebeldia, seus pais o transferem para um internato. Num primeiro momento, o garoto se sente abandonado e sofre com a separação. Mas o professor de arte Nikumbh percebe a existência de um problema e, na busca da solução, devolve a alegria e a autoconfiança de Ishaan.
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A dislexia costuma ser identificada nas salas de aula durante a alfabetização.
In Dislexia, In Fonoaudiologiasexta-feira, 27 de agosto de 2010
Introdução
A dislexia é mais frequentemente caracterizada pela dificuldade na aprendizagem da decodificação das palavras, na leitura precisa e fluente e na fala. Pessoas disléxicas apresentam dificuldades na associação do som à letra (o princípio do alfabeto); também costumam trocar letras, p. ex. b com d, ou mesmo escrevê-las na ordem inversa, p.ex "ovóv" para vovó. A dislexia, contudo, não é um problema visual, envolvendo o processamento da fala e escrita no cérebro, sendo comum também confundir a direita com a esquerda no sentido espacial.[2] Esses sintomas podem coexistir ou mesmo confundir-se com características de vários outros factores de dificuldade de aprendizagem, tais como o déficit de atenção/hiperatividade,[3] dispraxia, discalculia, e/ou disgrafia. Contudo a dislexia e as desordens do déficit de atenção e hiperatividade não estão correlacionados com problemas de desenvolvimento.[4]
[editar] História
Identificada pela primeira vez por BERKLAN em 1881, o termo 'dislexia' foi cunhado em 1887 por Rudolf Berlin, um oftalmologista de Stuttgart, Alemanha.[5] Ele usou o termo para se referir a um jovem que apresentava grande dificuldade no aprendizado da leitura e escrita ao mesmo tempo em que apresentava habilidades intelectuais normais em todos os outros aspectos.
Em 1896, W. Pringle Morgan, um físico britânico de Seaford, Inglaterra publicou uma descrição de uma desordem específica de aprendizado na leitura no British Medical Journal, intitulado "Congenital Word Blindness". O artigo descreve o caso de um menino de 14 anos de idade que não havia aprendido a ler, demonstrando, contudo, inteligência normal e que realizava todas as atividades comuns de uma criança dessa idade.[6]
Durante as décadas de 1890 e início de 1900, James Hinshelwood, oftalmologista escocês, publicou uma série de artigos nos jornais médicos descrevendo casos similares.[7]
Um dos primeiros pesquisadores principais a estudar a dislexia foi Samuel T. Orton, um neurologista que trabalhou inicialmente em vítimas de traumatismos. Em 1925 Orton conheceu o caso de um menino que não conseguia ler e que apresentava sintomas parecidos aos de algumas vítimas de traumatismo. Orton estudou as dificuldades de leitura e concluiu que havia uma síndrome não correlacionada a traumatismos neurológicos que provocava a dificuldade no aprendizado da leitura. Orton chamou essa condição por strephosymbolia (com o significado de 'símbolos trocados') para descrever sua teoria a respeito de indivíduos com dislexia.[8] Orton observou também que a dificuldade em leitura da dislexia aparentemente não estava correlacionada com dificuldades estritamente visuais.[9] Ele acreditava que essa condição era causada por uma falha na laterização do cérebro.[10] A hipótese referente à especialização dos hemisférios cerebrais de Orton foi alvo de novos estudos póstumos na década de 1980 e 1990, estabelecendo que o lado esquerdo do planum temporale,uma região cerebral associada ao processamento da linguagem é fisicamente maior que a região direita nos cérebros de pessoas não disléxicas; nas pessoas disléxicas, contudo, essas regiões são simétricas ou mesmo ligeiramente maior no lado direito do cérebro.[11]
Pesquisadores estão atualmente buscando uma correlação neurológica e genética para a dificuldade em leitura.[12]
[editar] Causas físicas
Apesar de não haver um consenso dos cientistas sobre as causas da dislexia, pesquisas recentes apontam fortes evidências neurológicas para a dislexia. Vários pesquisadores sugerem uma origem genética para a dislexia.[13][14][15] Outro fator que vem sendo estudado é a exposição do feto a doses exageradas de testosterona, hormônio masculino, durante a sua formação in-útero no ramo de estudos da teratologia; nesse caso a maior incidência da dislexia em pessoas do sexo masculino seria explicada por abortos naturais de fetos do sexo feminino durante a gestação. Segundo essas teorias, a dislexia pode ser explicada por causas físico-químicas (genéticas ou hormonais) durante a concepção e a gestação,[16] dando uma explicação sobre os motivos de haver, aproximadamente, 4 pessoas disléxicas do sexo masculino para 1 do sexo feminino. Segundo essa abordagem da dislexia, ela é uma condição que manifesta-se por toda a vida não havendo cura. Em alguns casos remédios e estratégias de compensação auxiliam os disléxicos a conviver e superar suas dificuldades com a linguagem escrita.[17]
[editar] Causas de má-formação congênita
Nessa teoria as causas da dislexia têm origem numa má-formação congênita que devem ser corrigidas por meio de cirurgia e tratamentos medicinais. Seguindo essa teoria:
Muitas dessas causas têm a ver com alterações do sistema craniossacral que precisam ser detectadas e corrigidas.
Muitas outras causas se referem ao sistema proprioceptivo que é um sistema que tem sido descurado pela medicina até muito recentemente.
Muitas outras causas têm a ver com o sistema fascial (fáscia), que é um sistema ainda não muito falado mundialmente.
[editar] Fatores que Influenciam a Dislexia
Os padrões de movimentos oculares são fundamentais para a leitura eficiente.
São as fixações nos movimentos oculares que garantem que o leitor possa extrair informações visuais do texto. No entanto, algumas palavras são fixadas por um tempo maior que outras.
Por que isso ocorre? Existiriam assim fatores que influenciam ou determinam ou afetam a facilidade ou dificuldade do reconhecimento de palavras, a saber:
familiaridade,
freqüência,
idade da aquisição,
repetição,
significado e contexto,
Regularidade de correspondência entre ortografia-som ou grafema-fonema, e
Interações.[18]
[editar] A Dislexia como Fracasso Inesperado
A dislexia é uma síndrome estudada no âmbito da Dislexiologia, um dos ramos da Psicolingüística Educacional. A Dislexiologia, definida como ciência da dislexia, é um termo criado pelo professor Vicente Martins (UVA), referindo-se aos estudos e pesquisas, no campo da Psicolingüística, que tratam das dificuldades de aprendizagem relacionadas com a linguagem escrita (dislexia, disgrafia e disortografia).
A dislexia, segundo Jean Dubois et al. (1993, p.197), é um defeito de aprendizagem da leitura caracterizado por dificuldades na correspondência entre símbolos gráficos, às vezes mal reconhecidos, e fonemas, muitas vezes, mal identificados.
A dislexia, segundo o lingüista, interessa de modo preponderante tanto à discriminação fonética quanto ao reconhecimento dos signos gráficos ou à transformação dos signos escritos em signos verbais.
A dislexia, para a Lingüística, assim, não é uma doença, mas um fracasso inesperado (defeito) na aprendizagem da leitura, sendo, pois, uma síndrome de origem lingüística.
As causas ou a etiologia da síndrome disléxica são várias e dependem do enfoque ou da análise do investigador. Aqui, tendemos a nos apoiar em aportes da análise lingüística e cognitiva ou simplesmente da Psicolingüística.
Muitas das causas da dislexia resultam de estudos comparativos entre disléxicos e bons leitores. Podemos indicar as seguintes:
a) Hipótese de déficit perceptivo;
b) Hipótese de déficit fonológico, e
c) Hipótese de déficit na memória.
Atualmente, os investigadores na área de Psicolingüística aplicada à educação escolar apresentam a hipótese de déficit fonológico como a que justificaria, por exemplo, o aparecimento de disléxicos com confusão espacial e articulatória.
Desse modo, são considerados sintomas da dislexia relativos à leitura e escrita os seguintes erros:[
erros por confusões na proximidade especial:
a) confusão de letras simétricas;
b) confusão por rotação e
c) inversão de sílabas
confusões por proximidade articulatória e seqüelas de distúrbios de fala:
a) confusões por proximidade articulatória;
b) omissões de grafemas, e
c) omissões de sílabas.
As características lingüísticas, envolvendo as habilidades de leitura e escrita, mais marcantes das crianças disléxicas, são:
a acumulação e persistência de seus erros de soletração ao ler e de ortografia ao escrever;
confusão entre letras, sílabas ou palavras com diferenças sutis de grafia: a-o; c-o; e-c; f-t; h-n; i-j; m-n; v-u; etc;
confusão entre letras, sílabas ou palavras com grafia similar, mas com diferente orientação no espaço: b-d; b-p; d-b; d-p; d-q; n-u; w-m; a-e;
confusão entre letras que possuem um ponto de articulação comum, e, cujos sons são acusticamente próximos: d-t; j-x;c-g;m-b-p; v-f;
inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras: me-em; sol-los; som-mos; sal-las; pal-pla.
Segundo Mabel Condemarín (1987, p.23), outras perturbações da aprendizagem podem acompanhar os disléxicos,:
Alterações na memória
Alterações na memória de séries e seqüências
Orientação direita-esquerda
Linguagem escrita
Dificuldades em matemática
Confusão com relação às tarefas escolares
Pobreza de vocabulário
Escassez de conhecimentos prévios (memória de longo prazo)
Agora, uma pergunta pode advir: Quais as causas ou fatores de ordem pedagógico-lingüística que favorecem a aparição das dislexias?
De modo geral, indicaremos as causas de ordem pedagógica, a começar por:
Atuação de docente não qualificado para o ensino da língua materna (por exemplo, um professor ou professora sem formação superior na área de magistério escolar ou sem formação pedagógica, em nível médio, que desconheça a fonologia aplicada à alfabetização ou conhecimentos lingüísticos e metalingüísticos aplicados aos processos de leitura e escrita).
Crianças com tendência à inversão
Crianças com deficiência de memória de curto prazo
Crianças com dificuldades na discriminação de fonemas (vogais e consoantes)
Vocabulário pobre
Alterações na relação figura-fundo
Conflitos emocionais
O meio social
As crianças com dislalia
Crianças com lesão cerebral
No caso da criança em idade escolar, a Psicolingüística define a dislexia como um fracasso inesperado na aprendizagem da leitura (dislexia), da escrita (disgrafia) e da ortografia (disortografia) na idade prevista em que essas habilidades já devem ser automatizadas. É o que se denomina de dislexia de desenvolvimento.
No caso de adulto, tais dificuldades quando ocorrem depois de um acidente vascular cerebral (AVC) ou traumatismo cerebral, dizemos que se trata de dislexia adquirida.
[editar] As Escolas
A maioria das escolas do Brasil não dá suporte a crianças e adolecentes com dislexia, algumas nem ao menos têm conhecimento do problema. Tais alunos são tratados como os normais, e o possível baixo rendimento não é associado à consequência da doença.
A dislexia, como dificuldade de aprendizagem, verificada na educação escolar, é um distúrbio de leitura e de escrita que ocorre na educação infantil e no ensino fundamental. Em geral, a criança tem dificuldade em aprender a ler e escrever e, especialmente, em escrever corretamente sem erros de ortografia, mesmo tendo o Quociente de Inteligência (QI) acima da média.
Além do QI acima da média, o psicólogo Jesus Nicasio García, assinala que devem ser excluídas do diagnóstico do transtorno da leitura as crianças com deficiência mental, com escolarização escassa ou inadequada e com déficits auditivos ou visuais (1998, p. 144).
Tomando por base a proposta de Mabel Condemarín (l989, p. 55), a dificuldade de aprendizagem relacionada com a linguagem (leitura, escrita e ortografia), pode ser inicial e informalmente (um diagnóstico mais preciso deve ser feito e confirmado por neurolingüista) diagnosticada pelo professor da língua materna, com formação na área de Letras e com habilitação em Pedagogia, que pode vir a realizar uma medição da velocidade da leitura da criança, utilizando, para tanto, a seguinte ficha de observação, com as seguintes questões a serem prontamente respondidas:
A criança movimenta os lábios ou murmura ao ler?
A criança movimenta a cabeça ao longo da linha?
Sua leitura silenciosa é mais rápida que a oral ou mantém o mesmo ritmo de velocidade?
A criança segue a linha com o dedo?
A criança faz excessivas fixações do olho ao longo da linha impressa?
A criança demonstra excessiva tensão ao ler?
A criança efetua excessivos retrocessos da vista ao ler?
Para o exame dos dois últimos pontos, é recomendável que o professor coloque um espelho do lado posto da página que a criança lê. O professor coloca-se atrás e nessa posição pode olhar no espelho os movimentos dos olhos da criança.
O cloze, que consiste em pedir à criança para completar certas palavras omitidas no texto, pode ser importante aliado para o professor de língua materna determinar o nível de compreensibilidade do material de leitura (ALLIENDE: 1987, p.144)
Fonte: Martins, Vicente. A dislexia em sala de aula . In PINTO, Maria Alice Leite. (Org.). Psicopedagogia: diversas faces, múltiplos olhares. São Paulo: Olho d"áGUA, 2003.
[editar] Disléxicos famosos
Albert Einstein
Agatha Christie[19]
Charles Darwin[19]
Cher (cantora)[19]
Franklin D. Roosevelt[19]
George Washington[19]
Leonardo Da Vinci[19]
Napoleão Bonaparte[19]
Pablo Picasso[19]
Ozzy Osbourne
Robin Williams[19]
Salma Hayek[20]
Thomas A. Edison[19]
Tom Cruise[19]
Vincent van Gogh[19]
Winston Churchill[19]
Walt Disney[19]
Whoopi Goldberg[19]
Notas
↑ Sally Shaywitz, M.D. (2003-07-28). Conversation with Sally Shaywitz, M.D. SchwabLearning.org. Página visitada em 2007-12-15.
↑ Murphy, Martin F. Dyslexia, An Explanation. Flyleaf Press, 2004.
↑ Deborah Moncrieff (2004-04-12). "Temporal Processing Deficits in Children with Dyslexia". Audiology Online.
↑ Dalby, JT (1985). "Taxonomic separation of attention deficit disorders and developmental reading disorders". Contemporary Educational Psychology 10: 228-234.
↑ "Uber Dyslexie". Archiv fur Psychiatrie 15: 276-278.
↑ Snowling, Margaret J. (1996-11-02). "Dyslexia: a hundred years on". BMJ 313 (7065): 1096.
↑ Hinshelwood, J.. Congenital Word-blindness. HK Lewis \& Co., ltd., 1917.
↑ Orton, ST (1925). "'Word-blindness' in school children.". Archives of Neurology and Psychiatry 14: 285–516.
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↑ Lyytinen, Heikki; Erskine, Jane; Aro, Mikko; Richardson, Ulla. Blackwell Handbook of Language Development: Reading and reading disorders. Blackwell, 2007. pp.454-474. ISBN 9781405132534
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↑ Meng, H; Smith SD, Hager K, Held M, Liu J, Olson RK, Pennington BF, DeFries JC, Gelernter J, O'Reilly-Pol T, Somlo S, Skudlarski P, Shaywitz SE, Shaywitz BA, Marchione K, Wang Y, Paramasivam M, LoTurco JJ, Page GP, Gruen JR (November 22 2005). "DCDC2 is associated with reading disability and modulates neuronal development in the brain". Proceedings of the National Academy of Sciences 102 (47): 17053-8.
↑ Schumacher, J; Anthoni H, Dahdouh F, Konig IR, Hillmer AM, Kluck N, Manthey M, Plume E, Warnke A, Remschmidt H, Hulsmann J, Cichon S, Lindgren CM, Propping P, Zucchelli M, Ziegler A, Peyrard-Janvid M, Schulte-Korne G, Nothen MM, Kere J (Jan 2006). "Strong genetic evidence of DCDC2 as a susceptibility gene for dyslexia". American Journal of Human Genetics 78 (1): 52-62.
↑ Causa da dislexia é genética, apontam especialistas. Folha Online (08 de outubro de 2007). Página visitada em 2007-10-08.
↑ Clark, Diana B, et.al.. Dyslexia: Theory and Practice of Remedial Instruction. York Press, 1995.
↑ ELLIS: 1995, p.19-28
↑ a b c d e f g h i j k l m n o Confira lista com 15 disléxicos famosos (2007-10-08). Página visitada em 2008-02-10.
↑ Biografia de Salma Hayek (2008-05-24). Página visitada em 2008-05-24.
[editar] Bibliografia
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DUBOIS, Jean et alii. (1993). Dicionário de lingüística. SP: Cultrix.
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HOUT, Anne Van, SESTIENNE, Francoise. (2001). Dislexias: descrição, avaliação, explicação e tratamento. 2ª ed. Tradução de Cláudia Schilling. Porto Alegre: Artes Médicas.
MARTINS, Vicente. (2002). Lingüística Aplicada às dificuldades de aprendizagem relacionadas com a linguagem: dislexia, disgrafia e disortografia. Disponível na Internet: http://sites.uol.com.br/vicente.martins/
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HARRIS, Theodore L, HODGES, Richard. (1999). Dicionário de alfabetização: vocabulário de leitura e escrita. Tradução de Beatriz Viégas-Faria. Porto Alegre: Artes Médicas
MONTEIRO, José Lemos. (2002). Morfologia portuguesa. Campinas: Pontes.
RODRIGUES, Norberto. (1999). Neurolingüística dos distúrbios da fala.. São Paulo: Cortez: EDUC (Fala viva; v.1)
YAVAS, Mehmet, HERNANDOREMA, Carmen L. Matzenauer. LAMPRECHT, Regina Ritter. (1991). Avaliação fonológica da criação: reeducação e terapia. Porto Alegre: Artes Médicas.
Fonte: Clique Aqui
A dislexia é mais frequentemente caracterizada pela dificuldade na aprendizagem da decodificação das palavras, na leitura precisa e fluente e na fala. Pessoas disléxicas apresentam dificuldades na associação do som à letra (o princípio do alfabeto); também costumam trocar letras, p. ex. b com d, ou mesmo escrevê-las na ordem inversa, p.ex "ovóv" para vovó. A dislexia, contudo, não é um problema visual, envolvendo o processamento da fala e escrita no cérebro, sendo comum também confundir a direita com a esquerda no sentido espacial.[2] Esses sintomas podem coexistir ou mesmo confundir-se com características de vários outros factores de dificuldade de aprendizagem, tais como o déficit de atenção/hiperatividade,[3] dispraxia, discalculia, e/ou disgrafia. Contudo a dislexia e as desordens do déficit de atenção e hiperatividade não estão correlacionados com problemas de desenvolvimento.[4]
[editar] História
Identificada pela primeira vez por BERKLAN em 1881, o termo 'dislexia' foi cunhado em 1887 por Rudolf Berlin, um oftalmologista de Stuttgart, Alemanha.[5] Ele usou o termo para se referir a um jovem que apresentava grande dificuldade no aprendizado da leitura e escrita ao mesmo tempo em que apresentava habilidades intelectuais normais em todos os outros aspectos.
Em 1896, W. Pringle Morgan, um físico britânico de Seaford, Inglaterra publicou uma descrição de uma desordem específica de aprendizado na leitura no British Medical Journal, intitulado "Congenital Word Blindness". O artigo descreve o caso de um menino de 14 anos de idade que não havia aprendido a ler, demonstrando, contudo, inteligência normal e que realizava todas as atividades comuns de uma criança dessa idade.[6]
Durante as décadas de 1890 e início de 1900, James Hinshelwood, oftalmologista escocês, publicou uma série de artigos nos jornais médicos descrevendo casos similares.[7]
Um dos primeiros pesquisadores principais a estudar a dislexia foi Samuel T. Orton, um neurologista que trabalhou inicialmente em vítimas de traumatismos. Em 1925 Orton conheceu o caso de um menino que não conseguia ler e que apresentava sintomas parecidos aos de algumas vítimas de traumatismo. Orton estudou as dificuldades de leitura e concluiu que havia uma síndrome não correlacionada a traumatismos neurológicos que provocava a dificuldade no aprendizado da leitura. Orton chamou essa condição por strephosymbolia (com o significado de 'símbolos trocados') para descrever sua teoria a respeito de indivíduos com dislexia.[8] Orton observou também que a dificuldade em leitura da dislexia aparentemente não estava correlacionada com dificuldades estritamente visuais.[9] Ele acreditava que essa condição era causada por uma falha na laterização do cérebro.[10] A hipótese referente à especialização dos hemisférios cerebrais de Orton foi alvo de novos estudos póstumos na década de 1980 e 1990, estabelecendo que o lado esquerdo do planum temporale,uma região cerebral associada ao processamento da linguagem é fisicamente maior que a região direita nos cérebros de pessoas não disléxicas; nas pessoas disléxicas, contudo, essas regiões são simétricas ou mesmo ligeiramente maior no lado direito do cérebro.[11]
Pesquisadores estão atualmente buscando uma correlação neurológica e genética para a dificuldade em leitura.[12]
[editar] Causas físicas
Apesar de não haver um consenso dos cientistas sobre as causas da dislexia, pesquisas recentes apontam fortes evidências neurológicas para a dislexia. Vários pesquisadores sugerem uma origem genética para a dislexia.[13][14][15] Outro fator que vem sendo estudado é a exposição do feto a doses exageradas de testosterona, hormônio masculino, durante a sua formação in-útero no ramo de estudos da teratologia; nesse caso a maior incidência da dislexia em pessoas do sexo masculino seria explicada por abortos naturais de fetos do sexo feminino durante a gestação. Segundo essas teorias, a dislexia pode ser explicada por causas físico-químicas (genéticas ou hormonais) durante a concepção e a gestação,[16] dando uma explicação sobre os motivos de haver, aproximadamente, 4 pessoas disléxicas do sexo masculino para 1 do sexo feminino. Segundo essa abordagem da dislexia, ela é uma condição que manifesta-se por toda a vida não havendo cura. Em alguns casos remédios e estratégias de compensação auxiliam os disléxicos a conviver e superar suas dificuldades com a linguagem escrita.[17]
[editar] Causas de má-formação congênita
Nessa teoria as causas da dislexia têm origem numa má-formação congênita que devem ser corrigidas por meio de cirurgia e tratamentos medicinais. Seguindo essa teoria:
Muitas dessas causas têm a ver com alterações do sistema craniossacral que precisam ser detectadas e corrigidas.
Muitas outras causas se referem ao sistema proprioceptivo que é um sistema que tem sido descurado pela medicina até muito recentemente.
Muitas outras causas têm a ver com o sistema fascial (fáscia), que é um sistema ainda não muito falado mundialmente.
[editar] Fatores que Influenciam a Dislexia
Os padrões de movimentos oculares são fundamentais para a leitura eficiente.
São as fixações nos movimentos oculares que garantem que o leitor possa extrair informações visuais do texto. No entanto, algumas palavras são fixadas por um tempo maior que outras.
Por que isso ocorre? Existiriam assim fatores que influenciam ou determinam ou afetam a facilidade ou dificuldade do reconhecimento de palavras, a saber:
familiaridade,
freqüência,
idade da aquisição,
repetição,
significado e contexto,
Regularidade de correspondência entre ortografia-som ou grafema-fonema, e
Interações.[18]
[editar] A Dislexia como Fracasso Inesperado
A dislexia é uma síndrome estudada no âmbito da Dislexiologia, um dos ramos da Psicolingüística Educacional. A Dislexiologia, definida como ciência da dislexia, é um termo criado pelo professor Vicente Martins (UVA), referindo-se aos estudos e pesquisas, no campo da Psicolingüística, que tratam das dificuldades de aprendizagem relacionadas com a linguagem escrita (dislexia, disgrafia e disortografia).
A dislexia, segundo Jean Dubois et al. (1993, p.197), é um defeito de aprendizagem da leitura caracterizado por dificuldades na correspondência entre símbolos gráficos, às vezes mal reconhecidos, e fonemas, muitas vezes, mal identificados.
A dislexia, segundo o lingüista, interessa de modo preponderante tanto à discriminação fonética quanto ao reconhecimento dos signos gráficos ou à transformação dos signos escritos em signos verbais.
A dislexia, para a Lingüística, assim, não é uma doença, mas um fracasso inesperado (defeito) na aprendizagem da leitura, sendo, pois, uma síndrome de origem lingüística.
As causas ou a etiologia da síndrome disléxica são várias e dependem do enfoque ou da análise do investigador. Aqui, tendemos a nos apoiar em aportes da análise lingüística e cognitiva ou simplesmente da Psicolingüística.
Muitas das causas da dislexia resultam de estudos comparativos entre disléxicos e bons leitores. Podemos indicar as seguintes:
a) Hipótese de déficit perceptivo;
b) Hipótese de déficit fonológico, e
c) Hipótese de déficit na memória.
Atualmente, os investigadores na área de Psicolingüística aplicada à educação escolar apresentam a hipótese de déficit fonológico como a que justificaria, por exemplo, o aparecimento de disléxicos com confusão espacial e articulatória.
Desse modo, são considerados sintomas da dislexia relativos à leitura e escrita os seguintes erros:[
erros por confusões na proximidade especial:
a) confusão de letras simétricas;
b) confusão por rotação e
c) inversão de sílabas
confusões por proximidade articulatória e seqüelas de distúrbios de fala:
a) confusões por proximidade articulatória;
b) omissões de grafemas, e
c) omissões de sílabas.
As características lingüísticas, envolvendo as habilidades de leitura e escrita, mais marcantes das crianças disléxicas, são:
a acumulação e persistência de seus erros de soletração ao ler e de ortografia ao escrever;
confusão entre letras, sílabas ou palavras com diferenças sutis de grafia: a-o; c-o; e-c; f-t; h-n; i-j; m-n; v-u; etc;
confusão entre letras, sílabas ou palavras com grafia similar, mas com diferente orientação no espaço: b-d; b-p; d-b; d-p; d-q; n-u; w-m; a-e;
confusão entre letras que possuem um ponto de articulação comum, e, cujos sons são acusticamente próximos: d-t; j-x;c-g;m-b-p; v-f;
inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras: me-em; sol-los; som-mos; sal-las; pal-pla.
Segundo Mabel Condemarín (1987, p.23), outras perturbações da aprendizagem podem acompanhar os disléxicos,:
Alterações na memória
Alterações na memória de séries e seqüências
Orientação direita-esquerda
Linguagem escrita
Dificuldades em matemática
Confusão com relação às tarefas escolares
Pobreza de vocabulário
Escassez de conhecimentos prévios (memória de longo prazo)
Agora, uma pergunta pode advir: Quais as causas ou fatores de ordem pedagógico-lingüística que favorecem a aparição das dislexias?
De modo geral, indicaremos as causas de ordem pedagógica, a começar por:
Atuação de docente não qualificado para o ensino da língua materna (por exemplo, um professor ou professora sem formação superior na área de magistério escolar ou sem formação pedagógica, em nível médio, que desconheça a fonologia aplicada à alfabetização ou conhecimentos lingüísticos e metalingüísticos aplicados aos processos de leitura e escrita).
Crianças com tendência à inversão
Crianças com deficiência de memória de curto prazo
Crianças com dificuldades na discriminação de fonemas (vogais e consoantes)
Vocabulário pobre
Alterações na relação figura-fundo
Conflitos emocionais
O meio social
As crianças com dislalia
Crianças com lesão cerebral
No caso da criança em idade escolar, a Psicolingüística define a dislexia como um fracasso inesperado na aprendizagem da leitura (dislexia), da escrita (disgrafia) e da ortografia (disortografia) na idade prevista em que essas habilidades já devem ser automatizadas. É o que se denomina de dislexia de desenvolvimento.
No caso de adulto, tais dificuldades quando ocorrem depois de um acidente vascular cerebral (AVC) ou traumatismo cerebral, dizemos que se trata de dislexia adquirida.
[editar] As Escolas
A maioria das escolas do Brasil não dá suporte a crianças e adolecentes com dislexia, algumas nem ao menos têm conhecimento do problema. Tais alunos são tratados como os normais, e o possível baixo rendimento não é associado à consequência da doença.
A dislexia, como dificuldade de aprendizagem, verificada na educação escolar, é um distúrbio de leitura e de escrita que ocorre na educação infantil e no ensino fundamental. Em geral, a criança tem dificuldade em aprender a ler e escrever e, especialmente, em escrever corretamente sem erros de ortografia, mesmo tendo o Quociente de Inteligência (QI) acima da média.
Além do QI acima da média, o psicólogo Jesus Nicasio García, assinala que devem ser excluídas do diagnóstico do transtorno da leitura as crianças com deficiência mental, com escolarização escassa ou inadequada e com déficits auditivos ou visuais (1998, p. 144).
Tomando por base a proposta de Mabel Condemarín (l989, p. 55), a dificuldade de aprendizagem relacionada com a linguagem (leitura, escrita e ortografia), pode ser inicial e informalmente (um diagnóstico mais preciso deve ser feito e confirmado por neurolingüista) diagnosticada pelo professor da língua materna, com formação na área de Letras e com habilitação em Pedagogia, que pode vir a realizar uma medição da velocidade da leitura da criança, utilizando, para tanto, a seguinte ficha de observação, com as seguintes questões a serem prontamente respondidas:
A criança movimenta os lábios ou murmura ao ler?
A criança movimenta a cabeça ao longo da linha?
Sua leitura silenciosa é mais rápida que a oral ou mantém o mesmo ritmo de velocidade?
A criança segue a linha com o dedo?
A criança faz excessivas fixações do olho ao longo da linha impressa?
A criança demonstra excessiva tensão ao ler?
A criança efetua excessivos retrocessos da vista ao ler?
Para o exame dos dois últimos pontos, é recomendável que o professor coloque um espelho do lado posto da página que a criança lê. O professor coloca-se atrás e nessa posição pode olhar no espelho os movimentos dos olhos da criança.
O cloze, que consiste em pedir à criança para completar certas palavras omitidas no texto, pode ser importante aliado para o professor de língua materna determinar o nível de compreensibilidade do material de leitura (ALLIENDE: 1987, p.144)
Fonte: Martins, Vicente. A dislexia em sala de aula . In PINTO, Maria Alice Leite. (Org.). Psicopedagogia: diversas faces, múltiplos olhares. São Paulo: Olho d"áGUA, 2003.
[editar] Disléxicos famosos
Albert Einstein
Agatha Christie[19]
Charles Darwin[19]
Cher (cantora)[19]
Franklin D. Roosevelt[19]
George Washington[19]
Leonardo Da Vinci[19]
Napoleão Bonaparte[19]
Pablo Picasso[19]
Ozzy Osbourne
Robin Williams[19]
Salma Hayek[20]
Thomas A. Edison[19]
Tom Cruise[19]
Vincent van Gogh[19]
Winston Churchill[19]
Walt Disney[19]
Whoopi Goldberg[19]
Notas
↑ Sally Shaywitz, M.D. (2003-07-28). Conversation with Sally Shaywitz, M.D. SchwabLearning.org. Página visitada em 2007-12-15.
↑ Murphy, Martin F. Dyslexia, An Explanation. Flyleaf Press, 2004.
↑ Deborah Moncrieff (2004-04-12). "Temporal Processing Deficits in Children with Dyslexia". Audiology Online.
↑ Dalby, JT (1985). "Taxonomic separation of attention deficit disorders and developmental reading disorders". Contemporary Educational Psychology 10: 228-234.
↑ "Uber Dyslexie". Archiv fur Psychiatrie 15: 276-278.
↑ Snowling, Margaret J. (1996-11-02). "Dyslexia: a hundred years on". BMJ 313 (7065): 1096.
↑ Hinshelwood, J.. Congenital Word-blindness. HK Lewis \& Co., ltd., 1917.
↑ Orton, ST (1925). "'Word-blindness' in school children.". Archives of Neurology and Psychiatry 14: 285–516.
↑ Henry, MK (1998). "Structured, sequential, multisensory teaching: The Perlow legacy". Annals of Dyslexia.
↑ Orton, S.T. (1928). "Specific reading disability—strephosymbolia". Journal of the American Medical Association 90 (14): 1095-1099.
↑ Galaburda, A.M.; Menard, M.T.; Rosen, G.D. (1994-08-16). "Evidence for Aberrant Auditory Anatomy in Developmental Dyslexia". Proceedings of the National Academy of Sciences 91 (17): 8010-8013.
↑ Lyytinen, Heikki; Erskine, Jane; Aro, Mikko; Richardson, Ulla. Blackwell Handbook of Language Development: Reading and reading disorders. Blackwell, 2007. pp.454-474. ISBN 9781405132534
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Fonte: Clique Aqui
Dislexia
In Dislexia, In Fonoaudiologiaquarta-feira, 25 de agosto de 2010
A dislexia é um transtorno genético e hereditário presente em aproximadamente 10% da população mundial, podendo também ser causada pela produção exacerbada de testosterona pela mãe, durante a gestação.
Muitas vezes confundida com déficit de atenção, problemas psicológicos, ou mesmo preguiça; esse transtorno se caracteriza pela dificuldade do indivíduo em decodificar símbolos, ler, escrever, soletrar, compreender um texto, reconhecer fonemas, exercer tarefas relacionadas à coordenação motora; e pelo hábito de trocar, inverter, omitir ou acrescentar letras/palavras ao escrever.
Indivíduos disléxicos possuem a área lateral-direita do cérebro mais desenvolvida que a de pessoas que não possuem esta síndrome, tendo geralmente, por tal motivo, mais facilidade em questões relacionadas à criatividade, solução de problemas, mecânica e esportes.
Levando em consideração o despreparo que muitas instituições de ensino têm em relação às particularidades dos alunos - muitas vezes, inclusive, criando e reforçando estigmas – esse comportamento é responsável por uma grande parcela das causas de evasão escolar. Além disso, muitos casos de suicídio e de violência juvenil têm sido associados aos portadores dessa síndrome; comportamentos estes muitas vezes relacionados às alterações emocionais decorrentes das suas dificuldades.
O diagnóstico consiste na análise do paciente, geralmente por equipe multidisciplinar (psicólogo, fonoaudiólogo, psicopedagogo, etc.), excluindo outras possíveis causas. Tal avaliação permite que o acompanhamento seja feito de forma mais eficaz, já que leva em consideração suas particularidades individuais.
O tratamento embora não seja capaz de curar o paciente, o auxilia quanto às suas limitações, permitindo uma melhora progressiva, e evitando assim que sofra problemas sérios relacionados à autoestima e socialização.
Fonte: Clique Aqui
Muitas vezes confundida com déficit de atenção, problemas psicológicos, ou mesmo preguiça; esse transtorno se caracteriza pela dificuldade do indivíduo em decodificar símbolos, ler, escrever, soletrar, compreender um texto, reconhecer fonemas, exercer tarefas relacionadas à coordenação motora; e pelo hábito de trocar, inverter, omitir ou acrescentar letras/palavras ao escrever.
Indivíduos disléxicos possuem a área lateral-direita do cérebro mais desenvolvida que a de pessoas que não possuem esta síndrome, tendo geralmente, por tal motivo, mais facilidade em questões relacionadas à criatividade, solução de problemas, mecânica e esportes.
Levando em consideração o despreparo que muitas instituições de ensino têm em relação às particularidades dos alunos - muitas vezes, inclusive, criando e reforçando estigmas – esse comportamento é responsável por uma grande parcela das causas de evasão escolar. Além disso, muitos casos de suicídio e de violência juvenil têm sido associados aos portadores dessa síndrome; comportamentos estes muitas vezes relacionados às alterações emocionais decorrentes das suas dificuldades.
O diagnóstico consiste na análise do paciente, geralmente por equipe multidisciplinar (psicólogo, fonoaudiólogo, psicopedagogo, etc.), excluindo outras possíveis causas. Tal avaliação permite que o acompanhamento seja feito de forma mais eficaz, já que leva em consideração suas particularidades individuais.
O tratamento embora não seja capaz de curar o paciente, o auxilia quanto às suas limitações, permitindo uma melhora progressiva, e evitando assim que sofra problemas sérios relacionados à autoestima e socialização.
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Lei institui a Semana de Identificação da Dislexia na Rede Estadual de Ensino
In Dislexia, In Fonoaudiologiasexta-feira, 13 de agosto de 2010
Publicada nesta quarta-feira (11), no Diário Oficial, a lei nº 3.950, que institui o Programa Semana de Identificação da Dislexia na Rede Estadual de Ensino do Estado de Mato Grosso do Sul.
A iniciativa refere-se à aplicação de exame nos educandos matriculados na Rede Estadual de Ensino com enfoque para o Ensino Fundamental. O Programa “Semana de Identificação da Dislexia na Rede Estadual de Ensino” aplica-se também na capacitação periódica do corpo docente, proporcionando palestras, seminários, informativos, ou quaisquer outros, a fim de que aprendam a identificar, inicialmente, os sinais da dislexia e de outros distúrbios nos alunos.
De acordo com a lei, caberá à Secretaria de Estado da Saúde e da Educação a formulação de diretrizes para viabilizar a plena execução do Programa, sendo necessária a criação de equipes multidisciplinares de profissionais para a execução plena do trabalho de prevenção, e após identificados os casos, encaminhá-los a um tratamento adequado.
Fonte: Clique Aqui
A iniciativa refere-se à aplicação de exame nos educandos matriculados na Rede Estadual de Ensino com enfoque para o Ensino Fundamental. O Programa “Semana de Identificação da Dislexia na Rede Estadual de Ensino” aplica-se também na capacitação periódica do corpo docente, proporcionando palestras, seminários, informativos, ou quaisquer outros, a fim de que aprendam a identificar, inicialmente, os sinais da dislexia e de outros distúrbios nos alunos.
De acordo com a lei, caberá à Secretaria de Estado da Saúde e da Educação a formulação de diretrizes para viabilizar a plena execução do Programa, sendo necessária a criação de equipes multidisciplinares de profissionais para a execução plena do trabalho de prevenção, e após identificados os casos, encaminhá-los a um tratamento adequado.
Fonte: Clique Aqui
Psicopedagogia - Falando de dislexia
In Dislexia, In Fonoaudiologiaquinta-feira, 12 de agosto de 2010
É um dos distúrbios de aprendizagem, que faz com que o aluno tenha dificuldades ao aprender ler, escrever, soletrar.
O difícil é a assimilação das palavras.
Isto NÃO quer dizer que o aluno disléxico seja menos inteligente aliás, muitos disléxicos apresentam um grau de inteligência normal ou até superior à maioria das pessoas.
Simplificando, é uma parte do cérebro que precisa ser estimulada e que não está correspondendo a expectativa, tudo que se refere a uma seqüência lógica tanto na língua portuguesa como na matemática, tanto na expressão corporal como na coordenação motora, apresenta uma resposta insatisfatória.
Para se fazer um bom diagnóstico, temos que ter muita responsabilidade ao avaliar os SINTOMAS e as características do aluno em questão.
É importante e necessário pesquisar o histórico familiar, como a criança vive, qual a sua rotina de vida, se no histórico da criança existe algum atraso relacionado com a fala, leitura e escrita.
É necessária uma avaliação detalhada sobre vários ângulos e opiniões de vários profissionais para poder ser caracterizada como Disléxica.
É muito grave no meu ponto de vista rotular uma criança sem a devida responsabilidade, porque este rótulo a criança vai carregar pelo resto de sua vida.
Um sintoma não caracteriza um processo. Existe um conjunto de várias alterações de comportamento e atitudes, que interferem no processo de aprendizagem. A criança que tem dificuldades de aprendizagem pode desencadear depressão infantil, “eu não, não consigo” sentir–se diferenciada, apresentar problemas de socialização, voltar-se para dentro.
A dislexia também se subdivide:
• Crianças com deficiência do foco de atenção, sustentando a coordenação seletiva desta atenção.
• Por isso é preciso diferenciar que dificuldade a criança apresenta:
• (ADA)ou (DDA) – Aspecto de deficiência da atenção, distúrbio deficiência da atenção.
• ADHD – distúrbio de deficiência da atenção com hiperatividade.
Hoje falamos em TDHA – Transtorno do distúrbio da atenção com hiperatividade. Tudo é uma questão de nomenclatura. O mais importante é detectar quais os sintomas que estão interferindo significativamente no processo de aprendizagem da criança.
A dislexia está muitas vezes associada a outros temas de perturbações, como: Disertografia – Disgrafia – Discalculia.
Abaixo eu relaciono ALGUMAS das características e dificuldades das crianças e adultos que apresentam dislexia.
o Pessoas e crianças inacreditavelmente confusas e inconsistentes decorrente das oscilações no nível da capacidade de concentração;
o Incapacidade de foco de atenção (seletiva) para concentração e resposta satisfatória;
o Dificuldade no registro da construção e entrelaçamento aeqüência relacionais;
o Há crianças que são impulsivas, mas não hiperativas;
o Há crianças hiperativas que não apresentam DDA, e sim dificuldades motoras;
o Dificuldade de executar tarefas coordenação de movimentos com direcionamento visual.
Por isso antes de caracterizarmos ou rotularmos qualquer criança ou pessoa, precisamos entender daquilo que estamos falando. É muito sério inferirmos sobre qualquer problema. A criança ou a pessoa cria um estigma para o resto da vida, que fica difícil desvincular-se.
Fonte: Clique Aqui
O difícil é a assimilação das palavras.
Isto NÃO quer dizer que o aluno disléxico seja menos inteligente aliás, muitos disléxicos apresentam um grau de inteligência normal ou até superior à maioria das pessoas.
Simplificando, é uma parte do cérebro que precisa ser estimulada e que não está correspondendo a expectativa, tudo que se refere a uma seqüência lógica tanto na língua portuguesa como na matemática, tanto na expressão corporal como na coordenação motora, apresenta uma resposta insatisfatória.
Para se fazer um bom diagnóstico, temos que ter muita responsabilidade ao avaliar os SINTOMAS e as características do aluno em questão.
É importante e necessário pesquisar o histórico familiar, como a criança vive, qual a sua rotina de vida, se no histórico da criança existe algum atraso relacionado com a fala, leitura e escrita.
É necessária uma avaliação detalhada sobre vários ângulos e opiniões de vários profissionais para poder ser caracterizada como Disléxica.
É muito grave no meu ponto de vista rotular uma criança sem a devida responsabilidade, porque este rótulo a criança vai carregar pelo resto de sua vida.
Um sintoma não caracteriza um processo. Existe um conjunto de várias alterações de comportamento e atitudes, que interferem no processo de aprendizagem. A criança que tem dificuldades de aprendizagem pode desencadear depressão infantil, “eu não, não consigo” sentir–se diferenciada, apresentar problemas de socialização, voltar-se para dentro.
A dislexia também se subdivide:
• Crianças com deficiência do foco de atenção, sustentando a coordenação seletiva desta atenção.
• Por isso é preciso diferenciar que dificuldade a criança apresenta:
• (ADA)ou (DDA) – Aspecto de deficiência da atenção, distúrbio deficiência da atenção.
• ADHD – distúrbio de deficiência da atenção com hiperatividade.
Hoje falamos em TDHA – Transtorno do distúrbio da atenção com hiperatividade. Tudo é uma questão de nomenclatura. O mais importante é detectar quais os sintomas que estão interferindo significativamente no processo de aprendizagem da criança.
A dislexia está muitas vezes associada a outros temas de perturbações, como: Disertografia – Disgrafia – Discalculia.
Abaixo eu relaciono ALGUMAS das características e dificuldades das crianças e adultos que apresentam dislexia.
o Pessoas e crianças inacreditavelmente confusas e inconsistentes decorrente das oscilações no nível da capacidade de concentração;
o Incapacidade de foco de atenção (seletiva) para concentração e resposta satisfatória;
o Dificuldade no registro da construção e entrelaçamento aeqüência relacionais;
o Há crianças que são impulsivas, mas não hiperativas;
o Há crianças hiperativas que não apresentam DDA, e sim dificuldades motoras;
o Dificuldade de executar tarefas coordenação de movimentos com direcionamento visual.
Por isso antes de caracterizarmos ou rotularmos qualquer criança ou pessoa, precisamos entender daquilo que estamos falando. É muito sério inferirmos sobre qualquer problema. A criança ou a pessoa cria um estigma para o resto da vida, que fica difícil desvincular-se.
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Dislexia aumenta e preocupa especialistas
In Dislexia, In Fonoaudiologiasegunda-feira, 9 de agosto de 2010
Congresso em Ribeirão discute dificuldades de aprendizagem em crianças e adolescentes
Apesar de não haver total consenso entre médicos e pesquisadores sobre os fatores de risco para a saúde mental infantil, estudos recentes apontam para o aumento da dislexia entre a população jovem. O assunto foi discutido ontem em Ribeirão Preto, durante o terceiro Congresso Aprender Criança, maior evento da América Latina sobre educação, cérebro e aprendizado, que vai até amanhã. O evento contou com a presença de pelo menos 800 pessoas entre médicos, educadores e pesquisadores.
Um dos pontos altos do primeiro dia de palestra foi a apresentação de uma pesquisa feita pela Unicamp. O estudo mostra que 39% da população sofre distúrbios de aprendizagem ligados à leitura. Quando o nível de aprendizagem está relacionado à matemática, 30% apresentam dificuldades para entender o conteúdo. A escrita é a atividade menos prejudicada —segundo o levantamento, 20% da população demostra deficiências ao redigir uma carta, por exemplo.
“Esses dados mostram aos educadores que esse tipo de aluno merece uma atenção especial e precisa de um ensino diferenciado”, disse a especialista em neurologia infantil Sylvia Maria Ciasca. A dislexia pode ser relacionada a fatores genéticos e, normalmente, acomete filhos de pais disléxicos. “Eu só descobri que um aluno meu tinha o problema após o pai dele me dizer que sofria de dislexia”, disse o professor Marcelo Martinelli, 35 anos.
Ciasca explicou que, embora a criança e o adolescente possam apresentar características próprias de quem sofre de dislexia, o diagnóstico só pode ser confirmado clinicamente. “Não há como avaliar uma criança verbalmente e dizer que ela é disléxica.” O psicólogo da Unicamp Ricardo Lima afirmou que a observação da família no comportamento da criança pode ajudar no diagnostico. “É importante analisar as características de cada indivíduo, senão a educação não fluirá”, afirmou. (Lucas de Castro)
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Apesar de não haver total consenso entre médicos e pesquisadores sobre os fatores de risco para a saúde mental infantil, estudos recentes apontam para o aumento da dislexia entre a população jovem. O assunto foi discutido ontem em Ribeirão Preto, durante o terceiro Congresso Aprender Criança, maior evento da América Latina sobre educação, cérebro e aprendizado, que vai até amanhã. O evento contou com a presença de pelo menos 800 pessoas entre médicos, educadores e pesquisadores.
Um dos pontos altos do primeiro dia de palestra foi a apresentação de uma pesquisa feita pela Unicamp. O estudo mostra que 39% da população sofre distúrbios de aprendizagem ligados à leitura. Quando o nível de aprendizagem está relacionado à matemática, 30% apresentam dificuldades para entender o conteúdo. A escrita é a atividade menos prejudicada —segundo o levantamento, 20% da população demostra deficiências ao redigir uma carta, por exemplo.
“Esses dados mostram aos educadores que esse tipo de aluno merece uma atenção especial e precisa de um ensino diferenciado”, disse a especialista em neurologia infantil Sylvia Maria Ciasca. A dislexia pode ser relacionada a fatores genéticos e, normalmente, acomete filhos de pais disléxicos. “Eu só descobri que um aluno meu tinha o problema após o pai dele me dizer que sofria de dislexia”, disse o professor Marcelo Martinelli, 35 anos.
Ciasca explicou que, embora a criança e o adolescente possam apresentar características próprias de quem sofre de dislexia, o diagnóstico só pode ser confirmado clinicamente. “Não há como avaliar uma criança verbalmente e dizer que ela é disléxica.” O psicólogo da Unicamp Ricardo Lima afirmou que a observação da família no comportamento da criança pode ajudar no diagnostico. “É importante analisar as características de cada indivíduo, senão a educação não fluirá”, afirmou. (Lucas de Castro)
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Então, como diagnosticar a dislexia?
In Dislexia, In Fonoaudiologiasexta-feira, 6 de agosto de 2010
Diagnóstico
Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes que seja feito um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, mas não confirmam a dislexia. Os mesmos sintomas podem indicar outras síndromes neurológicas ou comportamentais.
Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve-se procurar ajuda especializada.
Uma equipe multidisciplinar formada por: Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista, Otorrinolaringologista e outros, conforme o caso.A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia. É o que chamamos de AVALIAÇÃO DIFERENCIAL MULTIDISCIPLINAR.
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Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes que seja feito um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, mas não confirmam a dislexia. Os mesmos sintomas podem indicar outras síndromes neurológicas ou comportamentais.
Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve-se procurar ajuda especializada.
Uma equipe multidisciplinar formada por: Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista, Otorrinolaringologista e outros, conforme o caso.A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia. É o que chamamos de AVALIAÇÃO DIFERENCIAL MULTIDISCIPLINAR.
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Dislexia: Definição, Sinais e Avaliação
In Dislexia, In Fonoaudiologiaquarta-feira, 9 de junho de 2010
Definida como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula. Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 05% e 17% da população mundial é disléxica.
Ao contrário do que muitos pensam, a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico.
Por esses múltiplos fatores é que a dislexia deve ser diagnosticada por uma equipe multidisciplinar. Esse tipo de avaliação dá condições de um acompanhamento mais efetivo das dificuldades após o diagnóstico, direcionando-o às particularidades de cada indivíduo, levando a resultados mais concretos.
Sinais de Alerta
Como a dislexia é genética e hereditária, se a criança possuir pais ou outros parentes disléxicos, quanto mais cedo for realizado o diagnóstico melhor para os pais, à escola e à própria criança. A criança poderá passar pelo processo de avaliação realizada por uma equipe multidisciplinar especializada (vide adiante), mas se não houver passado pelo processo de alfabetização o diagnóstico será apenas de uma "criança de risco".
Hverá sempre:
*dificuldades com a linguagem e escrita;
*dificuldades em escrever;
*dificuldades com a ortografia;
*lentidão na aprendizagem da leitura;
Haverá muitas vezes :
*disgrafia (letra feia);
*discalculia, dificuldade com a matemática, sobretudo na assimilação de símbolos e de decorar tabuada;
*dificuldades com a memória de curto prazo e com a organização;
*dificuldades em seguir indicações de caminhos e em executar seqüências de tarefas complexas;
*dificuldades para compreender textos escritos;
*dificuldades em aprender uma segunda língua.
Haverá às vezes:
*dificuldades com a linguagem falada;
*dificuldade com a percepção espacial;
*confusão entre direita e esquerda.
Pré-Escola
Fique alerta se a criança apresentar alguns desses sintomas:
Dispersão;
Fraco desenvolvimento da atenção;
Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem;
Dificuldade em aprender rimas e canções;
Fraco desenvolvimento da coordenação motora;
Dificuldade com quebra cabeça;
Falta de interesse por livros impressos;
O fato de apresentar alguns desses sintomas não indica necessariamente que ela seja disléxica; há outros fatores a serem observados. Porém, com certeza, estaremos diante de um quadro que pede uma maior atenção e/ou estimulação.
Idade Escolar
Nesta fase, se a criança continua apresentando alguns ou vários dos sintomas a seguir, é necessário um diagnóstico e acompanhamento adequado, para que possa prosseguir seus estudos junto com os demais colegas e tenha menos prejuízo emocional:
Dificuldade na aquisição e automação da leitura e escrita;
Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras);
Desatenção e dispersão;
Dificuldade em copiar de livros e da lousa;
Dificuldade na coordenação motora fina (desenhos, pintura) e/ou grossa (ginástica,dança,etc.);
Desorganização geral: podemos citar os constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares e perda de materiais escolares;
Confusão entre esquerda e direita;
Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas, etc...
Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou sentenças longas e vagas;
Dificuldade na memória de curto prazo, como instruções, recados, etc...
Dificuldades em decorar seqüências, como meses do ano, alfabeto, tabuada, etc..
Dificuldade na matemática e desenho geométrico;
Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomias) Troca de letras na escrita;
Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
Problemas de conduta como: depressão, timidez excessiva ou o "palhaço da turma";
Bom desempenho em provas orais.
Se nessa fase a criança não for acompanhada adequadamente, os sintomas persistirão e irão permear a fase adulta, com possíveis prejuízos emocionais e conseqüentemente sociais e profissionais.
Adultos
Se não teve um acompanhamento adequado na fase escolar ou pré-escolar, o adulto disléxico ainda apresentará dificuldades:
Continuada dificuldade na leitura e escrita;
Memória imediata prejudicada;
Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomia);
Dificuldade com direita e esquerda;
Dificuldade em organização;
Aspectos afetivos emocionais prejudicados, trazendo como conseqüência: depressão, ansiedade, baixa auto estima e algumas vezes o ingresso para as drogas e o álcool.
DIAGNÓSTICO
Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes de um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, não confirmam a dislexia. E não pára por aí, os mesmos sintomas podem indicar outras situações, como lesões, síndromes e etc.
Então, como diagnosticar a dislexia?
Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve se procurar ajuda especializada.
Uma equipe multidisciplinar, formada por Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista e outros, conforme o caso.
A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia. É o que chamamos de AVALIAÇÃO MULTIDISCIPLINAR e de EXCLUSÃO.
Outros fatores deverão ser descartados, como déficit intelectual, disfunções ou deficiências auditivas e visuais, lesões cerebrais (congênitas e adquiridas), desordens afetivas anteriores ao processo de fracasso escolar (com constantes fracassos escolares o disléxico irá apresentar prejuízos emocionais, mas estes são conseqüências, não causa da dislexia).
Neste processo ainda é muito importante tomar o parecer da escola, dos pais e levantar o histórico familiar e de evolução do paciente.
Essa avaliação não só identifica as causas das dificuldades apresentadas, assim como permite um encaminhamento adequado a cada caso, por meio de um relatório por escrito.
Depois de Diagnosticada a Dislexia
Sendo diagnosticada a dislexia, o encaminhamento orienta o acompanhamento consoante às particularidades de cada caso, o que permite que este seja mais eficaz e mais proveitoso, pois o profissional que assumir o caso não precisará de um tempo para identificação do problema, bem como terá ainda acesso a pareceres importantes.
Conhecendo as causas das dificuldades, o potencial e as individualidades do indivíduo, o profissional pode utilizar a linha que achar mais conveniente. Os resultados irão aparecer de forma consistente e progressiva.
Ao contrário do que muitos pensam, o disléxico sempre contorna suas dificuldades, encontrando seu caminho. Ele responde bem a situações que possam ser associadas a vivências concretas e aos múltiplos sentidos. O disléxico também tem sua própria lógica, sendo muito importante o bom entrosamento entre profissional e paciente.
Outro passo importante a ser dado é definir um programa em etapas e somente passar para a seguinte após confirmar que a anterior foi devidamente absorvida, sempre retomando as etapas anteriores. É o que chamamos de sistema MULTISSENSORIAL e CUMULATIVO.
Também é de extrema importância haver uma boa troca de informações, experiências e até sintonia dos procedimentos executados, entre profissional, escola e família.
Fonte: Clique Aqui
Ao contrário do que muitos pensam, a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico.
Por esses múltiplos fatores é que a dislexia deve ser diagnosticada por uma equipe multidisciplinar. Esse tipo de avaliação dá condições de um acompanhamento mais efetivo das dificuldades após o diagnóstico, direcionando-o às particularidades de cada indivíduo, levando a resultados mais concretos.
Sinais de Alerta
Como a dislexia é genética e hereditária, se a criança possuir pais ou outros parentes disléxicos, quanto mais cedo for realizado o diagnóstico melhor para os pais, à escola e à própria criança. A criança poderá passar pelo processo de avaliação realizada por uma equipe multidisciplinar especializada (vide adiante), mas se não houver passado pelo processo de alfabetização o diagnóstico será apenas de uma "criança de risco".
Hverá sempre:
*dificuldades com a linguagem e escrita;
*dificuldades em escrever;
*dificuldades com a ortografia;
*lentidão na aprendizagem da leitura;
Haverá muitas vezes :
*disgrafia (letra feia);
*discalculia, dificuldade com a matemática, sobretudo na assimilação de símbolos e de decorar tabuada;
*dificuldades com a memória de curto prazo e com a organização;
*dificuldades em seguir indicações de caminhos e em executar seqüências de tarefas complexas;
*dificuldades para compreender textos escritos;
*dificuldades em aprender uma segunda língua.
Haverá às vezes:
*dificuldades com a linguagem falada;
*dificuldade com a percepção espacial;
*confusão entre direita e esquerda.
Pré-Escola
Fique alerta se a criança apresentar alguns desses sintomas:
Dispersão;
Fraco desenvolvimento da atenção;
Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem;
Dificuldade em aprender rimas e canções;
Fraco desenvolvimento da coordenação motora;
Dificuldade com quebra cabeça;
Falta de interesse por livros impressos;
O fato de apresentar alguns desses sintomas não indica necessariamente que ela seja disléxica; há outros fatores a serem observados. Porém, com certeza, estaremos diante de um quadro que pede uma maior atenção e/ou estimulação.
Idade Escolar
Nesta fase, se a criança continua apresentando alguns ou vários dos sintomas a seguir, é necessário um diagnóstico e acompanhamento adequado, para que possa prosseguir seus estudos junto com os demais colegas e tenha menos prejuízo emocional:
Dificuldade na aquisição e automação da leitura e escrita;
Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras);
Desatenção e dispersão;
Dificuldade em copiar de livros e da lousa;
Dificuldade na coordenação motora fina (desenhos, pintura) e/ou grossa (ginástica,dança,etc.);
Desorganização geral: podemos citar os constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares e perda de materiais escolares;
Confusão entre esquerda e direita;
Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas, etc...
Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou sentenças longas e vagas;
Dificuldade na memória de curto prazo, como instruções, recados, etc...
Dificuldades em decorar seqüências, como meses do ano, alfabeto, tabuada, etc..
Dificuldade na matemática e desenho geométrico;
Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomias) Troca de letras na escrita;
Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
Problemas de conduta como: depressão, timidez excessiva ou o "palhaço da turma";
Bom desempenho em provas orais.
Se nessa fase a criança não for acompanhada adequadamente, os sintomas persistirão e irão permear a fase adulta, com possíveis prejuízos emocionais e conseqüentemente sociais e profissionais.
Adultos
Se não teve um acompanhamento adequado na fase escolar ou pré-escolar, o adulto disléxico ainda apresentará dificuldades:
Continuada dificuldade na leitura e escrita;
Memória imediata prejudicada;
Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomia);
Dificuldade com direita e esquerda;
Dificuldade em organização;
Aspectos afetivos emocionais prejudicados, trazendo como conseqüência: depressão, ansiedade, baixa auto estima e algumas vezes o ingresso para as drogas e o álcool.
DIAGNÓSTICO
Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes de um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, não confirmam a dislexia. E não pára por aí, os mesmos sintomas podem indicar outras situações, como lesões, síndromes e etc.
Então, como diagnosticar a dislexia?
Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve se procurar ajuda especializada.
Uma equipe multidisciplinar, formada por Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista e outros, conforme o caso.
A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia. É o que chamamos de AVALIAÇÃO MULTIDISCIPLINAR e de EXCLUSÃO.
Outros fatores deverão ser descartados, como déficit intelectual, disfunções ou deficiências auditivas e visuais, lesões cerebrais (congênitas e adquiridas), desordens afetivas anteriores ao processo de fracasso escolar (com constantes fracassos escolares o disléxico irá apresentar prejuízos emocionais, mas estes são conseqüências, não causa da dislexia).
Neste processo ainda é muito importante tomar o parecer da escola, dos pais e levantar o histórico familiar e de evolução do paciente.
Essa avaliação não só identifica as causas das dificuldades apresentadas, assim como permite um encaminhamento adequado a cada caso, por meio de um relatório por escrito.
Depois de Diagnosticada a Dislexia
Sendo diagnosticada a dislexia, o encaminhamento orienta o acompanhamento consoante às particularidades de cada caso, o que permite que este seja mais eficaz e mais proveitoso, pois o profissional que assumir o caso não precisará de um tempo para identificação do problema, bem como terá ainda acesso a pareceres importantes.
Conhecendo as causas das dificuldades, o potencial e as individualidades do indivíduo, o profissional pode utilizar a linha que achar mais conveniente. Os resultados irão aparecer de forma consistente e progressiva.
Ao contrário do que muitos pensam, o disléxico sempre contorna suas dificuldades, encontrando seu caminho. Ele responde bem a situações que possam ser associadas a vivências concretas e aos múltiplos sentidos. O disléxico também tem sua própria lógica, sendo muito importante o bom entrosamento entre profissional e paciente.
Outro passo importante a ser dado é definir um programa em etapas e somente passar para a seguinte após confirmar que a anterior foi devidamente absorvida, sempre retomando as etapas anteriores. É o que chamamos de sistema MULTISSENSORIAL e CUMULATIVO.
Também é de extrema importância haver uma boa troca de informações, experiências e até sintonia dos procedimentos executados, entre profissional, escola e família.
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Dislexia II - Sinais
In Dislexia, In Fonoaudiologiasegunda-feira, 17 de maio de 2010
A dislexia manifesta-se ao longo das várias etapas de aprendizagem da leitura, sendo possível detectar alguns indícios de perturbação linguística logo em idades precoces – crianças que em idade pré-escolar denotam alterações na área da linguagem:
- Alterações na articulação de palavras, com omissão, inversão e confusões de sílabas ou fonemas dentro da palavra;
- Fraca expressividade verbal, com vocabulário reduzido;
- Dificuldade em recontar sequencialmente uma história ouvida;
- Dificuldade em identificar os elementos constituintes das frases e das palavras.
A par destas dificuldades também se identificam alterações na área psicomotora:
- Indefinição na dominância lateral;
- Dificuldades na estruturação do esquema corporal;
- Tendência para escrever letras em espelho;
- Não interiorização dos princípios básicos da escrita, que esta se organiza da esquerda para a direita e de cima para baixo.
A presença destas características é sempre motivo de intervenção adequada que possibilite à criança um trabalho específico nestes domínios e assim prevenir maiores dificuldades futuras.
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- Alterações na articulação de palavras, com omissão, inversão e confusões de sílabas ou fonemas dentro da palavra;
- Fraca expressividade verbal, com vocabulário reduzido;
- Dificuldade em recontar sequencialmente uma história ouvida;
- Dificuldade em identificar os elementos constituintes das frases e das palavras.
A par destas dificuldades também se identificam alterações na área psicomotora:
- Indefinição na dominância lateral;
- Dificuldades na estruturação do esquema corporal;
- Tendência para escrever letras em espelho;
- Não interiorização dos princípios básicos da escrita, que esta se organiza da esquerda para a direita e de cima para baixo.
A presença destas características é sempre motivo de intervenção adequada que possibilite à criança um trabalho específico nestes domínios e assim prevenir maiores dificuldades futuras.
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Dislexia
In Dislexia, In Fonoaudiologiasegunda-feira, 10 de maio de 2010
A deficiência auditiva, normalmente conhecida como surdez, consiste na perda parcial ou total da capacidade de ouvir.
Normalmente surdez é confundida com deficiência auditiva, embora estas duas noções não sejam sinónimas.
A surdez, normalmente de origem congénita, é quando o indivíduo nasce surdo, isto é, não tem a capacidade de ouvir nenhum som. O que faz com que surjam uma série de dificuldades na aquisição da linguagem, bem como no desenvolvimento da comunicação.
Por sua vez, a deficiência auditiva é adquirida, isto é, o individuo nasce com uma audição perfeita e, por lesões ou doenças, perde-a. Nestas situações, na maior parte dos casos, a pessoa já aprendeu a comunicar oralmente. Embora, ao adquirir esta deficiência, vai ter de aprender a comunicar de outra forma.
Em certos casos, pode-se recorrer ao uso de aparelhos auditivos ou a intervenções cirúrgicas, dependendo do grau da deficiência auditiva, a fim de diminuir ou corrigir o problema.
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Normalmente surdez é confundida com deficiência auditiva, embora estas duas noções não sejam sinónimas.
A surdez, normalmente de origem congénita, é quando o indivíduo nasce surdo, isto é, não tem a capacidade de ouvir nenhum som. O que faz com que surjam uma série de dificuldades na aquisição da linguagem, bem como no desenvolvimento da comunicação.
Por sua vez, a deficiência auditiva é adquirida, isto é, o individuo nasce com uma audição perfeita e, por lesões ou doenças, perde-a. Nestas situações, na maior parte dos casos, a pessoa já aprendeu a comunicar oralmente. Embora, ao adquirir esta deficiência, vai ter de aprender a comunicar de outra forma.
Em certos casos, pode-se recorrer ao uso de aparelhos auditivos ou a intervenções cirúrgicas, dependendo do grau da deficiência auditiva, a fim de diminuir ou corrigir o problema.
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DISLEXIA por J.C.SANTIAGO
In Dislexia, In Fonoaudiologiaquinta-feira, 22 de abril de 2010
A observação de pessoas e crianças com dislexia, autismo, hiperatividade, desordens de atenção, problemas de aprendizagem e muitas outras condições tem mostrado a existência de disfunções no corpo e no sistema sacro craniano.
Tem-se visto que a correção dessas disfunções resulta num melhoramento bastante grande em muitas das condições que as pessoas ou crianças apresentam como sejam a dislexia, a hiperatividade, o autismo, as desordens de atenção, os problemas de aprendizagem, paralisias, etc.
Infelizmente muitas das disfunções existentes no corpo ou no sistema sacro craniano não são detectáveis nos exames que atualmente se fazem e apenas podem ser detectadas e corrigidas por pessoas que são treinadas para o efeito.
Uma vez que essas disfunções não são visíveis nos exames e uma vez que são muito poucas as pessoas treinadas na sua detecção e correção, estas disfunções passam completamente despercebidas da grande maioria dos profissionais de saúde.
E se não são detectadas, elas não são corrigidas.
É desta forma que apenas se detectam as consequências ou os resultados dos maus funcionamentos do corpo e do sistema sacro craniano, mas não as suas causas ou origens.
E enquanto não se corrigirem as causas por detrás da dislexia, da hiperatividade, das desordens de atenção, dos problemas de aprendizagem, do autismo, etc. estes problemas não serão convenientemente resolvidos.
São as alterações no corpo e no sistema sacro craniano que muitas das vezes criam alterações no funcionamento do sistema nervoso e que muitas vezes estão por detrás da dislexia, do autismo, da hiperatividade, das desordens de atenção, dos problemas de aprendizagem, da sinusite e de muitas outras situações.
Se o corpo estiver tenso, comprimido, ou com alterações a nível dos tecidos, isso cria disfunções a nível físico que acabam por se refletir a nível do sistema sacro craniano o qual por sua vez altera por completo o funcionamento do sistema nervoso central.
É o sistema sacro craniano que cria o ambiente fisiológico no qual todo o sistema nervoso, vive, funciona e se desenvolve.
Assim, qualquer alteração no corpo ou no sistema sacro craniano acaba por se refletir negativamente a nível do sistema nervoso central.
E como se sabe são alterações no sistema nervoso central que estão na origem da dislexia, hiperatividade, desordens de atenção e déficit de atenção, problemas de aprendizagem, autismo, depressão, etc.
A fáscia (ou tecido conectivo) é um tecido forte que se espalha por todo o corpo, numa teia tridimensional desde a cabeça aos pés sem interrupção, envolvendo todo e qualquer tecido do corpo desde a célula, grupo de músculos, ossos, órgãos, etc.
Ela envolve nervos, ossos, artérias, veias e ductos assim como os músculos e é o maior organizador do corpo, organizando e separando toda e qualquer estrutura do corpo e organizando os músculos e os órgãos em unidades funcionais.
A fáscia é o componente básico do corpo e em circunstâncias normais ela deve ser flexível e deslizante. No entanto através de traumatismos, processos inflamatórios, más posturas, cirurgias, stress, etc., criam-se restrições e aderências na fáscia e entre esta e os tecidos vizinhos o que faz com que ela se torne mais sólida e dessa forma encurte as fibras fasciais o que cria pressão em áreas sensíveis, provocando dor e restrições de movimento. Esta é também a razão do mau funcionamento de órgãos, músculos e do corpo em geral.
A importância da Libertação Mio Fascial torna-se bem patente quando compreendemos que a fáscia envolve e penetra em cada músculo, osso, órgão, indo até ao nível celular e que ela pode criar uma força ou pressão de cerca de 140 kgs por centímetro quadrado quando tensa, o que pode provocar fortes dores e limitações de movimentos ou mesmo mau funcionamento de órgãos, nervos, vasos, etc.
A pressão (pode ir até 140 kg por centímetro quadrado) sobre zonas do corpo ou sobre o sistema sacro craniano explica os desconfortos, as dores, e as alterações a nível do sistema sacro craniano e a nível do sistema nervoso central.
Isto explica a alteração da posição anatômica dos ossos da cabeça, das vértebras, da bacia etc. e explica os desconfortos sentidos pelas crianças ou adultos que são incapazes de estarem quietos ou de terem capacidade para se concentrarem, ou mesmo a reação excessiva em termos emocionais às situações do dia a dia.
A irritação, a agressividade, o não estar quieto, a depressão, o desinteresse, os choros por tudo e por nada, as birras, o chuchar no dedo até tarde e muitas outras condições, geralmente são boas indicações de que existem alterações ou disfunções a nível do corpo ou do sistema sacro craniano que precisam de ser corrigidas.
A falha em reconhecer a importância da fáscia e o seu relacionamento com toda a estrutura e movimento do corpo, ajuda a explicar o porquê dos maus resultados ou dos resultados temporários que se obtêm com os tratamentos standard. Este é um sistema fisiológico que tem sido ignorado e que tem de ser estudado e compreendido se queremos o bem estar dos nossos pacientes.
É comum os pacientes (bebês, crianças e adultos) que estão sobrecarregados com crônicas ou fortes compressões miofasciais terem grande agitação mental, irritação, depressão, desgaste, cansaço, incômodos, insônias e outros pensamentos e emoções desagradáveis.
Isto cria problemas não só para o bebê, a criança ou pessoa que tem problemas destes, mas para todas as crianças e pessoas que têm de interagir com ela.
Muito deste sofrimento pode ser aliviado ou resolvido corrigindo as disfunções existentes no corpo e no sistema sacro craniano.
É assim que muitos destes problemas como a dislexia, autismo, hiperatividade, desordens de atenção, déficit de atenção, irritação, agressividade, depressão, problemas de aprendizagem, etc. podem ser grandemente melhorados corrigindo as disfunções do sistema sacro craniano e do corpo. E as melhores terapias que conheço para isso são a Terapia Sacro Craniana e a Libertação Mio Fascial.
O mesmo é válido para os bebês e recém nascidos onde muitos dos seus problemas como cólicas, choro sem causa, mau dormir, etc. se devem a disfunções do corpo ou do sistema sacro craniano que passam despercebidos dos profissionais de saúde uma vez essas disfunções não acusam nos exames que atualmente existem nem eles têm formação para as detectar e corrigir.
Desta forma, é conveniente que todos os bebês sejam sujeitos a uma detecção e correção de possíveis disfunções no seu corpo ou sistema sacro craniano. O parto é uma das possíveis causas da criação de disfunções no corpo ou no sistema sacro craniano do recém nascido pois é sempre um acontecimento "traumático" pois todo o seu corpo foi comprimido e ajudado a nascer.
Se o parto foi difícil ou traumático então mais probabilidades há de existirem disfunções no corpo e no sistema sacro craniano do recém nascido, as quais devem ser corrigidas quanto antes, para evitar possíveis problemas no futuro.
Existem muitas outras causas que têm de ser detectadas e corrigidas quer na dislexia quer em muitas outras disfunções e alterações.
Há que saber determinar exatamente o que precisa ser corrigido e corrigi-lo, pois, é a única forma de resolver os problemas pela raiz.
No caso do autismo, o tratamento deve sempre começar por os pais se submeterem a tratamento primeiro, para que fiquem mais relaxados e não transmitam o seu stress e tensões acumuladas ao longo dos anos aos seus filhos, impedindo-os dessa forma de fazerem os progressos que precisam.
No caso da Hiperatividade e mesmo da Dislexia ou de Problemas de Aprendizagem ou outros, quase sempre as crianças beneficiam imenso quando os seus pais recebem tratamento primeiro ou em simultâneo.
Fonte: Clique Aqui
Tem-se visto que a correção dessas disfunções resulta num melhoramento bastante grande em muitas das condições que as pessoas ou crianças apresentam como sejam a dislexia, a hiperatividade, o autismo, as desordens de atenção, os problemas de aprendizagem, paralisias, etc.
Infelizmente muitas das disfunções existentes no corpo ou no sistema sacro craniano não são detectáveis nos exames que atualmente se fazem e apenas podem ser detectadas e corrigidas por pessoas que são treinadas para o efeito.
Uma vez que essas disfunções não são visíveis nos exames e uma vez que são muito poucas as pessoas treinadas na sua detecção e correção, estas disfunções passam completamente despercebidas da grande maioria dos profissionais de saúde.
E se não são detectadas, elas não são corrigidas.
É desta forma que apenas se detectam as consequências ou os resultados dos maus funcionamentos do corpo e do sistema sacro craniano, mas não as suas causas ou origens.
E enquanto não se corrigirem as causas por detrás da dislexia, da hiperatividade, das desordens de atenção, dos problemas de aprendizagem, do autismo, etc. estes problemas não serão convenientemente resolvidos.
São as alterações no corpo e no sistema sacro craniano que muitas das vezes criam alterações no funcionamento do sistema nervoso e que muitas vezes estão por detrás da dislexia, do autismo, da hiperatividade, das desordens de atenção, dos problemas de aprendizagem, da sinusite e de muitas outras situações.
Se o corpo estiver tenso, comprimido, ou com alterações a nível dos tecidos, isso cria disfunções a nível físico que acabam por se refletir a nível do sistema sacro craniano o qual por sua vez altera por completo o funcionamento do sistema nervoso central.
É o sistema sacro craniano que cria o ambiente fisiológico no qual todo o sistema nervoso, vive, funciona e se desenvolve.
Assim, qualquer alteração no corpo ou no sistema sacro craniano acaba por se refletir negativamente a nível do sistema nervoso central.
E como se sabe são alterações no sistema nervoso central que estão na origem da dislexia, hiperatividade, desordens de atenção e déficit de atenção, problemas de aprendizagem, autismo, depressão, etc.
A fáscia (ou tecido conectivo) é um tecido forte que se espalha por todo o corpo, numa teia tridimensional desde a cabeça aos pés sem interrupção, envolvendo todo e qualquer tecido do corpo desde a célula, grupo de músculos, ossos, órgãos, etc.
Ela envolve nervos, ossos, artérias, veias e ductos assim como os músculos e é o maior organizador do corpo, organizando e separando toda e qualquer estrutura do corpo e organizando os músculos e os órgãos em unidades funcionais.
A fáscia é o componente básico do corpo e em circunstâncias normais ela deve ser flexível e deslizante. No entanto através de traumatismos, processos inflamatórios, más posturas, cirurgias, stress, etc., criam-se restrições e aderências na fáscia e entre esta e os tecidos vizinhos o que faz com que ela se torne mais sólida e dessa forma encurte as fibras fasciais o que cria pressão em áreas sensíveis, provocando dor e restrições de movimento. Esta é também a razão do mau funcionamento de órgãos, músculos e do corpo em geral.
A importância da Libertação Mio Fascial torna-se bem patente quando compreendemos que a fáscia envolve e penetra em cada músculo, osso, órgão, indo até ao nível celular e que ela pode criar uma força ou pressão de cerca de 140 kgs por centímetro quadrado quando tensa, o que pode provocar fortes dores e limitações de movimentos ou mesmo mau funcionamento de órgãos, nervos, vasos, etc.
A pressão (pode ir até 140 kg por centímetro quadrado) sobre zonas do corpo ou sobre o sistema sacro craniano explica os desconfortos, as dores, e as alterações a nível do sistema sacro craniano e a nível do sistema nervoso central.
Isto explica a alteração da posição anatômica dos ossos da cabeça, das vértebras, da bacia etc. e explica os desconfortos sentidos pelas crianças ou adultos que são incapazes de estarem quietos ou de terem capacidade para se concentrarem, ou mesmo a reação excessiva em termos emocionais às situações do dia a dia.
A irritação, a agressividade, o não estar quieto, a depressão, o desinteresse, os choros por tudo e por nada, as birras, o chuchar no dedo até tarde e muitas outras condições, geralmente são boas indicações de que existem alterações ou disfunções a nível do corpo ou do sistema sacro craniano que precisam de ser corrigidas.
A falha em reconhecer a importância da fáscia e o seu relacionamento com toda a estrutura e movimento do corpo, ajuda a explicar o porquê dos maus resultados ou dos resultados temporários que se obtêm com os tratamentos standard. Este é um sistema fisiológico que tem sido ignorado e que tem de ser estudado e compreendido se queremos o bem estar dos nossos pacientes.
É comum os pacientes (bebês, crianças e adultos) que estão sobrecarregados com crônicas ou fortes compressões miofasciais terem grande agitação mental, irritação, depressão, desgaste, cansaço, incômodos, insônias e outros pensamentos e emoções desagradáveis.
Isto cria problemas não só para o bebê, a criança ou pessoa que tem problemas destes, mas para todas as crianças e pessoas que têm de interagir com ela.
Muito deste sofrimento pode ser aliviado ou resolvido corrigindo as disfunções existentes no corpo e no sistema sacro craniano.
É assim que muitos destes problemas como a dislexia, autismo, hiperatividade, desordens de atenção, déficit de atenção, irritação, agressividade, depressão, problemas de aprendizagem, etc. podem ser grandemente melhorados corrigindo as disfunções do sistema sacro craniano e do corpo. E as melhores terapias que conheço para isso são a Terapia Sacro Craniana e a Libertação Mio Fascial.
O mesmo é válido para os bebês e recém nascidos onde muitos dos seus problemas como cólicas, choro sem causa, mau dormir, etc. se devem a disfunções do corpo ou do sistema sacro craniano que passam despercebidos dos profissionais de saúde uma vez essas disfunções não acusam nos exames que atualmente existem nem eles têm formação para as detectar e corrigir.
Desta forma, é conveniente que todos os bebês sejam sujeitos a uma detecção e correção de possíveis disfunções no seu corpo ou sistema sacro craniano. O parto é uma das possíveis causas da criação de disfunções no corpo ou no sistema sacro craniano do recém nascido pois é sempre um acontecimento "traumático" pois todo o seu corpo foi comprimido e ajudado a nascer.
Se o parto foi difícil ou traumático então mais probabilidades há de existirem disfunções no corpo e no sistema sacro craniano do recém nascido, as quais devem ser corrigidas quanto antes, para evitar possíveis problemas no futuro.
Existem muitas outras causas que têm de ser detectadas e corrigidas quer na dislexia quer em muitas outras disfunções e alterações.
Há que saber determinar exatamente o que precisa ser corrigido e corrigi-lo, pois, é a única forma de resolver os problemas pela raiz.
No caso do autismo, o tratamento deve sempre começar por os pais se submeterem a tratamento primeiro, para que fiquem mais relaxados e não transmitam o seu stress e tensões acumuladas ao longo dos anos aos seus filhos, impedindo-os dessa forma de fazerem os progressos que precisam.
No caso da Hiperatividade e mesmo da Dislexia ou de Problemas de Aprendizagem ou outros, quase sempre as crianças beneficiam imenso quando os seus pais recebem tratamento primeiro ou em simultâneo.
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O que é dislexia?
In Dislexiaquarta-feira, 14 de abril de 2010
A dislexia é um distúrbio específico de leitura que compromete seriamente o processo de ensino-aprendizagem e pode gerar uma série de frustrações ao portador, já que apesar de possuir inteligência dentro da média tem sérias dificuldades em desenvolver tarefas simples de leitura e escrita, além de poder apresentar problemas com a percepção espacial, discalculia, atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem, entre outros. A dislexia pode ser congênita (normalmente descoberta na infância, embora acompanhe o indivíduo por toda a vida) ou adquirida (ocorre em decorrência de lesões ou traumas, normalmente em indivíduos adultos, já alfabetizados).
O tipo de dislexia que se pretende abordar aqui é a congênita, também chamada evolutiva ou de desenvolvimento, em crianças em fase de alfabetização e nos primeiros anos da vida escolar.
A abordagem parte do pressuposto de que assim como a escola, a biblioteca escolar tem papel importante no processo de ensino-aprendizagem, devendo atuar no sentido de estimular não apenas o gosto pela leitura, como também o aprendizado contínuo e o desenvolvimento do indivíduo. Entende-se que é também de sua responsabilidade dedicar atenção especial aos alunos portadores de dislexia, fornecendo materiais especiais e específicos, e desenvolvendo atividades que os auxiliem no processo de aquisição da leitura, decodificação de palavras e memorização.
Fonte: Clique Aqui
O tipo de dislexia que se pretende abordar aqui é a congênita, também chamada evolutiva ou de desenvolvimento, em crianças em fase de alfabetização e nos primeiros anos da vida escolar.
A abordagem parte do pressuposto de que assim como a escola, a biblioteca escolar tem papel importante no processo de ensino-aprendizagem, devendo atuar no sentido de estimular não apenas o gosto pela leitura, como também o aprendizado contínuo e o desenvolvimento do indivíduo. Entende-se que é também de sua responsabilidade dedicar atenção especial aos alunos portadores de dislexia, fornecendo materiais especiais e específicos, e desenvolvendo atividades que os auxiliem no processo de aquisição da leitura, decodificação de palavras e memorização.
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Dislexia
In Dislexia, In Fonoaudiologiasexta-feira, 9 de abril de 2010
Definida como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula. Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 05% e 17% da população mundial é disléxica.
Ao contrário do que muitos pensam, a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico.
Por esses múltiplos fatores é que a dislexia deve ser diagnosticada por uma equipe multidisciplinar. Esse tipo de avaliação dá condições de um acompanhamento mais efetivo das dificuldades após o diagnóstico, direcionando-o às particularidades de cada indivíduo, levando a resultados mais concretos.
Sinais de Alerta
Como a dislexia é genética e hereditária, se a criança possuir pais ou outros parentes disléxicos quanto mais cedo for realizado o diagnóstico melhor para os pais, à escola e à própria criança. A criança poderá passar pelo processo de avaliação realizada por uma equipe multidisciplinar especializada (vide adiante), mas se não houver passado pelo processo de alfabetização o diagnóstico será apenas de uma "criança de risco".
Haverá muitas vezes :
disgrafia (letra feia);
discalculia, dificuldade com a matemática, sobretudo na assimilação de símbolos e de decorar tabuada;
dificuldades com a memória de curto prazo e com a organização’;
dificuldades em seguir indicações de caminhos e em executar seqüências de tarefas complexas;
dificuldades para compreender textos escritos;
dificuldades em aprender uma segunda língua.
Haverá às vezes:
dificuldades com a linguagem falada;
dificuldade com a percepção espacial;
confusão entre direita e esquerda.
Pré -Escola
Fique alerta se a criança apresentar alguns desses sintomas:
Dispersão;
Fraco desenvolvimento da atenção;
Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem;
Dificuldade em aprender rimas e canções;
Fraco desenvolvimento da coordenação motora;
Dificuldade com quebra cabeça;
Falta de interesse por livros impressos;
O fato de apresentar alguns desses sintomas não indica necessariamente que ela seja disléxica; há outros fatores a serem observados. Porém, com certeza, estaremos diante de um quadro que pede uma maior atenção e/ou estimulação.
Idade Escolar
Nesta fase, se a criança continua apresentando alguns ou vários dos sintomas a seguir, é necessário um diagnóstico e acompanhamento adequado, para que possa prosseguir seus estudos junto com os demais colegas e tenha menos prejuízo emocional:· Dificuldade na aquisição e automação da leitura e escrita;
Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras);
Desatenção e dispersão;
Dificuldade em copiar de livros e da lousa;
Dificuldade na coordenação motora fina (desenhos, pintura) e/ou grossa (ginástica,dança,etc.);
Desorganização geral, podemos citar os constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares e perda de materiais escolares;
Confusão entre esquerda e direita;
Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas, etc...
Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou sentenças longas e vagas;
Dificuldade na memória de curto prazo, como instruções, recados, etc...
Dificuldades em decorar seqüências, como meses do ano, alfabeto, tabuada, etc..
Dificuldade na matemática e desenho geométrico;
Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomias)
Troca de letras na escrita;
Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
Problemas de conduta como: depressão, timidez excessiva ou o ‘’palhaço’’ da turma;
Bom desempenho em provas orais.
Se nessa fase a criança não for acompanhada adequadamente, os sintomas persistirão e irão permear a fase adulta, com possíveis prejuízos emocionais e conseqüentemente sociais e profissionais.
Adultos
Se não teve um acompanhamento adequado na fase escolar ou pré-escolar, o adulto disléxico ainda apresentará dificuldades;
Continuada dificuldade na leitura e escrita;
Memória imediata prejudicada;
Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomia);
Dificuldade com direita e esquerda;
Dificuldade em organização;
Aspectos afetivos emocionais prejudicados, trazendo como conseqüência: depressão, ansiedade, baixa auto estima e algumas vezes o ingresso para as drogas e o álcool.
Fonte: Clique Aqui
Ao contrário do que muitos pensam, a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico.
Por esses múltiplos fatores é que a dislexia deve ser diagnosticada por uma equipe multidisciplinar. Esse tipo de avaliação dá condições de um acompanhamento mais efetivo das dificuldades após o diagnóstico, direcionando-o às particularidades de cada indivíduo, levando a resultados mais concretos.
Sinais de Alerta
Como a dislexia é genética e hereditária, se a criança possuir pais ou outros parentes disléxicos quanto mais cedo for realizado o diagnóstico melhor para os pais, à escola e à própria criança. A criança poderá passar pelo processo de avaliação realizada por uma equipe multidisciplinar especializada (vide adiante), mas se não houver passado pelo processo de alfabetização o diagnóstico será apenas de uma "criança de risco".
Haverá muitas vezes :
disgrafia (letra feia);
discalculia, dificuldade com a matemática, sobretudo na assimilação de símbolos e de decorar tabuada;
dificuldades com a memória de curto prazo e com a organização’;
dificuldades em seguir indicações de caminhos e em executar seqüências de tarefas complexas;
dificuldades para compreender textos escritos;
dificuldades em aprender uma segunda língua.
Haverá às vezes:
dificuldades com a linguagem falada;
dificuldade com a percepção espacial;
confusão entre direita e esquerda.
Pré -Escola
Fique alerta se a criança apresentar alguns desses sintomas:
Dispersão;
Fraco desenvolvimento da atenção;
Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem;
Dificuldade em aprender rimas e canções;
Fraco desenvolvimento da coordenação motora;
Dificuldade com quebra cabeça;
Falta de interesse por livros impressos;
O fato de apresentar alguns desses sintomas não indica necessariamente que ela seja disléxica; há outros fatores a serem observados. Porém, com certeza, estaremos diante de um quadro que pede uma maior atenção e/ou estimulação.
Idade Escolar
Nesta fase, se a criança continua apresentando alguns ou vários dos sintomas a seguir, é necessário um diagnóstico e acompanhamento adequado, para que possa prosseguir seus estudos junto com os demais colegas e tenha menos prejuízo emocional:· Dificuldade na aquisição e automação da leitura e escrita;
Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras);
Desatenção e dispersão;
Dificuldade em copiar de livros e da lousa;
Dificuldade na coordenação motora fina (desenhos, pintura) e/ou grossa (ginástica,dança,etc.);
Desorganização geral, podemos citar os constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares e perda de materiais escolares;
Confusão entre esquerda e direita;
Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas, etc...
Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou sentenças longas e vagas;
Dificuldade na memória de curto prazo, como instruções, recados, etc...
Dificuldades em decorar seqüências, como meses do ano, alfabeto, tabuada, etc..
Dificuldade na matemática e desenho geométrico;
Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomias)
Troca de letras na escrita;
Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
Problemas de conduta como: depressão, timidez excessiva ou o ‘’palhaço’’ da turma;
Bom desempenho em provas orais.
Se nessa fase a criança não for acompanhada adequadamente, os sintomas persistirão e irão permear a fase adulta, com possíveis prejuízos emocionais e conseqüentemente sociais e profissionais.
Adultos
Se não teve um acompanhamento adequado na fase escolar ou pré-escolar, o adulto disléxico ainda apresentará dificuldades;
Continuada dificuldade na leitura e escrita;
Memória imediata prejudicada;
Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomia);
Dificuldade com direita e esquerda;
Dificuldade em organização;
Aspectos afetivos emocionais prejudicados, trazendo como conseqüência: depressão, ansiedade, baixa auto estima e algumas vezes o ingresso para as drogas e o álcool.
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DISLÉXICOS E AUTO ESTIMA
In Dislexia, In Fonoaudiologiasexta-feira, 2 de abril de 2010
Auto estima é a característica vital para qualquer adolescente disléxico, sendo essencialmente desenvolvida no lar. Sentir-se livre da pressão é muito importante e é mais fácil de manter em casa.
Os pais podem construir a confiança/ auto-estima dos seus filhos, elogiando-os verdadeiramente e mostrando-lhes que apreciam o seu valor e a sua companhia.
A educação dada pelos pais pode ajudar com problemas de concentração e mais tempo pode ser gasto em interesses especiais do jovem, dando-lhes oportunidades de experimentar o sucesso.
Chega um momento em que, para se tornarem adultos bem sucedidos, os adolescentes disléxicos deve reconhecer e aceitar a sua combinação única de pontos fortes e dificuldades.
Até que isto suceda, adolescentes disléxicos não vão assumir a responsabilidade e agir para superar os obstáculos e os problemas que a dislexia cria.
Adultos disléxicos bem sucedidos têm invariavelmente sucedido por se concentrarem nos seus próprios dons particulares e não incidindo sobre as suas dificuldades.
Esta é, na realidade o grande segredo para lidar com a dislexia.
Fonte: Clique Aqui
Os pais podem construir a confiança/ auto-estima dos seus filhos, elogiando-os verdadeiramente e mostrando-lhes que apreciam o seu valor e a sua companhia.
A educação dada pelos pais pode ajudar com problemas de concentração e mais tempo pode ser gasto em interesses especiais do jovem, dando-lhes oportunidades de experimentar o sucesso.
Chega um momento em que, para se tornarem adultos bem sucedidos, os adolescentes disléxicos deve reconhecer e aceitar a sua combinação única de pontos fortes e dificuldades.
Até que isto suceda, adolescentes disléxicos não vão assumir a responsabilidade e agir para superar os obstáculos e os problemas que a dislexia cria.
Adultos disléxicos bem sucedidos têm invariavelmente sucedido por se concentrarem nos seus próprios dons particulares e não incidindo sobre as suas dificuldades.
Esta é, na realidade o grande segredo para lidar com a dislexia.
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Tenho Dislexia!
In Dislexia, In Fonoaudiologiaquarta-feira, 24 de março de 2010

Tenho Dislexia é um livro, de Jennifer Moore-Mallinos, que descreve a história de uma menina que, depois de descobrir que a dislexia é a razão das suas dificuldades, percebe que precisa de ajuda e que deve esforçar-se mais do que os outros meninos para aprender a ler e a escrever. Ao longo do seu percurso de alfabetização, descobre um talento que desconhecia ter…
Adequado para crianças entre os 8 e os 9 anos. Ferramenta útil para usar com a criança antes que ela comece a sentir-se frustrada e desanimada e perca a vontade de ir à escola.
Lembre-se que uma criança com dislexia tem potencial e capacidade para crescer e se destacar na sociedade, desde que receba acompanhamento adequado.
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