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Mostrando postagens com marcador Gagueira. Mostrar todas as postagens
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Conhecendo a gagueira

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A gagueira e suas diversas causas
A gagueira, também conhecida como disfemia, é considerada pelos estudiosos como uma síndrome ocasionada pela insuficiência linguoespeculativa e também considerada resultado da reação de luta interior do indivíduo que fala.
A insuficiência linguoespeculativa é a inabilidade em traduzir o pensamento lingüístico para a forma articulada da linguagem oral, com precisão momentânea que a linguagem oral necessita.
Segundo Van Riper (1982), quando uma pessoa começa a gaguejar ao pronunciar uma palavra, ocorre uma ruptura temporal da programação simultânea e sucessiva dos movimentos musculares necessários pra que se possa pronunciar tal palavra ou para emitir as sílabas de forma apropriada.
A gagueira é difícil de ser definida por existir diferentes visões, visto que as abordagens e as definições se diferenciam de um estudioso para outro.
Ao gaguejar, a pessoa pode realizar bloqueios clônicos e tônicos ou ambos concomitantemente.
O bloqueio clônico é aquele que está presente durante toda a fala do indivíduo e é caracterizado por repetições de fonemas ou palavras. O bloqueio tônico aparece no início da fala do indivíduo, apresentando espasmos musculares que impedem a fala seqüencial.
Segundo Borel- Maisonny (1976), a gagueira é dividida em sete tipos diferentes:
• Gagueira familiar ou hereditária: é aquela em que há, de geração em geração, numa mesma família, pessoas gagas.
• Gagueira afásica: é a gagueira adquirida em conseqüência de lesão cerebral. Ocorre bastante na recuperação dos afásicos com diminuição de fluência.
• Gagueira dos bilíngües: é manifestada em crianças com grau linguoespeculativo baixo e que convivem em ambiente bilíngüe.
• Gagueira tônica do atraso de linguagem: ocorre quando a criança sai do estágio do atraso de linguagem, apresentando gagueira com acidentes tônicos.
• Gagueira esquizóide: é aquela apresentada dentro de um quadro pré-psicótico. A gagueira surge juntamente com a psicose.
• Gagueira oligofrênica: a oligofrenia causa uma insuficiência linguoespeculativa causando a gagueira.
• Gagueira mista: quando ocorre um ou mais tipos de gagueira num mesmo indivíduo.
Ressalta-se que a gagueira pode ser classificada por outros estudiosos como: fisiológica, primária e secundária.

Fonte: Clique Aqui

Gagueira não tem graça, tem tratamento!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010





Resolvi repetir no título desta postagem o slogan de uma campanha que achei muito interessante, pois tenta conscientizar a população a respeito de um assunto sério, que costumamos abordar quase sempre de maneiras cujo limite entre o bom humor e o desrespeito não são muito nítidos: a gagueira.
Temos visto, ultimamente, esforços de varios segmentos da sociadade, como o objetivo de fazer valer os seus direitos enquanto cidadãos. Esses direitos que foram negados ao longo da nossa história, pelo simples fato de que algumas pessoas detentoras de poder e prestígio estabeleceram um padrão de normalidade que refletia a própria imagem delas.
É verdade que a aceitação das diferenças tem sido um tema frequentemente debatido nos diversos espaços sociais e foros de discussão e que muitas ações têm nascido desse empenho para que todos tenham oportunidades de realização das suas potencialidades enquanto seres humanos. Sabemos, entretanto, que estas idéias ainda levarão um bom tempo para se transformarem em elementos culturais plenamente integrados aos nossos comportamentos de acolhimento e tolerância em relação àqueles que possuem características físicas e/ou psicológicas que fogem ao nosso padrão ideal de constituição física/comportamento.
A gagueira, assim como outros problemas de comportamento, pode parecer engraçada aos olhos de quem assiste, mas é certamente um sofrimento para aqueles que necessitam se comunicar e são alvo de todo tipo de interferência - da gozação à repreensão - fruto da imcompreensão da maioria das pessoas sobre o que é este problema e quais os prejuízos que ele acarreta à vida de quem tem dificuldade de fluência.
Já que nossa escola tem buscado ser uma escola da inclusão, uma escola de todos, os vídeos foram selecionados para essa postagem (há muito mais no youtube) com o intuito de ajudar os professores - atuais e futuros - a saber um pouco mais sobre esse problema relacionado à linguagem, como se comportar diante de quem apresenta e quais são os riscos para aqueles que falam desta maneira, quando a escola não tem as suas ações pedagógicas calcadas no princípio de respeito às diferenças.





Fonte: Clique Aqui

Fonoaudióloga dá dicas de como cuidar da voz

sábado, 24 de julho de 2010

Voz, linguagem, audição e motricidade oral são as áreas de atuação da fonoaudiologia. Sandra Souza explica que o fonoaudiólogo cuida de patologias relacionadas à dificuldade de mastigação, de pronúncia de alguns fonemas, de desfagia (quando o paciente não consegue deglutir) e outros. “Por exemplo, quando alguém sofre um AVC ele pode desenvolver um problema de linguagem, de fala, de se expressar”.
Na área de audição o fonoaudiólogo trabalha na questão da perda auditiva, na colocação do aparelho para que o paciente possa voltar a falar. Quanto à área da voz, o fonoaudiólogo trata desde os calos vocais até a estética da voz. “Operadores de telemarketing, atores, músicos e jornalistas de TV são alguns dos profissionais trabalhados pelo fonoaudiólogo”.
Sandra conta que os casos mais comuns são as crianças que trocam as letrinhas, como por exemplo, o r pelo l e a gagueira. “A gente vê muita mãe chegando aqui preocupada dizendo que o filho está trocando o r pelo l. Mas não vamos exagerar”.

A fonoaudióloga fala que essas trocas são normais até certa idade. “A criança está adquirindo a linguagem, então ela precisa escutar certo para falar certo”. Agora, se as trocas permanecerem até mais ou menos os sete anos de idade, o caso é patológico e é preciso tratar. “A gente ensina os pontos articulatórios, que existe uma diferença entre os fonemas que um é surdo e outro é sonoro. Ensinamos tudo isso a criança para ela falar normalmente”.

Entre os adultos, os que mais buscam ajuda do profissional fonoaudiólogo são os professores. “São muitos casos de nódulo vocais”. Ela diz que o ambiente de sala de aula não é muito adequado, por conta do barulho e da poeira que contribui para o desenvolvimento destes nódulos vocais. “Por conta disso, os professores fazem o uso abusivo da voz, terminam ficando rouco, criando nódulos vocais e vem para tratamento”.

Por fim, Sandra orienta aos profissionais que trabalham com a voz que não fumem, não tomem bebidas alcoólicas, evitem refrigerante, pastilhas, sprays e drogas. Também é importante não usar roupas apertadas, manter a postura reta, praticar atividades físicas e beber muito líquido.

Gagueira: um distúrbio do ritmo da fala

quinta-feira, 1 de julho de 2010

No Brasil, cerca de dois milhões de pessoas sofrem de gagueira crônica, de acordo com o IBF - Instituto Brasileiro de Fluência. A gagueira é involuntária. Cientificamente é considerada como distúrbio ou transtorno de fluência da fala. O problema central da gagueira consiste em uma dificuldade do cérebro para sinalizar o término de um som ou uma sílaba e passar para o próximo. Geralmente a gagueira surge por tendência genética, por imaturidade cerebral ou prematuridade.

A gagueira crônica não tem cura. Os tratamentos disponíveis promovem uma diminuição significativa do problema, mas podem permanecer alguns resquícios, mesmo que sutis. É imprescindível o tratamento com um profissional especializado, que domine as técnicas e o tema.

Caracterizada por uma interrupção na fluência verbal, a gagueira se manifesta através de quadros involuntários de bloqueios, prolongamentos e repetições de sons ou sílabas durante a fala.

Geralmente a gagueira se manifesta na infância, durante a fase do desenvolvimento da linguagem, envolvendo fatores psicológicos. Casos de traumas familiares como brigas dos pais, por exemplo, são algumas das causas que desencadeiam a doença. Para a maioria dos casos, o tratamento deve envolver todos os membros da família e quanto mais cedo diagnosticado o problema, mais rápido pode se chegar à cura.

Pessoas com casos de gagueira na família devem ficar atentas, pois se sabe que a tendência para gaguejar é transmitida geneticamente. Mas atenção: isso não implica que indivíduos com casos na família desenvolvam a doença. Para manifestar-se, a gagueira depende do ambiente em que a pessoa vive.

A gagueira

A gagueira é uma disfunção de comunicação. As pessoas que possuem essa disfunção muitas vezes têm dificuldades na produção de fala. Ou seja, têm dificuldades de pronunciar palavras longas, somente conseguindo se comunicar através de sílabas, sendo essa uma atividade muito trabalhosa. Assim, a palavra para uma pessoa que tem gagueira demora muito mais a ser pronunciada do que para uma pessoa com a fala normal.

A gagueira é uma doença que na maioria dos casos é causada por hereditariedade (transmitida de pai para filho), muitas vezes é notada entre 2 e 4 anos de idade. Outra causa também é a lesão cerebral. Para este tipo de causa existe uma terapia chamada: terapia da fala, em que a pessoa poderá ser tratada da doença e até mesmo, curada.

Algumas pessoas se confundem dizendo que uma série de funções acarreta à gagueira, mas vejamos um alista do que não causa a gagueira:

>> Estresse

>> Sustos

>> Insegurança

>> Nervosismo

>> Ansiedade

>> Pensar mais rápido do que falar

>> Timidez

>> Baixa autoestima

Tratamento

O tratamento da doença deve partir sempre da descoberta do fator desencadeante da gagueira para cada indivíduo. Saber a causa que permitiu a manifestação da gagueira é fundamental para o tratamento.

Com o adulto, o tratamento consiste em trabalhar a consciência fonológica do paciente, desenvolvendo a imagem de bom falante. Para isso, simulam-se situações onde o gago se depara com um desafio como falar em público, por exemplo, além de exercícios para a musculatura que envolve o processo da fala. No caso das crianças, é fundamental que a família se envolva com o tratamento e evite o ambiente de repreensão em casa, que pode ter desencadeado a doença.

Saiba mais

Existem tratamentos medicamentosos e não medicamentosos para a gagueira. Fonoaudiólogos podem trabalhar com sucesso nos casos de gagueira na infância. Os medicamentos possíveis de serem usados no tratamento da gagueira são remédios que atuam ou no sistema da dopamina (neurotransmissor), como os neurolépticos (Risperidona), ou remédios que atuam no neurotransmissor Gaba (como o Pagoclone). O Pagoclone foi estudado em 130 adultos que gaguejavam. Verificou-se que o Pagoclone melhorou os sintomas da gagueira em mais de 50% dos pacientes tratados - uma diferença estatisticamente significativa em relação àqueles que haviam recebido placebo. Também se verificou que o Pagoclone foi bem tolerado, apenas com efeitos colaterais menores, como dor de cabeça e fadiga, relatados por uma minoria dos pacientes tratados.

Fonte: JORNAL DO POVO - PR

O que é a dislexia


As crianças com dislexia revelam muitas dificuldades em adquirir e desenvolver o mecanismo da leitura e da escrita. Apresentam uma leitura muito lenta, com bastantes erros e trocas de letras e sílabas, e dificuldades na compreensão da informação lida. A sua escrita surge com bastantes erros ortográficos, as frases e os textos que escreve são confusos, com pouco vocabulário, em que a qualidade da sua letra pode ser má, irregular e disforme, como também lacunas na estruturação e sequênciação lógica das ideias, surgindo estas desordenadas.


Apesar destas dificuldades, as crianças disléxicas apresentam uma eficiência intelectual normal ou superior, podendo evidenciar capacidades acima da média em determinadas áreas que não dependem da leitura e escrita (desenho, desporto, música, etc.).

Fonte: Clique Aqui

Nova técnica de EEG revela o que antes era invisível

“Por muito tempo, crianças com distúrbios de desenvolvimento sofreram com diagnósticos errados enquanto seus problemas reais não eram detectados e pioravam. Por muito tempo, essas crianças e seus pais sofreram frustração e desespero enormes. Mas agora estamos em uma nova era na neurociência, uma era em que podemos finalmente observar diretamente as funções cerebrais em tempo real, sem riscos ou efeitos colaterais, de forma não invasiva, e encontrar a verdadeira fonte de tantas deficiências em crianças.”
(Aditi Shankardass, neurocientista)

Gagueira tem origem neurológica ou genética

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Nos dias de hoje, algumas pessoas ainda acreditam que a gagueira, um dos distúrbios da fala, tem origem psicológica. Por conta disso, cientistas e pesquisadores continuam a realizar estudos para detectar a causa do problema.

Segundo o Instituto Brasileiro de Fluência (IBF), o problema central da gagueira consiste em uma dificuldade do cérebro para sinalizar o término de um som ou uma sílaba e passar automaticamente para o próximo. Desta forma, a pessoa consegue iniciar a palavra, mas fica "presa" em algum som ou sílaba até que o cérebro consiga gerar o comando necessário para dar prosseguimento ao restante da palavra.

“A gagueira é um distúrbio em que acontecem quebras ou rupturas involuntárias no fluxo da fala. Ela é caracterizada por repetições de sons, sílabas, palavras, prolongamentos, bloqueios e pausas. A pessoa que gagueja sabe exatamente o que quer dizer, mas tem dificuldade na automatização e na temporalização dos movimentos da fala”, explica a fonoaudióloga do Grupo Microsom, Érica Ferraz.

Segundo a especialista, a pessoa com gagueira não possui nenhum problema na boca ou na língua, nem dificuldade para elaborar o raciocínio, mas uma disfunção no cérebro que torna difícil a percepção de quando começa e quando termina um som. “Desta forma, a gagueira não está relacionada à inteligência e também não é contagiosa”, ressalta Érica.

Além das causas neurológicas, estudos científicos também indicam que a gagueira é causada por múltiplos fatores, entre eles o genético - em que pessoas da mesma família, de diferentes gerações, carregam o gene responsável pela gagueira, que pode ou não se manifestar, dependendo da interação com os fatores sociais e psicológicos a que a pessoa é exposta. “A gagueira também pode ter como causa, fatores orgânicos, como disfunções ou lesões cerebrais”, diz a fonoaudióloga.

Para o tratamento da gagueira foi desenvolvido o SpeechEasy, um pequeno e discreto aparelho utilizado na região interna da orelha, que simula o "efeito coro" - um fenômeno natural e tema de muitas pesquisas há décadas. O “efeito coro” ocorre quando uma pessoa que gagueja fala ou lê ao mesmo tempo em que outra pessoa, reduzindo a gagueira.

O SpeechEasy, por fazer a voz do usuário alcançar o cérebro com um ligeiro atraso e com um tom diferente, fornece a sensação da pessoa estar falando ao mesmo tempo em que outro indivíduo, desencadeando o efeito coro, que reduz a gagueira. O produto favorece a fluência da fala em situações cotidianas, promovendo o bem-estar e melhor qualidade de vida ao usuário.

A tecnologia aplicada no SpeechEasy possibilita o aumento da fluência em diversas situações. No entanto, é importante ressaltar que o equipamento não é cura e sim um auxiliador no tratamento da gagueira.

Pesquisas realizadas nos Estados Unidos mostraram que 80% dos usuários se sentem satisfeitos com o uso do equipamento. Mais de 85% dos clientes apresentam como vantagens o aumento de confiança, liberdade e auto-estima, assim como a melhora nos relacionamentos sociais e profissionais.

De acordo com o IBGE, a população brasileira é de 192 milhões de pessoas. Segundo o Instituto Brasileiro de Fluência (IBF), a incidência da gagueira no Brasil é de 5%, ou seja, 9,5 milhões de brasileiros estão passando por um período de gagueira neste momento. Este número é maior do que a população da cidade do Rio de Janeiro. A prevalência da gagueira é de 1%, ou seja, 1,9 milhão de brasileiros gagueja há muitos anos de forma persistente, crônica. Este número é maior do que a população de Manaus ou Curitiba.

Novo estudo referente à gagueira

Recentemente, um novo estudo foi apresentado pelo Instituto Nacional de Surdez e outras Desordens de Comunicação (NIDCD, na sigla em inglês), um dos Institutos Nacionais de Saúde do governo norte-americano. As pesquisas, realizadas por um grupo de cientistas nos Estados Unidos, apontaram três genes como causadores da gagueira em indivíduos na Inglaterra, Paquistão e Estados Unidos. Mutações em dois desses genes haviam sido anteriormente identificadas em outros distúrbios metabólicos também envolvendo o ciclo celular.

O grupo sequenciou a região em torno deste terceiro gene e identificou mutações em um gene conhecido como GNPTAB nas pessoas que gaguejam.

Em seguida, os pesquisadores analisaram os genes de 123 outros paquistaneses que gaguejam - 46 que pertenciam às famílias examinadas inicialmente e 77 sem relação com os demais - e 96 pessoas que não sofriam com o problema.

Os cientistas encontraram indivíduos que gaguejam com a mesma mutação genética descoberta nas famílias iniciais. O trabalho foi repetido com 546 ingleses e norte-americanos, e obteve-se um resultado semelhante. Os pesquisadores descobriram a mesma mutação observada nos paquistaneses, em pessoas que gaguejam, desses dois países.

Os especialistas estimam que cerca de 9% das pessoas que sofrem de gagueira tenham mutações em um dos três genes identificados. Na sequência da pesquisa, será conduzido um estudo epidemiológico mundial para determinar melhor o percentual da população que carrega uma ou mais dessas variantes genéticas.

Sobre o Grupo Microsom

O Grupo Microsom é uma das mais conceituadas empresas de soluções auditivas e a única em tratamento da gagueira. A companhia foi fundada em 1991 e oferece soluções de bem-estar para pacientes com problemas auditivos e de gagueira.

Desde 1994, o Grupo Microsom é o distribuidor exclusivo da empresa canadense de aparelhos auditivos Unitron Connect. Com o intuito de oferecer novas e melhores soluções para o bem-estar, desde 2008, a companhia comercializa o SpeechEasy, único aparelho no mundo para tratamento da gagueira. O SpeechEasy é um discreto aparelho que promove a fluência em pessoas que gaguejam e que é adaptado a partir da necessidade individual de cada paciente.

Com a intenção de proporcionar um atendimento personalizado, o Grupo Microsom conta com profissionais altamente capacitados e oferece serviços diferenciados e especializados, em uma estrutura de primeira linha, com laboratórios equipados com os mais modernos recursos e ferramentas para confecção de moldes auriculares e aparelhos auditivos intra-aurais, além de uma ampla sala de assistência técnica, com equipamentos de última geração para avaliação, revisão e limpeza de circuitos digitais.

Fonte: Clique Aqui

Vo-você sa-sabe o que é Ga-gagueira?

Motivo de piada, muitas vezes sem graça, quem sofre desse distúrbio da fala não tem nenhum problema de inteligência. As pessoas gagas entendem perfeitamente e concluem com clareza o raciocínio do que querem falar.
Mas então, por que gaguejam?
Segundo o Instituto Brasileiro de Fluência – IBF, a gagueira é um distúrbio cerebral, onde o cérebro tem dificuldade para sinalizar o término de um som ou uma sílaba e, dessa maneira passa automaticamente para o próximo.
Com isso acontecem quebras ou rupturas involuntárias no fluxo da fala. Além de fatores neurológicos, estudos científicos apontam outros múltiplos fatores, como o genético, por exemplo.
Gagueira tem cura?
A doença tem tratamento e o quadro clínico dos pacientes pode evoluir consideravelmente. Entre as inovações para tratar a gagueira, há aparelhos muito pequenos que são utilizados na região interna da orelha.
Eles fazem com que a voz do usuário alcance o cérebro com um ligeiro atraso e com um tom diferente, o que favorece a fluência da fala em situações cotidianas e promove uma melhora na qualidade de vida.
Agora já sabe, nada de piadinhas sem graça com quem é gago. Informação e auxílio ajudam muito mais do que uma “socialização forçada e hostil”. O que acham?
Você já passou por uma situação constrangedora e gaguejou?
Conhece alguém que tem a doença e sofra com brincadeiras sem graça? Comente.

Fonte: Clique Aqui

Além do distúrbio, o preconceito

sábado, 3 de abril de 2010

Pessoas com gagueira, muitas vezes, vivem um grande sofrimento interno. O individuo tem o que falar, sabe o que dizer, mas não consegue e isso acaba interferindo na comunicação e no desempenho escolar ou profissional. Ter paciência e respeito com as pessoas que tem gagueira é fundamental

Pedir uma informação, responder a chamada na sala de aula, conversar com os amigos, desabafar, enfim, se comunicar. O distúrbio na fluência da fala que, muitas vezes, vira motivo de piada, não tem graça. Quem tem gagueira sofre com as gozações e o preconceito. Segundo especialistas, esse tipo de comportamento pode acarretar impactos psicológicos e prejudicar o tratamento. Na infância, os danos podem ser agravados. Afinal, é nesse período que as relações sociais estão sendo estabelecidas.
Na escola, as crianças que possuem gagueira costumam ser alvo recorrente do ``bullying``, quando são intimidados e humilhados por conta da sua condição. ``E acabam desencadeando problemas como depressão, ansiedade, estresse, dores não-especificadas, perda de auto-estima, problemas de relacionamento, abuso de drogas e álcool``, destaca a psicóloga Bruna Aguiar de Oliveira.
A família e os amigos devem estar atentos aos sinais que o indivíduo com gagueira possa dar, além de identificar situações de discriminação ou agressão. Caso notem mudanças significativas no comportamento do portador do distúrbio, o indicado é procurar conversar sobre o assunto, oferecer apoio e encaminhar ao fonoaudiólogo.
Como muitas pessoas ainda não sabem lidar com a situação, algumas acabam discriminando, rindo e fazendo piadas com as pessoas com gagueira. ``Nesses casos, é importante procurar tratamento psicológico. Não para a gagueira em si, mas para tratar a pessoa que apresenta a gagueira``, afirma a psicóloga. A partir da psicoterapia, o especialista pode auxiliar nas questões pessoais e sociais que decorrem da gagueira, possibilitando a conquista de melhor qualidade de vida.
Ter paciência, agir da maneira mais natural possível e respeitar o tempo do próximo são estratégias importantes e que devem ser adotadas por todos que convivem com uma pessoa com distúrbio na fala. ``É preciso compreendê-los e apoiá-los. O gago sofre de um transtorno na fala e não escolhe ser assim``, destaca Bruna. A fonoaudióloga Dagmar Soares comenta também que algumas estratégias equivocadas acabam provocando mais irritação entre os que apresentam gagueira. ``Ao tentar estabelecer o diálogo, muitos tentam adivinhar o que o outro quer falar, isso não deve ser feito``, orienta. O ideal é esperar que a frase seja completada pela própria pessoa. Outra dica é evitar perguntas genéricas. ``Elabore questões mais específicas``.
Outro aspecto que deve ser trabalhado, é a aceitação da gagueira pelo portador do distúrbio. ``Entender que a gagueira tem tratamento é muito importante. Mas, com certeza, aceitar é o primeiro passo. É aceitando que se passa a conhecer melhor o distúrbio e perceber que a gagueira é mais comum do que se imagina``, destaca Bruna. Dagmar completa que essa auto-percepção é essencial para a continuidade do tratamento. ``Se o paciente não se percebe gago, como ele vai se tratar?``. Algumas técnicas podem ser realizadas em casa para aperfeiçoar o tratamento. Falar de frente para o espelho, tentar organizar o pensamento antes se expressar e trabalhar o poder de síntese são algumas dicas que podem facilitar a comunicação.
DICAS
A gagueira pode ser detectada ainda na infância. Por isso, é importante que os pais estejam atentos às seguintes dicas:
> Veja se a criança sente muita dificuldade para articular determinadas palavras ou frases;
> Preste atenção em sinais como tensão ou esforço ao falar, repetições mais rápidas e irregulares com finalizações repentinas;
> Observe se a criança apresenta dificuldade de relacionamento com os amigos, se evita, sente medo ou frustração ao falar ou se responde apenas com movimentos de cabeça;
> Observe também há quanto tempo a criança apresenta disfluências e se existem outras pessoas na família que também apresentam dificuldades de fala;
> Se perceber que a criança apresenta alguma dificuldade de fala, ajude-a a entender suas dificuldades para melhor lidar com as situações, de forma a obter mais segurança e diminuir a ansiedade
> Procure um fonoaudiólogo
> O tratamento para aliviar e curar a gagueira só deve ser feito com acompanhamento de um fonoaudiólogo.
> São muitos os mitos sobre as estratégias para curar a gagueira. Dar sustos, bater com uma colher de pau na cabeça toda sexta-feira e até colocar um pinto para piar na boca da pessoa que gagueja são algumas das técnicas que, segundo os especialistas, não passam de crendices populares.

Fonte: Clique Aqui

Rir da gagueira pode ser assédio moral

sexta-feira, 2 de abril de 2010



No Dia Internacional de Atenção à Gagueira de 2009, o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Fluência de Fala (NEPFF) desenvolveu o tema "Gagueira e Assédio Moral".

A relação entre gagueira e assédio moral foi desenvolvida com base no livro Assédio Moral - A violência perversa no cotidiano, de Marie-France Hirigoyen.

O assédio moral é mais comumente associado às situações que ocorrem no ambiente de trabalho, mas também existe nas famílias, nas escolas... Quando buscamos a sua definição, percebe-se que muitos gagos passaram/passam por isso.

De acordo com Hirigoyen, entende-se por assédio "toda e qualquer conduta abusiva manifestando-se sobretudo por comportamentos, palavras, atos, gestos, escritos que possam trazer dano à personalidade, à dignidade ou à integridade física ou psíquica de uma pessoa".

Expressões como: "Fale direito! Até um papagaio fala melhor do que você!" ou "Fala logo! Parece um disco arranhado!", entre outros apelidos, comentários, gestos são exemplos de violências verbais ou não-verbais que ocorrem rotineiramente, que humilham e provocam dor, tristeza e sofrimento nas pessoas que gaguejam. Esta humilhação, no contexto social não parece ser tão grave a ponto de merecer atenção para que se fale a respeito. Pelo contrário. Na maioria das vezes, as pessoas em volta da agressão acham graça e se divertem às custas do sofrimento do outro. Em sujeitos que já apresentam dificuldades na fluência de fala, este sofrimento é marcante ao ponto de gerar efeitos importantes na relação que estes desenvolvem com sua fala. Ajuda a gerar ou manter um quadro de gagueira, marcado pela previsão do erro para não ser rejeitado pelo ouvinte.

Em alguns casos extremos, como bullying (veja vídeo) a saída é realmente abrir um processo judicial. Tal atitude faz com que o fenômeno comece a ser trazido à mídia, o que leva a própria sociedade a questionar-se. Por outro lado, acredito, na maioria das vezes a violência não é tão intensa a ponto de haver condições de se abrir um processo. Então, o que pode-se fazer para fugir do assédio? Não existe um modelo universal de atitudes para pessoas que gaguejam poderiam seguir e não serem agredidas ou não se sentirem agredidas. Acredito que o começo de tudo é encontrar dignidade por gaguejar. Quando passamos a nos aceitar, a nos conhecer, a aceitar que a gagueira faça parte da nossa fala, quando damos outros valores a ela, quando mudamos a nossa postura, estamos em condições de exigir que o outro também assim o faça, nos aceite e nos respeite. Muitos que gaguejam se julgam responsáveis pelas agressões sofridas ("Eles riram de mim porque gaguejo", por exemplo), colocar essa responsabilidade como evidência da moralidade (ou falta dela) da parte de quem as cometem é também uma possibilidade para não se deixar humilhar. Atitudes preconceituosas ou de não-aceitação revelam mais sobre a conduta do "agente" das atitudes do que sobre o "paciente".

Para quem desejar ler um pouco mais sobre assédio moral, ou ler a resenha do livro citado acima, ou conhecer um pouco mais da campanha do NEPFF, bem como baixar o power point pode clicar nas palavras em destaque neste parágrafo.

Para melhor visualizar as figuras desta postagem basta clicar sobre elas.

Fonte: Clique Aqui

Gagueira tem solução? Fono ensina como agir diante do problema

Tenham paciência. Esse é um dos principais conselhos para os pais de crianças que gaguejam. Só que existem outras orientações importantes que ajudam muito no tratamento e tranqüilizam a família. Até porque o problema pode desaparecer sozinho. Como a gagueira é involuntária, ou seja, não depende da vontade ou do controle da pessoa, e intermitente, pois vai e volta em diversas situações e pode ficar um período sem aparecer, é importante que os pais fiquem alertas e procurarem um especialista para diagnóstico e conduta adequados em no máximo um ano após o aparecimento dos primeiros sintomas, afirma a fonoaudióloga Ignês Maia Ribeiro.

O que é
Trata-se de um distúrbio na fluência da fala e se caracteriza por interrupções atípicas e involuntárias no fluxo da comunicação oral, tais como repetições, hesitações, bloqueios, prolongamentos e tensões corporais. A gagueira atinge cerca 5% da população infantil, principalmente entre 2 e 3 anos, afetando 4 vezes mais meninos do que meninas. Para a maioria dessas crianças, a gagueira desaparecerá espontaneamente, porém 1% poderá se tornar gago crônico se não for diagnosticado e atendido adequadamente e em tempo hábil, alerta.

Causas
Embora não haja uma razão decisiva, alguns aspectos influenciam o surgimento da gagueira. De acordo com Ignês, o fator hereditário é responsável por cerca de 55% dos casos. As dificuldades comuns da aquisição da linguagem também contribuem para o seu surgimento. Vale lembrar que questões psicológicas, traumas, sustos ou ansiedade não causam gagueira. As emoções podem, apenas, desencadeá-la em alguém que já carrega consigo essa predisposição orgânica. O mais comum é o indivíduo ter um problema emocional porque gagueja e não o inverso, destaca.

Tratamento
O primeiro profissional que deve ser consultado é um fonoaudiólogo especializado no assunto. O acompanhamento de um neurologista e de um psicológico também colabora no tratamento. As alternativas disponíveis promovem uma diminuição significativa do problema, embora a pessoa precise continuar cuidando da sua fala e possam restar alguns resquícios, ainda que sutis, explica Ignês. A família tem um papel de destaque na superação do distúrbio e, por isso, não deve forçar a criança a repetir as frases, pedir para falar com calma, interrompê-la ou completar o que ela iria dizer.

7 conselhos para os pais
1-
Fale com a criança sem pressa e com pausas frequentes.
2- Reduza o número de perguntas ao seu filho, deixe ele expressar suas próprias idéias.
3- Utilize expressões faciais e linguagem corporal para demonstrar que você está mais atenta ao conteúdo da mensagem do que à sua forma de falar.
4- Deixe que a criança escolha o que gostaria de fazer e dirija as atividades, decidindo se quer falar ou não. Este momento pode aumentar a autoconfiança dos pequenos
5- Auxilie todos os membros da família a aprenderem a escutar e esperar sua vez de falar.
6- Procure evitar a crítica, o falar rápido, as interrupções e as perguntas frequentes.
7- Acima de tudo, faça seu filho saber que você o aceita como ele é.

Texto: Aline Mendes


Fonte: Clique Aqui

As Fases dos Desenvolvimento Infantil e suas características.

sábado, 27 de março de 2010

Fases difíceis no desenvolvimento infantil
Se você olha para seu filho e pensa: “quando bebezinho, ele era tão fofinho que eu tinha vontade de comê-lo. Hoje, eu me pergunto, porque eu não comi?”, é hora de entender porque certas etapas do desenvolvimento infantil são mais difíceis.
Se o filho está apresentando comportamentos que desafiam a paciência dos pais, pela freqüência e insistência com que ocorrem, não é de admirar-se que muitas vezes estes quase percam o controle e fiquem ansiosos para que esta fase seja substituída por períodos mais tranqüilos.
Nestas fases, na maior parte das vezes, as sugestões não são aceitas. Se os pais querem ir embora, a criança quer ficar. Se eles dizem que está frio, ela insiste em não se agasalhar. Além disso, a criança se considera o centro do universo: não há nada mais importante e urgente do que as suas necessidades, idéias e pensamentos. Contrariá-la significa a certeza de chuvas e trovoadas.
Nestes momentos os pais estão sendo colocados à prova para estabelecer de forma justa e equilibrada a permissão para a conquista de uma necessária independência, sem descuidar-se de impor alguns limites imprescindíveis. Mas conciliar esta relação e fazer com que ela seja aceita pelo filho é uma tarefa que em certos momentos é difícil e que exige muita paciência e negociação.
Estas fases se manifestam de forma mais intensa em certos momentos porque estes são períodos de desequilíbrio no processo de desenvolvimento, durante os quais muitas características estão alterando-se rapidamente e a assimilação destas mudanças são difíceis. Elas são típicas da criança em por volta dos dois anos de idade e no início da adolescência.
Descobrir-se com novas habilidades, saber exatamente o que fazer com elas e até onde pode ir com segurança, são desafios a serem enfrentados pela criança e pelo adolescente. Os padrões antigos de comportamento já não funcionam mais, entretanto, os novos ainda não foram definitivamente consolidados.
Tanto a criança de dois anos como o jovem adolescente estão na busca de mais independência, procurando caminhos para estabelecer suas próprias identidades. Quando os pais se conscientizam da necessidade do filho conquistar sua vida própria, e que para isto alguns períodos difíceis de transição são necessários, terão mais tranqüilidade para enfrentarem os desafios. E todos, pais e filhos, estarão prontos para vivenciar novas e mais tranqüilas etapas.
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confundem características transitórias de determinados estágios do desenvolvimento dos filhos como definitivas.
O período da infância é subdividido em fases ou estágios, cada um deles com características próprias, durante os quais a criança vê o mundo e age de modo diferente, interage com as pessoas e o ambiente de forma diferente e está preocupada com questões diferentes.

Diversas linhas e teorias definem as fases ou estágios do desenvolvimento infantil, desde as que analisam o desenvolvimento neuro-psico-motor até aquelas clássicas desenvolvidas por autores como Freud, Piaget, entre outros.

Em linhas gerais, os estágios mantêm uma seqüência estável, nenhum é omitido, cada um é uma sequência do anterior e base para o seguinte, sendo que, apesar de cada fase ter uma idade aproximada durante a qual deve ocorrer, cada criança tem o seu próprio ritmo. Portanto, mesmo considerando que a sequência é sempre a mesma (todos passam por todas as fases), há variações individuais que dependem de características pessoais, estímulos, etc.

Conhecer as características de cada fase ajuda a identificar o que é normal e os desvios da normalidade. Assim o hábito do bebê levar tudo o que estiver ao seu alcance à boca, as crises de brabeza, a contestação dos limites, a insistência em responder todas as perguntas com um “não”, vivenciar fantasias, manipular os órgão genitais, manifestar uma curiosidade insaciável evidenciada pelo insistente “por quê?”, gostar de fazer coleções, entre tantas outras, são características transitórias e serão abandonadas na fase seguinte.

Um exemplo da transitoriedade destas características e da confusão entre a normalidade e o distúrbio é a agitação da criança em torno de dois anos de idade. De forma equivocada esta hiperatividade, normal e saudável, é às vezes classificada como distúrbio e algumas destas crianças até recebem tratamento!

Portanto, aqui o velho ditado “não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe” é uma realidade. As fases difíceis irão passar com o tempo, mas ao mesmo tempo a criança cresce, cria asas e voa...

As principais fases da linguagem
Complementando o texto sobre as “Primeiras palavras”, aqui está um breve resumo sobre como a criança evolui em relação ao desenvolvimento de sua linguagem no primeiro ano de vida até ampliar seu vocabulário e formar frases.
Estas fases da linguagem podem ser resumidas assim:
- Primeiro trimestre (do nascimento até completar três meses de idade)
Linguagem pré-verbal: olha para a face das demais pessoas, vocalização (balbucio) e sorriso.
- Segundo trimestre (dos três meses até completar seis meses de idade)
Vocalização mais ampla e associada a expressões faciais e corporais.
- Terceiro trimestre (dos seis meses até completar nove meses de idade)
A linguagem se enriquece com sons silábicos cada vez mais expressivos e ricos (repetição de sílabas: ta-tá-ta ou ba-bá-bá ou ne-nê-nê, por exemplo, o que é denominado lalação); expressa-se com linguagem corporal e gestual.
- Quarto trimestre (dos nove meses até completar doze meses de idade)
Começa a linguagem simbólica, onde as sílabas ou palavras curtas estão vinculadas às pessoas ou objetos (ma-ma, pa-pa), pode manifestar a chamada “palavra-frase”, onde uma única palavra ou sílaba tem o significado de uma frase inteira (como “bola” significando “me dá a bola” ou “vamos jogar bola”, etc.). Neste período a linguagem compreensiva é muito mais ampla do que a expressiva (não fala quase nada, mas entende “tudo”).
- Segundo ano de vida
Após completar um ano de idade, há uma ampla variação no ritmo em que cada criança vai desenvolver sua linguagem, como abordado no texto Primeiras palavras. A maioria começa a pronunciar palavras e algumas a formar frases curtas de duas ou três palavras.

Desenvolvimento da criança: entre os três e os cinco anos
Esta é uma idade durante a qual os pais têm um pouco mais de tranqüilidade em relação aos filhos, pois estes estão vivenciando uma fase mais estável, de mais independência e autocuidado. Já não é necessário um controle tão rigoroso, pois a criança tem um comportamento mais adequado, aceita compromissos e tolera períodos cada vez maiores longe dos pais.
Entretanto, em muitas crianças são freqüentes avanços e retrocessos nos comportamentos (ora agindo como crianças menores e ora com mais maturidade).
Nesta idade a criança tem um acentuado desenvolvimento nas áreas de linguagem, coordenação e aprendizagem. Desenvolve a capacidade para usar símbolos em pensamentos e ações e consegue lidar melhor com conceitos como idade, espaço, tempo e moralidade. Entretanto, não separa ainda o real do irreal e grande parte do seu pensamento é egocêntrico (é incapaz de considerar o ponto de vista de outras pessos).
A criança demonstra uma evolução significativa na interação com outras crianças e adultos e aprende funções consideradas adequadas ao papel sexual, bem como comportamentos socialmente aceitáveis. Assimila também o conceito de certo e errado, bom e ruim, embora ainda tenha dificuldade para entender as justificativas para estes conceitos.
É freqüente a criança desta idade assumir o sentido literal das palavras e frases e gostar de contar histórias da família sem inibição ou “censura” (veja o exemplo em O vaso roubado).
Esta é a fase típica dos “por quês”, pois a criança frequentemente demonstra curiosidade e interesse por tudo o que ocorre a sua volta.
O desenvolvimento rápido da linguagem e a dificuldade para coordenar pensamentos e verbalização provocam uma gagueira normal, que irá diminuir e cessar com o passar do tempo (leia Crianças com gagueira). É normal também nesta idade a criança ter uma fala com troca de letras (“b” e “p”, por exemplo) e sílabas (“mánica” em lugar de máquina).
As brincadeiras agora são mais organizadas e cooperativas entre as crianças (brincam juntas, cooperam e interagem umas com as outras). A fantasia e o “faz de conta” estão muito presentes o que faz a criança muitas vezes confundir as brincadeiras com a realidade. Os amigos imaginários também são freqüentes nesta idade.
Também nesta idade a criança demonstra medos relacionados à fantasia e à imaginação (do escuro, de monstros e de fantasmas, entre outros).
No final deste período a criança está pronta para ingressar no sistema formal de ensino e iniciar o processo de alfabetização.

Crianças entre 2 e 3 anos frequentemente apresentam disfluência (gaguejam), mas isto geralmente é normal e transitório.

Muitas crianças entre dois e quatro anos de idade apresentam episódios de gagueira ou disfluência (repetição de sílabas ou palavras). Geralmente estes episódios são transitórios e duram poucos meses, ocorrendo em conseqüência de uma combinação de vários fatores que interagem entre si durante o desenvolvimento da fala. Um destes fatores é a presença de um raciocino mental muito mais veloz do que a capacidade de articular palavras e organizar frases nesta idade.

O rápido fluxo de pensamentos, geralmente associado à ansiedade para contar rapidamente algo importante ou que impressionou muito, também contribui para que a criança apresente alguma dificuldade para produzir um ritmo regular e suave em sua fala. Esta disfluência pode aumentar quando a criança está ansiosa, cansada ou doente e quando está tentando dominar muitas palavras novas.

Os pais podem ficar tranqüilos quanto à excelente evolução deste distúrbio transitório da linguagem e devem ser orientados a não interferirem ou chamarem a atenção para o fato. Sua contribuição estará em proporcionarem como exemplo uma linguagem simples e com fluxo calmo, assim como terem paciência e tempo disponíveis para permitirem à criança organizar a coordenação de seus pensamentos com a fala. Pais ansiosos quanto ao fato do filho gaguejar pode acentuar uma característica que irá desaparecer naturalmente.

Uma minoria das crianças que apresentam disfluência nesta idade, cerca de 1 ou 2%, necessitará de tratamento especializado. Estes poucos casos, que persistem por mais tempo do que o habitual, podem estar associados a uma história familiar de gagueira, sugerindo uma predisposição hereditária.

Uma característica que pode estar relacionada com a tendência da gagueira tornar-se um problema persistente é a percepção pela criança da dificuldade para articular as palavras, gerando sinais de ansiedade como fazer caretas, ou bater o pé. Nestes casos, onde a criança tem consciência do problema e percebe que sua fala está sendo julgada como fora do padrão normal, ela pode ter sua auto-estima prejudicada.

A disfluência que persiste após os cinco anos de idade, está associada a outros distúrbios da linguagem ou quando a criança manifesta preocupação quanto ao fato de estar gaguejando necessita de avaliação e tratamento.

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Uma pesquisa publicada recentemente na revista Pediatrics (janeiro de 2009) realizada com 1619 crianças australianas com menos de 3 anos de idade mostrou um percentual de 8,5% de casos com gagueira confirmada. A idade média de início foi de 30 meses de idade. A maioria dos pais observou o início da gagueira quando a criança começou a unir três ou mais palavras numa frase. Um grande vocabulário da criança foi associado a maior incidência de gagueira na criança pequena.

Esta pesquisa reforça a necessidade de os pais e outros profissionais que cuidam de crianças estarem cientes de que o fato da criança começar a gaguejar antes dos 3 anos de idade é muito frequente (especialmente em crianças com amplo vocabulário), casual (não é uma característica constante na fala da criança) e desaparece com o tempo.

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Avaliação fonoaudiológica da gagueira

quinta-feira, 25 de março de 2010

A avaliação da gagueira na clínica da Linguagem Direta é composta por:

Anamnese: informações sobre o início dos sintomas e como foram se desenvolvendo são imprescindíveis. Também é importante saber sobre outros membros da família que também gaguejam ou que falam rápido, sobre incidentes neurológicos prévios e sobre comorbidades associadas.

Avaliação propriamente dita: são colhidas amostras de fala em situação fala semi-espontânea e leitura em voz alta. As amostras são analisadas em termos de freqüência e tipologia de hesitações/disfluências, “velocidade de fala” e pausas silenciosas. A fala semi-espontânea também é analisada em relação à estruturação textual (habilidades para descrever, narrar e argumentar). Também são investigados mais de 30 fatores que melhoram ou pioram a gagueira. Quando necessário, também incluímos avaliação específica de compreensão de fala, vocabulário, leitura, escrita e audição.

Encaminhamentos: se necessário, o paciente também pode ser encaminhado para avaliações complementares com outros profissionais de saúde (geralmente neurologista, psiquiatra ou psicólogo).

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Genes da Gagueira

terça-feira, 23 de março de 2010

Cientistas descobrem primeiros genes relacionados à disfemia, evidenciando o caráter hereditário da desordem que afeta cerca de 1% da população mundial
Os primeiros genes responsáveis pela disfemia (conhecida popularmente como gagueira ou gaguez) foram descobertos por um grupo de cientistas nos Estados Unidos e descritos em estudo publicado no "New England Journal of Medicine".

De acordo com a pesquisa, a gaguez pode ser resultado de uma pequena falha no processo contínuo por meio do qual componentes celulares em regiões específicas no cérebro são quebrados e reciclados. O trabalho foi feito por pesquisadores do Instituto Nacional de Surdez e outras Desordens de Comunicação (NIDCD, na sigla em inglês), um dos Institutos Nacionais de Saúde do governo norte-americano.

O estudo identificou três genes como causadores da disfemia em indivíduos na Inglaterra, Paquistão e Estados Unidos. Mutações em dois desses genes haviam sido anteriormente identificadas em outros distúrbios metabólicos também envolvendo o ciclo celular.

Agora, os pesquisadores verificaram associações entre mutações no terceiro gene e uma desordem que ocorre em humanos. "Há centenas de anos as causas da gagueira têm permanecido um mistério. Pela primeira vez, pudemos identificar mutações genéticas específicas como causas potenciais dessa desordem que afeta 3 milhões de pessoas nos Estados Unidos. Essa descoberta poderá ampliar grandemente as possibilidades de tratamento", disse James Battey, diretor do NIDCD.

A disfemia é uma perturbação da fala que se caracteriza pela repetição espasmódica das sílabas e paradas involuntárias no início das palavras. Pode afetar seriamente a comunicação e qualidade de vida de um indivíduo. Estima-se que o problema afeta cerca de 1% da população mundial.

Como a gaguez tende a ocorrer em famílias, há tempos os cientistas suspeitavam de um componente genético no problema. Estudos anteriores com famílias paquistanesas, conduzidos pelo grupo de Dennys Drayna, do NIDCD - também responsável pela descoberta de agora -, indicaram uma região no cromossomo 12 que se suspeitava ter uma mutação gênica que causa a desordem.

No novo estudo, Drayna e colegas refinaram a localização dessa região, concentrando ali seus esforços. O grupo sequenciou os genes em volta dessa região e identificou mutações em um gene conhecido como GNPTAB nas pessoas com disfemia.

Em seguida, os pesquisadores analisaram os genes de 123 outros paquistaneses gagos - 46 que pertenciam às famílias examinadas inicialmente e 77 sem relação com os demais - e 96 pessoas que não sofriam com o problema.

Os cientistas encontraram indivíduos gagos com a mesma mutação descoberta nas famílias iniciais. O trabalho foi repetido, com resultado semelhante, com 546 ingleses e norte-americanos. Ou seja, descobriram a mesma mutação observada nos paquistaneses em pessoas gagas desses dois países.

Os pesquisadores estimam que cerca de 9% das pessoas que sofrem de gagueira tenham mutações em um dos três genes identificados. Na sequência da pesquisa, será conduzido um estudo epidemiológico mundial para determinar melhor o percentual da população que carrega um ou mais dessas variantes genéticas.

O artigo "Mutations in the Lysosomal Enzyme-Targeting Pathway and Persistent Stuttering", de Dennys Drayna e outros, pode ser lido por assinantes do "New England Journal of Medicine" (DOI: 10.1056/NEJMoa0902630) em http://content.nejm.org/cgi/content/full/NEJMoa0902630

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Gagueira

segunda-feira, 22 de março de 2010



A gagueira é uma desordem da fala e não faz parte do desenvolvimento normal de linguagem. Durante a infância, nos anos de aquisição de linguagem é comum que existam períodos variáveis no grau de fluência, decorrentes do amadurecimento neuromotor e das incertezas quanto a que palavra usar e em que estrutura frasal ela fica mais adequada. .

A gagueira decorre de uma pré-disposição hereditária, que associada à fatores estressantes como dificuldade de estruturação gramatical, problemas psicológicos e ambiente conturbado; leva à manifestação dos sintomas.

Ainda não se sabe com exatidão como se dá a interação entre os genes e os fatores ambientais. O que se sabe é que o componente genético parece ser responsável, tanto pelas manifestações mais graves quanto pelas mais brandas da patologia, atuando até mesmo como fator de recuperação espontânea.

As rupturas no fluxo da fala decorrem de alterações na ligação entre a elaboração do que se deseja falar e na produção oral da fala, ou seja, uma falha na conexão entre cérebro e boca.

As situações que geram ansiedade tornam a fala mais difícil para todos, sejam gagos ou fluentes. Não existe conexão entre a causa da gagueira e um déficit de inteligência. Sendo assim, ninguém apresenta 100% de fala fluente e o indivíduo que apresenta alteração na fluência pode ser considerado gago ou apenasdisfluente (dependendo da quantidade a da tipologia das rupturas em seu discurso).

No caso das crianças, é importante observar se a gagueira está ocorrendo há mais de seis meses, assim como, ficar atento a que tipo de rupturas ela está apresentando, uma vez que existem as rupturas comuns (que ocorrem normalmente na fala) e rupturas gagas (que estão presentes apenas em pessoas com gagueira).

Em adultos a atenção à fala deve focar também o tipo de ruptura presente e em que circunstâncias ocorrem com mais freqüência, este aspecto é importante porque diante do público, falando sobre um assunto que não dominamos e para pessoas desconhecidas, é normal aparecer falhas na fluência.

Quando a gagueira é detectada é essencial que um auxílio profissional de médico e fonoaudiólogo seja providenciado, profissionais estes que avaliarão e promoverão o tratamento desta patologia.

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Como a Gagueira se Manifesta

sexta-feira, 19 de março de 2010

A atual postagem é originada de uma conversa ocorrida no Grupo Gagueira. Realizei alguns ajustes e acréscimos.

Olá fulano, seja bem-vindo ao nosso grupo. Use e abuse dele. Não é por não ter grupo de apoio na sua cidade que você ficará sem um espaço para conversar e se sentir bem.

Sua primeira mensagem está muito interessante, ela retrata muito bem como a gagueira se manifesta. Vou colocar alguns trechos de sua fala na seqüência que acredito, baseado em estudos, ser a correta da manifestação da gagueira: "tudo que eu mais queria é poder falar bem", "que planeja uma coisa na sua cabeça e na hora não sai aquilo que você planejou", "o nervosismo entra em campo".

1 - "tudo que eu mais queria é poder falar bem"

O desejo de querer falar bem, demonstra que nós temos uma imagem estigmatizada de falante, de alguém que quer falar bem, mas que não acredita nesta competência. Além do mais, desejar algo que é natural, espontâneo (a fluência), não nos leva a esse objetivo. É paradoxal. Quanto mais desejamos falar bem, menos conseguimos. Porém, quando estamos descontraídos, quando até "esquecemos da gagueira", é o que muitos muitas vezes afirmam, somos fluentes. Isso é muito comum acontecer, basta que prestemos atenção em nós mesmos: falar com crianças, com animais são apenas alguns exemplos mais comuns que comprovam isso. Porém, cada pessoa cria as situações, as pessoas com quem "podem falar sem problemas" e também são fluentes.

2 - "que planeja uma coisa na sua cabeça e na hora não sai aquilo que você planejou"

O planejamento da fala é o que simboliza a tentativa de querer falar bem. Por diversas vezes, ao longo do dia, estamos programando o que será dito. Às vezes encontramos uma "palavra difícil" e já tratamos de substituí-la. Outras vezes isso não é possível. Quando perguntam nosso nome, não tem como trocar, por isso que muitos temem essa pergunta, pois já havia sido várias vezes imaginada com qualidades negativas. Ao planejarmos, ficamos presos à forma não ao conteúdo do falar. As pessoas consideradas fluentes preocupam-se com o conteúdo, por isso fluem (ou não, pois existem muitas pessoas disfluentes que não se importam com a forma). Nós, muitas vezes agimos desta forma, como falei no parágrafo anterior: quando esquecemos a forma, somos fluentes.

Ser fluente, em minha opinião, não significa não disfluir. Estudos indicam que a disfluência faz parte da fluência. O sujeito fluente, muitas vezes utiliza-se, de modo inconsciente, de disfluências em seu discurso. Isso torna a fala muitas vezes mais atraente. Logo, se tivermos uma disfluência em nosso falar, não devemos encarar como desmérito, mas sim como algo que é comum ocorrer em falantes. Sair dessas situações com dignidade é muito importante. Diante de risos, questionamentos, afirmar que realmente gaguejou, que se isso os faz rir, a nós já nos fez sofrer muito, mas que nem por isso vamos deixar de falar e de demonstrarmos o que estamos intencionados.

3 - "o nervosismo entra em campo"

As emoções são consequências, não causas, da gagueira patológica. Antes mesmo de falar, o sujeito já está tomado por um quadro de ansiedade e nervosismo, pois prever que terá que falar em determinada situação e esse pensamento é, de um modo geral, negativo. O sujeito deseja a fluência, duvida dessa sua capacidade (planejando, trocando palavras, etc.) e fica emocionalmente abalado. A situação se agrava, pois ao longo de anos a sociedade riu do nosso modo de falar, portanto tudo que já vivemos é recapitulado diante de um situação de falar em público, por exemplo. Diante de um possível fracasso, tal momento será acrescentado dentro da nossa consciência, confirmando a nossa duvida, "incapacidade para falar" e imagem estigmatizada falante (que é o fim e começo de um círculo vicioso que se mantém).

É preciso resolver esse problema. A mesma solução em maior dose não resolve!

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Um vídeo sobre a gagueira

quarta-feira, 17 de março de 2010

Temos ouvido falar por muito tempo que a gagueira é causada por nervosismo, que é uma condição emocional, impossível de ser tratada pela medicina. Mas há cada vez mais evidências mostrando que ela é de fato uma condição neurológica. Gagueira não é piada.

Gagueira Infantil

A criança desenvolve a fala principalmente durante os três primeiros anos de vida. Durante esse período, ela pode gaguejar, já que não sabe ainda pronunciar determinados sons. Com a finalização da aprendizagem da fala a gagueira deve desaparecer.


No entanto, em alguns casos, ela não cessa e fica mais intensa. Daí, quando mais cedo se inicia o tratamento, mais eficaz ele é.
Portanto, fique atenta se seus filhos apresentarem alguns dos sinais que podem indicar o problema.

Perceba se a criança tem dificuldades para articular certas palavras ou frases.
Veja se o pequeno sente tensão ou esforço ao falar ou executa repetições rápidas e irregulares com finalizações repetinas de palavras.
Observe também se ele tem dificuldades em se relacionar com os amiguinhos, evita ou sente medo ao falar ou se responde apenas com movimentos de cabeça.
Ao notar algum problema na fala da criança, avalie há quanto tempo isso acontece e se outras pessoas da família também apresentam dificuldades para falar.
Como Agir:

Caso perceba algo, converse com a criança e ajude-a a entender e lidar com a situação.
Procure a orientação de um fonoaudiólogo, que irá avaliar a necessidade de tratamento e acompanhamento.
Por: Gabriela Nacimento
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Gagueira

domingo, 14 de março de 2010

Para elevar a autoestima casos mais leves aos mais acentuados de gagueira, o tratamento com fonoaudiólogo é fundamental. Quanto mais cedo o distúrbio for detectado, maiores são as chances de melhora. A atenção à fala das crianças deve ser redobrada

Repetições, prolongamentos, pausas, bloqueios e outros problemas ao falar. A gagueira é um distúrbio da fluência e se manifesta de variadas formas e em diferentes fases da vida. Em muitos casos, a gagueira pode ser detectada ainda na infância. Por isso, é preciso estar atento à comunicação com as crianças. Quanto mais cedo a gagueira for detectada e o tratamento iniciado, melhores poderão ser os benefícios da terapia.

A gagueira é considerada um distúrbio neurológico e que pode ser desencadeada por vários fatores, entre eles psicológicos, ambientais e sociais. O tratamento está baseado principalmente em terapias com fonoaudiólogos, que podem ser semanais, quinzenais ou mensais & dependendo do grau da gagueira.

Segundo especialistas, a gagueira pode ser detectada a partir dos dois anos de idade. Entretanto, é neste período também que ocorre a fase de aquisição da linguagem. Ou seja, é comum que a criança apresente certa dificuldade em pronunciar algumas palavras ou sons mais difíceis. Neste caso, a gagueira tende a diminuir com o passar do tempo. Já nos casos clássicos da gagueira, a tendência é que a dificuldade na fala aumente. Por isso, a qualquer suspeita do distúrbio na fala, recomenda-se a avaliação e o tratamento fonoaudiológico. Somente com a ajuda de um profissional especializado poderão ser desenvolvidas estratégias para a redução da gagueira.

São vários tipos de tratamento. A tradicional trabalha os movimentos articulatórios e de respiração. As terapias mais modernas se preocupam também com a especificidade vocal e as situações cotidianas, como falar ao telefone ou pedir uma pizza. Já a humanística leva em consideração a auto-percepção da gagueira.

O coordenador de Fonoaudiologia do Núcleo de Assistência Médica Integrada (Nami), Tiago Aguiar, comenta que o número de pacientes adultos que procuram atendimento é superior ao de crianças. ``Quando se busca tratamento já na fase adulta, o paciente vem carregado de muita tensão, situações de conflito e perdas``, analisa. Ele ressalta que não existe idade limite para começar o tratamento fonoaudiológico. ``O importante é que seja o quanto antes. Quando o paciente começa o tratamento, ele percebe melhoras significativas e acaba conquistando maior qualidade de vida. Dessa forma, são poucas as desistências``, pontua.

Em alguns casos, o tratamento pode ser acompanhado de auxilio medicamentoso. Bloqueadores dos receptores beta-adrenérgicos, como o propanolol, e inibidores de recaptura de serotonina, como a sertralina, são indicados. ``Com o aumento do nível de serotonina, o individuo que gagueja diminui o grau de ansiedade e eleva a auto-estima, afirma o neurologista André Luiz Santos Pessoa. (Viviane Gonçalves)

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Gagueira atinge 9,5 milhões de brasileiros

segunda-feira, 8 de março de 2010

de O Povo Online

por Viviane Gonçalves

A gagueira atinge cerca de 5% da população brasileira. O preconceito ainda é o maior desafio do distúrbio da fala, que tem tratamento e cura

A gagueira nunca teve graça para o mecânico Evanildo Araújo Lima, 45. Desde a infância ele tem um bloqueio na fluência da fala que o impede de se expressar, estabelecer novas amizades e estudar. “Na sala de aula não respondia a chamada porque tinha medo de gaguejar. Acabei desistindo dos estudos na quarta série. A gente se sente inferior aos outros“, relembra. O tratamento só veio há oito meses. “Descobri que poderia conquistar mais qualidade de vida. A terapia serviu como um grande marco de conquista“, comenta. Hoje, ele não se diz curado, mas mostra-se muito satisfeito com os resultados. “Tenho mais autonomia. Consigo me comunicar melhor e até faço leitura na missa“, orgulha-se.

No caso do cantor Saulo Roster, a gagueira acabou ganhando repercussão nacional. Ao participar do programa Ídolos, na Record, Saulo mostrou muita força de vontade para conquistar seus objetivos. O reality show escolheu o rapaz com gagueira e de sonoridade musical perfeita para ser a nova estrela da música nacional.

O mecânico Evanildo e o cantor Saulo não são casos isolados desse distúrbio. Segundo o Instituto Brasileiro de Fluência (IBF), a incidência da gagueira no Brasil é de 5%, ou seja, 9,5 milhões de brasileiros. Este número é maior do que a população da cidade do Rio de Janeiro. Já a prevalência da gagueira é de 1%, ou seja, 1,9 milhão de brasileiros gaguejam há muitos anos de forma persistente, crônica.

Segundo especialistas, a gagueira tem tratamento e pode ter cura também. De acordo com o fonoaudiólogo e coordenador de Fonoaudiologia do Núcleo de Assistência Médica Integrada (Nami), Tiago Aguiar, ainda existe a cultura de que a gagueira na infância é algo normal. Por isso, muitos acabam só buscando ajuda especializada quando chegam à fase adulta. “Quanto mais cedo o distúrbio for detectado, maiores são as chances de melhora“, aponta. Por isso, é importante estar atento ao desenvolvimento da fala das crianças. A gagueira pode se manifestar a partir dos dois anos de idade.

São vários tipos de tratamentos para a gagueira. Em todos eles, a presença do fonoaudiólogo é fundamental. “Somente o fonoaudiólogo é capaz de elaborar os exercícios mais específicos“, afirma. E, diferente do que muitos acreditam, a gagueira não é um distúrbio psicológico e sim neurológico. O Ciência & Saúde dessa semana trata sobre esse assunto, mostrando que quanto mais cedo o distúrbio for detectado, maiores são as chances de melhora, apresentando novas técnicas de tratamento e reafirmando que a gagueira não tem graça nenhuma.

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