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Alcoutim erradica surdez

terça-feira, 20 de abril de 2010

Cerca de 200 munícipes carenciados do concelho de Alcoutim voltaram a ouvir. Anos e anos de isolamento e solidão, provocados pela deficiência auditiva, tiveram um ponto final com o programa de combate à surdez, lançado pela autarquia desde Abril de 2009.
O sucesso da iniciativa, com a fase experimental na freguesia de Vaqueiros, levou a Câmara Municipal de Alcoutim a alargar o programa a todo o concelho e hoje é um exemplo já seguido por outros Municípios.
Uma população envelhecida, que encara a surdez como inevitável “fardo” da idade, o desconhecimento das soluções para o problema e a impossibilidade prática de as alcançar, acrescidas à comparticipação lamentável do Estado de 22 euros na compra de uma prótese auditiva, cujo valor ascende aos 1.000 euros, foram as principais razões que levaram esta Câmara a agir. A solução encontrada, que passou por um acordo entre o Município de Alcoutim e a Misericórdia local com uma empresa da especialidade, já diagnosticou e resolveu a surdez de centena e meia de alcoutenejos.
Com a extensão da iniciativa a todo o concelho, a autarquia de Alcoutim optou por instalar na sede do concelho um espaço especializado de audiologia, onde um técnico audioprotesista, uma vez por semana, realiza exames ligados à surdez e preconiza soluções, que, muitas vezes, passam pela colocação de próteses auditivas.

“Contra o isolamento da nossa gente e a surdez do Estado”, no próximo dia 24 de Abril, pelas 12.30h, realizar-se-á um almoço-convívio no cais de Alcoutim para todos os beneficiários deste programa, que travou o isolamento em que viviam dentro da própria casa. Valeu a pena!

Fonte: Clique Aqui

Deficiência Auditiva

segunda-feira, 5 de abril de 2010

"Deficiência Auditiva - O que é

Deficiência auditiva é o nome usado para indicar perda de audição ou diminuição na capacidade de escutar os sons. Qualquer problema que ocorra em alguma das partes do ouvido pode levar a uma deficiência na audição. Entre as várias deficiências auditivas existentes, há as que podem ser classificadas como condutiva, mista ou neurossensorial. A condutiva é causada por um problema localizado no ouvido externo e/ou médio, que tem por função "conduzir" o som até o ouvido interno.

Esta deficiência, em muitos casos, é reversível e geralmente não precisa de tratamento com aparelho auditivo, apenas cuidados médicos. Se ocorre uma lesão no ouvido interno, há uma deficiência que recebe o nome de "neurossensorial". Nesse caso, não há problemas na "condução" do som, mas acontece uma diminuição na capacidade de receber os sons que passam pelo ouvido externo e ouvido médio. A deficiência neurossensorial faz com que as pessoas escutem menos e também tenham maior dificuldade de perceber as diferenças entre os sons.

A deficiência auditiva mista ocorre quando há ambas perdas auditivas: condutiva e neurossensorial numa mesma pessoa.
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O que causa a deficiência auditiva?

São várias as causas que levam à deficiência auditiva. A deficiência auditiva condutiva, por exemplo, tem como um dos fatores o acúmulo de cera no canal auditivo externo, gerando perda na audição. Outra causa são as otites. Quando uma pessoa tem uma infecção no ouvido médio, essa parte do ouvido pode perder ou diminuir sua capacidade de "conduzir" o som até o ouvido interno.

No caso da deficiência neurossensorial, há vários fatores que a causam, sendo um deles o genético. Algumas doenças, como rubéola, varíola ou toxoplasmose, e medicamentos tomados pela mãe durante a gravidez podem causar rebaixamento auditivo no bebê. Também a incompatibilidade de sangue entre mãe e bebê (fator RH) pode fazer com que a criança nasça com problemas auditivos. Uma criança ou adulto com meningite, sarampo ou caxumba também pode ter como seqüela a deficiência auditiva.

Infecções nos ouvidos, especialmente as repetidas e prolongadas e a exposição freqüente a barulho muito alto também podem causar deficiência auditiva.
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Como reconhecer

É extremamente importante que a deficiência auditiva seja reconhecida o mais precocemente possível. Para tanto, os pais ou responsáveis devem observar as reações auditivas da criança. Os especialistas da área são enfáticos quanto à necessidade de tratamento o mais cedo possível.
Nos primeiros meses o bebê reage a sons como o de vozes ou de batidas de portas, piscando, assustando-se ou cessando seus movimentos. Por volta do quarto ou quinto mês a criança já procura a fonte sonora, girando a cabeça ou virando seu corpo.
Se o bebê não reage a sons de fala, os pais devem ficar atentos e procurar aconselhamento com o pediatra, pois desde cedo o bebê distingue, pela voz, as pessoas que convivem com ele diariamente.
Deve-se também estar atento à criança que:
- assiste à televisão muito próxima do aparelho e que pede sempre para que o volume seja aumentado;
- só responde quando a pessoa fala de frente para ela; não reage a sons que não pode ver;
- pede que repitam várias vezes o que lhe foi dito, perguntando "o quê?", "como?" ou
- tem problemas de concentração na escola.
Crianças com problemas comportamentais também podem estar apresentando dificuldades auditivas. Até uma ligeira perda na capacidade de percepção auditiva pode influenciar o comportamento e o desenvolvimento da criança.
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O que fazer


Uma vez constatada a deficiência, deve-se buscar um especialista em Otorrinolaringologia ou Fonoaudiologia o quanto antes. É necessário realizar um teste auditivo e outros exames médicos para localizar a deficiência.

Detectada a deficiência auditiva, avalia-se a necessidade e a importância da indicação correta de um aparelho auditivo, o qual deve estar adaptado às necessidades específicas de cada pessoa.


No caso da deficiência em crianças, deve-se observar que há diferentes tipos de problemas auditivos e deve-se recorrer a métodos que melhor se adaptem às necessidades de cada criança.

Sempre que recomendado pelo especialista, o aparelho de amplificação de som individual deve ser providenciado o mais cedo possível. Deve haver também cuidados com sua manutenção para que um aparelho quebrado ou mau ajustado não prejudique ainda mais a criança com deficiência.

Dependendo do grau de deficiência auditiva, a educação especial deve ser indicada e iniciada o quanto antes.
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Como evitar

Há várias formas de se evitar a deficiência auditiva. A mulher deve sempre tomar a vacina contra a rubéola, de preferência antes da adolescência, para que durante a gravidez esteja protegida contra a doença. Se a gestante tiver contato com rubéola nos primeiros três meses de gravidez, o bebê pode nascer com problemas de audição.

Também devem ser evitados objetos utilizados para "limpar" os ouvidos, como grampos, palitos ou outros pontiagudos. Outro cuidado a ser observado é para a criança não introduzir nada nos ouvidos, correndo-se o risco de causar lesões no aparelho auditivo. Se isto ocorrer, o objeto não deve ser retirado em casa. A vítima deve procurar atendimento médico.

Saiba Mais
Muito mais poderá ser objeto de seu interesse, quando se discute a deficiência auditiva. Dentre os muitos sites existentes, procure acessar, na Internet, aquele mantido pelo Governo Federal Brasileiro, por meio de seus Ministérios da Educação e do Desporto, que se intitula: Educação Especial - Deficiência Auditiva, no seguinte endereço eletrônico: http://www.ines.org.br/ines_livros/livro.htm.


No Brasil, segundo o Decreto 3298, de 20 de dezembro de 1999, em seu Artigo 4o , ficou estabelecido que a deficiência auditiva é a "perda parcial ou total das possibilidades auditivas sonoras, variando de graus e níveis na forma seguinte:

a) de 25 a 40 decibéis (db) - surdez leve;
b) de 41 a 55 db - surdez moderada;
c) de 56 a 70 db - surdez acentuada;
d) de 71 a 90 db - surdez severa;
e) acima de 91 db - surdez profunda; e
f) anacusia. " Inteire-se sobre o problema da deficiência auditiva em idosos,

acessando "Audição em Idosos". Esclareça-se também utilizando os conhecimentos repassados pela Sociedade Brasileira de Otologia, em http://www.sbotologia.com.br
No site você encontrará a área Fale Conosco.
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Pessoas Famosas com Deficiência Auditiva


LUDWIG VAN BEETHOVEN
Compositor Musical


Beethoven transformou-se com muito esforço pessoal num dos maiores gênios da música erudita, apesar da gradativa perda da audição, desde seus 27 anos de idade. Em 1801, com 31 anos de idade, escreveu o seguinte: ..."minha faculdade mais nobre, minha audição, tem piorado muito" ... "esse problema causa-me as dificuldades menos significativas ao tocar ou ao compor e as maiores, quando em contado com os outros"... "meus ouvidos assobiam e fazem barulho sempre, dia e noite.

Em qualquer outra profissão isso poderia ser mais tolerável, mas na minha, essa condição é verdadeiramente atemorizante. Posso lhe dizer que vivo uma experiência miserável"...


No "Testamento de Heiligenstadt", escreveu: "Oh, vós que me considerais e declarais hostil, obstinado ou misântropo, como sois injustos para comigo! Não conheceis as causas secretas que me fazem agir assim(...) E não me era possível dizer às pessoas: 'falem mais alto, gritem, porque estou surdo!' Ah, como podia eu proclamar a falta de um sentido que deveria possuir num grau mais elevado do que qualquer outro, um sentido que outrora foi em mim mais agudo do que em qualquer dos meus colegas?(...) Estou afastado dos divertimentos da vida em sociedade, dos prazeres da conversação, das efusões da amizade". A surdez gradativa evidentemente influenciou o próprio estilo de Beethoven.

Com a plena consciência de sua surdez total próxima, tornou-se sempre muito deprimido. E aos 52 anos de idade estava completamente surdo.

Contam seus biógrafos que ele foi o "maestro honorário" na primeira apresentação de sua 9ª Sinfonia, mantendo-se sentado ao lado do maestro regente. Não ouvia nada de toda a execução da magnífica peça musical, mas seguia sua evolução pela partitura em suas mãos.

Próximo ao final, estava atrasado alguns compassos e não notou quando a orquestra terminara. Um dos solistas veio imediatamente até ele e virou-o para a platéia que aplaudia delirantemente a obra e seu compositor.
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HEATHER WHITESTONE
Miss EUA de 1995


No ano de 1995 a jovem Heather, nascida no Alabama, competiu ao título de Miss Estados Unidos... e venceu!

"E aqui está ela!... Miss Estados Unidos da América de 1995!!!"
... anunciou o locutor entusiasmado. No entanto, ao contrário de outras vencedoras do concurso em anos anteriores, Heather não ouviu nada dessas palavras consagradoras, nem a música, os aplausos e os muitos cumprimentos ao seu redor, ao ser abraçada e beijada por suas colegas concorrentes e ao encaminhar-se para o trono.

Ela era, na oportunidade, a primeira jovem com deficiência a ser escolhida como Miss Estados Unidos. Desde os 18 meses de idade ficara surda.

Os médicos informaram seus pais que ela jamais passaria do nível de terceiro ano elementar, nem aprenderia a falar. No entanto, durante o concurso de Miss Estados Unidos, ela respondeu com desenvoltura às perguntas dos juízes e falou sobre seus objetivos na vida. Ela informou que gostaria de ajudar crianças de todas as raças e culturas a atingir seu potencial máximo na vida, a estabelecer elevados objetivos e realizá-los, como ela havia conseguido fazer. Foi notável o fato de que na sua prova sobre talento especial, durante o concurso, ela optou pelo balé. E saiu-se perfeitamente bem.

Heather tem sido a porta-voz da Fundação Helen Keller para Pesquisa sobre o Olho e da Fundação Starkey para Aparelhos Auditivos. Escreveu também um livro intitulado "Ouvindo com meu Coração" (Listening with My Heart).

Em suas atividades promocionais, Heather tem sido uma oradora que motiva as pessoas a acreditar e a implementar seus sonhos.

Sites Adicionais
www.entreamigos.com.br/textos/defaud/defaud.htm
www.ines.org.br/ines_livros/SUMARIO.HTM
www.fonoesaude.org/da.htm
www.hmsj.com.br/servicos2.php
www.acessa.com/viver/arquivo/vida_saudavel/2005/03/15-deficiencia/

Fonte: Clique Aqui

Aplicativo de celular facilita comunicação entre surdos

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Programa comprime vídeo e destaca mãos e rosto, usados na língua de sinais

(fiz algumas adequações terminológicas na matéria original: surdos-mudos substitui por Surdos e linguagem de sinais substitui por Língua de Sinais)
por R7 - 10/12/2009 às 20:46:9


Estudantes e professores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, lançaram um aplicativo para celulares que permite facilitar a vida dos usuários surdos que precisam se comunicar.

Até pouco tempo essas pessoas só tinham à disposição as mensagens de texto e as transmissões em vídeo eram prejudicadas devido o pequeno tamanho da tela.

O Mobile ASL usa a tecnologia 3G (internet rápida sem fio) para transmitir videoconferências entre surdos com um sistema que comprime o vídeo e destaca ao usuário as partes mais importantes do corpo dessas pessoas durante a comunicação, ou seja, as mãos e o rosto usados durante a língua de sinais.

Assim, todo o restante da imagem é sutilmente desfocado, ficando com menor resolução na tela. Os pesquisadores dizem que isso evita o descarregamento rápido da bateria, uma das desvantagens das longas transmissões de vídeo via celular.

O projeto começou há quatro anos e 25 americanos surdos estão testando o programa.

Despesas com prótese auditiva poderão ser deduzidas do IR

segunda-feira, 8 de março de 2010



As despesas com prótese auditiva poderão ser deduzidas da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), caso projeto de lei do então senador Expedito Júnior seja transformado em lei. A matéria foi aprovada nesta quarta-feira (24) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, onde receberá decisão terminativa.
A proposta (PLS 364/08) recebeu emenda do relator, senador Mão Santa (PSC-PI), para permitir a dedução, no IR, também das despesas com aquisição de órteses auditivas – aparelhos ortopédicos de uso provisório. O benefício será concedido com a comprovação médica da deficiência, sendo ainda necessária a nota fiscal, em nome do contribuinte, registrando a compra do equipamento.
Pela proposição inicial de Expedito Júnior, a dedução só poderia ser feita se a redução auditiva for causada por doença profissional ou acidente em serviço. No entanto, outra emenda do relator estendeu o benefício a todos os portadores de deficiência auditiva, independentemente da forma de aquisição do problema.
O projeto altera a lei do IRPF (Lei 9.250/95) para incluir as órteses e próteses auditivas. A legislação já permite a dedução dos pagamentos efetuados a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como gastos com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos, próteses ortopédicas e dentárias.
Ao permitir a dedução de despesas com próteses ortopédicas e dentárias e não admitir as realizadas com equipamentos auditivos, argumentou o senador Expedito Júnior na justificação da proposta, a atual legislação mostra-se “injusta e iníqua”. A aquisição e uso de equipamentos auditivos, ressaltou o autor da proposta, melhora a qualidade de vida dessas pessoas.
No Brasil, informou Mão Santa, são quase três milhões de brasileiros com déficits auditivos, o que dificulta sua inserção social. O senador, que é médico, ressaltou que muitos dos problemas auditivos podem ser corrigidos ou aliviados por meio de aparelhos de amplificação sonora individual.
O relator explicou ainda que, independentemente da forma de aquisição da doença, o Sistema Único de Saúde (SUS) está obrigado a fornecer gratuitamente as órteses e próteses auditivas a quem deles precisar, conforme determina a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/90). No entanto, observou Mão Santa, muitos portadores de lesões auditivas adquirem os aparelhos no mercado devido à dificuldade de obtê-los no SUS.
Agência Senado

Fonte: Clique Aqui

Teste para evitar risco de surdez

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Projeto nas mãos do prefeito Eduardo Paes propõe tornar ‘teste da orelhinha’ obrigatório na rede pública municipal

Rio - Fundamental para detectar problemas auditivos em recém-nascidos, o ‘teste da orelhinha’ pode se tornar obrigatório no Município do Rio. Projeto do vereador Bencardino (PRTB), aprovado dia 18 em segunda instância na Câmara, prevê que o exame seja feito em maternidades e hospitais municipais onde for realizado o parto. O projeto deve ser enviado esta semana para o prefeito Eduardo Paes. Assim que receber, Paes terá 13 dias para sancionar ou não.

Segundo Bencardino, estudo feito pela prefeitura aponta que uma das principais causas de reprovação escolar são os problemas auditivos. Com o projeto, o vereador pretende diagnosticar precocemente o mal e evitar que as crianças tenham problema na fala. Bebês com dificuldade de audição que recebam tratamento até os seis meses de idade conseguem desenvolver linguagem muito próxima a de uma criança ouvinte.

“O objetivo é que o bebê só saia da maternidade com o exame feito, assim como ocorre com o teste do pezinho. Se for aprovado, o projeto não vai ficar caro para os hospitais aderirem. É melhor resolver o problema logo no início, para não ficar mais caro depois”, disse.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que, a cada 10 mil bebês, 30 têm perda auditiva. No Brasil, em cada grupo de mil nascidos, um é surdo e entre dois a seis bebês nascem com problemas auditivos. De acordo com Cláudio Coelho, membro da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia, o teste da orelhinha (emissão otoacústicas) é indolor e é feito com o bebê dormindo. Ele explica que o grau de audição é medido através de um fone que emite sons fracos e depois recolhe as respostas que a orelha do bebê produz.

“O teste da orelhinha pode descobrir no primeiro dia de vida se a criança apresenta algum problema auditivo. Se o exame for feito precocemente, possibilita uma maior reabilitação. Se o resultado do primeiro teste não for satisfatório, o exame pode ser repetido de 15 a 30 dias após o primeiro”, explica o especialista.

Fonte: Clique Aqui

A surdez que ataca cada vez mais cedo

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Entre 5 a 10% dos utilizadores de leitores de música portáteis poderão ter perdas auditivas consideráveis se ouvirem música em excesso nesses aparelhos.

Entrar nos transportes públicos e ligar o leitor de MP3 tornou-se um hábito banal nos dias que correm mas, muitas vezes, os utilizadores desconhecem os riscos que correm.

Há jovens com 20 anos com perdas auditivas que seriam de esperar apenas aos 60 e estudos científicos indicam que uma utilização excessiva de MP3 e IPOD’s, durante pelo menos cinco anos, pode conduzir a perdas graves e irreversíveis ao nível da audição.

Ainda assim, há quem não prescinda dos hábitos de sempre, como é o caso de Sérgio Sousa, de 21 anos, aluno do 2º ano do curso de Som e Imagem da Universidade Católica do Porto.

Nas viagens entre casa e a faculdade, Sérgio fez as contas e passa “mais ou menos três horas no metro.
Durante esse tempo levo sempre a música ligada”.

Confessa que por vezes se excede nos decibéis e, além de ouvir música com auscultadores, também tem uma banda de música punk-hardcore.

Os ensaios são “dois a três vezes por semana” sempre à noite. Adormecer nem sempre é fácil: “muitas vezes
fico com aquele zumbido nos ouvidos até à manhã seguinte”, conta.

São comportamentos de risco como este que têm contribuído para o aumento do número de casos de surdez precoce entre os jovens até aos 20 anos.

Foi a pensar nisso que um grupo de alunos do 12.º ano da Escola Secundária do Padrão da Légua, em Matosinhos, desenvolveu um trabalho de área projecto.”Baixa-me esse volume!” não é uma ordem: é um apelo para contrariar a indiferença face aos perigos de uma utilização excessiva dos leitores de música portáteis.

Diogo Borges, um dos autores do projecto, admite que “muita gente ignora esses riscos, sobretudo os jovens, porque pensam que as consequências e os problemas decorrentes de uma má utilização de [leitores] MP3 e iPod só acontecem aos outros”. E na maior parte dos casos, quando se manifestam os primeiros sintomas de surdez, “o problema já é irreversível”, alerta Ana Paula Lopes docente de audiologia da Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Porto (ESTSP).

Para esta especialista, “este é um verdadeiro problema de saúde pública”: “vemos pessoas muito jovens na faixa dos 20 anos que têm perdas auditivas que só seriam de esperar aos 60”. E isso terá, necessariamente, consequências “ao nível de perdas auditivas e cognitivas e, no limite, perturbações do foro emocional e neurológico”.

Pais têm de estar alerta Um parecer da Comissão Europeia indica que entre cinco a 10% dos utilizadores de leitores de música portáteis poderão ter perdas auditivas consideráveis se ouvirem música durante mais de uma hora por dia, todas as semanas, com o volume elevado, durante pelo menos cinco anos.

Daí que a sensibilização dos pais seja um factor determinante para que possam dar “aos filhos uma orientação responsável”, diz Lopes.

A professora da ESTSP dá um exemplo: “é agradável ouvir música alto - eu confesso que gosto. Mas tem de ser feito com muito critério. Por outro lado, eles [jovens] têm de perceber que as perdas auditivas são sempre mais rápidas do que se julga. Mas isso não implica que os pais tenham de proibir a utilização deste tipo de tecnologia. O que se deve fazer é incentivar o uso regrado”, conclui.

André Rodrigues e Letícia Amorim

Fonte: Clique Aqui

Tecnologia de celular leva som a surdos

terça-feira, 21 de abril de 2009

Feira de audiologia mostra aparelhos capazes de eliminar ruídos em conversas pelo telefone e nas salas de aulas
Ana Paula Pessoto
Coloridos, discretos, design moderno, resistentes à água e o melhor: capazes de acabar com os ruídos. Essas são as principais características dos aparelhos e das novas tecnologias apresentadas na feira do 24.º Encontro Internacional de Audiologia, que começou sábado e segue até hoje na Universidade do Sagrado Coração (USC), em Bauru.

A Fhonak apresenta o Icom, um dispositivo pequeno que pode ser pendurado no pescoço e escondido embaixo da roupa, o que nem precisaria ser feito pela beleza e design do aparelho. De acordo com a fonoaudióloga Lia Hoshii, o portador de deficiência auditiva pode conectar-se com qualquer outro dispositivo de áudio sem fio como TV, rádios e celulares, desde que o aparelho possua a tecnologia bluetooth.

No caso de celulares, o telefone toca e a pessoa ouve um bip. Então, aperta o botão do Icom e a voz de quem está ligando vai direto para o seu aparelho de ouvido. “Ele nem precisa tirar o celular do bolso. É só falar que o dispositivo transmite sua voz para o celular”, diz Lia.

Antes, a pessoa com deficiência auditiva precisava colocar o celular no ouvido e o som não chegava direito por causa dos ruídos externos. Com a nova tecnologia, o som é capaz de chegar limpo e muito nítido.

Foi pensando em acabar com esses chiados que tanto atrapalham a comunicação de quem tem dificuldades para ouvir, que o sistema de FM foi criado pela Phonak. A distância entre o ouvinte e a pessoa que está falando gera ruídos, o que atrapalha, e muito, a compreensão do ouvinte com deficiência. Esse sistema capta o som que a pessoa deseja escutar e o leva até o aparelho auditivo ou implante coclear, onde o som é amplificado. Funciona como um microfone sem fio para o paciente. Uma peça chamada receptor é conectada no aparelho do ouvinte que entrega um transmissor para a pessoa que vai falar. Então, a pessoa fala e o som dela vai direto para o aparelho auditivo ou implante coclear do paciente.

A fonoaudióloga Michelle Queiroz explica que esse tipo de tecnologia tem como principal indicação o uso em sala de aula, onde os ruídos são mais altos que a voz emitida pelo professor. O microfone ainda pode ser adaptado em um aparelho de TV, som ou MP3. Ele é sem fio e funciona até 30 metros de distância entre quem fala e quem ouve.

O AS208 é uma outra atração da feira. Aparelho da marca Audibel, portátil e prático, é voltado à audiologia ocupacional, ou seja, destinado para avaliações da audição de funcionários. O equipamento é o menor do mercado e funciona com baterias, ao contrário dos convencionais que necessitam de energia elétrica.

Implante

Bauru é uma das cidades pioneiras no implante coclear, feito no Hospital Centrinho, da Universidade de São Paulo (USP). Trata-se de um dispositivo eletrônico que reabre as esperanças de pessoas com grande perda de audição e que não tiveram sucesso com aparelhos auditivos. Uma peça é inserida, cirurgicamente, dentro da cabeça e uma outra, o processador de fala, é conectada na orelha.

Os resultados do implante dependem dos pacientes e da experiência que tiveram antes.

Eliane Souza é fonoaudióloga e explica que, se um bebê, que já nasceu com deficiência auditiva fizer o implante com um ano de idade, vai ter um resultado muito bom, provavelmente vai ouvir como uma criança sem problemas de audição. “Um adulto que não ouve, por acidente ou doença, vai ter um desenvolvimento bom também. Mas se for uma pessoa que nunca ouviu e não teve contato com aparelhos auditivos, o desenvolvimento dela será mais limitado”, explica.

Inclusão Social

A Solar Ear criou aparelhos auditivos recarregáveis e analógicos de baixo custo e de boa qualidade pensando na inclusão digital. De acordo com Cibelly Saboya, fonoaudióloga, os produtos são produzidos por pessoas com deficiência auditiva e os aparelhos são baratos e de ótima qualidade. “A idéia é incluir os surdos no mercado de trabalho e tornar os aparelhos acessíveis a pessoas de baixa renda”, diz.

Os recarregadores e as pilhas da Solar Ear começarão a ser comercializados em julho deste ano, enquanto os aparelhos auditivos, em outubro, inicialmente em São Paulo, mas a empresa tem planos de estender o projeto para todo o País e América Latina.

Uma pilha custará R$ 4,00, com duração de 2 a 3 anos. O carregador, incluindo duas pilhas, poderá ser adquirido por R$ 60,00. Já o aparelho digital será vendido por R$ 300,00, enquanto o analógico chegará ao mercado por R$ 200,00. Um aparelho auditivo custa hoje, em média, R$ 5 mil.

Fonte: Clique Aqui

Tecnologia ajuda no combate à surdez

domingo, 19 de abril de 2009

Especialistas brasileiros e de outros países estão reunidos em Bauru no evento de audiologia mais importante do País
Adilson Camargo

Os resultados de mais de 300 pesquisas feitas no ano passado com o objetivo de prevenir e tratar a surdez estão sendo apresentados no 24º Encontro Internacional de Audiologia, que começou ontem e segue até a próxima terça-feira na Universidade do Sagrado Coração (USC). São teses e dissertações que tratam desde a detecção precoce da deficiência auditiva até o que existe de mais avançado em termos tecnológicos.

Dos eventos programados para ontem de manhã na Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de São Paulo (USP), o destaque ficou para as palestras de dois grandes nomes da audiologia mundial: o físico Stefan Launer, da Universidade de Oldenburg (Suíça), e Deanna Meinke, da Universidade do Colorado (EUA).

Numa conversa rápida com a reportagem do Jornal da Cidade, momentos antes da palestra, Stefan Launer revelou que existem três pontos importantes que, em breve, melhorarão a vida dos deficientes auditivos. Entre os avanços estão aparelhos com capacidade de reduzir os ruídos ao redor do paciente e, ao mesmo tempo, ressaltar a fala da pessoa que está se comunicando com ele.

Outro ponto que merece destaque, segundo Launer, são os testes para oferecer um aparelho mais confortável aos pacientes e que tenha um encaixe perfeito. De acordo com o físico, os aparelhos que existem atualmente são feitos de um material rígido que, depois de permanecer várias horas dentro do ouvido, provoca um certo desconforto para o usuário.

Por fim, Launer revelou que a conectividade sem fio está chegando também para os deficientes auditivos, ou seja, em pouco tempo serão oferecidos aparelhos de surdez capazes de captar o som da TV, de um iPod e de outros dispositivos sonoros como se fosse um fone de ouvido sem fio. De acordo com ele, já existem aparelhos semelhantes no mercado, mas o resultado ainda não é satisfatório. Na opinião do pesquisador suíço, o aparelho que está sendo desenvolvido promete ser uma revolução no setor.

Maria Cecília Bevilacqua, presidente de honra do evento e professora titular de audiologia da USP, aproveitou a oportunidade para ressaltar a importância da Política Nacional de Saúde Auditiva, implantada pelo governo federal em 2004. Segundo ela, apesar da deficiência de audição não ser um problema que leva o paciente à morte, ela traz grandes prejuízos à vida social da pessoa. “Quando surge uma política que se preocupa com a vida e não com a doença, ela merece atenção especial”, afirma.

Por causa dessa Política Nacional, foram criados cerca de 125 Centros de Saúde Auditiva no País, que tem como finalidade diagnosticar a deficiência auditiva em bebês, crianças, adultos e idosos, saber até que ponto esse problema está afetando a vida da pessoa e o que fazer para tratá-lo.

Em Bauru, existem dois desses centros. Um fica no Centrinho e o outro funciona na Clínica de Fonoaudiologia, também ligada à USP. Além de Bauru, outras 180 cidades da região são atendidas por esses dois centros.

Apesar das primeiras atividades terem sido organizadas na USP, ontem de manhã, o restante da programação, que inclui palestras, mesas-redondas, cursos e exposições, segue para a USC, por uma questão de espaço. Os eventos começam às 8h e terminam às 18h.


Cirurgias

O otorrinolaringologista Orozimbo Alves Costa que já fez mais de 500 implantes no Hospital do Centrinho de Bauru, apontou outros avanços que vem sendo conquistados por meio das pesquisas. Segundo ele, atualmente, as técnicas cirúrgicas estão menos invasivas, ou seja, agridem menos os ouvidos dos pacientes.

Ele citou também a possibilidade de, em breve, surgir um implante totalmente interno com pilhas recarregáveis. Os aparelhos atuais são divididos em duas partes. Uma fica do lado de fora do ouvido e a outra do lado de dentro. Com o novo implante, o aparelho ficará apenas do lado de dentro e quase não será notado.

De acordo com o médico, esse aparelho está em fase de teste no Exterior e foram detectadas algumas deficiências que estão sendo consertadas antes do mesmo ser lançado no mercado.

Fonte: Clique Aqui

Cirurgia do ouvido biônico

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Cirurgia do ouvido biônico será realizada em Salvador/BA

Dispositivo de alta tecnologia, o implante coclear está sendo oferecido pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). A iniciativa pioneira na Bahia, cuja seleção dos pacientes começa este mês, promete melhorar a qualidade de vida dos deficientes auditivos no estado.

O Hospital Santo Antônio, das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), que funciona em Salvador, na Bahia, inicia este mês a triagem de pacientes para a realização das primeiras cirurgias de implante coclear feitas pelo Sistema Único de Saúde. Conhecido como "ouvido biônico", o implante caracteriza-se como um dispositivo eletrônico de alta tecnologia, que estimula eletricamente as fibras nervosas remanescentes, permitindo a transmissão do sinal elétrico para o nervo auditivo e possibilitando ao usuário a capacidade de perceber o som. Atualmente, mais de 60 mil pessoas são usuárias desse sistema.
De acordo com o coordenador do serviço de Otorrinolaringologia do hospital, Eduardo Barbosa, a primeira cirurgia será realizada na primeira semana de fevereiro. "Entretanto, nossa equipe já está trabalhando para fazer as avaliações pré-cirúrgicas e a seleção dos primeiros candidatos ao procedimento", ressalta. Segundo a médica Adriana Silveira, a realização da representa para a população uma nova e extraordinária possibilidade de inclusão social. "É uma iniciativa que garante aos beneficiados melhor qualidade de vida e maiores chances de superação das limitações que a deficiência auditiva pode trazer quando não tratada adequadamente", explica.
O implante coclear é um avanço significativo em comparação aos aparelhos auditivos convencionais. O funcionamento desse dispositivo difere do Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI), que apenas amplifica o som,pois, fornece impulsos elétricos para estimulação das fibras neurais remanescentes em diferentes regiões da cóclea (ouvido interno).
A médica conta, ainda, que podem ser cadastradas para a cirurgia crianças, a partir dos 12 meses de idade, e adultos que apresentem deficiência auditiva sensorioneural bilateral de grau severo e profundo e que não obtiveram benefícios com o uso de aparelhos de amplificação sonora individual.
O acompanhamento pós-cirúrgico dos pacientes usuários do implante coclear será realizado por uma equipe interdisciplinar. Após a cirurgia, o paciente será periodicamente reavaliado e passará por sessões semanais de terapia fonoaudiológica para treinamento da capacidade auditiva com o novo dispositivo. Os primeiros resultados começam a surgir entre o terceiro e o sexto mês, a depender da faixa etária e da condição auditiva prévia do paciente.
O coordenador do serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Santo Antônio, Eduardo Barbosa, e a médica Adriana Silveira estão à disposição para prestar mais informações sobre as primeiras cirurgias gratuitas de implante coclear. Eduardo Barbosa: (71) 8895-6200 e Adriana Silveira: (71) 8831-6200 / 3186-0200

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