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Fonoaudiologia vence Prêmio Melhor Campanha de Voz 2010

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A “Campanha de Voz” da Fonoaudiologia da PUC-SP venceu o Prêmio Melhor Campanha de Voz 2010, promovido pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. O trabalho, organizado pelo Laborvox (Pós em Fonoaudiologia), foi eleito durante o 18º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia (realizado em Curitiba, PR, entre 22 e 28/9).

A campanha, organizada em comemoração ao Dia da Voz (16 de abril), reuniu diversas atividades como videoconferências, palestras, oficinas e apresentações nos campi da PUC-SP, além da realização de uma ópera no Mercado Municipal de São Paulo [2]. O evento foi idealizado pela professora Léslie Piccolotto Ferreira, coordenadora do Laborvox e do Pós em Fonoaudiologia, com a parceria da professora Maria Cecília de Moura (graduação em Fonoaudiologia). Para Léslie, contribuiu para a vitória deste ano “a integração maior entre nossos parceiros”. “A ópera no Mercado vai se constituir em marca registrada da PUC-SP”, considera.

Apoiaram a organização da campanha alunos da pós-graduação e da graduação em Fonoaudiologia, e as equipes do Laboratório da Análise Acústica e Cognição (LIAAC), da TVPUC, da Cipa/PUC-SP, da Secretaria de Turismo de São Paulo, de cantores líricos, pianista e intérpretes de libras.

Fonoaudióloga dá dicas de como cuidar da voz

sábado, 24 de julho de 2010

Voz, linguagem, audição e motricidade oral são as áreas de atuação da fonoaudiologia. Sandra Souza explica que o fonoaudiólogo cuida de patologias relacionadas à dificuldade de mastigação, de pronúncia de alguns fonemas, de desfagia (quando o paciente não consegue deglutir) e outros. “Por exemplo, quando alguém sofre um AVC ele pode desenvolver um problema de linguagem, de fala, de se expressar”.
Na área de audição o fonoaudiólogo trabalha na questão da perda auditiva, na colocação do aparelho para que o paciente possa voltar a falar. Quanto à área da voz, o fonoaudiólogo trata desde os calos vocais até a estética da voz. “Operadores de telemarketing, atores, músicos e jornalistas de TV são alguns dos profissionais trabalhados pelo fonoaudiólogo”.
Sandra conta que os casos mais comuns são as crianças que trocam as letrinhas, como por exemplo, o r pelo l e a gagueira. “A gente vê muita mãe chegando aqui preocupada dizendo que o filho está trocando o r pelo l. Mas não vamos exagerar”.

A fonoaudióloga fala que essas trocas são normais até certa idade. “A criança está adquirindo a linguagem, então ela precisa escutar certo para falar certo”. Agora, se as trocas permanecerem até mais ou menos os sete anos de idade, o caso é patológico e é preciso tratar. “A gente ensina os pontos articulatórios, que existe uma diferença entre os fonemas que um é surdo e outro é sonoro. Ensinamos tudo isso a criança para ela falar normalmente”.

Entre os adultos, os que mais buscam ajuda do profissional fonoaudiólogo são os professores. “São muitos casos de nódulo vocais”. Ela diz que o ambiente de sala de aula não é muito adequado, por conta do barulho e da poeira que contribui para o desenvolvimento destes nódulos vocais. “Por conta disso, os professores fazem o uso abusivo da voz, terminam ficando rouco, criando nódulos vocais e vem para tratamento”.

Por fim, Sandra orienta aos profissionais que trabalham com a voz que não fumem, não tomem bebidas alcoólicas, evitem refrigerante, pastilhas, sprays e drogas. Também é importante não usar roupas apertadas, manter a postura reta, praticar atividades físicas e beber muito líquido.

A voz e as emoções

quinta-feira, 8 de julho de 2010


Existe uma relação evidente entre a voz, a personalidade e o estado emocional. Seria banal afirmar que a voz é a emanação da pessoa, que ela traduz as emoções mais tênues. A voz pode ser submersa, invadida a ponto de ser impedida no seu funcionamento.
Por outro lado, uma voz que não funciona, ou que não funciona mais, deixa a pessoa truncada, ela perde parte de sua identidade.
A voz, a pessoa e as emoções tem partes ligadas e entram em uma escala, portanto se eu estiver bem, minha voz está boa.
A voz pode ser encarada como um meio que libera emoção, apoderando-se para dizê-la, senti-la, canalizá-la, dividi-la, dar-lhe forma, conteúdo expressivo e para modulá-la.
A emoção é algo rico para a voz, a faz viver, fornece-lhe um sentido, um conteúdo, a colore, a torna criadora.
A voz enriquece, desabrocha a emoção colocando-se a seu serviço.
Emocionar-se significa ir em direção ao externo. A voz intervém para acolher a emoção, prolongá-la. Ela a enriquece emprestando-lhe um suporte que a libera.
Em muitos casos, trabalhar a voz é o ponto de partida de uma remodelagem da pessoa. Uma voz que funciona livremente, que reencontra suas potencialidades, acalma, dinamiza inteiramente a pessoa.
A voz torna-se campo privilegiado de uma tomada de consciência de si mesmo.
O trabalho vocal torna-se ocasião de entrar em contato consigo mesmo.
Ao desbloquear a voz, abre-se uma nova perspectiva e descobre-se um novo ser.
Um corpo livre produz uma voz livre, uma voz liberada harmoniza-se com o corpo e desprende o espírito.
FONTE: Clique Aqui

Dicas para evitar o surgimento de problemas vocais

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Profissões que abusam da fala exigem ainda mais cuidados
Rouquidão e pouca intensidade vocal são comuns entre profissionais que dependem da voz para trabalhar. A maioria enfrenta esses problemas por não tomar cuidados básicos, como beber água
Em determinadas profissões, a voz representa um importante instrumento de trabalho. Professores, atendentes de telemar-keting, cantores, atrizes são alguns exemplos. Por isso, é fundamental que tais profissionais tenham o mínimo de conhecimento sobre a produção vocal, assim como os cuidados necessários para manter uma voz sempre saudável.
As maiores queixas nos consultórios de fonoaudiologia são rouquidão, perda de voz, baixa intensidade vocal e dores durante a fala. Quem confirma isso é o fonoaudiólogo Danilo Montovani:
– A incidência de casos com alterações de pregas vocais acarretando disfonias (as alterações na qualidade vocal) e até mesmo a afonia (perda total da voz) é relativamente alta no meu consultório.
Falar alto o tempo todo e, na maioria das vezes, tentar se sobressair perante uma turma de 30 alunos deixa a professora Fátima Rodrigues quase sem voz quando chega o fim da semana.
– Dou aula para crianças do ensino fundamental. Muitas vezes, preciso competir com a gritaria deles para que eu possa ser escutada. Isso desgasta muito a minha voz – afirma.
Depois de tanto forçar a garganta, o diagnóstico quase sempre fica entre dois problemas: nódulos ou fendas vocais. Foi o que aconteceu com a atriz Ana Paula Resende. Ao ser convidada para participar de um musical, ela não conseguia usar a voz adequadamente na hora de cantar, o que acabou a desgastando. Depois disso, não deu outra: os popularmente conhecidos calos vocais.
– Procurei uma fonoaudióloga e fiz um tratamento específico. A disciplina é essencial para obter êxito. No meu caso, acabei faltando a algumas sessões e o resultado foi péssimo. Caí para reserva do elenco do musical – lamenta.
Fátima também teve os nódulos e chegou a ficar quase dois meses afastada da salas de aula para se recuperar. Mas depois de quase 22 anos na profissão, ela acaba passando por cima das dificuldades e segue na atividade que ama.
– Cheguei a fazer tratamento com fonoaudiólogos, mas parei. Não tive mais tempo e sigo a minha rotina com alguns cuidados. Faço gargarejo assim que acordo e durante o dia inteiro para amenizar o incômodo – afirma a professora.
Segundo dados da Academia de Laringologia e Voz, cerca de 2% dos professores brasileiros estão afastados da sala de aula por apresentarem distúrbio vocal.
Sem cirurgia
Por isso, o fonoaudiólogo Montovani sugere o acompanhamento sempre. Caso a rouquidão persista por mais de 15 dias, é recomendável que um especialista seja procurado.
– As alterações de pregas vocais causadas pelo mau uso vocal ou por alterações fisiológicas são tratadas a partir da intervenção terapêutica fonoaudiológica – diz Montovani. Segundo ele, as patologias vocais ocupacionais raramente precisam de intervenção cirúrgica.
Montovani recomenda ainda que o uso de balinhas e sprays deve ser evitado.
– Geralmente, eles contêm álcool em sua composição, que promove efeito anestésico nas pregas vocais. Isso diminui a sensação de desconforto durante a fala e as pessoas cometem muitos abusos vocais, já que não sentem mais a dor – explica.
Terminado o efeito anestésico, a sensação de desconforto volta, fazendo com que esses produtos tenham um efeito apenas paliativo.
Cuide-se: confira dicas que podem evitar o surgimento de problemas vocais
:: Beba em média dois litros de água por dia. De preferência, em temperatura ambiente. Enquanto estiver falando, beba alguns goles de água.
:: Evite sempre que possível qualquer competição sonora. Gritar provoca intenso atrito nas pregas vocais, o que pode lesioná-las.
:: Prefira locais com temperatura ambiente. O ar condicionado em baixa temperatura é um inimigo para as cordas vocais.
:: Não fume. A fumaça do cigarro irrita a mucosa da laringe, além de ressecá-la. As bebidas alcoólicas também devem ser evitadas, pois anestesiam a voz e diminuem a sensibilidade.
:: Evite o consumo de leite, chocolate e seus derivados antes de intensa atividade vocal. Sucos e frutas cítricas são bem-vindos. A maçã também é boa aliada da voz.
:: Alimentos fibrosos são adstringentes, ou seja, limpam a boca e a faringe.
:: Articule bem as palavras e use expressões faciais para evitar o abuso vocal

Fonte: Clique Aqui

Cuidados com cordas vocais são tema de semana especial

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A voz, principal instrumento de comunicação entre os povos e de trabalho para uma boa parcela da população, nem sempre recebe a atenção merecida. Normalmente as pessoas só pensam em cuidar ou recorrer a um especialista quando percebem o enfraquecimento ou a perda temporária dela.

Cuidados e a prevenção de doenças que podem comprometer o som da fala serão os temas centrais da campanha da Semana Nacional da Voz em Mato Grosso, que acontecerá no auditório do Centro Cultural da Universidade Federal de Mato Grosso entre os dias 14 e 16 deste mês.

Sob o título “Seja Amigo da Sua Voz”, o evento oferecerá uma série de serviços gratuitos à comunidade. As atividades incluem palestras sobre como usar corretamente a voz ao longo dos anos e exercícios práticos, além de triagem vocal e oficina de canto coletivo.

A extensa programação prevê ainda participações dos corais adulto e infanto-juvenil da UFMT, Quinteto de metais da Orquestra Sinfônica da instituição, Coral da Terceira Idade e outros grupos musicais.

Coordenado pela professora do curso de Fonoaudiologia do Univag, Gabriela De Luccia, doutora em Distúrbio da Comunicação Humana, o evento aproveita o Dia Mundial da Voz (16 de abril) para alertar sobre os riscos de doenças graves e ensinar como usar corretamente a voz.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFA), entre 5% e 8% da população apresentam algum tipo de doença da voz. As estatísticas de setor de saúde mostram ainda que 15 mil pessoas contraem câncer de laringe por ano, doença que poderia ser prevenida ou tratada precocemente, se as mais simples alterações da voz fossem levadas a sério, avaliadas por profissionais como otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo.

Na clínica de fonoaudiologia do Univag, 60 pacientes estão em tratamento atualmente. Desses, apenas quatro são profissionais que usam a voz como instrumento de trabalho, como professores, cantores locutores e vendedores.

Um deles é a vendedora Aparecida Conceição dos Santos, 48 anos, que atua como vendedora há mais de 20 anos. Ela, que tem uma voz caracteristicamente rouca, contou que recentemente começou a sentir cansaço na voz, dor de garganta e falta de ar enquanto falava.

Decidiu procurar um médico que a encaminhou para a clínica de fonoaudiologia do Univag. Descobriu que não era nada grave, mas está aprendendo, com exercício simples, a usar a voz da mesma proporção, mas com mesmo esforço.

Já o casal de cantores e regentes de uma igreja em Várzea Grande, Ulda Alves Araújo, 69 anos, e Genes Florentino, 70 anos, durante uma apresentação, percebeu que a voz já não saia com a mesma facilidade de antes. A exemplo de Aparecida, os dois aprenderam a usar melhor a voz, conheceram os alimentos que são benéficos e maléficos. “Recuperamos a nossa capacidade de cantar e estamos bem melhores”, disse Genes. Os dois fizeram um tratamento durante seis meses. (AA)

Fonte: Clique Aqui

Garça participará da Semana da Voz

terça-feira, 13 de abril de 2010

Garça - A partir da próxima segunda-feira até sexta-feira em todo o Brasil será realizada a semana da Voz promovida pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia, com o lema “Seja amigo de sua voz”. A cidade de Garça (70 quilômetros de Bauru) participará ativamente da semana, com uma série de palestra de orientação, com o total apoio da Secretaria de Saúde e de Educação.

Na região as ações comemorativas serão em parceria entre as Secretarias Municipais de Saúde e Educação de Garça, Marília, Gália, Pompeia e Pirapozinho, juntamente com a Delegacia Regional do Conselho Regional de Fonoaudiologia, 2ª região - Marília e o Curso de Fonoaudiologia da Unesp câmpus de Marília.

Na segunda feira, no auditório da Secretaria Municipal de Educação de Garça haverá palestra com o tema “Voz e Trabalho Docente”, ministrada pelas professoras do curso de Fonoaudiologia da Unesp/Marília, Eliana Maria Gradim Fabron e Luciana Tavares Sebastião, dirigida às diretoras das Emeis. Também estarão presentes as fonoaudiólogas das Secretarias de Educação e Saúde e os médicos otorrinolaringologistas do Centro de Especialidades. Simultaneamente a essa atividade as alunas do terceiro e quarto anos do curso de fonoaudiologia da Unesp estarão nas Emeis orientando os alunos e desenvolvendo atividades relacionadas à saúde vocal.

Durante a semana, as fonoaudiólogas das Secretarias de Saúde e Educação farão orientações à população e aos agentes comunitários de saúde nas Unidades de Saúde da Família, ressaltando a importância e os cuidados com a voz. O principal objetivo da campanha é a orientação da população sobre os cuidados que devem ser tomados em relação ao uso da voz.

Muitas pessoas sofrem com as alterações vocais e não dão a devida importância, sem saber que isso pode prejudicar sua saúde. Segundo a prefeitura de Garça, o Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em número de casos registrados de câncer de laringe.

A rouquidão pode também acompanhar problemas de vias aéreas como rinite, sinusite, amigdalite, faringite e bronquite, mas não deve durar mais do que 15 dias. Qualquer rouquidão que perdure por mais de 15 dias deve ser avaliada por um especialista, que pode ser o médico otorrinolaringologista ou um fonoaudiólogo.

Fonte: Clique Aqui

Evento ensina como cuidar da voz

De 14 a 16 de abril será realizado em Cuiabá o evento "Seja amigo da sua voz", promovido pela Escola de Artes da Coordenação de Cultura da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em parceria com o curso de fonoaudiologia do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag). A abertura será no dia 14 às 18 horas, no auditório do Centro Cultural da UFMT.

O objetivo é conscientizar sobre a importância dos cuidados com a voz e ensinar hábitos saudáveis, explica diretora da Escola de Artes, Silbene Perassolo. O projeto é uma continuidade das atividades iniciadas no ano passado nessa área, durante a "Semana Nacional da Voz". Naquele período foram realizados cursos e avaliação vocal.

A programação inclui palestras abordando A voz como instrumento de trabalho, As diferenças do cantar e falar, A voz ao longo da vida, A voz saudável: exercícios práticos, bem como oficina de técnica vocal e canto coletivo, triagens e apresentações poético-musicais.

Toda a comunidade, alunos e professores da rede estadual de educação, cantores, conferencistas e interessados podem efetuar suas inscrições gratuitamente na secretaria da Escola de Artes da UFMT. Para mais informações o telefone é o (65) 3615.8354.

Fonte: Clique Aqui

Fonoaudiólogos orientam a população para o uso da voz

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A Secretaria de Saúde de Foz do Iguaçu, através do setor de Fonoaudiologia (CEMURA – Centro Municipal de Reabilitação Auditiva) está agendando para os dias 13, 14 e 15, testes e exames de voz, especialmente para pessoas que trabalham com a voz e que apresentem alguma alteração, a exemplo de rouquidão, cansaço ao falar, dificuldade de engolir, pigarro constante, etc. No total serão atendidas 90 pessoas nos três dias, iniciativa que lembra o Dia Mundial da Voz, oficialmente no dia 16 de abril. Nesta data, uma palestra aberta para professores está sendo programada.

O trabalho será feito por pelo menos cinco fonoaudiólogas e por um médico otorrinolaringologista, no caso de alguma coisa mais grave detectada, das 9 às 13 horas. As pessoas já podem ligar para o telefone 3521 1731, no horário de funcionamento da Prefeitura, ou comparecer ao local na Avenida Brasil, no térreo do antigo prédio do Hospital Internacional. Segundo a fonoaudióloga e coordenadora regional do trabalho, Ana Paula Sanches, “a idéia é alertar e esclarecer a população sobre a importância dos cuidados com a voz”.

A iniciativa atende solicitação da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia - SBFa com apoio, aqui no Paraná, do Conselho Regional de Fonoaudiologia - 3ª Região/PR, do Sindicato de Fonoaudiologia, da Prefeitura de Curitiba, de universidades públicas e privadas e de empresas. A estimativa é que entre 5 e 8% da população apresente alguma dificuldade vocal, o que pode prejudicar a comunicação.

Sintomas: Cansaço ao falar, perda da voz no meio de frases, falta de ar enquanto fala, dificuldade ao engolir, pigarro constante, rouquidão, dor ou ardência na garganta são sintomas que alertam que a saúde vocal pode estar comprometida. Mais de 70% da população ativa têm na voz o instrumento de trabalho mais exigido. Portanto, uma alteração vocal compromete a qualidade de vida de um indivíduo no trabalho, no lazer e na sua comunicação de uma forma geral, podendo acarretar importante impacto social, econômico, profissional e pessoal.

Desta forma, o reconhecimento precoce dos sinais e sintomas de alterações de voz e a procura por atendimento com médico otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo, previnem o surgimento de doenças graves. É necessário lembrar ainda, que o Brasil ocupa o segundo lugar mundial em incidência de câncer de laringe, em geral decorrente do uso do cigarro e bebidas alcoólicas. Um mal que tem cura quando diagnosticado em fase inicial.

Cuidados: a orientação é manter uma alimentação saudável, corpo hidratado com água, postura ereta, roupas confortáveis, descanso adequado, evitar gritar e falar em demasia em casos de gripes ou crises alérgicas e a automedicação. O lema desta campanha é: “Seja amigo da sua voz”.

Serviço:

Contatos com Ana Paula Sanches, fonoaudióloga e coordenadora regional

Telefone: 8825 4211

Fonte: Clique Aqui

Cuidados com a Voz

segunda-feira, 29 de março de 2010


Pessoas que utilizam a voz profissionalmente como professores, cantores, atores, operadores de telemarketing, entre outros, precisam tomar alguns cuidados básicos com a sua voz, como:

- beba bastante água ao longo do dia pois a água hidrata as pregas vocais, mas não adianta beber dez litros de uma vez, tem que ir fracionando, bebendo varios copos ao longo do dia, pra manter as pregas vocais sempre hidratadas.
- evitar consumir alimentos como chocolate, leite e seus derivados quando for usar a voz no trabalho pois estes alimentos aumentam a secreção no trato vocal.
- alimentos muito condimentados (muito salgados, apimentados...) e frituras também devem ser evitados.
- café, cigarro e bebidas gasosas também são prejudiciais à sua voz pois eles irritam a laringe.
- a maçã é uma aliada importante para quem utiliza a voz constantemente pois ela auxilia na limpeza do trato vocal reduzindo a secreção, mas atenção, pessoas com refluxo gastroesofágico devem tomar cuidado pois existem maças que são muito ácidas e por isso podem piorar o quadro de refluxo.
- evite gritar e falar por tempo prolongado, quando isso for inevitável faça um repouso vocal evitando falar por um determinado período.
- alongue-se, espreguisse, relaxe, pois o stresse prejudica a voz.

E se você apresentar por mais de 15 dias cansaço e/ou esforço pra falar, necessidade de raspar a garganta constantemente, rouquidão persistente, voz sumindo ou falhando, perda da voz, procure um especialista!


Fonte: Clique Aqui

Detecção de doenças pela voz

domingo, 28 de março de 2010

Sistemas desenvolvidos na USP tentam identificar doenças por meio de análises de voz. O objetivo é detectar doenças como pólipos, carcinoma de laringe e até parkinson

Fábio Reynol
da agência FAPESP
27 Mar 2010 - 20h39min

Um fonoaudiólogo pede ao paciente para falar a vogal ``a`` diante de um microfone. Após alguns minutos, em um monitor de computador o médico recebe os dados analisados pelo programa com uma suspeita de diagnóstico, caso alguma alteração seja detectada.Tornar possível essa cena é o objetivo de pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo que trabalham com sistemas de análise de voz.

Durante o doutorado no Departamento de Engenharia Elétrica, Paulo Rogério Scalassara trabalhou em um sistema de processamento digital de sinais que pudesse discriminar certas doenças relacionadas ao aparelho fonador. O estudo envolveu duas patologias: nódulos nas pregas vocais e o edema de Reinke, uma espécie de inflamação das pregas vocais que provoca o seu inchaço. Agora, no pós-doutorado no Instituto de Física de São Carlos, também da USP, Scalassara pretende englobar no sistema outras quatro patologias: pólipo, carcinoma da laringe, mal de Parkinson e tremor essencial, um distúrbio neurológico semelhante ao Parkinson.

Scalassara se utiliza de um banco de vozes pré-gravadas e digitalizadas. Esses arquivos são submetidos a análises feitas com softwares baseados em modelos específicos. A inovação da pesquisa está nesses modelos. ``Os modelos convencionais observam alterações em características lineares da voz e nós utilizamos medidas de informação do sinal, como a entropia``, disse. A entropia, no caso, refere-se ao grau de desordem inerente ao sinal vocal. O que os modelos fazem é selecionar trechos e testar previsões de como ele se comportará em seguida. A previsão é então comparada ao trecho posterior e, desse modo, é testada.

Com base nos modelos de previsão usados, vozes oriundas de tratos vocais saudáveis têm características mais ``previsíveis``, ou seja, menor entropia. Por outro lado, doenças que comprometem o aparelho fonador geram vozes com maior entropia. Têm maior grau de irregularidade e, portanto, são menos previsíveis.

No trabalho de doutorado, Scalassara conseguiu um bom índice de êxito ao diferenciar vozes de pacientes saudáveis e de portadores de edema de Reinke e de nódulo nas pregas vocais. No entanto, o sistema não conseguiu apontar entre as duas doenças de qual o paciente sofria.Segundo a sua hipótese, as doenças também provocam graus diferentes de previsibilidade e, portanto, são passíveis de diferenciação por meio da técnica. Para isso, ele está aperfeiçoando os modelos usados e testando novos.

O banco de vozes utilizado no doutorado & composto por 48 arquivos, sendo 16 vozes saudáveis, 16 com edema de Reinke e 16 com nódulos & foi ampliado por uma coletânea de gravações cedidas pelo Hospital das Clínicas da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, onde atuou como assistente de pesquisa durante parte de seu doutorado. ``Esse novo banco de dados conta com amostras de vozes com as outras patologias que estou analisando agora no pós-doutorado``, disse.

Uma das consequências de pesquisas como essa é promover o desenvolvimento de sistemas de auxílio pré-diagnóstico que possam, por exemplo, evitar exames invasivos como a laringoscopia, caso uma patologia seja detectada por meio do exame vocal. Entre os desafios, a multidisciplinaridade e o distanciamento das áreas envolvidas no trabalho. ``O processamento de sinais exige matemática pesada, ao mesmo tempo que envolve as áreas de fonoaudiologia e otorrinolaringologia``, disse José Carlos Pereira, professor da Escola de Engenharia de São Carlos.

Por conta disso, em seu laboratório engenheiros e cientistas da computação interagem com fonoaudiólogos e contam com a consultoria de médicos otorrinos durante a pesquisa. O doutorado de Scalassara foi um exemplo. Fonoaudiólogas auxiliaram o doutorando, que é engenheiro, nas análises dos sinais de voz. Durante a coleta esse material foi analisado por médicos e reanalisados pelas fonoaudiólogas.Por todos esses obstáculos, Pereira estima que a análise de sinais vocais poderá em breve detectar e distinguir as patologias que mais alteram a voz, especialmente nódulos, pólipos e edema de Reinke.

E-Mais

> Pesquisas com sinais vocais para elaboração de diagnósticos começaram a se intensificar há apenas cinco anos no Brasil, segundo José Carlos Pereira, professor da Escola de Engenharia de São Carlos. Juntamente com o professor Carlos Dias Maciel, Pereira orientou Paulo Rogério Scalassara durante o estudo.

> ``Os estudos de modelagem biomecânica de voz se originaram na década de 1960 com pesquisas que pretendiam sintetizar a voz humana ao simular o trato vocal em máquinas. Com o tempo, o estudo mudou de lado ao decompor a voz para se conhecer as condições da laringe``, disse Pereira.

> A mesma análise vocal que está sendo desenvolvida com o auxílio de computadores já é feita hoje por fonoaudiólogos, com a utilização do ouvido humano. Pereira conta que profissionais com ouvido apurado diferenciam patologias ao ouvir os sons produzidos por pacientes por meio do exame chamado ``perceptivo auditivo``. São essas nuances vocais percebidas por humanos treinados que os pesquisadores tentam identificar e passar para as máquinas.

> ``Não é fácil, porque as pregas vocais são músculos extremamente complicados e há muita caoticidade em suas vibrações. Por isso, modelos lineares não conseguem captar todas as nuances``, explicou.

> O campus de São Carlos da USP desenvolve um grande número de pesquisas envolvendo processamento de sinais de voz. Além do Laboratório de Processamento de Sinais do Departamento de Engenharia Elétrica da EESC-USP, coordenado pelo professor Pereira, diversos trabalhos são realizados também pelo Instituto de Física de São Carlos por meio do SpeechLab, coordenado pelo professor Rodrigo Capobianco Guido, orientador de Scalassara no pós-doutorado.

FONTE: Agência Fapesp

Fonte: Clique Aqui

Professor falta 5 dias por ano por problemas de voz

sexta-feira, 26 de março de 2010

Fábio Takashi – Folha de S.Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u613832.shtml

Por ano, os professores da educação básica do país faltam cinco dias às aulas, apenas por causa de problemas na voz. Nas demais profissões, a média de ausência não chega a um dia.

A conclusão está em um levantamento nacional, com 3.265 pessoas, feito pelo Centro de Estudos da Voz, pelo Sinpro-SP (sindicato dos professores da rede particular) e pela Universidade de Utah (EUA). Os dados consideram a rede pública e a privada. Também foram ouvidos profissionais fora do magistério.

A professora de matemática Sheila Benetti usa microfone para evitar desgaste na voz

Segundo as autoras da pesquisa, apesar de a docência naturalmente exigir mais da voz do que a maioria das atividades, a diferença está muito acentuada e poderia diminuir, com medidas tanto dos professores quanto dos colégios.

O representante das escolas privadas admite o problema. “Os professores entram em licença e, por isso, precisamos contratar outros. É um transtorno”, afirma José Augusto de Mattos Lourenço, presidente da Fenep (federação das escolas particulares). Ele diz, porém, que os colégios têm procurado atenuar o problema.

“Não dá mais para adiar ações, tanto por parte da rede privada quanto dos governos”, diz a coordenadora do estudo, Mara Behlau. Segundo ela, é a primeira pesquisa nacional quantitativa sobre o tema.

Entre as medidas, Behlau sugere a aquisição de microfones para os professores e melhorias acústicas das salas de aula.

“O gasto com contratações deve superar o de adequações física das escolas. Sem contar a frustração do professor de não conseguir exercer sua profissão”, afirma.

Sem voz

Com apenas quatro anos no magistério, Daniela Faustino de Oliveira, 23, diz já sentir desgaste. “Vivo sem voz ao final do dia. As salas são numerosas e não têm boa ventilação. Por isso, as janelas ficam abertas, o que aumenta o barulho. É difícil competir”, afirma Daniela, que leciona em escola particular da zona leste de São Paulo.

Algumas vezes, ela diz que muda a programação da aula porque está sem voz. Em vez de explicar oralmente, passa todo o conteúdo na lousa e só tira algumas dúvidas.

“A situação em que o professor precisa mudar sua aula apareceu muito nas entrevistas”, afirma a fonoaudióloga Fabiana Zambon, uma das autoras do levantamento. “É comum a aula ser trocada por vídeo ou seminário. Ou seja, mesmo que não falte, ele perde rendimento”, diz.

Zambon diz que uma das dificuldades é que os professores têm pouco conhecimento para diminuir o problema. Algumas das sugestões são beber água durante as aulas e não falar escrevendo na lousa (o volume precisa ser mais alto, e o pó do giz vai para a garganta).

Os problemas mais citados pelos professores na pesquisa foram garganta seca (45% disseram ter), rouquidão (41,2%) e cansaço vocal (36,9%). No restante da população, os porcentagens foram 21,4%, 14,8% e 11,7%, respectivamente.



Fonte: Clique Aqui

Técnicas para uso adequado da voz

sábado, 20 de março de 2010

Veja a seguir uma bateria de vídeos mostrando algumas técnicas para o adequado uso da voz.

Vídeo introdutório inicial.


Exercícios Relaxamento


Respiração Diafragmática


Exercícios de Articulação

Orientações para a saúde vocal

sexta-feira, 19 de março de 2010

Pigarrear

O ato de pigarrear é um atrito entre as pregas vocais; este roçar forte e agressivo pode contribuir para o aparecimento de alterações nas pregas vocais, pois o atrito provoca irritação e descamação do tecido.

Falar muito

O excesso de fala, principalmente em emissão continuada é prejudicial para a laringe, pois submete o aparelho vocal a um esfoço prolongado; nessas situações, o risco de se desenvolver uma lesão é também maior. Quando o uso continuado de fala ou canto se fizer necessário, procure, em seguida, descansar a voz pelo mesmo período.

Fonte: Clique Aqui

A Sua Voz é a Sua Vida!

quinta-feira, 18 de março de 2010

A voz reflete nossa saúde física e emocional, e para alguns a voz serve como instrumento de trabalho.

Muitos acham que a voz é só o resultado da vibração das pregas vocais à passagem de ar, ignorando o fato que a voz também pode passar por alterações.



Tão importante quanto o coração que bombeia o sangue para o corpo todo, a laringe também é um órgão que merece respeito e atenção diferenciada, principalmente para aqueles que utilizam a voz para exercer sua profissão.

O mau uso da voz propicia o surgimento de patologias (doenças) laríngeas, que são alterações nas pregas vocais que podem prejudicar ou até mesmo impedir o indivíduo de falar. A exemplo destas alterações encontramos os nódulos, pólipos, edemas, entre outros, que geralmente são ocasionados por esforço vocal ou outro tipo de mau uso da voz.

Por isso, vale relembrar que a sua laringe e, consequentemente, a sua voz merecem uma atenção diferenciada, de modo que todos devemos tomar cuidados especiais.

Consultar o médico otorrinolaringologista e o fonoaudiólogo periodicamente é muito importante, pois estes especialistas poderão avaliar as estruturas e o uso da sua voz, dando orientações preventivas, diagnosticando e tratando possíveis alterações se for o caso.

Vale lembrar que a prevenção de alterações leva a um diagnóstico precoce da possível patologia, e com isso, o tratamento será sempre mais rápido, podendo inclusive poupar o indivíduo de cirurgias.

Cuidados Especiais para a utilização adequada da voz:


* Hidratação sempre: Beba de 7 a 8 copos de água por dia, em temperatura ambiente. A hidratação do organismo é fundamental;
* Evite permanecer em ambientes com ar condicionado, mas se não houver outra saída, intensifique a hidratação;
* O grito deve ser sempre evitado, mas em situações esporádicas em que faz-se necessário gritar (principalmente em certas profissões), grite com técnica, ou seja, com suporte respiratório adequado;
* Tossir ou pigarrear excessivamente provoca um atrito intenso nas pregas vocais, podendo feri-las, portanto, evite-os;
* Utilizar álcool em excesso, fumar ou falar muito em ambientes de fumantes irrita as pregas vocais, além de ressecá-las e dificultar sua vibração propiciando abusos vocais.


Cuide da sua saúde para ter uma voz saudável, pois ter uma voz saudável é cuidar da saúde!

Dra. Núbia Costa / CRFa. 10904-RJ

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Detecção de doenças pela voz

Por Fábio Reynol

Agência FAPESP – Um fonoaudiólogo pede ao paciente para falar a vogal “a” diante de um microfone. Após alguns minutos, em um monitor de computador o médico recebe os dados analisados pelo programa com uma suspeita de diagnóstico, caso alguma alteração seja detectada.

Tornar possível essa cena é o objetivo de pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo que trabalham com sistemas de análise de voz.



Sistemas desenvolvidos na USP em São Carlos tentam identificar doenças por meio de análises de voz (foto: divulgação)

Durante o doutorado no Departamento de Engenharia Elétrica, Paulo Rogério Scalassara trabalhou em um sistema de processamento digital de sinais que pudesse discriminar certas doenças relacionadas ao aparelho fonador. O estudo envolveu duas patologias: nódulos nas pregas vocais e o edema de Reinke, uma espécie de inflamação das pregas vocais que provoca o seu inchaço.

Agora, no pós-doutorado no Instituto de Física de São Carlos, também da USP, Scalassara pretende englobar no sistema outras quatro patologias: pólipo, carcinoma da laringe, mal de Parkinson e tremor essencial, um distúrbio neurológico semelhante ao Parkinson. Assim como ocorreu no doutorado, ele tem apoio da FAPESP por meio de Bolsa de Pós-Doutorado.

Scalassara se utiliza de um banco de vozes pré-gravadas e digitalizadas. Esses arquivos são submetidos a análises feitas com softwares baseados em modelos específicos. A inovação da pesquisa está nesses modelos.

“Os modelos convencionais observam alterações em características lineares da voz e nós utilizamos medidas de informação do sinal, como a entropia”, disse à Agência FAPESP.

A entropia, no caso, refere-se ao grau de desordem inerente ao sinal vocal. O que os modelos fazem é selecionar trechos e testar previsões de como ele se comportará em seguida. A previsão é então comparada ao trecho posterior e, desse modo, é testada.

Com base nos modelos de previsão usados, vozes oriundas de tratos vocais saudáveis têm características mais “previsíveis”, ou seja, menor entropia. Por outro lado, doenças que comprometem o aparelho fonador geram vozes com maior entropia. Têm maior grau de irregularidade e, portanto, são menos previsíveis.

No trabalho de doutorado, Scalassara conseguiu um bom índice de êxito ao diferenciar vozes de pacientes saudáveis e de portadores de edema de Reinke e de nódulo nas pregas vocais. No entanto, o sistema não conseguiu apontar entre as duas doenças de qual o paciente sofria.

Segundo a sua hipótese, as doenças também provocam graus diferentes de previsibilidade e, portanto, são passíveis de diferenciação por meio da técnica. Para isso, ele está aperfeiçoando os modelos usados e testando novos.

O banco de vozes utilizado no doutorado – composto por 48 arquivos, sendo 16 vozes saudáveis, 16 com edema de Reinke e 16 com nódulos – foi ampliado por uma coletânea de gravações cedidas pelo Hospital das Clínicas da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, onde atuou como assistente de pesquisa durante parte de seu doutorado. “Esse novo banco de dados conta com amostras de vozes com as outras patologias que estou analisando agora no pós-doutorado”, disse.

Exames não-invasivos

Uma das consequências de pesquisas como essa é promover o desenvolvimento de sistemas de auxílio pré-diagnóstico que possam, por exemplo, evitar exames invasivos como a laringoscopia, caso uma patologia seja detectada por meio do exame vocal.

Pesquisas com sinais vocais para elaboração de diagnósticos começaram a se intensificar há apenas cinco anos no Brasil, segundo José Carlos Pereira, professor da Escola de Engenharia de São Carlos. Juntamente com o professor Carlos Dias Maciel, Pereira orientou Scalassara durante o doutorado.

“Os estudos de modelagem biomecânica de voz se originaram na década de 1960 com pesquisas que pretendiam sintetizar a voz humana ao simular o trato vocal em máquinas. Com o tempo, o estudo mudou de lado ao decompor a voz para se conhecer as condições da laringe”, disse.

A mesma análise vocal que está sendo desenvolvida com o auxílio de computadores já é feita hoje por fonoaudiólogos, com a utilização do ouvido humano. Pereira conta que profissionais com ouvido apurado diferenciam patologias ao ouvir os sons produzidos por pacientes por meio do exame chamado “perceptivo auditivo”. São essas nuances vocais percebidas por humanos treinados que os pesquisadores tentam identificar e passar para as máquinas.

“Não é fácil, porque as pregas vocais são músculos extremamente complicados e há muita caoticidade em suas vibrações. Por isso, modelos lineares não conseguem captar todas as nuances”, explicou.

Outro desafio ressaltado pelos pesquisadores é a multidisciplinaridade e o distanciamento das áreas envolvidas nesse trabalho. “O processamento de sinais exige matemática pesada, ao mesmo tempo que envolve as áreas de fonoaudiologia e otorrinolaringologia”, disse Pereira.

Por conta disso, em seu laboratório engenheiros e cientistas da computação interagem com fonoaudiólogos e contam com a consultoria de médicos otorrinos durante a pesquisa.

O doutorado de Scalassara foi um exemplo. Fonoaudiólogas auxiliaram o doutorando, que é engenheiro, nas análises dos sinais de voz. Durante a coleta esse material foi analisado por médicos e reanalisados pelas fonoaudiólogas.

Por todos esses obstáculos, Pereira estima que a análise de sinais vocais poderá em breve detectar e distinguir as patologias que mais alteram a voz, especialmente nódulos, pólipos e edema de Reinke.

O campus de São Carlos da USP desenvolve um grande número de pesquisas envolvendo processamento de sinais de voz. Além do Laboratório de Processamento de Sinais do Departamento de Engenharia Elétrica da EESC-USP, coordenado pelo professor Pereira, diversos trabalhos são realizados também pelo Instituto de Física de São Carlos por meio do SpeechLab, coordenado pelo professor Rodrigo Capobianco Guido, orientador de Scalassara no pós-doutorado.

Estresse no trabalho causa distúrbios na voz de professores

terça-feira, 9 de março de 2010

Uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo) diz que o estresse na sala de aula está fortemente associado aos distúrbios na voz dos professores. A doença aumenta de seis a 9,5 vezes as chances de o profissional tornar-se incapaz para o trabalho. As informações foram divulgadas na Agência USP.

A conclusão faz parte da pesquisa da fonoaudióloga Susana Gianini, que avaliou 167 professores que têm distúrbios na voz e dão aulas de ensino infantil, fundamental ou médio da cidade de São Paulo. Comparando-os com 105 colegas saudáveis que atuam nas mesmas escolas, a pesquisadora associou os distúrbios vocais ao estresse provocado pela organização do trabalho.

Isso porque, dos professores analisados, 70% dos que tinham problemas vocais apresentaram excesso de trabalho, com nível de pressão médio ou alto para realizá-lo. Já nos professores saudáveis a porcentagem era de 54,4%.

A carga de estresse entre os professores foi medida pelos níveis de excesso de trabalho e pela falta de autonomia sobre seus afazeres.

Entre os profissionais doentes, 73% mostraram ter pouca ou média autonomia para realizar o seu trabalho. Já entre os professores sem alteração vocal, a porcentagem é de 62,1%, explica Susana.

- A condição de estresse é de alto desgaste. Nesse nível, o professor perde a possibilidade de criar e intervir no trabalho. Ele tem muitas tarefas para desempenhar e não consegue criar soluções para os problemas que aparecem.

Classes cada vez mais cheias são um outro fato de estresse, pois aumentam o trabalho em volume e pressão.

Um levantamento da Faculdade de Fonoaudiologia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) já havia apontado em 2003 que cerca de 60% dos professores da rede municipal da cidade de São Paulo têm distúrbios na voz — uma prevalência cinco vezes maior que no resto da população.

A realidade do professor de voz adoecida é a aposentadoria precoce ou o redirecionamento da carreira.

Fonte: Clique Aqui

Cuidados com a voz

quinta-feira, 4 de março de 2010


A voz é algo tão característico e importante como nossa fisionomia e impressão digital, varia de pessoa para pessoa, sexo, idade, personalidade, estado emocional. É através da nossa voz que expressamos nossos sentimentos, idéias e pensamentos.
A voz é produzida através do ar que sai dos pulmãos e passa pela laringe, aonde estão localizadas as pregas vocais, assim elas se aproximam e vibram produzindo o som. Este som será amplificado pelas cavidades de ressonância ( faringe, boca e nariz). Após amplificado ele será articulado na cavidade oral através dos lábios, bochechas, língua, palato e mandíbula.

Por isso precisamos ter alguns cuidados com a nossa voz, para manter sua integridade são eles a saber:
Deve-se beber em média 2 litros de água por dia de preferência em temperatura ambiente;

Evitar competição sonora;

Evitar bebidas alcólicas, pois o alcool tem o efeito anestésico;

Evitar tossir ou gritar, pois causa atritos nas pregas vocais, podendo ocasionar lesões;

Não fumar, a fumaça irrita as mucosas da laringe;

Evitar o ar condicionado pois provoca ressecamento das mucosas alterando a vibração das pregas vocais;

Evitar o consumo de leite, chocolate e derivados antes de intensa atividade vocal, pois estes alimentos aumentam a secreção de muco do trato vocal;

Procure consumir alimentos fibrosos como maça que ajudam a limpar boca e laringe;

Procure ingerir sucos e frutas cítricas;

Procure vestir roupas confortável, para facilitar a respiração e a postura corporal;

Articular bem as palavras;

Fonte: Clique Aqui

Estresse no trabalho causa distúrbios na voz de professores


Uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo) diz que o estresse na sala de aula está fortemente associado aos distúrbios na voz dos professores. A doença aumenta de seis a 9,5 vezes as chances de o profissional tornar-se incapaz para o trabalho. As informações foram divulgadas na Agência USP.

A conclusão faz parte da pesquisa da fonoaudióloga Susana Gianini, que avaliou 167 professores que têm distúrbios na voz e dão aulas de ensino infantil, fundamental ou médio da cidade de São Paulo. Comparando-os com 105 colegas saudáveis que atuam nas mesmas escolas, a pesquisadora associou os distúrbios vocais ao estresse provocado pela organização do trabalho.

Isso porque, dos professores analisados, 70% dos que tinham problemas vocais apresentaram excesso de trabalho, com nível de pressão médio ou alto para realizá-lo. Já nos professores saudáveis a porcentagem era de 54,4%.

A carga de estresse entre os professores foi medida pelos níveis de excesso de trabalho e pela falta de autonomia sobre seus afazeres.

Entre os profissionais doentes, 73% mostraram ter pouca ou média autonomia para realizar o seu trabalho. Já entre os professores sem alteração vocal, a porcentagem é de 62,1%, explica Susana.

- A condição de estresse é de alto desgaste. Nesse nível, o professor perde a possibilidade de criar e intervir no trabalho. Ele tem muitas tarefas para desempenhar e não consegue criar soluções para os problemas que aparecem.

Classes cada vez mais cheias são um outro fato de estresse, pois aumentam o trabalho em volume e pressão.

Um levantamento da Faculdade de Fonoaudiologia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) já havia apontado em 2003 que cerca de 60% dos professores da rede municipal da cidade de São Paulo têm distúrbios na voz — uma prevalência cinco vezes maior que no resto da população.

A realidade do professor de voz adoecida é a aposentadoria precoce ou o redirecionamento da carreira.

Fonte: Clique Aqui

Técnicas Vocais para os Profissionais da Voz

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

"TÉCNICAS VOCAIS PARA OS PROFISSIONAIS DA VOZ"


TRECHO DA MONOGRAFIA DE CONCLUSÃO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM VOZ DA FGa. MARIA IGNEZ DE LIMA PEDROSO

SÃO PAULO, 2007

A Voz tem um papel fundamental na comunicação e no relacionamento
humano. Ela enriquece a transmissão da mensagem articulada, acrescentando à palavra o conteúdo emocional, a entoação, a expressividade, identificando o
indivíduo tanto quanto sua fisionomia e impressões digitais. De seu uso satisfatório depende o êxito pessoal e profissional.
Ao estudá-la , aprende-se cada vez mais, o quão importante é o equilíbrio entre razão e sensibilidade; ciência e arte; condições orgânicas e funcionais dequadas do aparelho fonador, assim como de todo o corpo, para que flua de maneira harmoniosa.
Nos dias de hoje, com o avanço da tecnologia e dos meios de comunicação, existe maior necessidade de conhecimento dos mecanismos de produção e utilização correta da voz como fator decisivo na obtenção dos resultados pretendidos, principalmente pelos profissionais que a possuem como instrumento de trabalho, os quais têm demonstrado um interesse crescente na busca destes conhecimentos quando devidamente conscientizados.
Para Ferreira(1995), a voz é o resultado da combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais, portanto está presente na representação dos vários papéis sociais que as pessoas desempenham no seu dia-a-dia.
Desta forma, todos os sujeitos que trabalham, que desempenham determinada profissão, apresentam uma voz que pode ser chamada de “Voz Profissional”, aquela determinada pelas condições de produção de seu cotidiano profissional. Mas , atualmente, os fonoaudiólogos pesquisam e atentam para um profissional
diferenciado, como aquele que, ao produzir sua voz, têm nela seu instrumento
básico de trabalho.
Neste raciocínio, estes profissionais foram subdivididos por Ferreira(1993) em várias categorias:

Profissionais da Arte: cantores(erudito, popular, coral e religioso),
atores(teatro, circo e televisão) e dubladores.

Profissionais da Comunicação: locutores e repórteres(televisão e
rádio), telefonistas.

Profissionais de Marketing: operadores, vendedores, leiloeiros,
camelôs , políticos .

Profissionais de Setores da Indústria e Comércio: diretores, gerentes,
encarregados de seção, supervisores.

Profissionais do Judiciário: advogados, promotores e juízes.

Profissionais da Educação: professores de diferentes áreas e graus,
padres, pastores e fonoaudiólogos.

Ressalte-se que o fonoaudiólogo é um profissional da voz que também
lida com a voz de outros profissionais da voz, portanto é extremamente importante que fundamente seus procedimentos de atuação preventiva, de reabilitação e de aperfeiçoamento (estética vocal) numa filosofia que ele compreenda, aceite e sinta-se capaz de transferir às pessoas que o procuram, assim como possuir profundo conhecimento das técnicas vocais.
A Fonoaudiologia é uma ciência que tem como objeto de estudo a
comunicação humana em suas manifestações normais e patológicas em qualquer idade. É relativamente nova no Brasil, tendo surgido há aproximadamente quatro décadas atrás.
Em 1981 foram reconhecidos oficialmente os primeiros cursos de nível superior. Inicialmente o fonoaudiólogo tinha como campo de atuação apenas a clínica dos distúrbios de comunicação, com uma grande procura para o atendimento principalmente de crianças. Isto propiciou uma imagem social da Fonoaudiologia, vinculada ao atendimento infantil. Atualmente, com o crescimento da profissão, seu campo de atuação vem sendo ampliado e o fonoaudiólogo estuda e procura outras abordagens que não têm como objetivo apenas os aspectos clínicos.
Devido à grande importância da voz na Fonoaudiologia, em 1996,
esta passou a ser uma das quatro áreas de especialidade instituídas pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia.
Hoje, cabe ao fonoaudiólogo especialista em voz cada vez mais
divulgar suas possibilidades de atuação e propor ações diferenciadas em três
aspectos: preventivo, clínico e de aperfeiçoamento vocal . Acredita-se que, atualmente, o profissional da voz busca na Fonoaudiologia informações e procedimentos necessários para o uso adequado de sua voz. A Fonoaudiologia enriquece seu campo de estudo e atuação no trabalho com este profissional, já que através de técnicas vocais apropriadas é possível aperfeiçoar a qualidade vocal do profissional da voz.

"Muito importante essas indagações da Maria Ignez, ressalta toda a importância da Fonoaudiologia com os profissionais da voz."

Fonte: Clique Aqui

Saúde, voz e educação

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Profissão de fonoaudiólogo é recente, mas abrangente na atuação e na formação. Mercado está precisando de profissionais

Ione Sanches, 50 anos, faz um trabalho que muitos achariam estranho para um fonoaudiólogo: uma vez por semana ela dá atendimento no Lar dos Idosos Recanto do Tarumã. “A pessoa de idade tem bastante dificuldade para engolir o alimento. Ela pode engasgar ou até mesmo vomitar e aspirar, o que pode matar”, explica. Ela atua principalmente para evitar que isso aconteça, avaliando e tratando os idosos por meio de exercícios.

Mas essa não é sua única atividade. Ione explica que muitos dos idosos do recanto acabam ficando muito isolados socialmente, alguns até abandonados pelas famílias. Isso prejudica a capacidade da linguagem. “Portanto, fazemos uma oficina. Reunimos todos e pedimos para eles comentarem sobre suas vidas, falar do passado, das suas histórias. Serve para reavivar a memória e treinar a linguagem”, conta.

Esses são apenas alguns aspectos da atuação do fonoaudiólogo. Esse profissional da área de saúde vai atuar na prevenção, tratamento e reabilitação de problemas relacionados às áreas de linguagem oral e escrita, audição e motricidade orofacial – que envolve a musculatura dos sistemas relacionados à fala. Assim, o profissional pode atuar em clínicas, hospitais e escolas, entre outros locais.

Segundo a coordenadora do curso de Fonoaudiologia da Universidade Tuiuti do Paraná, Maria Serratto, no início a área esteve bastante ligada à educação, e por isso muitas pessoas ainda hoje têm a falsa imagem de que o profissional da área trata apenas de crianças. Mas essa ligação também rendeu características boas. O curso tem um enfoque não somente clínico, mas também humanista.

No mercado de trabalho, há a necessidade de profissionais. “No início da profissão, muitos fonoaudiólogos acabaram indo para a área acadêmica, para levantar uma produção científica nacional que não existia. Com isso o mercado ficou meio esquecido. Mas recentemente a procura por fonoaudiólogos aumentou, em razão de políticas públicas e principalmente de um movimento pela valorização da profissão”, explica Maria.

Fonte: Clique Aqui