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Lei torna obrigatório o 'teste da orelhinha'

quarta-feira, 4 de agosto de 2010


Hospitais e maternidades públicas do Brasil serão obrigados a realizar gratuitamente o “teste da orelhinha”, - nome popular do exame de Emissões Otoacústicas Evocadas - utilizado para identificar problemas auditivos em recém-nascidos. A lei foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União.

“A lei vai contribuir para que todos tenham acesso ao teste, que serve para identificar 90% das perdas auditivas, desde as mais leves até as mais profundas”, explica Doris Lewis, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia.

De acordo com Lewis, uma deficiência não diagnosticada é capaz de trazer consequências para o desenvolvimento de uma criança. “Os efeitos comprometem a comunicação e a linguagem, que podem provocar reflexos para a vida, de impactos na escolarização até a inserção no mercado de trabalho”, explica. Ela acrescenta que quanto antes o problema for descoberto, melhor para o tratamento.

Segundo o Ministério da Saúde, o teste da orelhinha já é um exame que consta da tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde, oferecido gratuitamente à população. Porém, não estava disponível em alguns hospitais e maternidades do país.

Com a regulamentação, será fixado o prazo para que os serviços de saúde sigam o que foi determinado pela lei. O ministério afirmou, no entanto, que não há definição do prazo.

No ano passado, foram feitos 270.000 testes da orelhinha nos municípios onde o serviço era oferecido – número 46% maior que os 184.000 exames realizados pelos SUS em 2008.

A audição dos bebês

sexta-feira, 12 de março de 2010



A partir do quinto mês de gestação o bebê já pode ouvir os sons do corpo da mãe e até sua voz e é aí que se inicia o contato da criança com o mundo. Qualquer perda na capacidade auditiva,mesmo que seja mínima faz com que a criança perca a capacidade de receber adequadamente as informações essenciais para o seu desenvolvimento.
Atualmente contamos com o "Teste da Orelhinha", que é feito em hospitais do Brasil nos bebês desde os primeiros dias de vida até 6 meses de idade.É um teste simples, que detecta a presença ou não de deficiência auditiva no bebê.Apesar do nome ser semelhante os teste do pézinho, não é necessário o uso de agulhas durante a realização do exame.
O teste é feito com o bebê em sono natural e dura em torno de 3 a 5 minutos, não dói e nem tem contra indicações.

O teste da orelhinha é tão essencial quanto o teste do pézinho, afinal ele vai avaliar um aspecto que pode influenciar em todo o desenvolvimento geral da criança (cognitivo, de linguagem, emocional, social etc.). A perda auditiva, sendo detectada precocemente evita qualquer prejuízo para esse desenvolvimento, fazendo com que essa criança possa ser acompanhada e ter um desenvolvimento mais próximo do normal possível.
Existem alguns fatores que no histórico de saúde e familiar do bebê que podem ser agravantes para a perda auditiva, entre eles estão: Infecção intra-uterina;anomalias craniofaciais;peso menor que 1,5 kg;medicação ototóxica;meningite;ventilação mecânica na UTI com 5 dias ou mais; sindromes neurológicas, rubéola da mãe na gestação etc.

Fonte: Clique Aqui

Prevenção de problemas em bebês

quarta-feira, 10 de março de 2010

Uma das missões mais nobres da carreira está na prevenção de problemas auditivos em bebês. E a principal arma para isso é o teste da orelhinha, a triagem auditiva neonatal, que é realizado até 15 dias após o nascimento. O exame é realizado com o bebê dormindo, com um equipamento simples junto ao ouvido (foto acima).

– Quarenta municípios já fazem esse exame em todos os bebês para detectar precocemente alterações na cóclea (ouvido interno). Com isso, por meio de próteses ou implantes, pode-se evitar problemas – explica a fonoaudióloga Fabiana de Oliveira, professora do IPA e contratada pela prefeitura de Triunfo.

Significa que, com a intervenção fonoaudiológica, essa criança pode desenvolver melhor a sua linguagem. Sem isso, talvez seus pais somente descobrissem a deficiência aos três anos de idade, quando percebessem que o bebê não começou a falar.

– Esse aparelho emite um som dentro do ouvido do bebê. Se a audição dele é normal, o equipamento recebe uma resposta, uma espécie de eco. Caso não receba o retorno, será o caso de mais exames – explica Claudia Zanini, fonoaudióloga da Triagem Auditiva Neonatal do Hospital Presidente Vargas, na Capital.

Fonte: Clique Aqui

Até quando usar chupeta?

quarta-feira, 3 de março de 2010

A sobrevivência do recém-nascido depende fundamentalmente da sucção nutritiva, já que por ela o bebê garante sua alimentação. Esse processo acontece por volta da 18ª e 20ª semana de vida da criança, enquanto ainda está dentro da barriga.
Porém, o questionamento quanto ao uso da chupeta surge no momento em que o objeto passa de função nutritiva e torna-se uma fonte de prazer.
Mas estudos mostram que bebês com menos de 37 semanas, hipotônicos ou que apresentem dificuldade para sugar o seio materno, podem ter vantagens com o uso da chupeta desde que essa seja ortodôntica e usada com a supervisão de um profissional habilitado para treino de motricidade oral.
A fonoaudióloga do Portal Educação, Carolina Cysne, explica que o uso da chupeta ainda causa polêmica no universo infantil. “A sucção acalma bebês e deixa algumas mães confusas em relação à escolha em oferecer ou não a chupeta. Vale lembrar que cada caso é um caso, e deve ser avaliado individualmente”, diz a tutora.

Fonte: Clique Aqui

Cuidar do bebê prematuro para que ele tenha melhor desenvolvimento da linguagem

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010



Cuidando do bebê prematuro.

Atualmente, o estudo do bebê prematuro tem ganhado mais ênfase. Segundo estudos

O recém-nascido tem tido um enfoque merecido em diversas áreas da saúde com o objetivo de proporcionar um melhor desenvolvimento para esse.
O trabalho de desenvolvido com o bebê prematuro é realizado de forma bem complexa, envolve conhecimento em neonatologia, em distúrbios da comunicação humana, da audição e de neurologia infantil. realizados, esses bebês podem apresentar alterações iniciais na formação e maturação biológica, podendo ou não ter seqüelas. Essas seqüelas que podem vir a ocorrer, podem interferir no desenvolvimento normal das seguintes partes: motora, auditiva, física e psicológica da criança, alterando o processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem.
O fonoaudiólogo atua com a equipe multidisciplinar, buscando realizar um trabalho coerente no qual venha a refletir uma concepção de desenvolvimento. A sobrevivência de um número maior de bebês prematuros depende totalmente do acompanhamento detalhado, para que esse tenha uma boa evolução. A intervenção fonoaudiológica pode ser dividida didaticamente em imediata e de seguimento.

A imediata é a nível emergencial e a de seguimento refere-se à questão do acompanhamento do bebê prematuro, dependendo de condições de caráter administrativo, físico, materiais e, até mesmo, pessoais no sentido de desenvolver propostas teóricas para nortear o desenvolvimento do diagnóstico a ser dado.

A ação fonoaudiológica com o bebê prematuro é bastante ampla, visto que aborda tanto os comportamentos presentes e necessários à comunicação humana quanto os eventuais distúrbios que possa vir a surgir.
Ressalta-se que os padrões de normalidade usados como fonte de diagnóstico são abordados mundialmente em diferentes visões do comportamento humano.
Segundo estudiosos, alguns fatores são considerados como principais riscos para a evolução da linguagem:
1. Infecção perinatal
2. Peso ao nascimento
3. Dificuldade respiratória
4. Ototóxicos
5. Alteração de sucção/ alimentação
6. Malformações, principalmente cabeça e pescoço
7. Hiperbilirrubinemia/ transfusão exasanguínea
8. Antecedentes de perda auditiva
9. Antecedentes de distúrbios da linguagem.

Por Elen Cristine M. Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Fonte: Clique Aqui

PSICOMOTRICIDADE PARA BEBÊS I

sexta-feira, 29 de maio de 2009



•A Psicomotricidade contribui de maneira expressiva para a formação e estruturação do esquema corporal e tem como objetivo principal incentivar a prática do movimento em todas as etapas da vida de uma criança. Por meio das atividades, as crianças, além de se divertirem, criam, interpretam e se relacionam com o mundo em que vivem. Por isso, cada vez mais os educadores recomendam que os jogos e as brincadeiras ocupem um lugar de destaque no programa escolar desde a Educação Infantil.
• Na Educação Infantil, a criança busca experiências em seu próprio corpo, formando conceitos e organizando o esquema corporal.
• A abordagem da Psicomotricidade irá permitir a compreensão da forma como a criança toma consciência do seu corpo e das possibilidades de se expressar por meio desse corpo, localizando-se no tempo e no espaço.
• O movimento humano é construído em função de um objetivo – demonstrar algo.
• A partir de uma intenção como expressividade íntima, o movimento transforma-se em comportamento significante.
• O trabalho da educação psicomotora com as crianças deve prever a formação de base indispensável em seu desenvolvimento motor, afetivo e psicológico, dando oportunidade para que por meio de jogos, de atividades lúdicas, se conscientize sobre seu corpo.
• O desenvolvimento psicomotor é de suma importância na prevenção de problemas da aprendizagem e na reeducação do tônus, da postura, da direcionalidade, da lateralidade e do ritmo.
• A educação da criança deve evidenciar a relação através do movimento de seu próprio corpo, levando em consideração sua idade, a cultura corporal e os seus interesses.
• A educação psicomotora para ser trabalhada necessita que sejam utilizadas as funções motoras, perceptivas, afetivas e sócio-motoras, pois assim a criança explora o ambiente, passa por experiências concretas, indispensáveis ao seu desenvolvimento intelectual e é capaz de tomar consciência de si mesma e do mundo que a cerca.

E como trabalhar?

• Podemos preparar a criança para que ela adquira e domine seus movimentos. Não se trata de obrigá-la e menos ainda de superestimular, trata-se de favorecer o desabrochar, de deixa-la à vontade no próprio corpo e de acompanhar o desenvolvimento.
• Esta modificação nao custa tempo nem dinheiro, mas obriga uma mudança radical de nossos habitos, a uma transformação do comportamento.
• Tal modificação deverá atingir todos os gestos da vida quotidiana: o modo de carregar a criança, de trocá-la, de dar-lhe banho, comida, de brincar com ela…
• A educação psicomotora contribui não apenas para prevenir deformações, corrigir a má postura e consolidar as aquisições motoras, mas é também um extraordinário fator de equilíbrio da criança: acalma-lhe a angústia e dá-lhe algo de inestimável que é o sentimento de segurança.

Períodos de desenvolvimento

•Primeira fase (0 a 3 meses) – período em que a educação motora será essencialmente baseada na descontração.
•Segunda fase (3 a 6 meses) – período de ginástica de preparação para a posição sentada.
•Terceira fase (6 a 12 meses) – período de movimento global, de aquisição da posição sentada, de preparação à posição de pé.
•Quarta fase (9 a 15 meses e além) – período de jogos, de aquisição da postura de pé, de preparação à independência.


Material

- Duas almofadas cônicas de espuma de nylon: uma com 5cm de altura, a outra com 8cm de altura, a serem usadas de acordo com o tamanho da criança, ou em vez disso, toalha felpuda enrolada.
- Duas almofadas cilíndricas: uma com 18cm de diâmetro por 60cm de comprimento, a outra com 25cm de diâmetro por 1 metro de comprimento, ou entao um cilindro de plástico.
- Uma bola de praia grande e leve, um pouco esvaziada, de 80cm de diametro.
- Dois bastões (cabos de vassoura cobertos com papel colante e enfeitados com fitas e/ou guizos) que preparam para o andar independente.
- Um arco (bambolê) para a preparação do andar, para a passagem do engatinhar para a posição de pé, para o andar lateral.
- Um banquinho de madeira sem encosto, de 13 a 15cm de altura e com assento de 30 a 35cm de lado ou alguns livros.
- Uma escova de dentes.
- Um espelho grande de aproximadamente 70cm por 1m, colocá-lo a 30cm do chão.
- Um tapete de EVA de 1m de largura e 1,5m de comprimento.
- Vários brinquedos de acordo com a idade da criança.
- Música alegre, animada mas suave como fundo.

Fonte: Clique Aqui

PSICOMOTRICIDADE PARA BEBÊS II

Primeira fase: até os 3 meses

Durante esse período, a vida do recém-nascido é ritmada pelo sono e pela alimentação, ritmo que deve ser respeitado. Desde essa idade a personalidade de cada um se revela. Alguns são bem ativos e outros mais quietinhos, mas todos tem necessidade de carícias, de palavras ternas, de estímulos, de movimento.



O que pode ser feito com o bebê?

A descontração: Nesta idade é o que há de mais importante. O corpo do bebê mostra-se muito rígido, braços e pernas dobrados, punhos cerrados. A mão é especialmente tranquilizante, a criança dormirá melhor e chorará menos. Você pode tentar essa descontração depois do banho, antes de deitar ou se o bebê chora muito (uns 5 a 10min devem bastar).
Alguns movimentos de ginástica: O termo ginástica pode parecer impróprio porque os movimentos são de fato reflexos musculares que correspondem a um estímulo. Mas se cada estímulo é a companhado por um encorajamento, se a cada resposta da criança você mostrar, pelo olhar, gesto e voz, seu contentamento, bem depressa a criança vai compreender o que lhe pede. Aos poucos esses movimentos desenvolverão a capacidade respiratória, facilitarão a digestão, darão um movimento regular aos instintos, tonificarão o conjunto dos músculos abdominais.

O movimento global:
O virar/revirar que se pode fazer cada vez que se troca a criança.

O que você deve saber:
1. Como carregar a criança;
2. Como deitá-la;
3. Como falar com ela;
4. Brinquedos;
5. O espaço;
6. Cuidados de higiene.



1) Descontração global
Posição: Colocar a criança de costas, sobre a bola não muito cheia ou sobre o tapete de EVA. Através de batidinhas regulares, lentas e dadas muito suavemente na bola ou na própria criança, obter o relaxamento do corpo (braços, pernas, nuca e costas)
Finalidade: Distenção corporal, familiarizar com a bola através do tato e da visão.

2) Abertura da mão
Posição: Deitar a criança de costas no tapete de EVA. Começar a distendê-la desde o ombro, descer progressivamente até a mão, com ajuda de palmadinhas regulares, repetir o movimento por toda a parte inferior do braço. Quando a criança abre a mão, distender o outro braço, a outra mão; fazer com quem ela acaricie o próprio corpo, o rosto, o rosto e mão da educadora.
Preucações: Nunca puxar nem esticar o braço do bebê, saber esperar e conseguir o relaxamento muscular, sua mão e seu braço devem estar bem maleáveis.
Finalidade: Obetr a abertura da mão através da descontração do ombro.

3) Cruzamento dos braços
Posição: Deitar a criança de costas no tapete de EVA. A cuidadora segura os antebraços da criança. Trazer devagar, pelos movimentos de descontração, as mãos da criança até os ombros opostos, cruzando-lhe os braços. Fazer com que a criança sinta o contrato do próprio corpo, acaricie os ombros, o tórax , o rosto. Distender suavemente as mãos da criança, estender-lhe um brinquedo, deixar que ela o manipule e olhe: um dia ela vai segura-lo.
Preucações: Preste sempre atenção no modo como você segura os braços e na leveza de movimentos.
Finalidade: Tomar consciência do corpo. Relaxamento.

4) Descontração dos braços
Posição: A criança deitada de costas no chão, na bola ou na mesa. Deixar que a criança pegue seus polegares ou segurá-la pelos antebraços: estender-lhe os braços para a frente e depois abaixá-los lateralmente, em cruz.
Preucações: Os braços devem ficar completamente esticados na altura dos ombros e levados delicadamente à posição dos braços em cruz.
Finalidade: Obter a extenção completa dos braços.

5) Descontração das pernas
Posição: A criança deitada de costas no chão ou na mesa. Segurar as pernas um pouco abaixo da articulação do joelho, balancá-las de leve. Alternativamente, por meio de tapinhas e de balanços, levar um joelho em direção ao peito, e depois o outro.
Finalidade: Obter a extenção das pernas e alongamentos dos músculos.

6) Extenção das pernas
Posição: A criança deitada de costas, no chão ou na mesa, com as pernas juntas. Com uma mão segurar a barriga das pernas e com outra sobre os joelhos, fazer progressiva e delicadamente com que as pernas se estendam horizontalmente. Colocar uma mão embaixo da planta dos pés (tornozelos em ângulo reto) e a outra por cima dos joelhos; estender pouco a pouc as pernas fazendo um movimento de baico para cima mas sem ir até o chão.
Preucações: Prestar atenção na posição da bacia; toda a região lombar deve ficar encostada na mesa. Nunca forçar as possibilidades do bebê pois é normal que a flexão dos membros inferiores vá diminuindo no decorrer dos primeiros meses.
Finalidade: Tornar mais flexíveis e mais longos os músculos das pernas.

7) Adução das pernas
Posição: A criança deitada de costas, no chão ou na mesa. Com as mãos colocadas em arco por baixo dos joelhos, através de balanças muito lentos e brandos, a mãe conduz progressivamente ao alongamento e afastamento das pernas.
Preucações: nunca forçar se houver resistência. Saber esperar o relaxamento.
Finalidade: Tornar mais flexíveis, mais longos e mais relaxados os músculos internos da coxa.

8) Jogo do rolo
Posição: No chão, deitar a criança de bruços com os braços por cima do rolo menor. Segurar a criança pelas coxas e pela bacia, empurrá-la levemente num movimento de vai e vem. Atrair-lhe a atenção por meio de um brinquedo.
Preucações: Sustentar a bacia ligeiramente.
Finalidade: Libertar os braços.

9) Movimentos dos pés
Posição: A criança deitada de costas. Segurar pelo cabo a escova de dentes. Provocar uma excitação ao longo da face externa da perna; passar a escova por trás do tornozelo a fim de obter um movimento de endireitamento e rotação do pé para o lado de fora. Excitar em seguida a face interna da perna, de modo a obter, de modo a obter um movimento de rotação para o lado de dentro. Quando você passar a escova sob a planta do pé, a criança abaixará o pé, crispando os dedos. Em seguida, passar a escova no peito do pé: a criança erguerá o pé e os dedos.
Preucações: Cada movimento pode ser feito quatro ou cinco vezes por dia, antes do banho, por exemplo.
Finalidade: Tomar consciência do corpo no nível dos pés. Tonificar os músculos do pé.

10) Movimentos abdominais 1
Posição: A criança de costas, no chão.
Finalidade: Tonificar os músculos abdominais. Fazer com a unha, sbore a barriga da criança, uma série de traços nítidos e precisos em volta do umbigo. Cada passagem da unha deve provocar, como resposta, uma contração abdominal.
Preucações: Após cada traço esperar pela reação da criança.

11) Movimentos abdominais 2
Posição: A criança deitadas de costas, no chão.
Finalidade: Regularizar as funções intestinais. Tonificar os músculos abdominais. Segurar com a mão interna, delicada mas firmemente, toda a massa abdominal. Deve-se sentir que a criança encolhe a barriga: retirar a mão imediatamente. Estimular a criança pela voz e gesto a fim de conseguir sua colaboração. Mostrar aprovação quando ela consegue.
Preucações: Fazer estes exercícios quatro ou cinco vezes na hora do banho. No caso de prisão de ventre fazer de 5 a 10 vezes, a cada troca de fraldas.

12) Movimentos respiratórios
Posição: No chão a criança deitada de costas com as pernas dobradas.
Finalidade: Aumentar a amplitude respiratória. Usar a respiração costal e fazer funcionar o diafragma. Fazer com os joelhos da criança uma leve pressão sobre sua barriga, provocando assim a contração dos músculos abdominais. Esperar que a criança solte a respiração através de uma grande expiração; relaxar a pressão. A criança retoma a respiração. Repetir quatro ou cinco vezes.
Preucações: Manter a pressão sobre os músculos abdominais apenas por alguns segundos.

13) Movimentos dorsais 1
Posição: No tapete, por a criança de bruços sobre a almofadinha cônica.
Finalidade: Tonificar os músculos dorsais. Da à criança a possibilidade de brincar, de apalpar o chão com as mãos. A criança se apóia nas mãos ou nos antebraços. Fazer-lhe uma carícia nas costas para que ela erga a cabeça e as costas.
Preucações: Escolher uma almofada proporcional ao tamanho da criança. Evitar a curvatura lombar.

14) Movimentos dorsais 2
Posição: Segurar a criança de encontro a si, com uma mão sustentando-lhe os joelhos e com a outra o busto. O espelho permite que a mãe verifique a posição de suas mãos e as reações da criança.
Finalidade: Reforçar os músculos da nuca e das costas. Fazer com que o ângulo de inclinação esteja de acordo fom a força da criança. Atrair-lhe a atenção para que ela erga as costas.

15) Virar/revirar
Posição: Deitar a criança de costas no tapete.
Passagem da posição de costas à posição de bruços: Com a mão direita da professora colocada em arco sob o joelho esquerdo dobrado da criança, manter com o punho a perna direita esticada no chão; dobrar-lhe o quadril esquerdo, levantar a nádega esquerda imprimindo-lhe um movimento de rotação para o lado direito. Com a mão esquerda colocar o braço direito da criança estendido para cima. Continuar o movimento de virar sobre a barriga, solicitando a participação da criança (dar-lhe tapinhas nas nádegas, atrir-lhe o olhar com um brinquedo) e sobretudo felicitá-la cada vez que ela faz um esforço.
Passagem da posição de bruços à posição de costas: Bem mais fácil. Abaixar o ombro da criança dobrando-lhe o braço direito por baixo do peito: a volta à posição de costas se realiza quase por si só. Nas primeiras vezes segurar a cabeça da criança para que não bate no chão. Repetir o mesmo movimento do outro lado. Segurar o joelho direito da criança com a mão esquerda.
Preucações: Para que a criança fique bem descontraída e segura, experimente os movimentos com boneca de pano. Mantenha sempre o quadril flexionado.
Finalidade: Esboço do movimento voluntário. Esse movimento torna-se logo natural. Cada vez que você trocar a criança, que lhe abotoar a roupa nas costas, em vez de virá-lo como um bife, procure proceder assim.

Fonte: Clique Aqui

Acompanhamento e desenvolvimento da linguagem do bebê

quarta-feira, 18 de março de 2009



Desde a vida intra-uterina, o ser humano já possui um aparato auditivo. O ideal é que os pais iniciem uma interação desde a gestação através de músicas e, até mesmo, do carinho na barriga da mãe.

Segundo estudiosos, foram realizadas experiências nas quais constatavam que o bebê ao ouvir a voz da mãe e as músicas que eram tocadas durante a gestação sugava a chupeta com maior força.

A voz da mãe funciona como uma espécie de boas vindas logo após o nascimento, fazendo com que o bebê se sinta mais confortável e tranqüilo.
Sabe-se que a linguagem é tida como um todo, porém, para que se possa compreender seu processo de aquisição é fundamental que se analise o aspecto motor que é representado pelos movimentos do aparelho fonador, nesse caso denominado de fala.

O desenvolvimento da fala se inicia com o grito no momento do nascimento, nesse instante o oxigênio entra pelos pulmões do recém-nascido, expandindo-se, trazendo uma sensação desagradável. Os gritos são os primeiros sons emitidos pelo recém-nascido. À partir de duas ou três semanas o choro passa a se diferenciar, dependendo do tipo de estímulo que a criança estará exposta. Nesse momento a mãe começa a diferenciar as causas do choro (fome, dor, etc.).

O desenvolvimento muscular dos órgãos da articulação (face, lábios, língua, palato e faringe) ocorre através dos reflexos de sucção, mordida, deglutição, mastigação.
É fundamental estimular a criança de forma auditiva e afetiva para que se tenha um desenvolvimento da linguagem dentro dos padrões da normalidade.

Curiosidades do desenvolvimento lingüístico:
● Animismo: a criança dá vida a todas as coisas, em especial aos seus brinquedos, em seguida passa a perceber que somente os animais e os homens possuem vida.
● Finalismo: tudo deve ter um fim específico, uma utilização concreta. Ex: a galinha existe para nos fornecer ovos.
● Pensamento Mágico: A criança desenvolve rituais e superstições. Ela acredita que seus pensamentos podem influenciar o seu meio.

Por Elen Cristine M. Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Fonte: Clique Aqui

A importância do teste da orelhinha nos bebês recém-nascidos

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009



Todo bebê está submetido a apresentar possíveis problemas auditivos ao nascer ou adquiri-los nos primeiros anos de vida. Com a finalidade de prevenir a deficiência auditiva ou até mesmo de remediar, no caso dos bebês que apresentam surdez congênita, foi criada a lei municipal nº. 3028, de 17 de maio de 2000.
Tal lei se refere a um programa de triagem auditiva neonatal que tem como finalidade avaliar a audição em recém nascidos. Esse programa é eficaz no sentido de prevenção e cuidados auditivos, sendo indicado por instituições do mundo inteiro, visando o diagnóstico precoce de perda auditiva, uma vez que sua incidência, na população geral, é de 1 a 2 por 1000 nascidos vivos.
Saiba questões importantes em relação a esse teste, como:

Quando deve ser feito?

Orienta-se realizar o teste da orelhinha, nos primeiros anos de vida do bebê (3 meses), detectando perdas precoces que possam influenciar no aprendizado da linguagem. Geralmente o exame é realizado no berçário em sono natural, de preferência no 2º ou 3º dia de vida. O tempo de duração varia entre 5 e 10 minutos, não tem qualquer contra-indicação, não acorda nem incomoda o bebê. Não exige nenhum tipo de intervenção invasiva (uso de agulhas ou qualquer objeto perfurante) e é absolutamente inócuo. A triagem auditiva é feita inicialmente através do exame de Emissões acústicas evocadas (código 51.01.039-9 AMB).


Como marcar o teste?

Procure clínicas que possuem médicos especializados em otorrinolaringologia e procure também o fonoaudiólogo, esses irão encaminhar e realizar o teste da orelhinha, respectivamente.

Qual o método utilizado?

O método mais utilizado para a triagem auditiva neonatal é o exame de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAs) de acordo com o código (51.01.039-9 AMB).
Considerado bastante objetivo, este exame é indolor e de execução rápida, realizada durante o sono natural do bebê.
Utiliza-se um fone na parte externa da orelha do bebê. Demora de 5 a 10 minutos e não tem qualquer contra-indicação, não acorda nem incomoda o bebê.
O exame de EOAs baseia-se na produção de certo estímulo sonoro, bem como na percepção do retorno desse estímulo (eco), o registro é feito através do computador, verificando se a cóclea (parte interna da orelha) está normal, ou seja, em funcionamento, é emitido um gráfico com o diagnóstico do exame.

Como é dado o resultado?

Após o final do exame, além do resultado, é passado para o responsável e para o médico que solicitou o exame, um protocolo de avaliação. No caso de suspeita de alguma anormalidade após a realização da triagem auditiva neonatal, o bebê será encaminhado para uma avaliação otológica e audiológica completa.

Com o objetivo de ajudar a prevenir a deficiência auditiva, seguem abaixo alguns fatores que levam à surdez:

Fatores de risco para a surdez :
Bebê de 0 a 28 dias
- História familiar: ter outros casos de surdez na família;
- Infecção intra-uterina: provocada por citomegalovírus, rubéola, sífilis, herpes genital ou toxoplasmose;
- Baixo peso;
- Hiperbilirubinemia: doença que ocorre 24 horas depois do parto. O bebê fica todo amarelo por causa do aumento de uma substância chamada bilirrubina;
- Medicações ototóxicas;
- Síndromes neurológicas: Síndrome de Down ou de Waldemburg, entre outros.

Por Elen Cristine M. Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Fonte: Clique Aqui

Fonoaudiologia e o bebê prematuro

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A atuação fonoaudiológica com o bebê prematuro



Atualmente, o estudo do bebê prematuro tem ganhado mais ênfase. Segundo estudos realizados, esses bebês podem apresentar alterações iniciais na formação e maturação biológica, podendo ou não ter seqüelas. Essas seqüelas que podem vir a ocorrer, podem interferir no desenvolvimento normal das seguintes partes: motora, auditiva, física e psicológica da criança, alterando o processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem.

O recém-nascido tem tido um enfoque merecido em diversas áreas da saúde com o objetivo de proporcionar um melhor desenvolvimento para esse.
O trabalho de desenvolvido com o bebê prematuro é realizado de forma bem complexa, envolve conhecimento em neonatologia, em distúrbios da comunicação humana, da audição e de neurologia infantil.

O fonoaudiólogo atua com a equipe multidisciplinar, buscando realizar um trabalho coerente no qual venha a refletir uma concepção de desenvolvimento. A sobrevivência de um número maior de bebês prematuros depende totalmente do acompanhamento detalhado, para que esse tenha uma boa evolução. A intervenção fonoaudiológica pode ser dividida didaticamente em imediata e de seguimento.

A imediata é a nível emergencial e a de seguimento refere-se à questão do acompanhamento do bebê prematuro, dependendo de condições de caráter administrativo, físico, materiais e, até mesmo, pessoais no sentido de desenvolver propostas teóricas para nortear o desenvolvimento do diagnóstico a ser dado.

A ação fonoaudiológica com o bebê prematuro é bastante ampla, visto que aborda tanto os comportamentos presentes e necessários à comunicação humana quanto os eventuais distúrbios que possa vir a surgir.
Ressalta-se que os padrões de normalidade usados como fonte de diagnóstico são abordados mundialmente em diferentes visões do comportamento humano.
Segundo estudiosos, alguns fatores são considerados como principais riscos para a evolução da linguagem:

1. Infecção perinatal
2. Peso ao nascimento
3. Dificuldade respiratória
4. Ototóxicos
5. Alteração de sucção/ alimentação
6. Malformações, principalmente cabeça e pescoço
7. Hiperbilirrubinemia/ transfusão exasanguínea
8. Antecedentes de perda auditiva
9. Antecedentes de distúrbios da linguagem.

Por Elen Cristine M. Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Fonoaudiologia-Brasil Escola

Fonte: Clique Aqui