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Alterações da fala e da linguagem

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

* Distúrbio da Motricidade Oral:Alteração dos movimentos da região oral. (deglutição atípica, alteração na fala, problemas nas vias aéreas superiores, uso de mamadeira e chupeta, sucção de dedo e objetos).

* Fissura Palatina:Não fechamento do palato, dos lábios ou ambos.

* Disfonia Infantil:Alteração na qualidade da voz da criança. (voz rouca, áspera ou soprosa, desequilíbrio da ressonância nasal e oral, intensidade elevada ou fraca demais, tom muito agudo ou muito grave).

* Disgrafia:Dificuldade motora para os movimentos finos. (caligrafia desordenada, posicionamento torto no papel, escrita forte ou fraca demais, dificuldade espacial e de lateralidade).

* Dislalia:
Distúrbio articulatório dos fonemas. (substituição e/ou omissão de consoantes).
* Disfemia:Distúrbio da palavra falada. (repetições, prolongamentos, bloqueios, hesitações e excesso de pausas).

* Distúrbio do Aprendizado da Leitura e da Escrita:Dificuldade da leitura, escrita e cálculos matemáticos. (trocas e omissões grafêmicas, dificuldade na elaboração e compreensão gráfica).

* Distúrbio da Aquisição de Linguagem:Início tardio do desenvolvimento da fala e da linguagem. (evolução não satisfatória ou dificultosa).

Fonte: Clique Aqui

As Fases dos Desenvolvimento Infantil e suas características.

sábado, 27 de março de 2010

Fases difíceis no desenvolvimento infantil
Se você olha para seu filho e pensa: “quando bebezinho, ele era tão fofinho que eu tinha vontade de comê-lo. Hoje, eu me pergunto, porque eu não comi?”, é hora de entender porque certas etapas do desenvolvimento infantil são mais difíceis.
Se o filho está apresentando comportamentos que desafiam a paciência dos pais, pela freqüência e insistência com que ocorrem, não é de admirar-se que muitas vezes estes quase percam o controle e fiquem ansiosos para que esta fase seja substituída por períodos mais tranqüilos.
Nestas fases, na maior parte das vezes, as sugestões não são aceitas. Se os pais querem ir embora, a criança quer ficar. Se eles dizem que está frio, ela insiste em não se agasalhar. Além disso, a criança se considera o centro do universo: não há nada mais importante e urgente do que as suas necessidades, idéias e pensamentos. Contrariá-la significa a certeza de chuvas e trovoadas.
Nestes momentos os pais estão sendo colocados à prova para estabelecer de forma justa e equilibrada a permissão para a conquista de uma necessária independência, sem descuidar-se de impor alguns limites imprescindíveis. Mas conciliar esta relação e fazer com que ela seja aceita pelo filho é uma tarefa que em certos momentos é difícil e que exige muita paciência e negociação.
Estas fases se manifestam de forma mais intensa em certos momentos porque estes são períodos de desequilíbrio no processo de desenvolvimento, durante os quais muitas características estão alterando-se rapidamente e a assimilação destas mudanças são difíceis. Elas são típicas da criança em por volta dos dois anos de idade e no início da adolescência.
Descobrir-se com novas habilidades, saber exatamente o que fazer com elas e até onde pode ir com segurança, são desafios a serem enfrentados pela criança e pelo adolescente. Os padrões antigos de comportamento já não funcionam mais, entretanto, os novos ainda não foram definitivamente consolidados.
Tanto a criança de dois anos como o jovem adolescente estão na busca de mais independência, procurando caminhos para estabelecer suas próprias identidades. Quando os pais se conscientizam da necessidade do filho conquistar sua vida própria, e que para isto alguns períodos difíceis de transição são necessários, terão mais tranqüilidade para enfrentarem os desafios. E todos, pais e filhos, estarão prontos para vivenciar novas e mais tranqüilas etapas.
> Início > Crescimento e desenvolvimento
confundem características transitórias de determinados estágios do desenvolvimento dos filhos como definitivas.
O período da infância é subdividido em fases ou estágios, cada um deles com características próprias, durante os quais a criança vê o mundo e age de modo diferente, interage com as pessoas e o ambiente de forma diferente e está preocupada com questões diferentes.

Diversas linhas e teorias definem as fases ou estágios do desenvolvimento infantil, desde as que analisam o desenvolvimento neuro-psico-motor até aquelas clássicas desenvolvidas por autores como Freud, Piaget, entre outros.

Em linhas gerais, os estágios mantêm uma seqüência estável, nenhum é omitido, cada um é uma sequência do anterior e base para o seguinte, sendo que, apesar de cada fase ter uma idade aproximada durante a qual deve ocorrer, cada criança tem o seu próprio ritmo. Portanto, mesmo considerando que a sequência é sempre a mesma (todos passam por todas as fases), há variações individuais que dependem de características pessoais, estímulos, etc.

Conhecer as características de cada fase ajuda a identificar o que é normal e os desvios da normalidade. Assim o hábito do bebê levar tudo o que estiver ao seu alcance à boca, as crises de brabeza, a contestação dos limites, a insistência em responder todas as perguntas com um “não”, vivenciar fantasias, manipular os órgão genitais, manifestar uma curiosidade insaciável evidenciada pelo insistente “por quê?”, gostar de fazer coleções, entre tantas outras, são características transitórias e serão abandonadas na fase seguinte.

Um exemplo da transitoriedade destas características e da confusão entre a normalidade e o distúrbio é a agitação da criança em torno de dois anos de idade. De forma equivocada esta hiperatividade, normal e saudável, é às vezes classificada como distúrbio e algumas destas crianças até recebem tratamento!

Portanto, aqui o velho ditado “não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe” é uma realidade. As fases difíceis irão passar com o tempo, mas ao mesmo tempo a criança cresce, cria asas e voa...

As principais fases da linguagem
Complementando o texto sobre as “Primeiras palavras”, aqui está um breve resumo sobre como a criança evolui em relação ao desenvolvimento de sua linguagem no primeiro ano de vida até ampliar seu vocabulário e formar frases.
Estas fases da linguagem podem ser resumidas assim:
- Primeiro trimestre (do nascimento até completar três meses de idade)
Linguagem pré-verbal: olha para a face das demais pessoas, vocalização (balbucio) e sorriso.
- Segundo trimestre (dos três meses até completar seis meses de idade)
Vocalização mais ampla e associada a expressões faciais e corporais.
- Terceiro trimestre (dos seis meses até completar nove meses de idade)
A linguagem se enriquece com sons silábicos cada vez mais expressivos e ricos (repetição de sílabas: ta-tá-ta ou ba-bá-bá ou ne-nê-nê, por exemplo, o que é denominado lalação); expressa-se com linguagem corporal e gestual.
- Quarto trimestre (dos nove meses até completar doze meses de idade)
Começa a linguagem simbólica, onde as sílabas ou palavras curtas estão vinculadas às pessoas ou objetos (ma-ma, pa-pa), pode manifestar a chamada “palavra-frase”, onde uma única palavra ou sílaba tem o significado de uma frase inteira (como “bola” significando “me dá a bola” ou “vamos jogar bola”, etc.). Neste período a linguagem compreensiva é muito mais ampla do que a expressiva (não fala quase nada, mas entende “tudo”).
- Segundo ano de vida
Após completar um ano de idade, há uma ampla variação no ritmo em que cada criança vai desenvolver sua linguagem, como abordado no texto Primeiras palavras. A maioria começa a pronunciar palavras e algumas a formar frases curtas de duas ou três palavras.

Desenvolvimento da criança: entre os três e os cinco anos
Esta é uma idade durante a qual os pais têm um pouco mais de tranqüilidade em relação aos filhos, pois estes estão vivenciando uma fase mais estável, de mais independência e autocuidado. Já não é necessário um controle tão rigoroso, pois a criança tem um comportamento mais adequado, aceita compromissos e tolera períodos cada vez maiores longe dos pais.
Entretanto, em muitas crianças são freqüentes avanços e retrocessos nos comportamentos (ora agindo como crianças menores e ora com mais maturidade).
Nesta idade a criança tem um acentuado desenvolvimento nas áreas de linguagem, coordenação e aprendizagem. Desenvolve a capacidade para usar símbolos em pensamentos e ações e consegue lidar melhor com conceitos como idade, espaço, tempo e moralidade. Entretanto, não separa ainda o real do irreal e grande parte do seu pensamento é egocêntrico (é incapaz de considerar o ponto de vista de outras pessos).
A criança demonstra uma evolução significativa na interação com outras crianças e adultos e aprende funções consideradas adequadas ao papel sexual, bem como comportamentos socialmente aceitáveis. Assimila também o conceito de certo e errado, bom e ruim, embora ainda tenha dificuldade para entender as justificativas para estes conceitos.
É freqüente a criança desta idade assumir o sentido literal das palavras e frases e gostar de contar histórias da família sem inibição ou “censura” (veja o exemplo em O vaso roubado).
Esta é a fase típica dos “por quês”, pois a criança frequentemente demonstra curiosidade e interesse por tudo o que ocorre a sua volta.
O desenvolvimento rápido da linguagem e a dificuldade para coordenar pensamentos e verbalização provocam uma gagueira normal, que irá diminuir e cessar com o passar do tempo (leia Crianças com gagueira). É normal também nesta idade a criança ter uma fala com troca de letras (“b” e “p”, por exemplo) e sílabas (“mánica” em lugar de máquina).
As brincadeiras agora são mais organizadas e cooperativas entre as crianças (brincam juntas, cooperam e interagem umas com as outras). A fantasia e o “faz de conta” estão muito presentes o que faz a criança muitas vezes confundir as brincadeiras com a realidade. Os amigos imaginários também são freqüentes nesta idade.
Também nesta idade a criança demonstra medos relacionados à fantasia e à imaginação (do escuro, de monstros e de fantasmas, entre outros).
No final deste período a criança está pronta para ingressar no sistema formal de ensino e iniciar o processo de alfabetização.

Crianças entre 2 e 3 anos frequentemente apresentam disfluência (gaguejam), mas isto geralmente é normal e transitório.

Muitas crianças entre dois e quatro anos de idade apresentam episódios de gagueira ou disfluência (repetição de sílabas ou palavras). Geralmente estes episódios são transitórios e duram poucos meses, ocorrendo em conseqüência de uma combinação de vários fatores que interagem entre si durante o desenvolvimento da fala. Um destes fatores é a presença de um raciocino mental muito mais veloz do que a capacidade de articular palavras e organizar frases nesta idade.

O rápido fluxo de pensamentos, geralmente associado à ansiedade para contar rapidamente algo importante ou que impressionou muito, também contribui para que a criança apresente alguma dificuldade para produzir um ritmo regular e suave em sua fala. Esta disfluência pode aumentar quando a criança está ansiosa, cansada ou doente e quando está tentando dominar muitas palavras novas.

Os pais podem ficar tranqüilos quanto à excelente evolução deste distúrbio transitório da linguagem e devem ser orientados a não interferirem ou chamarem a atenção para o fato. Sua contribuição estará em proporcionarem como exemplo uma linguagem simples e com fluxo calmo, assim como terem paciência e tempo disponíveis para permitirem à criança organizar a coordenação de seus pensamentos com a fala. Pais ansiosos quanto ao fato do filho gaguejar pode acentuar uma característica que irá desaparecer naturalmente.

Uma minoria das crianças que apresentam disfluência nesta idade, cerca de 1 ou 2%, necessitará de tratamento especializado. Estes poucos casos, que persistem por mais tempo do que o habitual, podem estar associados a uma história familiar de gagueira, sugerindo uma predisposição hereditária.

Uma característica que pode estar relacionada com a tendência da gagueira tornar-se um problema persistente é a percepção pela criança da dificuldade para articular as palavras, gerando sinais de ansiedade como fazer caretas, ou bater o pé. Nestes casos, onde a criança tem consciência do problema e percebe que sua fala está sendo julgada como fora do padrão normal, ela pode ter sua auto-estima prejudicada.

A disfluência que persiste após os cinco anos de idade, está associada a outros distúrbios da linguagem ou quando a criança manifesta preocupação quanto ao fato de estar gaguejando necessita de avaliação e tratamento.

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Uma pesquisa publicada recentemente na revista Pediatrics (janeiro de 2009) realizada com 1619 crianças australianas com menos de 3 anos de idade mostrou um percentual de 8,5% de casos com gagueira confirmada. A idade média de início foi de 30 meses de idade. A maioria dos pais observou o início da gagueira quando a criança começou a unir três ou mais palavras numa frase. Um grande vocabulário da criança foi associado a maior incidência de gagueira na criança pequena.

Esta pesquisa reforça a necessidade de os pais e outros profissionais que cuidam de crianças estarem cientes de que o fato da criança começar a gaguejar antes dos 3 anos de idade é muito frequente (especialmente em crianças com amplo vocabulário), casual (não é uma característica constante na fala da criança) e desaparece com o tempo.

Fonte: Clique Aqui

Cuidar do bebê prematuro para que ele tenha melhor desenvolvimento da linguagem

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010



Cuidando do bebê prematuro.

Atualmente, o estudo do bebê prematuro tem ganhado mais ênfase. Segundo estudos

O recém-nascido tem tido um enfoque merecido em diversas áreas da saúde com o objetivo de proporcionar um melhor desenvolvimento para esse.
O trabalho de desenvolvido com o bebê prematuro é realizado de forma bem complexa, envolve conhecimento em neonatologia, em distúrbios da comunicação humana, da audição e de neurologia infantil. realizados, esses bebês podem apresentar alterações iniciais na formação e maturação biológica, podendo ou não ter seqüelas. Essas seqüelas que podem vir a ocorrer, podem interferir no desenvolvimento normal das seguintes partes: motora, auditiva, física e psicológica da criança, alterando o processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem.
O fonoaudiólogo atua com a equipe multidisciplinar, buscando realizar um trabalho coerente no qual venha a refletir uma concepção de desenvolvimento. A sobrevivência de um número maior de bebês prematuros depende totalmente do acompanhamento detalhado, para que esse tenha uma boa evolução. A intervenção fonoaudiológica pode ser dividida didaticamente em imediata e de seguimento.

A imediata é a nível emergencial e a de seguimento refere-se à questão do acompanhamento do bebê prematuro, dependendo de condições de caráter administrativo, físico, materiais e, até mesmo, pessoais no sentido de desenvolver propostas teóricas para nortear o desenvolvimento do diagnóstico a ser dado.

A ação fonoaudiológica com o bebê prematuro é bastante ampla, visto que aborda tanto os comportamentos presentes e necessários à comunicação humana quanto os eventuais distúrbios que possa vir a surgir.
Ressalta-se que os padrões de normalidade usados como fonte de diagnóstico são abordados mundialmente em diferentes visões do comportamento humano.
Segundo estudiosos, alguns fatores são considerados como principais riscos para a evolução da linguagem:
1. Infecção perinatal
2. Peso ao nascimento
3. Dificuldade respiratória
4. Ototóxicos
5. Alteração de sucção/ alimentação
6. Malformações, principalmente cabeça e pescoço
7. Hiperbilirrubinemia/ transfusão exasanguínea
8. Antecedentes de perda auditiva
9. Antecedentes de distúrbios da linguagem.

Por Elen Cristine M. Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Fonte: Clique Aqui

Acompanhamento e desenvolvimento da linguagem do bebê

quarta-feira, 18 de março de 2009



Desde a vida intra-uterina, o ser humano já possui um aparato auditivo. O ideal é que os pais iniciem uma interação desde a gestação através de músicas e, até mesmo, do carinho na barriga da mãe.

Segundo estudiosos, foram realizadas experiências nas quais constatavam que o bebê ao ouvir a voz da mãe e as músicas que eram tocadas durante a gestação sugava a chupeta com maior força.

A voz da mãe funciona como uma espécie de boas vindas logo após o nascimento, fazendo com que o bebê se sinta mais confortável e tranqüilo.
Sabe-se que a linguagem é tida como um todo, porém, para que se possa compreender seu processo de aquisição é fundamental que se analise o aspecto motor que é representado pelos movimentos do aparelho fonador, nesse caso denominado de fala.

O desenvolvimento da fala se inicia com o grito no momento do nascimento, nesse instante o oxigênio entra pelos pulmões do recém-nascido, expandindo-se, trazendo uma sensação desagradável. Os gritos são os primeiros sons emitidos pelo recém-nascido. À partir de duas ou três semanas o choro passa a se diferenciar, dependendo do tipo de estímulo que a criança estará exposta. Nesse momento a mãe começa a diferenciar as causas do choro (fome, dor, etc.).

O desenvolvimento muscular dos órgãos da articulação (face, lábios, língua, palato e faringe) ocorre através dos reflexos de sucção, mordida, deglutição, mastigação.
É fundamental estimular a criança de forma auditiva e afetiva para que se tenha um desenvolvimento da linguagem dentro dos padrões da normalidade.

Curiosidades do desenvolvimento lingüístico:
● Animismo: a criança dá vida a todas as coisas, em especial aos seus brinquedos, em seguida passa a perceber que somente os animais e os homens possuem vida.
● Finalismo: tudo deve ter um fim específico, uma utilização concreta. Ex: a galinha existe para nos fornecer ovos.
● Pensamento Mágico: A criança desenvolve rituais e superstições. Ela acredita que seus pensamentos podem influenciar o seu meio.

Por Elen Cristine M. Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Fonte: Clique Aqui

Tudo a seu tempo

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Os pais estão acostumados a ouvir que cada bebê tem seu tempo. Para sentar, engatinhar, andar e falar. Mas basta uma comparação com outras crianças para a insegurança aflorar. Especialmente com relação ao desenvolvimento da linguagem.
Alguns bebês iniciam o processo de fala aos nove meses. Outros, só vão pronunciar as primeiras palavras aos dois anos. Tal disparidade preocupa, mas os pais precisam saber que o comportamento de quem convive com o bebê é decisivo para o desenvolvimento da comunicação verbal. Segundo a fonoaudióloga clínica Maria do Rosário Bezerra, a criança percebe o estado emocional dos pais, e sente quando está sendo cobrada.
_ Algumas crianças perdem o interesse e deixam de exercer a função linguística com prazer _ explica.
Além da ansiedade, a fonoaudióloga explica que a negligência diante das descobertas das crianças interfere negativamente. Para Maria do Rosário, é preciso dar aos filhos o direito de errar, derrubar objetos, falar frases incompletas. O ambiente precisa ser acolhedor para que elas se sintam seguras. Além disso, o desenvolvimento da linguagem é determinado por fatores genéticos, ambientais e sociais.
_ Ter contato com o chão, com a grama, a areia da praia são experiências sensório-motoras que contribuem para a formação dos primeiros conceitos que a criança tem do mundo. Uma fase oral bem vivenciada influencia positivamente na boa aquisição da fala _ explica.
A doutora em fonoaudiologia e professora da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo Debora Maria Befi-Lopes afirma que nenhum processo natural, como a fala, deve causar ansiedade. Caso os pais suspeitem que existe um atraso, devem procurar auxílio profissional.

Etapas da fala
Pré-linguística: a partir dos seis meses, quando o bebê balbucia fonemas sem significado expresso. Os primeiros sons permitem que ele estabeleça contato auditivo com a própria voz. Ele descobre o som e brinca, chamando a atenção dos pais, que interagem aos balbucios. O bebê sente a satisfação dos adultos a cada barulhinho e tende a repetir o comportamento vocal. É nessa fase que ocorre o processo de aquisição da linguagem por intermédio da elaboração de pensamentos. Por meio dos sentidos (visão, olfato, paladar, audição e tato), os bebês constróem a compreensão para que a fala ganhe significado e utilidade.

Linguística: ocorre entre um e dois anos. É quando surgem as primeiras palavras. Daí em diante, mais palavras surgem e se conectam umas às outras, formando as primeiras frases. A fala só é produzida com real significado quando espontânea, sem imitar um adulto. Por exemplo: pode falar "bó" para bola, "papá" para qualquer tipo de alimento. O que importa é que a produção oral remeta exatamente ao objeto ao qual ela está se referindo. O processo de fala propriamente dito, isto é, produção de sons associada ao significado, se inicia em torno de um ano. As primeiras frases surgem por volta de dois anos, a gramática, aos três e, aos cinco anos, uma criança em desenvolvimento normal é compreendida e compreende qualquer adulto que fale a mesma língua que ela.

Fonte: Clique Aqui