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Acidente Vascular Cerebral ou Derrame (AVC)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Informações para a Família e aos cuidadores



- O que é o derrame?
O derrame acontece quando o sangue que alimenta uma parte do cérebro é cortado. Isso acontece por entupimento em uma das veias ou por um sangramento dentro da cabeça. Como conseqüência, todas as funções controladas por esta parte afetada do cérebro ficam descontroladas.
As pessoas mais velhas têm mais facilidade de ter um derrame; e esse pode ser leve (pode dar fraqueza, dificuldades que passam logo, desaparecendo após algumas horas com a melhora completa da pessoa) ou forte (pode acontecer perda da consciência (desmaio), completa paralisia de um lado do corpo, problema de fala, confusão mental ou até a morte).
As pessoas que têm pressão alta, diabetes, obesidade, taxa de colesterol alta têm maior possibilidade de ter um derrame.


- Sinais que mostram que uma pessoa pode estar tendo um derrame:
· Fraqueza ou paralisia de um lado do corpo;
· Dificuldade de equilíbrio – para ficar em pé, andar ou sentar sozinho;
· Dificuldade para enxegar – perda da visão de um olho ou dificuldade para ver claramente com os dois olhos;
· Dificuldade para se comunicar – falar “enrolado” e ter dificuldade para entender o que os outros estão falando;
· Confusão mental – perda de memória e dificuldades para fazer coisas que conhece;
· Dor de cabeça forte, de repente e sem motivo, seguida de vomito, sono ou estado de coma.

- O que fazer no momento em que acontece o derrame?
· É importante que a pessoa possa respirar;
· Deve ser deitado de lado, com o travesseiro baixo e o pescoço esticado;
· Se usar dentadura, esta deve ser retirada;
· A pessoa deve ser levada ao Pronto Socorro imediatamente;
· Não dê remédio sem orientação médica.

- Cuidados e providências:
O cuidador deve saber que ajudar o doente não é fazer as coisas por ele. é importante que as pessoas que tiveram derrame sejam capazes de usar mais o lado “bom”, enquanto o lado “doente”está melhorando.
Nos primeiros meses, o mais comum que pode acontecer com o doente é o seguinte:
· COMUNICAÇÃO: dificuldades para conversar e para entender o que lhe falam;
· ALIMENTAÇAO E LIMPEZA DA BOCA: dificuldade para engolir, mastigar, levar o alimento à boca e para escovar os dentes;
· ANDAR E FAZER MOVIMENTOS: necessidade de ajuda para se vestir, ir ao banheiro, tomar banho, comer e outras.
· ESCARAS (feridas na pele): por ficar muito tempo sentado ou deitado na mesma posição. Portanto, é preciso lavar a pele com muito cuidado, não esfregar a pele ao limpar e se a pele estiver ressecada pode originar feridas.



- Como ajudar o doente:

–COMUNICAÇÃO:
Às vezes, a confusão e o nervosismo que a pessoa sente nos primeiros dias pode impedi-la de falar ou entender. Então é preciso não forçar o dente a grandes respostas. Perguntar apenas o que ele possa responder com a cabeça. Nesse momento são muito importantes a solidariedade e a paciência. Se puder peça para que ele escreva; se ele não puder escrever, faça perguntas que ele possa responder com sinais, fazendo sim ou não com a cabeça.


O que pode ser feito:
- falar normal com o doente, mas bem devagar;
- ao falar, não deixe que nada o distraia;
- chamar sempre o doente pelo seu nome;
- mostre interesse e paciência com ele;
- não fale demais: conversar com frases curtas;
- tentar se comunicar por gestos, expressões do rosto, desenhos, objetos etc;
- evite que a pessoa doente fique isolada.


–ALIMETAÇÃO E LIMPEZA DA BOCA:
Ao preparar a comida para o doente:
- oferecer alimentos que facilitem a digestão;
- usar pouco sal;
- cozinhar com pouca gordura;
- oferecer líquidos várias vezes ao dia para evitar a ocorrência de desidratação;
- escolher alimentos que ajudem o intestino a funcionar

Comer e beber pode ficar difícil após o derrame:
Às vezes os músculos de um dos lados do rosto e a língua estão prejudicados. Até para engolir o paciente sente dificuldade e pode engasgar-se.

Como cuidar dessa pessoa?
- oferecer líquidos com uma colher, aos poucos, deixando a pessoa sentada e com o corpo reto;
- logo que a pessoa melhore, dar pequenas bocadas de comida amassada, colocando o alimento do lado melhor da boca;
- se a boca ficar torta, o uso da dentadura ou de ponte fica difícil. Nesse caso, procure um dentista para fazer uma nova dentadura. Procure não deixar o doente sem a dentadura, pois terá dificuldade para comer e falar.

Limpeza da boca:
- tomar cuidado com restos de comida que podem ficar entre a gengiva e a bochecha;
- limpar com escova de dente ou cotonete;
- enxaguar a boca com água salgada, para evitar mau cheiro, gosto amargo e infecções;
- passar manteiga de cacau ou óleo nos lábios para evitar rachaduras.



Limpar os dentes e a boca:
- Com palito com ponta arredondada;
- Cotonete ou palito tendo na ponta um algodão amarrado;
- Escova de dente com a haste envolvida em esponja, para segurar com mais facililidade;
- Procurar um dentista a cada 6 meses.


–ANDAR E FAZER MOVIMENTOS:
Ajudar o doente a se levantar e a mudar de lugar deve ser feito com cuidado.

Como levantar e mover o doente:
- informar sempre ao doente o que irá fazer, pois só assim ele pode colaborar;
- segurar o doente bem próximo ao corpo do cuidador;
- apoiar o peso do corpo nos músculos das pernas e não nos músculos das costas;
- ter certeza de que o doente esta firme para não cair;
- doente e cuidador devem usar sapatos confortáveis e sem saltos. Dê preferências a solas de borracha.
- Se o doente for muito pesado, pedir ajuda de mais alguém, para não correr o risco de caírem ou se machucarem;
- Ao tirar o doente da cama, fazer em primeiro lugar que ele se sente na beirada. Apóia-lo em seguida, segurando o lado dele que esta bem e fazer um “calço”com o pé para dar mais firmeza e poderem girar o corpo juntos.



Fonte: Clique Aqui

A relação da Fonoaudiologia com o AVC (Acidente Vascular Cerebral)

quarta-feira, 11 de março de 2009



Conhecido popularmente como derrame, o AVC (Acidente Vascular Cerebral), segundo pesquisas, é tido como a segunda maior causa de morte no mundo.
O AVC, segundo o dicionário médico, é definido como uma manifestação, muitas vezes súbita, de insuficiência vascular do cérebro de origem arterial: espasmo, isquemia, hemorragia, trombose (Manuila, Lewalle e Nicoulin, 2003) que geralmente afeta a maioria idosa, porém, baseado em pesquisas, existe uma percentagem de 20% dos AVC’s que ocorrem em indivíduos abaixo dos 65 anos.

Independente da faixa etária das pessoas nas quais a doença se instala, apresentam como causas mais comum que originam o AVC, situações como os trombos e o embolismo (Enfartes cerbrais), hemorragia secundária ao aneurisma, anormalidades do desenvolvimento, hipertensão arterial, hemorragia cerebral, malformação dos vasos sanguíneos, tumores cerebrais, traumas e outras situações diversas.

É de suma importância ressaltar que a eficiência em prestar socorro à vítima de AVC é de grande importância, pois segundo estudiosos da área, a chegada ao médico até três horas após o início dos sintomas possibilita maior chance de cura, em especial nos casos de derrame isquêmico.
Por meio de medicamentos é possível dissolver o coágulo que obstruiu o vaso sangüíneo e permitir que o sangue volte a circular normalmente. Quando tardio o atendimento, a possibilidade de cura sem seqüelas vai depender da localização e do tamanho da área do cérebro que foi atingida.

Considerando o alto comprometimento das funções neuromuscular, motora, sensorial, perceptiva e cognitivo-comportamental, o fonoaudiólogo irá propiciar a reabilitação das funções comprometidas parcialmente ou totalmente, dependendo do grau de comprometimento da área afetada.

Quando a lesão é no Hemisfério Esquerdo (Hemiplegia Direita) ocorrem principalmente afasias, apraxias ideomotoras e ideacionais, alexia para números, descriminação direita/esquerda e lentidão em organização e desempenho.
Quando é no Hemisfério Direito (Hemiplegia Esquerda), ocorre alteração viso espacial, auto negligência unilateral esquerda, alteração da imagem corporal, apraxia de vestuário, apraxia de construção, ilusões de abreviamento de tempo e rápida organização, desempenho entre outros.

Vale ressaltar que o fonoaudiólogo na reabilitação de pacientes portadores de AVC atua de forma multidisciplinar, garantindo uma melhor qualidade de vida do paciente.
Profissionais como médicos neurologistas, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos atuam intensamente em parceria com fonoaudiólogo, com o objetivo de adequar o mais breve as funções alteradas.

Lembrando que cada paciente apresenta seu próprio limite de resposta ao tratamento, limite esse que deve ser respeitado pelo profissional em parceria com a família.

Por Elen Cristine C. Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Fonte: Clique Aqui