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A psicomotricidade como pré requisito ao processo de alfabetização.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Psicomotricidade é uma prática pedagógica que objetiva colaborar para o desenvolvimento global da criança no processo de ensino-aprendizagem, proporcionando os aspectos físicos, mental, e sócio-cultural, visando coerência com a realidade dos educandos. É a capacidade de coordenar os movimentos pressupondo o exercício de múltiplas funções psicológicas, motoras, de memorização, atenção, observação, raciocínio, discriminação, etc. O entendimento dos processos relacionados à motricidade é de suma importância para o planejamento pedagógico e psicopedagógico, centrado no desenvolvimento do aprendiz. Várias crianças tem apresentado deficit de aprendizagem devido á ausência de trabalhos focando certas habilidades necessárias a este avanço. Neste caso é necessário o apoio de um Psicopedagogo, que fará o diagnóstico e certamente, indicará a melhor maneira de se trabalhar com estas crianças. Todavia, este quadro pode ser evitado, se as Instituições responsáveis pela Educação Infantil adotarem o "brincar" como recurso necessário e diário em seus planejamentos.
A criança que anda sobre uma linha no chão; pula pneus, corda, amarelinha; rasteja; corre; engatinha; encontra objetos escondidos; percebe diferenças entre o cenário anterior e o atual; participa de atividades de musicalização; canta; dança; brinca de roda, de cabra cega, de passar anel, de baliza, de pique-pega, de pique-esconde, de pique-cola, de macaco disse, de Maria viola, etc... dificilmente apresentará dificuldades no processo de alfabetização. Os tradicionais rabinhos de porco e pontilhados dão lugar ao brincar com função pedagógica, andar sobre o rabinho de porco, desenhar no chão e observar seu desenho e os desenhos dos colegas. Ainda, adquirir ritmo através da musicalização, esquerda / direita, em cima / em baixo, fino / grosso, alto / baixo, grande / pequeno e tantas outra habilidades que possibilitam um rápido entendimento do processo de escrita e da leitura. Movimentos de pinça (pegar objetos com a ponta dos dedos), soprar canudinhos (bolinha de sabão), confeccionar pipas e brinquedos, rasgar e embolar papéis, reconhecimento de partes do seu corpo (macaco disse), favorecem o pegar no lápis e nos demais objetos escolares, estimulam o traçado das letras e a observação das diferenças entre b e d, por exemplo.
As trocas de V por F, D por T, podem ser evitadas desenvolvendo atividades que estimulem a percepção auditiva das crianças. Essas atividades possibilitam também a socialização dos educandos, respeito à sua vez, e às regras das atividades, disciplina e cooperação. A criança que tem o previlégio de fazer parte de uma Educação Infantil que enfatize as brincadeiras em seus planejamentos, certamente não encontrará dificuldades no processo de alfabetização, pois aprendeu de forma concreta, aquilo que no tempo certo irá colocar no papel. Em controvérsia, quando esta fase não é trabalhada, os danos se estenderão por boa parte - ou toda - a vida escolar da criança. A alfabetização pode e deve ser trabalhada na Educação Infantil, desde que isto aconteça de forma lúdica respeitando a idade e o tempo da criança.
Autora: Angela Adriana de Almeida Lima

Fonte: Clique Aqui

PSICOMOTRICIDADE PARA BEBÊS I

sexta-feira, 29 de maio de 2009



•A Psicomotricidade contribui de maneira expressiva para a formação e estruturação do esquema corporal e tem como objetivo principal incentivar a prática do movimento em todas as etapas da vida de uma criança. Por meio das atividades, as crianças, além de se divertirem, criam, interpretam e se relacionam com o mundo em que vivem. Por isso, cada vez mais os educadores recomendam que os jogos e as brincadeiras ocupem um lugar de destaque no programa escolar desde a Educação Infantil.
• Na Educação Infantil, a criança busca experiências em seu próprio corpo, formando conceitos e organizando o esquema corporal.
• A abordagem da Psicomotricidade irá permitir a compreensão da forma como a criança toma consciência do seu corpo e das possibilidades de se expressar por meio desse corpo, localizando-se no tempo e no espaço.
• O movimento humano é construído em função de um objetivo – demonstrar algo.
• A partir de uma intenção como expressividade íntima, o movimento transforma-se em comportamento significante.
• O trabalho da educação psicomotora com as crianças deve prever a formação de base indispensável em seu desenvolvimento motor, afetivo e psicológico, dando oportunidade para que por meio de jogos, de atividades lúdicas, se conscientize sobre seu corpo.
• O desenvolvimento psicomotor é de suma importância na prevenção de problemas da aprendizagem e na reeducação do tônus, da postura, da direcionalidade, da lateralidade e do ritmo.
• A educação da criança deve evidenciar a relação através do movimento de seu próprio corpo, levando em consideração sua idade, a cultura corporal e os seus interesses.
• A educação psicomotora para ser trabalhada necessita que sejam utilizadas as funções motoras, perceptivas, afetivas e sócio-motoras, pois assim a criança explora o ambiente, passa por experiências concretas, indispensáveis ao seu desenvolvimento intelectual e é capaz de tomar consciência de si mesma e do mundo que a cerca.

E como trabalhar?

• Podemos preparar a criança para que ela adquira e domine seus movimentos. Não se trata de obrigá-la e menos ainda de superestimular, trata-se de favorecer o desabrochar, de deixa-la à vontade no próprio corpo e de acompanhar o desenvolvimento.
• Esta modificação nao custa tempo nem dinheiro, mas obriga uma mudança radical de nossos habitos, a uma transformação do comportamento.
• Tal modificação deverá atingir todos os gestos da vida quotidiana: o modo de carregar a criança, de trocá-la, de dar-lhe banho, comida, de brincar com ela…
• A educação psicomotora contribui não apenas para prevenir deformações, corrigir a má postura e consolidar as aquisições motoras, mas é também um extraordinário fator de equilíbrio da criança: acalma-lhe a angústia e dá-lhe algo de inestimável que é o sentimento de segurança.

Períodos de desenvolvimento

•Primeira fase (0 a 3 meses) – período em que a educação motora será essencialmente baseada na descontração.
•Segunda fase (3 a 6 meses) – período de ginástica de preparação para a posição sentada.
•Terceira fase (6 a 12 meses) – período de movimento global, de aquisição da posição sentada, de preparação à posição de pé.
•Quarta fase (9 a 15 meses e além) – período de jogos, de aquisição da postura de pé, de preparação à independência.


Material

- Duas almofadas cônicas de espuma de nylon: uma com 5cm de altura, a outra com 8cm de altura, a serem usadas de acordo com o tamanho da criança, ou em vez disso, toalha felpuda enrolada.
- Duas almofadas cilíndricas: uma com 18cm de diâmetro por 60cm de comprimento, a outra com 25cm de diâmetro por 1 metro de comprimento, ou entao um cilindro de plástico.
- Uma bola de praia grande e leve, um pouco esvaziada, de 80cm de diametro.
- Dois bastões (cabos de vassoura cobertos com papel colante e enfeitados com fitas e/ou guizos) que preparam para o andar independente.
- Um arco (bambolê) para a preparação do andar, para a passagem do engatinhar para a posição de pé, para o andar lateral.
- Um banquinho de madeira sem encosto, de 13 a 15cm de altura e com assento de 30 a 35cm de lado ou alguns livros.
- Uma escova de dentes.
- Um espelho grande de aproximadamente 70cm por 1m, colocá-lo a 30cm do chão.
- Um tapete de EVA de 1m de largura e 1,5m de comprimento.
- Vários brinquedos de acordo com a idade da criança.
- Música alegre, animada mas suave como fundo.

Fonte: Clique Aqui

PSICOMOTRICIDADE PARA BEBÊS II

Primeira fase: até os 3 meses

Durante esse período, a vida do recém-nascido é ritmada pelo sono e pela alimentação, ritmo que deve ser respeitado. Desde essa idade a personalidade de cada um se revela. Alguns são bem ativos e outros mais quietinhos, mas todos tem necessidade de carícias, de palavras ternas, de estímulos, de movimento.



O que pode ser feito com o bebê?

A descontração: Nesta idade é o que há de mais importante. O corpo do bebê mostra-se muito rígido, braços e pernas dobrados, punhos cerrados. A mão é especialmente tranquilizante, a criança dormirá melhor e chorará menos. Você pode tentar essa descontração depois do banho, antes de deitar ou se o bebê chora muito (uns 5 a 10min devem bastar).
Alguns movimentos de ginástica: O termo ginástica pode parecer impróprio porque os movimentos são de fato reflexos musculares que correspondem a um estímulo. Mas se cada estímulo é a companhado por um encorajamento, se a cada resposta da criança você mostrar, pelo olhar, gesto e voz, seu contentamento, bem depressa a criança vai compreender o que lhe pede. Aos poucos esses movimentos desenvolverão a capacidade respiratória, facilitarão a digestão, darão um movimento regular aos instintos, tonificarão o conjunto dos músculos abdominais.

O movimento global:
O virar/revirar que se pode fazer cada vez que se troca a criança.

O que você deve saber:
1. Como carregar a criança;
2. Como deitá-la;
3. Como falar com ela;
4. Brinquedos;
5. O espaço;
6. Cuidados de higiene.



1) Descontração global
Posição: Colocar a criança de costas, sobre a bola não muito cheia ou sobre o tapete de EVA. Através de batidinhas regulares, lentas e dadas muito suavemente na bola ou na própria criança, obter o relaxamento do corpo (braços, pernas, nuca e costas)
Finalidade: Distenção corporal, familiarizar com a bola através do tato e da visão.

2) Abertura da mão
Posição: Deitar a criança de costas no tapete de EVA. Começar a distendê-la desde o ombro, descer progressivamente até a mão, com ajuda de palmadinhas regulares, repetir o movimento por toda a parte inferior do braço. Quando a criança abre a mão, distender o outro braço, a outra mão; fazer com quem ela acaricie o próprio corpo, o rosto, o rosto e mão da educadora.
Preucações: Nunca puxar nem esticar o braço do bebê, saber esperar e conseguir o relaxamento muscular, sua mão e seu braço devem estar bem maleáveis.
Finalidade: Obetr a abertura da mão através da descontração do ombro.

3) Cruzamento dos braços
Posição: Deitar a criança de costas no tapete de EVA. A cuidadora segura os antebraços da criança. Trazer devagar, pelos movimentos de descontração, as mãos da criança até os ombros opostos, cruzando-lhe os braços. Fazer com que a criança sinta o contrato do próprio corpo, acaricie os ombros, o tórax , o rosto. Distender suavemente as mãos da criança, estender-lhe um brinquedo, deixar que ela o manipule e olhe: um dia ela vai segura-lo.
Preucações: Preste sempre atenção no modo como você segura os braços e na leveza de movimentos.
Finalidade: Tomar consciência do corpo. Relaxamento.

4) Descontração dos braços
Posição: A criança deitada de costas no chão, na bola ou na mesa. Deixar que a criança pegue seus polegares ou segurá-la pelos antebraços: estender-lhe os braços para a frente e depois abaixá-los lateralmente, em cruz.
Preucações: Os braços devem ficar completamente esticados na altura dos ombros e levados delicadamente à posição dos braços em cruz.
Finalidade: Obter a extenção completa dos braços.

5) Descontração das pernas
Posição: A criança deitada de costas no chão ou na mesa. Segurar as pernas um pouco abaixo da articulação do joelho, balancá-las de leve. Alternativamente, por meio de tapinhas e de balanços, levar um joelho em direção ao peito, e depois o outro.
Finalidade: Obter a extenção das pernas e alongamentos dos músculos.

6) Extenção das pernas
Posição: A criança deitada de costas, no chão ou na mesa, com as pernas juntas. Com uma mão segurar a barriga das pernas e com outra sobre os joelhos, fazer progressiva e delicadamente com que as pernas se estendam horizontalmente. Colocar uma mão embaixo da planta dos pés (tornozelos em ângulo reto) e a outra por cima dos joelhos; estender pouco a pouc as pernas fazendo um movimento de baico para cima mas sem ir até o chão.
Preucações: Prestar atenção na posição da bacia; toda a região lombar deve ficar encostada na mesa. Nunca forçar as possibilidades do bebê pois é normal que a flexão dos membros inferiores vá diminuindo no decorrer dos primeiros meses.
Finalidade: Tornar mais flexíveis e mais longos os músculos das pernas.

7) Adução das pernas
Posição: A criança deitada de costas, no chão ou na mesa. Com as mãos colocadas em arco por baixo dos joelhos, através de balanças muito lentos e brandos, a mãe conduz progressivamente ao alongamento e afastamento das pernas.
Preucações: nunca forçar se houver resistência. Saber esperar o relaxamento.
Finalidade: Tornar mais flexíveis, mais longos e mais relaxados os músculos internos da coxa.

8) Jogo do rolo
Posição: No chão, deitar a criança de bruços com os braços por cima do rolo menor. Segurar a criança pelas coxas e pela bacia, empurrá-la levemente num movimento de vai e vem. Atrair-lhe a atenção por meio de um brinquedo.
Preucações: Sustentar a bacia ligeiramente.
Finalidade: Libertar os braços.

9) Movimentos dos pés
Posição: A criança deitada de costas. Segurar pelo cabo a escova de dentes. Provocar uma excitação ao longo da face externa da perna; passar a escova por trás do tornozelo a fim de obter um movimento de endireitamento e rotação do pé para o lado de fora. Excitar em seguida a face interna da perna, de modo a obter, de modo a obter um movimento de rotação para o lado de dentro. Quando você passar a escova sob a planta do pé, a criança abaixará o pé, crispando os dedos. Em seguida, passar a escova no peito do pé: a criança erguerá o pé e os dedos.
Preucações: Cada movimento pode ser feito quatro ou cinco vezes por dia, antes do banho, por exemplo.
Finalidade: Tomar consciência do corpo no nível dos pés. Tonificar os músculos do pé.

10) Movimentos abdominais 1
Posição: A criança de costas, no chão.
Finalidade: Tonificar os músculos abdominais. Fazer com a unha, sbore a barriga da criança, uma série de traços nítidos e precisos em volta do umbigo. Cada passagem da unha deve provocar, como resposta, uma contração abdominal.
Preucações: Após cada traço esperar pela reação da criança.

11) Movimentos abdominais 2
Posição: A criança deitadas de costas, no chão.
Finalidade: Regularizar as funções intestinais. Tonificar os músculos abdominais. Segurar com a mão interna, delicada mas firmemente, toda a massa abdominal. Deve-se sentir que a criança encolhe a barriga: retirar a mão imediatamente. Estimular a criança pela voz e gesto a fim de conseguir sua colaboração. Mostrar aprovação quando ela consegue.
Preucações: Fazer estes exercícios quatro ou cinco vezes na hora do banho. No caso de prisão de ventre fazer de 5 a 10 vezes, a cada troca de fraldas.

12) Movimentos respiratórios
Posição: No chão a criança deitada de costas com as pernas dobradas.
Finalidade: Aumentar a amplitude respiratória. Usar a respiração costal e fazer funcionar o diafragma. Fazer com os joelhos da criança uma leve pressão sobre sua barriga, provocando assim a contração dos músculos abdominais. Esperar que a criança solte a respiração através de uma grande expiração; relaxar a pressão. A criança retoma a respiração. Repetir quatro ou cinco vezes.
Preucações: Manter a pressão sobre os músculos abdominais apenas por alguns segundos.

13) Movimentos dorsais 1
Posição: No tapete, por a criança de bruços sobre a almofadinha cônica.
Finalidade: Tonificar os músculos dorsais. Da à criança a possibilidade de brincar, de apalpar o chão com as mãos. A criança se apóia nas mãos ou nos antebraços. Fazer-lhe uma carícia nas costas para que ela erga a cabeça e as costas.
Preucações: Escolher uma almofada proporcional ao tamanho da criança. Evitar a curvatura lombar.

14) Movimentos dorsais 2
Posição: Segurar a criança de encontro a si, com uma mão sustentando-lhe os joelhos e com a outra o busto. O espelho permite que a mãe verifique a posição de suas mãos e as reações da criança.
Finalidade: Reforçar os músculos da nuca e das costas. Fazer com que o ângulo de inclinação esteja de acordo fom a força da criança. Atrair-lhe a atenção para que ela erga as costas.

15) Virar/revirar
Posição: Deitar a criança de costas no tapete.
Passagem da posição de costas à posição de bruços: Com a mão direita da professora colocada em arco sob o joelho esquerdo dobrado da criança, manter com o punho a perna direita esticada no chão; dobrar-lhe o quadril esquerdo, levantar a nádega esquerda imprimindo-lhe um movimento de rotação para o lado direito. Com a mão esquerda colocar o braço direito da criança estendido para cima. Continuar o movimento de virar sobre a barriga, solicitando a participação da criança (dar-lhe tapinhas nas nádegas, atrir-lhe o olhar com um brinquedo) e sobretudo felicitá-la cada vez que ela faz um esforço.
Passagem da posição de bruços à posição de costas: Bem mais fácil. Abaixar o ombro da criança dobrando-lhe o braço direito por baixo do peito: a volta à posição de costas se realiza quase por si só. Nas primeiras vezes segurar a cabeça da criança para que não bate no chão. Repetir o mesmo movimento do outro lado. Segurar o joelho direito da criança com a mão esquerda.
Preucações: Para que a criança fique bem descontraída e segura, experimente os movimentos com boneca de pano. Mantenha sempre o quadril flexionado.
Finalidade: Esboço do movimento voluntário. Esse movimento torna-se logo natural. Cada vez que você trocar a criança, que lhe abotoar a roupa nas costas, em vez de virá-lo como um bife, procure proceder assim.

Fonte: Clique Aqui