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Distúrbio de Leitura e Escrita

segunda-feira, 22 de março de 2010

A escrita é uma forma de comunicação, e existe para o indivíduo a partir do momento em que este já pode ler. Quando o indivíduo se depara com sinais gráficos que não pode ler a comunicação perde sua função. A leitura tem a função de tornar a escrita significativa e deve ser valorizada no processo de alfabetização, pois é uma prática social.

O distúrbio de leitura e escrita é caracterizado pela dificuldade na aquisição e/ou desenvolvimento da linguagem escrita. Geralmente são crianças que apresentam déficits tanto na decodificação fonológica quanto de compreensão da linguagem oral e/ou escrita.

As manifestações são evidentes durante o aprendizado da leitura e escrita, nos anos pré-escolares podem aparecer alguns sinais de dificuldades mais amplas de linguagem tais como vocabulário pobre, uso inadequado da gramática e dificuldades no processamento fonológico.

Nos anos inicias da escolaridade, além de dificuldades no reconhecimento das palavras e de compreensão na leitura, podem demonstrar dificuldades em manter a atenção e narrar fatos e acontecimentos, e problemas de compreensão do discurso, com freqüência, apresentam uma relação de sofrimento com a escrita, desinteresse pelas atividades de leitura e escrita, desconhecimento a cerca de suas funções, frustrações e inseguranças geradas pelos erros que cometem enquanto leitor e escritor

Os distúrbios de leitura e escrita têm causas variadas, podendo ser orgânicas, psicológicas, pedagógicas ou sócio-culturais.

O fonoaudiólogo atua nesta área promovendo o entendimento da funcionalidade da escrita e da leitura, e no estabelecimento de uma relação satisfatória e prazerosa na elaboração, interpretação e organização de textos

Fonte: Clique Aqui

Estresse no trabalho causa distúrbios na voz de professores

terça-feira, 9 de março de 2010

Uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo) diz que o estresse na sala de aula está fortemente associado aos distúrbios na voz dos professores. A doença aumenta de seis a 9,5 vezes as chances de o profissional tornar-se incapaz para o trabalho. As informações foram divulgadas na Agência USP.

A conclusão faz parte da pesquisa da fonoaudióloga Susana Gianini, que avaliou 167 professores que têm distúrbios na voz e dão aulas de ensino infantil, fundamental ou médio da cidade de São Paulo. Comparando-os com 105 colegas saudáveis que atuam nas mesmas escolas, a pesquisadora associou os distúrbios vocais ao estresse provocado pela organização do trabalho.

Isso porque, dos professores analisados, 70% dos que tinham problemas vocais apresentaram excesso de trabalho, com nível de pressão médio ou alto para realizá-lo. Já nos professores saudáveis a porcentagem era de 54,4%.

A carga de estresse entre os professores foi medida pelos níveis de excesso de trabalho e pela falta de autonomia sobre seus afazeres.

Entre os profissionais doentes, 73% mostraram ter pouca ou média autonomia para realizar o seu trabalho. Já entre os professores sem alteração vocal, a porcentagem é de 62,1%, explica Susana.

- A condição de estresse é de alto desgaste. Nesse nível, o professor perde a possibilidade de criar e intervir no trabalho. Ele tem muitas tarefas para desempenhar e não consegue criar soluções para os problemas que aparecem.

Classes cada vez mais cheias são um outro fato de estresse, pois aumentam o trabalho em volume e pressão.

Um levantamento da Faculdade de Fonoaudiologia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) já havia apontado em 2003 que cerca de 60% dos professores da rede municipal da cidade de São Paulo têm distúrbios na voz — uma prevalência cinco vezes maior que no resto da população.

A realidade do professor de voz adoecida é a aposentadoria precoce ou o redirecionamento da carreira.

Fonte: Clique Aqui

Fonoaudiologia da São Lucas atua na prevenção de distúrbios vocais

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A professora Viviane Perillo, coordenadora do Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade São Lucas, participa, nesta quinta-feira, dia 14, de mesa redonda sobre o tema “Saúde Vocal”, durante o V Encontro Multiprofissional em Saúde do Trabalhador, que será realizado de 13 a 15 pelo Centro Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), vinculado à Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), no auditório do Rondon Palace Hotel, no horário das 7h30 às 12h. A iniciativa tem por objetivo ampliar e difundir conhecimentos sobre as condições de trabalho e suas conseqüências para a saúde do trabalhador. Viviane Perillo fará uma exposição sobre as ações desenvolvidas pelo Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade São Lucas com o objetivo de subsidiar na elaboração de um programa de Saúde do Profissional da Voz e definir parceiros para sua execução. Inicialmente, o programa será direcionado para os professores do ensino médio e fundamental da rede estadual.

A atuação fonoaudiológica com profissionais da voz é um campo bastante difundido. Considerando a voz como instrumento de trabalho de professores, cantores, radialistas, advogados, padres e pastores, advogados entre outros profissionais, o desempenho vocal tem merecido destaque na saúde desses trabalhadores. De acordo com a professora Isabel Cristiane Kuniyoshi, coordenadora da Clínica de Fonoaudiologia da Faculdade São Lucas, o fonoaudiólogo pode desenvolver programas de prevenção de alterações vocais, bem como aprimoramento dos padrões de fala e voz com medidas individuais e coletivas em escolas, teatros, emissoras de TV, igrejas etc. “O fonoaudiólogo auxilia na redução do número de afastamentos por problemas vocais e no aperfeiçoamento dos aspectos da comunicação, como, por exemplo, em oratória, dicção, articulação de palavras e estética da voz falada e cantada”, salienta.

A Clínica de Fonoaudiologia da Faculdade São Lucas atende de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h. O telefone é 3211-8037.

Fonte: Clique Aqui

Dislexia ainda é o distúrbio de maior incidência nas escolas

terça-feira, 12 de maio de 2009

Belém (08.05.09) Pesquisas realizadas em vários países mostram uma parcela razoável da população mundial possui alguma dificuldade, entre leve e severa, para dominar a língua escrita. Dentre essas dificuldades a dislexia destaca-se por ser o transtorno de aprendizagem de maior incidência nas salas de aulas, atingindo de 10 a 15% da população.

De acordo com o Instituto Liebentritt, especializado na reabilitação fonoaudiológica destas dificuldades, a dislexia é um transtorno de aprendizagem genético e hereditário que se caracteriza por alterações inesperadas da leitura e da escrita. Para o disléxico é muito difícil discriminar letras com sons semelhantes, como f/v e t/d, por exemplo, escrever histórias organizadas, e acessar o conteúdo do que lê, entre outras manifestações.

Para a fonoaudióloga e coordenadora do Instituto, Edilene Liebentritt, é essencial um diagnóstico multiprofissional completo, constituído por um neurologista, um fonoaudiólogo, um psicólogo e um psicopedagogo para o sucesso da reabilitação. “Esse tipo de avaliação dá condições de um acompanhamento mais efetivo das dificuldades, direcionando as particularidades de cada indivíduo para que, assim, possamos direcionar a terapia com o máximo de efetividade possível, de modo que a criança ou jovem possa desempenhar satisfatoriamente sua vida acadêmica e acessar os recursos diferenciados de que necessita para prosseguir o seu aprendizado.” afirma.

Sinais como dispersão, letra feia, trocas de letras na escrita, dificuldade em redigir, e em ler ou compreender o que leu, mas apresentar um bom desempenho em atividades orais podem ser indícios de Dislexia.

É importante lembrar que dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência e que o fato de uma pessoa apresentar alguns destes sinais não significa que ela tenha o transtorno. É necessário uma avaliação médica, pois esses sintomas também podem ocorrer em outras situações, como é o caso de algumas síndromes.

Fontes: Instituto Liebentritt

Site da Associação Brasileira de Dislexia (http://www.dislexia.org.br/)

Thaís Pimenta
Assessoria de Comunicação
Instituto Liebentritt
3241-8833/8114-1597