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Jornada de fono discute tecnologias

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Com o tema “Tecnologias e Avanços Científicos em Fonoaudiologia”, terá início amanhã, às 10h, a 17ª Jornada Fonoaudiológica (Jofa) “Profª Drª Dionísia Aparecida Cusin Lamônica”. O evento é uma promoção dos alunos do curso de fonoaudiologia e do Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de São Paulo (USP).

Dentre as diversas temáticas para a inclusão será realizado um curso internacional de autismo e duas oficinas. Uma delas sobre comunicação alternativa, apresentando métodos de trabalho para crianças que não falam, visando ajudar os professores na escola.

Fonte: Clique Aqui

Tecnologia de celular leva som a surdos

terça-feira, 21 de abril de 2009

Feira de audiologia mostra aparelhos capazes de eliminar ruídos em conversas pelo telefone e nas salas de aulas
Ana Paula Pessoto
Coloridos, discretos, design moderno, resistentes à água e o melhor: capazes de acabar com os ruídos. Essas são as principais características dos aparelhos e das novas tecnologias apresentadas na feira do 24.º Encontro Internacional de Audiologia, que começou sábado e segue até hoje na Universidade do Sagrado Coração (USC), em Bauru.

A Fhonak apresenta o Icom, um dispositivo pequeno que pode ser pendurado no pescoço e escondido embaixo da roupa, o que nem precisaria ser feito pela beleza e design do aparelho. De acordo com a fonoaudióloga Lia Hoshii, o portador de deficiência auditiva pode conectar-se com qualquer outro dispositivo de áudio sem fio como TV, rádios e celulares, desde que o aparelho possua a tecnologia bluetooth.

No caso de celulares, o telefone toca e a pessoa ouve um bip. Então, aperta o botão do Icom e a voz de quem está ligando vai direto para o seu aparelho de ouvido. “Ele nem precisa tirar o celular do bolso. É só falar que o dispositivo transmite sua voz para o celular”, diz Lia.

Antes, a pessoa com deficiência auditiva precisava colocar o celular no ouvido e o som não chegava direito por causa dos ruídos externos. Com a nova tecnologia, o som é capaz de chegar limpo e muito nítido.

Foi pensando em acabar com esses chiados que tanto atrapalham a comunicação de quem tem dificuldades para ouvir, que o sistema de FM foi criado pela Phonak. A distância entre o ouvinte e a pessoa que está falando gera ruídos, o que atrapalha, e muito, a compreensão do ouvinte com deficiência. Esse sistema capta o som que a pessoa deseja escutar e o leva até o aparelho auditivo ou implante coclear, onde o som é amplificado. Funciona como um microfone sem fio para o paciente. Uma peça chamada receptor é conectada no aparelho do ouvinte que entrega um transmissor para a pessoa que vai falar. Então, a pessoa fala e o som dela vai direto para o aparelho auditivo ou implante coclear do paciente.

A fonoaudióloga Michelle Queiroz explica que esse tipo de tecnologia tem como principal indicação o uso em sala de aula, onde os ruídos são mais altos que a voz emitida pelo professor. O microfone ainda pode ser adaptado em um aparelho de TV, som ou MP3. Ele é sem fio e funciona até 30 metros de distância entre quem fala e quem ouve.

O AS208 é uma outra atração da feira. Aparelho da marca Audibel, portátil e prático, é voltado à audiologia ocupacional, ou seja, destinado para avaliações da audição de funcionários. O equipamento é o menor do mercado e funciona com baterias, ao contrário dos convencionais que necessitam de energia elétrica.

Implante

Bauru é uma das cidades pioneiras no implante coclear, feito no Hospital Centrinho, da Universidade de São Paulo (USP). Trata-se de um dispositivo eletrônico que reabre as esperanças de pessoas com grande perda de audição e que não tiveram sucesso com aparelhos auditivos. Uma peça é inserida, cirurgicamente, dentro da cabeça e uma outra, o processador de fala, é conectada na orelha.

Os resultados do implante dependem dos pacientes e da experiência que tiveram antes.

Eliane Souza é fonoaudióloga e explica que, se um bebê, que já nasceu com deficiência auditiva fizer o implante com um ano de idade, vai ter um resultado muito bom, provavelmente vai ouvir como uma criança sem problemas de audição. “Um adulto que não ouve, por acidente ou doença, vai ter um desenvolvimento bom também. Mas se for uma pessoa que nunca ouviu e não teve contato com aparelhos auditivos, o desenvolvimento dela será mais limitado”, explica.

Inclusão Social

A Solar Ear criou aparelhos auditivos recarregáveis e analógicos de baixo custo e de boa qualidade pensando na inclusão digital. De acordo com Cibelly Saboya, fonoaudióloga, os produtos são produzidos por pessoas com deficiência auditiva e os aparelhos são baratos e de ótima qualidade. “A idéia é incluir os surdos no mercado de trabalho e tornar os aparelhos acessíveis a pessoas de baixa renda”, diz.

Os recarregadores e as pilhas da Solar Ear começarão a ser comercializados em julho deste ano, enquanto os aparelhos auditivos, em outubro, inicialmente em São Paulo, mas a empresa tem planos de estender o projeto para todo o País e América Latina.

Uma pilha custará R$ 4,00, com duração de 2 a 3 anos. O carregador, incluindo duas pilhas, poderá ser adquirido por R$ 60,00. Já o aparelho digital será vendido por R$ 300,00, enquanto o analógico chegará ao mercado por R$ 200,00. Um aparelho auditivo custa hoje, em média, R$ 5 mil.

Fonte: Clique Aqui

Tecnologia ajuda no combate à surdez

domingo, 19 de abril de 2009

Especialistas brasileiros e de outros países estão reunidos em Bauru no evento de audiologia mais importante do País
Adilson Camargo

Os resultados de mais de 300 pesquisas feitas no ano passado com o objetivo de prevenir e tratar a surdez estão sendo apresentados no 24º Encontro Internacional de Audiologia, que começou ontem e segue até a próxima terça-feira na Universidade do Sagrado Coração (USC). São teses e dissertações que tratam desde a detecção precoce da deficiência auditiva até o que existe de mais avançado em termos tecnológicos.

Dos eventos programados para ontem de manhã na Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de São Paulo (USP), o destaque ficou para as palestras de dois grandes nomes da audiologia mundial: o físico Stefan Launer, da Universidade de Oldenburg (Suíça), e Deanna Meinke, da Universidade do Colorado (EUA).

Numa conversa rápida com a reportagem do Jornal da Cidade, momentos antes da palestra, Stefan Launer revelou que existem três pontos importantes que, em breve, melhorarão a vida dos deficientes auditivos. Entre os avanços estão aparelhos com capacidade de reduzir os ruídos ao redor do paciente e, ao mesmo tempo, ressaltar a fala da pessoa que está se comunicando com ele.

Outro ponto que merece destaque, segundo Launer, são os testes para oferecer um aparelho mais confortável aos pacientes e que tenha um encaixe perfeito. De acordo com o físico, os aparelhos que existem atualmente são feitos de um material rígido que, depois de permanecer várias horas dentro do ouvido, provoca um certo desconforto para o usuário.

Por fim, Launer revelou que a conectividade sem fio está chegando também para os deficientes auditivos, ou seja, em pouco tempo serão oferecidos aparelhos de surdez capazes de captar o som da TV, de um iPod e de outros dispositivos sonoros como se fosse um fone de ouvido sem fio. De acordo com ele, já existem aparelhos semelhantes no mercado, mas o resultado ainda não é satisfatório. Na opinião do pesquisador suíço, o aparelho que está sendo desenvolvido promete ser uma revolução no setor.

Maria Cecília Bevilacqua, presidente de honra do evento e professora titular de audiologia da USP, aproveitou a oportunidade para ressaltar a importância da Política Nacional de Saúde Auditiva, implantada pelo governo federal em 2004. Segundo ela, apesar da deficiência de audição não ser um problema que leva o paciente à morte, ela traz grandes prejuízos à vida social da pessoa. “Quando surge uma política que se preocupa com a vida e não com a doença, ela merece atenção especial”, afirma.

Por causa dessa Política Nacional, foram criados cerca de 125 Centros de Saúde Auditiva no País, que tem como finalidade diagnosticar a deficiência auditiva em bebês, crianças, adultos e idosos, saber até que ponto esse problema está afetando a vida da pessoa e o que fazer para tratá-lo.

Em Bauru, existem dois desses centros. Um fica no Centrinho e o outro funciona na Clínica de Fonoaudiologia, também ligada à USP. Além de Bauru, outras 180 cidades da região são atendidas por esses dois centros.

Apesar das primeiras atividades terem sido organizadas na USP, ontem de manhã, o restante da programação, que inclui palestras, mesas-redondas, cursos e exposições, segue para a USC, por uma questão de espaço. Os eventos começam às 8h e terminam às 18h.


Cirurgias

O otorrinolaringologista Orozimbo Alves Costa que já fez mais de 500 implantes no Hospital do Centrinho de Bauru, apontou outros avanços que vem sendo conquistados por meio das pesquisas. Segundo ele, atualmente, as técnicas cirúrgicas estão menos invasivas, ou seja, agridem menos os ouvidos dos pacientes.

Ele citou também a possibilidade de, em breve, surgir um implante totalmente interno com pilhas recarregáveis. Os aparelhos atuais são divididos em duas partes. Uma fica do lado de fora do ouvido e a outra do lado de dentro. Com o novo implante, o aparelho ficará apenas do lado de dentro e quase não será notado.

De acordo com o médico, esse aparelho está em fase de teste no Exterior e foram detectadas algumas deficiências que estão sendo consertadas antes do mesmo ser lançado no mercado.

Fonte: Clique Aqui