Livros?


Confira na Livraria Cultura!

Cursos de Fonoaudiologia?

Cursos de Fonoaudiologia?
Inscreva-se Agora!

Divulgue Aqui!

Divulgue Aqui!
Entre em contato: fonoaudio2008@gmail.com

RedeFono

RedeFono
Acesse Já!
Mostrando postagens com marcador Deglutição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Deglutição. Mostrar todas as postagens

MOTRICIDADE ORAL E DEGLUTIÇÃO

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Quando se fala em motricidade oral é necessário falar também sobre o sistema estomatognático (Ferraz).

O sistema estomatognático é formado por vários elementos: nervos, dentes, ossos, músculos, lábios, etc. As alterações do sistema estomatognático, principalmente em relação à oclusão dentária, podem afetar a saúde e a estética da boca/face.

Fazem parte do sistema estomatognático as funções de mastigação, sucção, deglutição, fonação, articulação e respiração. As forças da mastigação, deglutição e o equilíbrio postural são transmitidos aos dentes, que se posicionam onde estas forças permitirem.

A mastigação corresponde ao início do processo digestório e compreende as fases de incisão, trituração e pulverização.

Pais e educadores não podem esquecer de ensinar a criança a mastigar sempre os alimentos, pois os músculos da face precisam de trabalho. Preferir alimentos mais duros para mastigar (ex: comer pão francês ao invés de pão de forma) é muito bom. Desta forma, os músculos da fala estarão sendo melhor preparados.

Cuidado com os dentes de leite!

Embora saibamos que os dentes de leite da criança vão ser trocados, eles devem ser muito bem tratados e conservados pois só assim vão facilitar a mastigação e consequentemente o crescimento harmônico da face. Acompanhar a criança na escovação e ensinar o hábito de escovar os dentes no mínimo 04 vezer por dia é muito importante e previne problemas futuros.

A sucção inicia-se através do reflexo da busca. Na amamentação, sua função é a de retirar o leite do seio materno e funciona também como importante estimulador do crescimento craniofacial. A sucção compreende a compressão do mamilo seguida da elevação da língua e da mandíbula. Após estes movimentos, forma-se um sulco na língua e o alimento é enviado para a faringe, que aumenta de tamanho para que ocorra a deglutição.

A deglutição ou ato de engolir é uma função biológica, complexa e coordenada na qual os alimentos passam da boca para a faringe e esôfago através de uma conexão neurológica e de um sincronismo de ações musculares.

A língua exerce um papel fundamental no estabelecimento da oclusão dentária. O equilíbrio dentário é feito pelos próprios dentes que se amparam mutuamente, pelas boclhechas, lábios e língua.
DEGLUTIÇÃO ATÍPICA

A deglutição atípica ou a atipia na deglutição ocorre quando a ponta da língua é pressionada entre os incisivos e seus bordos laterais podem penetrar entre os pré-molares e molares (Braga & Machado). Em outras palavras é "quando a ponta da língua empurra os dentes".

Num periodo de 24 horas uma pessoa engole em médias 2400 vezes. Esta quantidade e frequência de deglutições é suficiente para fazer uma língua mal posicionada empurrar os dentes.

O tratamento fonoaudiológico em conjunto com o tratamento ortodôntico é de fundamental importância para garantir a harmonia entre FORMA (oclusão dentária) e FUNÇÃO (respiração, mastigação, sucção, deglutição e fala). As rescidivas no tratamento ortodôntico quando não há reeducação da postura de língua e funções é muito comum. Boa sorte!

Magda Denise Duarte
Fonoaudióloga CRFA 5426
Especialista em voz CFFA 1346/01
Mestre em Ciências pela UNIFESP

Fonte: Clique Aqui

Disfagia – Dificuldade para Deglutir

quinta-feira, 1 de abril de 2010

1. O que é Disfagia?
A deglutição é um mecanismo neuromotor complexo que resulta no transporte efetivo do alimento da boca até o estômago, não permitindo a entrada de alimentos na via respiratória (pulmão). Quando esse mecanismo encontra-se alterado, ocorre a disfagia, que pode ser definida como uma dificuldade em deglutir alimentos, líquidos e/ou saliva.

2. Quais são os sintomas da disfagia?
A disfagia pode manifestar-se por vários sintomas clínicos como: dificuldade de mastigação, ausência de resposta para o alimento na boca, atraso para iniciar a deglutição, regurgitação nasal de alimentos, escape de alimentos e/ou saliva pela boca, pigarros, tosse e/ou engasgos durante as refeições.
A presença de alguns desses sintomas, como a tosse, pigarros e /ou engasgos podem estar relacionados à aspiração laringotraqueal, que é caracterizada como a entrada parcial ou total de alimentos na via respiratória (pulmão), podendo existir risco de pneumonia e, também, morte por asfixia. Alguns pacientes podem apresentar quadro de aspiração silenciosa, que é à entrada de alimento ou saliva nas vias aéreas, atingindo os pulmões, sem a presença desses sinais clínicos.
Outros sintomas comuns e conseqüentes a disfagia são a desidratação, a perda de peso, o aumento de secreção nos brônquios e pneumonia.

3. Quais são as causas da disfagia?
A disfagia não é considerada uma doença por si só, mas um sintoma de alguma alteração, podendo afetar crianças, adultos e principalmente idosos. As causas mais comuns são decorrentes de doenças neurológicas como o Acidente Vascular Cerebral (derrame), o traumatismo craniano, doença de Parkinson, doença de Alzheimer, a paralisia cerebral, esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica, as distrofias musculares e o câncer de cabeça e pescoço. A disfagia também pode ocorrer pelo envelhecimento natural das estruturas envolvidas na deglutição (lábios, língua, bochechas, etc), pelo uso de próteses dentárias mal adaptadas e após longos períodos de entubação.

4. O que fazer na presença dos sintomas da disfagia?
O trabalho com a disfagia deve ser multiprofissional, ou seja, em conjunto com médicos, enfermeiros, nutricionistas e fundamentalmente fonoaudiólogos, que são especialistas na reabilitação do processo de deglutição.
O fonoaudiólogo é o profissional indicado para realizar o diagnóstico, o prognóstico e a reabilitação da disfagia, evitando complicações e auxiliando no prazer alimentar e social do indivíduo, bem como melhorando a sua qualidade de vida.

5. Algumas orientações
- Alimente-se sempre sentado;
- Coma devagar, sem pressa;
- Tome os líquidos gole a gole, em volumes pequenos;
- Mantenha sempre a prótese dentária bem adaptada;
- Se estiver oferecendo o alimento à outra pessoa, ofereça devagar, em volumes pequenos, aguarde a deglutição para a próxima oferta;
- Na presença dos sintomas da disfagia, converse com o seu médico para que ele indique a avaliação de um fonoaudiólogo especialista.

Colaboração: Dra. Anna Flávia Ferraz Barros Baroni, médica fonoaudióloga.

Fonte: Clique Aqui