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Técnica inovadora contra ronco e apneia começa a ser usada em Alagoas

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Método é utilizado na Uncisal

Pesquisas feitas pelo Laboratório do Sono do Instituto do Coração (Incor), vinculado à Universidade de São Paulo (USP), mostram que o tratamento do ronco e da apnei pode ser mais rápido, não invasivo e não cirúrgico. E este novo método de tratamento já está disponível à população em Alagoas. A técnica é ofertada por fonoaudiólogos e alunos na Faculdade de Fonoaudiologia da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal).

O método, utilizado por paulistas e alagoanos para combater o problema, é um tratamento fonoaudiológico com exercícios de motricidade oral, já atestado como eficaz pelo American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, uma das mais importantes publicações internacionais da área.

Este tipo método está acessível, gratuitamente, aos alagoanos no ambulatório da Uncisal. O trabalho é coordenado no estado pela fonoaudióloga Karinne Bandeira, membro da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia e especialista em motricidade oral. Professora da instituição, Karinne coordena o trabalho que atende pacientes portadores de ronco e apneia com apoio de alunos da Faculdade de Fonoaudiologia da Universidade.

“Os pacientes ainda não conhecem este método valioso e não invasivo no tratamento deste mal que incomoda e que pode até matar a depender do grau da apneia, nada tendo de simples e muitas vezes ignorado. É preciso que mais acometidos por este problema saibam que a fonoaudiologia pode eliminar o ronco quando a causa é muscular e eliminar ou reduzir o grau da apneia melhorando a qualidade do sono, por meio de uma sequência de exercícios específicos propostos de acordo com o perfil de cada roncador ou apnéico”, afirma Karinne Bandeira.

Apneia e Fonoaudiologia
Ao empregar a técnica de exercícios de motricidade oral, o índice de apneia pode ser reduzido em até 40%, realizado com grupo de pacientes com apneia moderada, como demonstra o estudo publicado pelo American Journal. Isso sem cirurgia, sem CPAP e com resultados visíveis na presente pesquisa durante três meses de sessões de fonoterapia.

“O profissional fonoaudiólogo é capaz de indicar estes exercícios de modo apropriado e personalizado, muitas vezes evitando cirurgias de retirada de palato mole ou uso do CPAP, métodos que muito incomodam. Mais ainda, os exercícios de motricidade oral possibilitam resultados concretos ao trabalharem a musculatura de áreas como a língua, causando uma sensação de bem-estar progressiva nos pacientes e reduzindo de modo visível o ronco e a apneia”, garante a fonoaudióloga.

Após os exercícios, o paciente pode ter eliminação do ronco e apneia quando associado a causa exclusiva por fraqueza muscular ou passa a ter menos apneias por noite quando a causa é multifatorial (oclusão dentaria, hipertrofia de adenóide, entre outros), e, assim, ronca menos e preserva a qualidade de vida e a saúde.

900 mil alagoanos sofrem
Dados da Associação Brasileira do Sono (ABSono) indicam que 30% da população brasileira sofrem de síndrome da apneia obstrutiva do sono. A ABSono estima que em Alagoas esse número seja de 900 mil pessoas com o problema.

A presença de ronco, associada ou não à apneia, leva a noites mal dormidas prejudicando a arquitetura do sono. A fragmentação do sono decorrente do ronco e da apneia resulta em fatores de risco que podem causar graves problemas de saúde como o desenvolvimento de hipertensão, infartos e até casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou morte súbita durante o sono. Somem-se a isso fatores sociais e emocionais devido ao incômodo causado por quem ronca.

Quem sofre da síndrome da apneia obstrutiva têm o ciclo do sono constantemente interrompido porque existe uma pausa respiratória maior que 10 segundos e o ar inspirado não chega até os pulmões através da boca ou do nariz.

Quando a apneia é detectada, um dos tratamentos está o uso de uma máscara durante toda a noite chamada de CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) que auxilia na entrada de ar, ou ainda a retirada mediante cirurgia de tecidos da região partes do palato mole, parte posterior da boca popularmente chamado de “sino que vibra”.

Apineia e ronco: níveis e causas
A apineia passa a preocupar quando ocorre mais de 5 vezes em uma noite, sendo considerada neste estágio como discreta. Quando ultrapassa as 15 ocorrências é considerada moderada. Porém, quando passa dos 30 registros por ciclo de sono, o caso é considerado grave. Em todas as situações, o ronco incomoda e causa transtornos no convívio familiar ou pessoal.

A apineia ocorre, principalmente, em virtude da flacidez dos músculos da língua, orofaringe e garganta ou em razão do tamanho de amígdalas ou adenóides, entre outros fatores. A vibração destas estruturas flácidas que provocam o estreitamento da passagem de ar para os pulmões ocasiona o ronco. Um roncador pode não ser um apnéico, porém um apnéico será sempre um roncador.

A obesidade também pode proporcionar o problema, já que ocasiona o acúmulo de gordura no pescoço dificultando a passagem do ar. Até mesmo ter queixo e mandíbula pequenos reduz o espaço de descanso da língua fazendo-a deslocar para trás, causando ronco e apneia.

Fonte: Clique Aqui

Roncar não é legal!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Uma noite mal dormida,

Traz problemas e aflição,
A canseira vira cansaço,
E quem sofre é o coração.


Não dormir tem suas causas,
Uma delas é a respiração.
Falta ar durante o sono,
E o motivo é a posição.


Dormir de barriga pra cima não é bom
Faz a língua cair na garganta,
E o palato mole ficar molengão.
Ao respirar durante o sono
A língua grande e mole
Impede a respiração,


O ar entra na garganta
E a campainha treme feito louca
Fazendo um barulhão!
Zrzrzrz...


O ronco é a conseqüência
Pra tratar é só se exercitar
Colocar a língua pra trabalhar
E o palato mole para se movimentar.


Fortalecer, fortalecer...
Para o barulho do ronco desaparecer!!

Fonte: Clique Aqui

Ronco e Apnéia - Terapia Fonoaudiológica

terça-feira, 13 de abril de 2010

As principais formas de tratamento atuais da Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) são: perda de peso, placa de avanço mandibular, cirurgia nas vias aéreas superiores (VAS) e aparelho de pressão aérea positiva contínua (CPAP).

Atualmente a Fonoaudiologia tem atuado nos casos de SAOS através dos conhecimentos e técnicas oferecidas pela terapia miofuncional. No exame clínico é importante observar as regiões da nasofaringe, sua funcionalidade e mobilidade. Pode ser utilizada a telerradiografia de norma lateral para observar o posicionamento dos tecidos moles de orofaringe, hipofaringe, paredes faríngeas, dentre outras.

Inclui ainda, a avaliação clínica do sistema estomatognático por suas estruturas fazerem parte das VAS e por ser composto pelos dentes e estruturas de suporte, ou seja, a maxila, a mandíbula, os lábios, a língua, a musculatura facial, além das ATM´s.

Em pacientes com SAOS, clinicamente observamos, alterações miofuncionais nas VAS, aumento na altura da musculatura da língua, flacidez de arcopalatoglosso, flacidez da musculatura da mímica facial e alterações na mastigação.

No tratamento da SAOS são usados exercícios da Motricidade Orofacial (isométricos e isotônicos) nas regiões de palato mole, paredes faríngeas, face, língua e adequando as funções orofaciais de mastigação, deglutição e respiração.

Os resultados são significativos nos sintomas de sonolência excessiva diurna, ronco e na gravidade da SAOS vistos pelo exame de polissonografia, sendo mais evidentes nos pacientes com SAOS moderada.
Durma bem! E bons sonhos!

Fonte: Clique Aqui

Apnéia e Ronco: Atuação Fonoaudiológica

sábado, 20 de março de 2010

Você ronca muito e ocasionalmente acorda sufocado durante a noite??

A Fonoaudiologia pode fazer mais por você!



O ronco é decorrente de “obstáculo a livre passagem da corrente aérea pelas fossas nasais e orofaringe”. Atinge a maioria da população e causa desconforto respiratório, podendo ocasionar apnéia noturna (parada da respiração durante o sono).

Podendo atingir a incrível intensidade sonora de até 80dB (decibéis) num indivíduo adulto, o ronco pode ter como causas a hipertrofia de adenóides, quadros alérgicos, mal formação congênita, estresse, maus hábitos bucais, entre outros. Essas causas é que podem levar o indivíduo a utilizar a boca como rota para a respiração, e assim, desenvolver o ronco durante seu sono.

A investigação e o tratamento se iniciam no consultório Otorrinolaringológico. Diversos exames podem ser pedidos como respaldo para delimitar o tratamento médico, a polossonografia é um deles.

Como a Fonoaudiologia pode ajudar?

O indivíduo que não consegue respirar naturalmente pelo nariz, utiliza-se da boca para respirar.

Automaticamente, com a utilização permanente desta via, o sujeito apresentará um desequilíbrio na musculatura orofacial, que, durante o relaxamento proporcionado pelo sono, estarão mais flácidos e vibrando à passagem de ar.

É esta vibração que caracteriza o som do ronco, e ainda pode impedir a passagem de ar e ocasionar uma parada da respiração – apnéia – durante o sono.

Muitos outros fatores e funções estarão em desequilíbrio no quadro de ronco e apnéia, entretanto, os maiores objetivos do tratamento fonoaudiológico é adequar a força e a mobilidade dos músculos orofaciais e da faringe, e restabelecer a função do nariz como via principal de entrada de ar no organismo.

É importante ressaltar que o trabalho do Fonoaudiólogo é em conjunto com o tratamento Otorrinolaringológico, pois para êxito da terapia muscular, é necessário se tratar as causas que levam o indivíduo a roncar.

O tempo de tratamento dependerá do empenho do paciente, porém a garantia é de uma reabilitação mais rápida possível.

Dra. Núbia Costa (CRFa. 10904-RJ)
Fonte: Clique Aqui

Atuação Fonoaudiológica na Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A Fonoaudiologia vem contribuindo muito para o tratamento da Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS). Muitas pessoas desconhecem esse campo de atuação do Fonoaudiólogo, que chega a trazer uma melhora em torno de 40% a 50% da gravidade dos sintomas iniciais (dependendo de cada caso e da gravidade dos sintomas). O tratamento Fonoaudiológico na SAOS não propicia a cura, mas sim uma grande melhora na qualidade de vida dos pacientes num curto espaço de tempo.

A Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) é caracterizada por episódios repetitivos de oclusão da via aérea superior durante o sono, fragmentação do sono, sonolência diurna excessiva, doença cardiovascular e ronco.

Durante a apnéia, ocorre uma queda na saturação do oxigênio sanguíneo. Neste processo, ocorrem microdespertares, mecanismo inconsciente utilizado pelo cérebro numa tentativa de abertura da via aérea superior para a livre passagem do ar.

A pausa respiratória pode ocorrer de forma total (apnéia) ou parcial (hipopnéia), sendo que ambas resultam do mesmo evento fisiológico na faringe e na via aérea superior, devido ao tônus neuromuscular reduzido e ao aumento da pressão negativa intratorácica na inspiração.

O diagnóstico da SAOS deve ser feito através da polissonografia, exame que registra simultaneamente algumas variáveis fisiológicas durante o sono. E é de extrema importância o resultado deste exame antes de se iniciar o tratamento Fonoaudiológico. Através da polissonografia é que vamos nos certificar da existência ou não da SAOS, do seu grau de gravidade, além de outras variáveis.

Outro exame importante é a fibronasolaringoscopia, que vai nos fornecer as informações sobre as estruturas anatômicas da via aérea superior.

O uso do CPAP (aparelho de pressão aérea positiva contínua) é o tipo de tratamento mais estudado e utilizado quando os casos se encaixam nas gravidades moderadas e graves. É utilizado durante o sono e atua como suporte aéreo mecânico, abrindo a passagem do ar na via aérea superior, evitando assim, as paradas respiratórias desencadeadas pelo colapso das estruturas orofaríngeas durante o sono. Alguns pacientes, por motivos diversos, não se adaptam ao CPAP, buscando assim, algum tratamento alternativo para a SAOS. Todos os tipos de tratamentos têm como base fisiológica a ampliação do diâmetro da coluna aérea na via aérea superior e a diminuição da resistência do fluxo de ar.

As principais formas de tratamento, além do uso do CPAP, são a perda de peso, o uso da placa de avanço mandibular e/ou cirurgias na via aérea superior, que podem ser propostas pelo médico de várias formas.

O trabalho Fonoaudiológico consiste em estimular a funcionalidade e a morfologia com intenso tratamento miofuncional orofacial, pois estes pacientes apresentam flacidez da musculatura orofaríngea (tensão diminuída), que acarreta na obstrução da passagem do ar pela via aérea superior.

Tendo em vista que as estruturas que compõem o sistema estomatognático fazerem parte da via aérea superior, o trabalho Fonoaudiológico deve garantir um perfeito funcionamento, integração e sincronicidade entre as seguintes funções: mastigação, deglutição, sucção, respiração e fala.

Os pacientes submetidos ao tratamento devem realizar os exercícios durante toda a sua vida para manter a funcionalidade e tonicidade da musculatura orofaríngea.


por Flávia Paiva - Rio de Janeiro, RJ
Fonte: http://www.fonoweb.com.br/
Fonte: Clique Aqui

Exercícios para Ronco e Apnéia



Consiste em fortalecer a musculatura das vias aéreas melhorando sua função, comprovado por um estudo realizado no Instituto do Coração, em São Paulo. Os exercícios aumentam a tonicidade da musculatura da garganta, mas antes de iniciá-los é preciso investigar as causas da apnéia e também mudanças de hábitos para amenizar o problema.
A ginástica deve ser feita com acompanhamento fonoaudiológico especializado em motricidade orofacial.

Fonte: Clique Aqui

Diminua o Ronco e a Apnéia com exercícios fonoaudiológicos.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A fonoaudiologia também está ajudando atualmente as pessoas que sofrem com o ronco e apnéia.
Estudo epidemiológico realizado pelo Instituto do Sono da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) aponta que 32,8% da população da cidade de São Paulo sofre com apneia do sono. Foram avaliadas em laboratório 1.042 pessoas.
O ronco é um ruído predominantemente inspiratório produzido pela vibração das partes moles da orofaringe . Normalmente a inspiração é iniciada pelos músculos da asa do nariz e propaga-se pela faringe , laringe e parede toráxica até alcançar o diafragma .

Sabe-se que de acordo com as fases do sono ocorre um excessivo relaxamento muscular e também uma alteração da coordenação entre as contrações do diafragma e dos músculos da orofaringe . Se os tecidos moles estiverem hipotônicos (flácidos) ao entrarem em relaxamento , tornam-se mais volumosos e flácidos , gerando o ronco .

A sonolência é a queixa de metade dos casos que chegam aos laboratórios , e mais da metade destes apresentam Síndrome da Apnéia do Sono, um distúrbio freqüente e pouco conhecido . O paciente com S. A S. apresenta ronco intenso entrecortado por pausas de 20 a 40 segundos . A única forma do paciente voltar a respirar é despertando (são breves despertares e podem ocorrer várias vezes por noite) , alterando assim , a qualidade do sono fazendo com que o paciente levante cansado, irritado e sonolento, podendo causar falta de atenção, aumento da pressão arterial, além de outros sintomas.

Há vários tratamentos dependendo das causas do ronco e da apnéia. Entre eles, estão a cirurgia, a farmacoterapia, dietas e o uso de respiradores artificiais. Agora, o novo tratamento, baseado em exercícios, foi desenvolvido pela equipe do Incor (Instituto do Coração de São Paulo).
Esses exercícios objetivam fortalecer a musculatura da garganta envolvendo a língua e o palato mole (parte posterior do céu da boca) podendo reduzir em até 40% a gravidade e os sintomas da apneia do sono -distúrbio que tem como características ronco alto e interrupções da respiração durante o sono.

Os exercícios devem ser feitos com a orientação de um fonoaudiólogo, em frente a um espelho. Para manter os resultados conseguidos na fase inicial, em que os exercícios são mais intensos, eles devem ser continuados todos os dias. Se forem interrompidos, os músculos voltam ao estado de fraqueza e flacidez, permitindo que a apnéia e o ronco retornem.

Ainda que esses exercícios não sejam uma solução definitiva para estes problemas, podem aliviar bastante o incômodo e melhorar a saúde de quem sofre com o ronco e a apnéia. Em alguns casos, os exercícios deverão ser feitos como um complemento a outros tratamentos (como o uso de placas para o maxilar, o CPAP ou a perda de peso).
Procure um pneumologista ou uma fonoaudióloga para receber orientação quanto ao tratamento mais adequado ao seu caso.

Fonte: Clique Aqui